15.10.20

Paternidade

 Nina nasceu no dia 31 de agosto e desde então a vida aqui em casa mudou bastante 😍




14.10.20

Assisti e recomendo: Sob Pressão (Globo e Globoplay)

Ontem acabou mais uma temporada de Sob Pressão, desta vez um curto especial de dois episódios chamado Plantão Covid.

E como vem acontecendo desde 2017, quando a série estreou na TV Globo, fiquei impactado e sedento por mais episódios. Segue nova carência até a quarta temporada, que eu espero que não demore nesse cenário de reprogramações e alterações causado pela pandemia.


Não que eu seja da área de saúde, e olha que não tenho estômago nem coragem pra ver cortes em cirurgias sem desviar o olhar, além de outras exposições. Mas a série me pegou pela hiperdosagem de realidade, a tensão da rotina louca de um pronto socorro mostrando na carne a vida como ela é lá dentro, ou como imaginamos que seja.

É claro, a série partiu de um filme que partiu de um livro que partiu de um relato de experiências reais de um médico, Marcio Maranhão. Então a verossimilhança, que eu sempre prezo mesmo em produções ficcionais audiovisuais, por gosto pessoal mesmo, nunca decepciona.

Concordo que tem alguns exageros, no heroísmo dos protagonistas, em alguns dramas, mas são concessões que fazem parte do jogo. A série não é perfeita, acabou de ser criticada inclusive por parte do público e oficialmente pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), que a acusa de desmerecer outros profissionais de saúde, em detrimento dos médicos.

Porém, eu e muitos a consideramos um primor. No ano passado, Marjorie Estiano foi indicada ao posto de melhor atriz pelo prêmio Emmy Internacional por sua atuação na terceira temporada. Júlio Andrade encarnou muito bem o protagonista e suas complicadas questões, alternando grandes virtudes e fraquezas desde o princípio. 

Os demais médicos que convivem com eles agregam de diferentes maneiras. Os pacientes ocasionais conferem um tempero a mais. A simulação de um hospital de verdade é impressionante, em estrutura, cenário, equipamentos, gente circulando. Enfim, uma baita série. 

Nem todo mundo tem estômago, ainda mais em um contexto de pandemia, pra ficar vendo tanto estresse dessa gente sob pressão intensa. Pra quem tem, que venha logo a quarta temporada!

17.8.20

Lema

 Pense antes de fazer, respire antes de falar e guarde só o que importar.

28.10.19

Oficinas sobre fake news para o Lauds

Repetindo o script do ano passado, ministrei recentemente oficina sobre fake news e fontes de informação para os estudantes do Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo.

Pela importância do assunto e de orientar as pessoas a desconfiar das notícias que recebem e veem, a identificar traços de falsidade e a verificar onde se pode checar essas ocorrências, compartilho aqui ambas as apresentações que me orientaram nessas atividades.

2019: Clique aqui

2018: Clique aqui

Falando em Lauds, fui um dos rostinhos fofos que apareceram no vídeo produzido com a galera do cursinho para a campanha do passe livre, veja que lindo ficou clicando aqui

9.8.19

Respeita o piloto!

To há vários meses acumulando rodagem como motorista do Waze Carpool, que conecta motoristas que aceitam dar caronas (em troca de uma ajuda de custo por carona) com passageiros que topam pagar por caronas para trabalho, faculdade e outros compromissos.

Se tiver interesse, me chame para conversarmos. Tenho vouchers com crédito para meus amigos que passarem a utilizar o serviço!


30.5.19

Metodista de novo



Voltei à Universidade Metodista de São Paulo, campus Rudge Ramos, para minha terceira pós-graduação! (a segunda por lá, depois da conclusão do Mestrado em 2011).

As aulas no Doutorado em Comunicação Social se iniciaram neste semestre, mas na realidade eu tenho frequentado a Umesp desde outubro do ano passado, ao me introduzir no Grupo de Pesquisa "Da Compreensão como Método".

Adorei a proposta do grupo, conduzido pelos professores Dimas Kunsch e Mateus Yuri Passos. Mais informações podem ser encontradas no site http://www.dacompreensao.com.br.

Além das reuniões na Metô, em São Bernardo do Campo, começamos a nos encontrar em espaços mais informais, estimulando a interação entre os participantes para além das pautas da reunião (como no encontro relatado neste texto).

Meu projeto de tese relaciona Comunicação e Educação. Mais precisamente, Jornalismo Literário com Ensino Médio. Uma proposta de aplicação de JL em aulas do EM. A orientação é do prof. Mateus.

Demorou uns meses, mas consegui uma bolsa de estudos, por um programa da CAPES, que vai custear as mensalidades para mim!





27.12.18

Celebrando de novo

Ribeirão Preto, 11 de agosto. Nosso ponto alto de 2018

2018 acabando, já são 12 anos deste blog. A concorrência de canais de publicação online está cada vez maior, mas pra mim o blog ainda tem espaço. Mesmo que preterido, na maior parte do ano, por Twitter, Instagram, Facebook, Medium e YouTube.

Pois é, agora até canal específico eu tenho e youtuber eu virei. Já foram 9 vídeos postados no Nossa Língua Brasileira, que inventei, buscando oferecer um conteúdo diferenciado, e curto muito fazer.

No Medium são postagens esporádicas, porém especiais, bem formatadas. Como os posts sobre As Minhas Copas do Mundo. E já que tivemos ano de Mundial, tem post especial - clique aqui para ler como ficou o relato sobre o acompanhamento da Rússia-18, depois de vários meses e revisões durante a produção.

Ano de Copa é sempre legal, mesmo quando (mais uma vez) não conquistamos o caneco. Perdemos também as eleições presidenciais, mas o grau de politização se acentuou, a partir do interesse maior na vida política, nos candidatos, siglas, programas e ideologias. Então de algum modo saímos ganhando. Até porque ouvir manifestações alheias e reconhecer quem pensa de forma mais ou menos alinhada à nossa visão de mundo nos ajuda a selecionar melhor amizades, companhias, com quem vale a pena dialogar e quem não merece determinadas perdas de tempo...

Profissionalmente tive um ano muito bom, de consolidação. Tive a oportunidade de conhecer o Hemisfério Norte, indo para Nova York. Fui buscar, inclusive, o regresso à pós-graduação, com o ingresso no Doutorado para início em 2019, numa área que me agrada, tentando abrir uma porta almejada há tempos.

Pessoalmente também foi supimpa. Militância no Cursinho Laudelina, cada vez mais estruturado, namoro com Amandinha se firmando, família unida e ainda mais fortalecida com o casamento da maninha, turma nova de futebol semanal saudável, nova experiência como motorista do Waze Carpool, bom demais.

Ah, falando no casamento da Lisandra com o Lucas, foi o ponto alto do ano né? Em termos de importância, de emoção, de celebração. Tive a honra de ser um dos celebrantes, junto com o Matheus, irmão do noivo. Foi minha segunda experiência nessa função mais do que especial (clique aqui para relembrar a primeira, em 2013).  A festa foi linda, em sintonia com tudo que foi a preparação e o carinho depositado por todos nós, desde o princípio.

Por mais celebrações em 2019!

16.12.18

Assisti e recomendo: Merlí (Netflix)




Site oficial: https://www.netflix.com/br/title/80134797

Essa série de 3 temporadas me cativou, e olha que não sou desses que fica buscando e mergulha em série após série.

(não assino Netflix, por exemplo. Obrigado Amandinha por me permitir o acesso :P)

É sobre um professor de Ensino Médio que se preocupa em fazer seus alunos pensar. Que questiona, provoca, mais do que estimular o decoreba. Envolve-se pessoalmente com os alunos, pais e colegas de escola mais do que o "normal", é verdade. É egoísta e desrespeitoso em vários momentos, concordo também. Mas tudo isso não o faz menos cativante.

(fora que ouvir o idioma catalão é muito daora. Aprender umas palavras, expressões, torna tudo mais saboroso)

Não à toa o seriado fez muito sucesso aqui, com filósofos e professores de filosofia brasileiros comentando, parando para ver e analisar. A ponto de um dos mais gabaritados do país, Renato Janine Ribeiro, ter ficado fascinado e desenvolvido um curso livre baseado nele (clique aqui). 

Eu devorei a série no 1o semestre desse ano, mas acabei demorando para soltar esse post. Porém, assim como os demais fãs da obra, saio de 2018 muito feliz, porque, embora o ciclo da série tenha se encerrado, haverá uma nova série, baseada nela, já em 2019 na Espanha! É o que no jargão das séries se chama de spin-off. Pol Rubio, um aluno mais do que especial para Merlí, será o protagonista (clique aqui para ler mais).

Veja mais algumas referências:

Merli: Porque vale a pena começar a assistir a série sobre um professor pouco ortodoxo

Série Merlí da Netflix mostra como conectar Ensino Médio à vida do jovem

Merli - Como ser um bom mau caráter

Livro-interativo expande o universo da série Merlí da Netflix

2.5.18

Youtuber eu

Já que o vídeo é o que está mais em alta na comunicação hoje em dia, e temos algo relevante a dizer para as pessoas na Internet, vamos testar a ferramenta youtúbica.

A ideia do canal Nossa Língua Brasileira é iluminar e esclarecer sobre gírias e coloquialismos que a gente ouve, fala, mas a norma culta ainda não legitima/legitimou. É desvelar a versão brasileira da língua portuguesa, ou seja, a nossa língua do dia a dia e como nos comunicamos. Valorizar a informalidade, o uso que a gente dá, intercambiando conceitos e transformando o idioma.

Bora testar então. Abaixo os três vídeos que gravei até aqui. Gostaria muito de saber a opinião de quem se dispuser a assistir!







14.3.18

Textão novo no Medium

Acabei de publicar, enfim, meu relato consolidado, informativo-opinativo-ilustrativo, da experiência inédita e muito saborosa de desfilar em uma grande escola de samba de SP.

Eu disse enfim porque o desfile rolou em fevereiro do ano passado, e desde semanas depois vim construindo esse post, tijolo a tijolo, lapidando, relendo, burilando, correndo atrás de dados, imagens, registros que pudessem enriquecer ao máximo.

Claro que ficou textão, mais de 4.400 palavras! Mas ainda bem que tem um espaço propício pra gente soltar o verbo sem limitações. Quem estiver afim de conferir o que tem lá, segue o link abaixo, clique para abrir:

O PRIMEIRO DESFILE CARNAVALESCO

7.2.18

Futebol é de quinta

Acabei revelando onde jogo semanalmente no post mais recente do meu blog Planeta Bola.

ATUALIZAÇÃO:

Em maio, arrumei uma turma pra jogar às terças-feiras. Ficou melhor. Então jogo quinta só quando não vou na terça.

OFERECEM-SE FRILAS

Como estou interessado em descolar dinheirinhos extras no tempo livre (normalmente as noites da semana e eventualmente em finais de semana), seguem os trabalhos freelances de comunicação que sei desempenhar e coloco a serviço do mercado:

- Revisão e edição de textos segundo a norma culta da língua portuguesa;
- Revisão e edição de trabalhos acadêmicos segundo as normas da ABNT;
- Produção de textos em geral (formais, informais, literários, humorísticos, paródias);
- Trabalhos jornalísticos: pauta, apuração, entrevista, redação;
- Traduções de textos: português - inglês, inglês - português, francês / espanhol / italiano - português;
- Posts para blogs e redes sociais;
- Mediação, moderação e apresentação de eventos, seminários, cerimônias, discursos, etc.

Contatos no e-mail brupessa@yahoo.com.br

(Para conhecidos e amigos costumo cobrar preços mais camaradas!)

13.9.17

Inside the Actors Studio

Performei em gravação de vídeo para campanha da illy, nosso cliente na ADS.
São apenas pedaços de um sujeito nas imagens abaixo, mas crede, sou eu!




Não sei se essas imagens estarão nos vídeos finais da série que será publicada nas redes sociais do Clube illy do Café, então por via das dúvidas, registro aqui para termos um legado do meu estrelato!

24.7.17

Cursinheiro sangue bom trabaiadô


As grades que a gente rompe no Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo são outras!

Uma das fotos produzidas por Marcia Minillo para reportagem da amiga Maria Lígia Pagenotto, intitulada Cursinhos Populares promovem educação como direito e não mercadoria, publicada online pela Rede Brasil Atual

30.6.17

Dez..pras..cinco... do casal trabalhador

Minha humilde, mas excelente, paródia de Despacito, de Luís Fonsi. Olha como ficou show nesse vídeo, amador porém realístico:




Aaii... essa hora que não passa... ah não, ah não...(embuchada)

(Vai!) Sim, sabe que no fundo isso é uma agressão
Madrugar com o despertador
Vi, que também sonhas com as férias para que
Possa dormir até acordaaarr

(oh)Tu, segurando esse sono colossal
Deitando na cadeira com a coluna mal
Foda conviver com a preguiça vadia

(Pois é) Sim, já fiz pausas variadas afinal
Fazê um lanchinho é fundamental
Mas o relógio esse bem que poderia...

Dez...pras...cinco... Se é de madrugada tem gente dormindo,
Gente levantando, gente se vestindo
Gente na balada tomando mojito...

Dez...pras...cinco...Se é quase às 17 o dia vai se indo
Gente trabalhando, gente produzindo
Trânsito formando horário de picoo (sobe o pico, sobe o pico, vai!)
..
Quero que a noite chegue pr'eu ficar de boooaaa
Ônibus indo pra casa, meus lugares favoritos! (favoritos, favoritos baby)
Quero meu sofá, meu banho, o meu pijaminhaaa
As cobertas mais saudosas, muito melhor que um cineminhaaa
Gata eu to te esperando
Sei no que está pensando
Que eu fiquei maquinando
Um daqueles superplanos
Mas relaxa que é facinho e vai ser bão, bão
Não vamos complicar a nossa real intenção, ção
A gente se amarra aqui e não precisa sa-ir
Não gasta, não se irrita e pede um deli-very
Tudo naturalmente sob o edredom se esquenta
A TV fica de lado e a gente se alimenta
Pasito a pasito, ói que tá bonito
A coisa vai pegando poquito a poquito
Quando você me beija esqueço a tristeza
Que tem segunda-feira, trabalho sobre a mesa
Pasito a pasito, faz devagarzinho
Prolonga o momento desse amorzinho
Não quero nem lembrar de tudo lá de fora
Até do relógio eu fujo pra não ver a hora
Dez...pras...cinco... Se é de madrugada tem gente dormindo,
Gente levantando, gente se vestindo
Gente na balada tomando mojito...

Dez...pras...cinco... Se é quase às 17 o dia vai se indo
Gente trabalhando, gente produzindo
Trânsito formando horário de picoo (sobe o pico, sobe o pico, vai!)
..
Quero que a noite chegue pr'eu ficar de boa
Ônibus indo pra casa, meus lugares favoritos! (favoritos, favoritos baby)
Quero meu sofá, meu banho, o meu pijaminhaaa
As cobertas mais saudosas, muito melhor que um cineminhaaa

Dez..pras...cinco...Imagina uma praia de Porto Rico
Eu você curtindo como casal rico
Bebendo mojito até encher o bico

Pasito a pasito, ói que tá bonito
A coisa vai pegando poquito a poquito
Vamos dilatando as horas, nem sei qual que é agora...
Dez..pras... cinco.

20.6.17

Não resolve nada

Quando eu vinha confortável, dirigindo meu carro com ar condicionado, pra me refrescar do calor que abrasava as mentes de todos lá fora, vi uma mulher lá fora, provavelmente com a mente abrasada.

Ela vinha tentando chamar a atenção dos motoristas como eu, pedindo qualquer dinheiro ou ajuda que viesse, e aquilo me deixou mal, pela lembrança de que não tinha um trocado decente para lhe entregar, revirando o painel do carro, os bolsos, porta-moedas, até encontrar alguma coisa, buzinar, pra que ela me visse e eu lhe entregasse uma moeda, e eu já me sentisse feliz, como se aquilo tivesse resolvido pra ela e pra mim.

Horas depois quando eu saía feliz da lanchonete, como se nada mais se bastasse e precisasse da vida, e tudo estivesse resolvido, com a barriga cheia, desejo saciado pelo alimento tão aguardado, e percebi uma criança sentada no banco pedindo ajuda, imediatamente eu me voltei, com quase nada trocado no bolso porque já tinha dado pra mulher do parágrafo anterior, revirei novamente e dei o que sobrou, como que por instinto, por obrigação. E até meus amigos repetiram o gesto, logo em seguida, e parecia novamente que tinha resolvido.

Quilômetros depois quando eu voltava pra casa, confortável no meu carro, satisfeito na minha fome, barriga cheia e vento no rosto, me incomodei quando parei no semáforo e vi aquele homem com um cartaz que quase não se entendia nada, porque já era noite e o cartaz era precário, mas ele pedia alguma ajuda. Fiquei mal, porque já tinha dado para a mulher do primeiro parágrafo, e ajudado o menino do segundo. E de fato sobrou muito pouco para ajudar o homem, muito pouco, mas mesmo o pouco que tinha eu entreguei pedindo desculpas, sem saber se tinha resolvido

E no balanço do dia em que ajudei três pessoas desconhecidas, que talvez com essa e outras ajudas tenham conseguido alguma comida ou bebida pra sobreviver mais um pouco, e que por isso eu teria tudo pra dormir mais feliz, não pude sorrir, porque mesmo que eu tenha tentado, não resolveu foi nada.

1.2.17

Passou o aniversário de SP, mas fica uma música




LÁ VOU EU (COMPOSIÇÃO E GRAVAÇÃO, RITA LEE*)

Num apartamento
Perdido na cidade
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar
Ultimamente
A gente não consegue
Ficar indiferente
Debaixo desse céu
Do meu apartamento
Você não sabe o quanto eu voei
O quanto me aproximei
De lá da Terra
As luzes da cidade
Não chegam nas estrelas
Sem antes me buscar
E na medida do impossível
Tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo
O amor é imprevisível como você
E eu
E o céu

Lá vou eu
Com o que Deus me deu
Escutando o som
Conquistando o céu
Desprezando o chão
Da janela do sétimo andar
Sem elevador
E a cara feia do zelador
Venha correndo
Venha, venha me dar amor

*Zélia Duncan também gravou a canção (aliás, foi quem ma apresentou e tenho mais ouvido quando toca nas rádios paulistanas), uma bela versão, mas não tem a estrofe final, então optei por colocar a versão original e mais completa, da Rita Lee.



30.1.17

Teatro: CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Passeei bastante no último feriado do aniversário de São Paulo, afinal paulistano, que sempre tem algo para reclamar dela, tem que aproveitar também as vantagens da metrópole.

Fechando o dia, a peça Canto para Rinocerontes e Homens, no Teatro Alfredo Mesquita, zona norte, foi conquistada arduamente, tamanha a concorrência para assistir a ela.

Mas como valeu a pena!


Nunca um espetáculo teatral havia mexido tanto comigo. E aposto que com muita gente da plateia. O enredo gira em torno da animalização do ser humano, brutalização levada ao extremo a partir de elementos muito atuais, reais, comprovados no nosso dia a dia. Saiba mais sobre a peça neste link.

Recomendo fortemente, goste vc de teatro ou não!

(obs: não é a mesma coisa, claro, nem dispensa a sensação de assistir ao vivo, materialmente na sua frente, mas quem não tiver a oportunidade, e/ou tiver a curiosidade, de assistir a um vídeo que mostra uma exibição da peça na íntegra, está disponível clicando aqui)

27.1.17

Hit das Antigas: Build, The Housemartins

Videoclipe do conjunto britânico The Housemartins, datado de 1987. Faixa de seu segundo e último disco The People Who Grinned Themselves to Death, também de 87. Conhecida como o melô do papel, ouça e cante também "PA PA PA PA, PEL..."

(me lembrou a atenta comadre Letícia Chevrier que "o baixista da banda - com esse gingado sensacional no clipe - era Norman Cook, que ficaria depois tão famoso sob o codinome de Fatboy Slim!")



Clambering men in big bad boots
Dug up my den, dug up my roots.
Treated us like plasticine town
They build us up and knocked us down.

From Meccano to Legoland,
Here they come with a brick in their hand,
Men with heads filled up with sand,
It's build.

It's build a house where we can stay,
Add a new bit everyday.
It's build a road for us to cross,
Build us lots and lots and lots and lots.

Whistling men in yellow vans
They came and drew us diagrams.
Showed us how it all worked out
And wrote it down in case of doubt.

Slow, slow, quick, quick, quick,
It's wall to wall and brick to brick,
They work so fast it makes you sick,
It's build.

Down with sticks and up with bricks,
In with boots and up with roots,
It's in with suits and new recruits,
It's build...


28.12.16

Já é Carnaval desde novembro...

...quando decidi e fui atrás do que precisava pra enfim desfilar por uma escola de samba grande num carnaval grande, sonho desde moleque.

Tá tudo caminhando pra dar certo e, na madrugada de sábado 25 para domingo 26 de fevereiro próximo, eu estar no meio dos milhares de componentes da Vai Vai, maior campeã da elite do carnaval paulistano.

Desde o primeiro ensaio, em frente à quadra da agremiação no Bixiga (formalmente conhecido como Bela Vista), a música que a gente mais canta por lá (e eu venho cantando comigo mesmo toda semana) é o samba-enredo, claro, que podemos ouvir no vídeo abaixo:


O título do enredo é "No xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu: Menininha, Mãe da Bahia - Ialorixá do Brasil", homenageando uma das mães-de-santo mais populares do candomblé brasileiro (veja a letra e as fantasias das alas no site oficial da Saracura), Mãe Menininha do Gantois.

Torça por nós, pois melhor que um desfile serão dois, o segundo entre as escolas campeãs do sambódromo do Anhembi, na sexta, 3 de março!

27.12.16

10 anos de vida

27 de dezembro de 2006 marcou o nascimento deste blog, acredita?

Foi com este post, explicando o porquê do blog e de seu nome frasístico: http://naotevejeito.blogspot.com.br/2006/12/certas-coisas-na-vida-no-temos-como_27.html

Quanta coisa mudou e mudamos de lá pra cá! Ainda não era paulistano de vez, o que vai completar 10 anos em breve.

Ainda mudava de namoradas quando não dava certo, antes de casar e até me separar. 

Ainda iria para os dois empregos mais duradouros da minha carreira até hoje. Felizmente, sem ter de deixar a comunicação.

Ainda não sentira na pele o que era ser padrinho de uma criança e tio de um filhote quase gente como a gente. 

Vivia na fase de muitas festas de formatura e depois viriam muitas de casamento. Tenho saudades dessas festas, uma pena elas irem escassando conforme envelhecemos, ainda mais para espíritos jovens e farristas e sarristas como o meu (Quanto a me formar e casar, foi bom mas hoje não prevejo repetecos).

Ainda não sabia como era morar sozinho na minha casa. Como isso é bom!

Não tive ainda a oportunidade da paternidade de seres humanos, como parecia previsível. Ok, não me frustrou. E se não tiver pro resto do meus dias terrenos, a vida não há de ser menos bela e completa, porque isso só depende de mim.

Ainda não conhecia o Cursinho Laudelina da Rede Emancipa. Até porque na verdade eles ainda não existiam. A Rede vai pra 10 anos, o Lauds 7!

Ainda não tinha tantos fios grisalhos entre a pretaiada que (ainda) domina meu couro capilar. Isso não é um problema atualmente. Mesmo porque os desconhecidos continuam me dando 24, 25, às vezes 30 anos de idade à primeira vista (inocentes, já vivi 34!). 

Ainda não havia redes sociais, que roubaram considerável importância e tempo na rotina de quem tinha blog. Tanto que alguns os largaram. Mas eu torço pra mais 10 anos deste. Que venha 27 de dezembro de 2026 neste mesmo local então! 

25.12.16

Hit das Antigas: La Solitudine, Laura Pausini

Lançada em 1993!

Como é bonito o idioma italiano, ainda mais nessa suave voz! Por mais triste que seja a canção, não enjoa entoá-la.



Marco se n'è andato e non ritorna più
Il treno delle 7:30 senza lui
È un cuore di metallo senza l'anima
Nel freddo del mattino grigio di città

A scuola il banco è vuoto, Marco è dentro me
È dolce il suo respiro fra i pensieri miei
Distanze enormi sembrano dividerci
Ma il cuore batte forte dentro me

Chissà se tu mi penserai
Se con i tuoi non parli mai
Se ti nascondi come me
Sfuggi gli sguardi e te ne stai

Rinchiuso in camera e non vuoi, mangiare
Stringi forte al te, il cuscino e
Piangi non lo sai, quanto altro male ti farà, la solitudine

Marco nel mio diario ho una fotografia
Hai gli occhi di bambino un poco timido
La stringo forte al cuore e sento che ci sei
Fra i compiti d'inglese e matematica

Tuo padre e suoi consigli che monotonia
Lui con i suoi lavoro ti ha portato via
Di certo il tuo parere non l'ha chiesto mai
Ha detto un giorno tu mi capirai

Chissà se tu mi penserai
Se con gli amici parlerai
Per non soffrire più per me
Ma non è facile lo sai

A scuola non ne posso più
E i pomeriggi senza te
Studiare è inutile tutte le idee si affollano su te

Non è possibile dividere la vita di noi due
Ti prego aspettami amore mio ma illuderti non so!

La solitudine fra noi
Questo silenzio dentro me
È l'inquietudine di vivere
La vita senza te

Ti prego aspettami perché
Non posso stare senza te
No n è possibile dividere la storia di noi due

La solitudine fra noi
Questo silenzio dentro me
È l'inquietudine di vivere
La vita senza te

Ti prego aspettami perché
Non posso stare senza te
No n è possibile dividere la storia di noi due
La solitudine...

Tradução:

Marco foi embora e não volta mais
O trem das 7h30 sem ele
É um coração de metal sem alma
No frio da manhã cinza da cidade

Na escola, o banco vazio, Marco está dentro de mim
É doce sua respiração entre meus pensamentos
Enormes distâncias parecem nos dividir
Mas o coração bate forte dentro de mim

Quem sabe se você pensará em mim
Se com seus pais não fala mais
Se você se esconde como eu
Escapa dos olhares e está distante

Confinado no quarto, você não quer comer
Você abraça forte o travesseiro
Chora sem saber quanto outro mal te fará a solidão

Marco em meu diário numa fotografia
Você tem olhos de um menino um pouco tímido
Aperto-a no coração e eu sinto que você está lá
Entre as tarefas de inglês e matemática

Seu pai e seus conselhos, aquela monotonia
Ele com o seu trabalho o irritou
Certamente não perguntou a sua opinião
Disse "um dia você me entenderá"

Quem sabe se você pensará em mim
Se com os amigos falará
Para que não sofra mais por mim
Mas não é fácil, eu sei

Na escola, não posso mais
E as tardes sem você
Estudar é inútil, todas as ideias se concentram em você

Não é possível dividir a vida de nós dois
Suplico-lhe: espere-me, meu amor
Mas te iludir não sei

A solidão entre nós
Este silêncio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você

Eu lhe peço: espere-me, porque
Eu não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois

A solidão entre nós
Este silêncio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você
Eu lhe peço: espere-me, porque
Eu não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão...

1.12.16

Sobre a dor da tragédia com a Chapecoense

Post de hoje no meu outro blog, esse temático, sobre o mundo do futebol, hospedado no Portal iG:

Luto mundial no futebol #forçachape

Minha seleção do Brasileirão

Convidado, junto com milhares de jornalistas brasileiros, a votar nos melhores por posição do atual Campeonato Brasileiro de futebol, da Série A, eis os meus 11 na imagem abaixo, além de melhor treinador, treinador revelação, revelação e craque (clique sobre ela para ampliá-la e conseguir ler :P)

Espie e fique à vontade para dizer o que acha, discorda, concorda, acha mais justo, etc...


ps: aos que desconhecem, Alexis Stival é o popular Cuca

21.11.16

Na home da Rede Emancipa!

Ó o alegre com as mãos levantadas na foto maior... soy jo! :P



Seguimos militando no Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo!

7.11.16

Menção em revista acadêmica

Fui citado pelo saudoso professor Edvaldo Pereira Lima no artigo “O jornalismo literário e a academia no Brasil: fragmentos de uma história”, publicado recentemente pela Revista Famecos, da PUC-RS.

Ed conta a história do ensino de jornalismo literário no país, bastante recente mas já rica, e da qual me orgulho de ter participado, como um dos primeiros alunos de pós-graduação na área.

O artigo pode ser acessado e lido na íntegra clicando aqui. Apareço no primeiro parágrafo da página 13 :P

Vida longa ao JL!

3.11.16

Hit das Antigas: Nos lençóis desse reggae, Zélia Duncan

Ah, grande Zélia! (na altura, na voz, na presença, no espírito, na inteligência).

Essa é uma das várias músicas que eu curto desse grande nome da MPB contemporânea (comprei o CD na época e ainda o tenho). 1994 (saudades!). Vibe muito boa!



Flash de viagem

Vontade de cantar um reggae

Dono do impulso

Que empurra o coração

E o coração pra vida.

E a vida é de morte

Minha única sorte

Seria de ter esse reggae

Vontade de fazê-lo

No meio da fumaça verde

Não me negue

Só me reggae

Só me toque quando eu pedir

Senão pode

Ferir o dia

Todo cinza

Que eu trouxe pra nós dois.

Nos lençóis desse reggae

Passagem pra Marrakesh

Dono do impulso que empurra

O coração e o coração pra vida.

Não me negue

Só me reggae

Só me esfregue quando eu pedir

E eu peço sim!

Senão pode

Ferir o dia

Todo cinza

Que eu trouxe pra nós dois.

Nos lençóis desse reggae...

Nos lençóis desse reggae

Oh oh yeah... yeah... yeah...


-> Veja os demais Hits das Antigas que já postei clicando aqui

27.10.16

Esclarecendo o uso dos porquês



Clique sobre a imagem para ampliá-la

Bônus: Quando você quer pedir a saída de alguém, mandando um "Fora" pro fulano, deve dizer "Fora Fulano" ou "Fora, Fulano"? Veja a resposta clicando aqui

20.10.16

Reflexões poéticas

As últimas duas postagens no meu perfil do Medium, a rede social do textão, são poemas com base em situações cotidianas, pinta lá se tiver interesse, curiosidade (ou mesmo piedade):

-> uma letra de rap, chamada Guria do Busão;

-> uma pensata sobre o que cerca o morar sozinho, em SoLidão: Lidando e Lucrando.

Comentários, desde que respeitosos, são sempre bem-vindos.

29.9.16

Hit das Antigas: Voyage, Voyage

Anos 80 feelings!

Canção escrita por Jean-Michel Rivat, gravada pela cantora francesa Desireless, nome artístico de Claudie Fritsch (aqui o site dela, veja como está atualmente), foi seu maior sucesso.

Bora viajar então!




Au dessus des vieux volcans,
Glisse des ailes sous les tapis du vent,
Voyage, voyage,
Eternellement.
De nuages en marécages,
De vent d'Espagne en pluie d'équateur,
Voyage, voyage,
Vole dans les hauteurs
Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Il Regarde l'océan...

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Sur le Gange ou l'Amazone,
Chez les blacks, chez les sikhs, 
chez les jaunes,
Voyage, voyage
Dans tout le royaume.
Sur les dunes du Sahara,
Des iles Fidji au Fujiyama,
Voyage, voyage,
Ne t'arrêtes pas.
Au dessus des barbelés,
Des coeurs bombardés,
Il Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Il Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

-> Leia tradução da letra para o português no site Vagalume

-> Veja outros hits das Antigas postados aqui no blog

22.9.16

Corrige aí: seguimento

A palavra seguimento até existe, mas como sinônima de continuidade, andamento. 

Quando for para se referir a setor, não é seguimento, mas segmento, com "g" mudo. Então corrija:



Tá claro? ;)

Veja mais toques gramaticais da seção Corrige aí clicando aqui!

Lembrando que o objetivo desses posts não é ficar apontando erros alheios pra caçoar dos outros e bancar o sabichão (abaixo ao preconceito linguístico!). Até porque, em muitos desses casos, a comunicação se faz compreensível mesmo com as infrações cometidas à norma culta. Porém, como precisamos dominar essa norma nas situações de avaliação educacional e profissional que a sociedade nos impõe, a ideia aqui é contribuir a partir de casos do dia-a-dia, ou seja, erros cotidianos, que estão por aí.

20.9.16

Hit das Antigas: Sapato Velho, Roupa Nova

Dessa banda eu curto váááárias!
Essa bela canção data de 1981, mais velha que eu.




Você lembra, lembra
Daquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói
Era mais forte e veloz
Que qualquer mocinho de cowboy
Você lembra, lembra
Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas
Pra poder buscar
Flores de maio azuis
E os seus cabelos enfeitar

Água da fonte

Cansei de beber
Pra não envelhecer

Como quisesse

Roubar da manhã
Um lindo pôr de sol

Hoje, não colho mais

As flores de maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis

E talvez eu seja simplesmente

Como um sapato velho
Mais ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés

14.9.16

Primeiramente e secundamente

Primeiramente...




Em segundo lugar, mas não menos importante, o relato ilustrado de minha participação no mega ato Fora, Temer! de São Paulo no último 4 de setembro, lá no Medium:


Curtiu, odiou, não fedeu nem cheirou? Comenta!

27.8.16

Hit das Antigas: Please Mr. Postman

E bota antigas nisso! Mas pra mim virou uma clássica. Até porque o tema de fundo, o envio de cartas entre pessoas se que gostam, me é deveras caro!

Nascida em 1961, nomeou o álbum de estreia (estrondosa) do grupo feminino estadunidense The Marvelettes. Ouça no vídeo abaixo:



Foi gravada, olhe só, pelo quarteto inglês The Beatles, mais de uma vez, entre 1962 e 63. Uma das gravações, raridade, no vídeo abaixo:



Mais de uma década depois, voltou às paradas de sucesso norte-americanas em 1975, regravada pelo  The Carpenters, dupla formada pelos irmãos estadunidenses Karen e Richard Carpenter.

Essa nova roupagem foi a que conheci primeiro, desde moleque mesmo, porque mamãe tinha uma fita K7 dos Carpenters e essa era a canção que a gente mais gostava de ouvir, até fazia bagunça dançando. Talvez seja por isso que é a versão que prefiro. Veja o clipe abaixo, fofo, na Disneylândia, com Mickey Mouse e companhia limitada a tiracolo:



Abaixo, a letra, fofinha também:

Stop!
Oh yes, wait a minute, Mr Postman
Wait! Wait, Mister Postman

Please Mister Postman look and see
(Oh yeah)
If there's a letter in your bag for me
(Please, please, Mister Postman)
Why's it takin' such a long time
(Oh yeah)
For me to hear from that boy of mine

There must be some word today
From my boyfriend so far away
Please Mister Postman look and see
If there's a letter, a letter for me

I've been standin' here waitin' Mister Postman
So patiently
For just a card or just a letter
Sayin' he's returning' home to me

Please Mister Postman look and see
(Oh yeah)
If there's a letter in your bag for me
(Please, please, Mister Postman)
Why's it takin' such a long time
(Oh yeah)
For me to hear from that boy of mine

So many days you passed me by
See the tears standin' in my eyes
You didn't stop to make me feel better
By leavin' me a card or a letter

Please Mister Postman look and see
(Oh yeah)
If there's a letter in your bag for me
(Please, please, Mister Postman)
Why's it takin' such a long time
(Oh yeah)
For me to hear from that boy of mine

Why don't you check it and see one more time for me
you gotta wait a minute, wait a minute...
Mister Postman
Mister Postman look and see
C'mon deliver the letter, the sooner, the better
Mister Postman

25.8.16

Li e recomendo: O Jornalista mais Premiado do Brasil

O livro e o autor, em um dos seus vários lançamentos

"O Jornalista mais Premiado do Brasil: a vida e as histórias do repórter José Hamilton Ribeiro"

O título completo de mais essa obra do amigo Arnon Gomes já explica o tema. Jornalista escrevendo sobre jornalista, já bastaria isso para eu me interessar. E conhecendo ambos, mais ainda. Zé Hamilton é uma verdadeira escola para todos nós seguidores. Arnon, um profissional talentoso e dedicado, que se esmera no que faz desde as primeiras matérias no jornal Comércio da Franca, quando a profissão em comum nos permitiu um auspicioso reencontro, em 2005, anos e anos após a infância comum em Santos.

O livro de 260 páginas, publicada ano passado em Araçatuba, onde Arnon vive e trabalha há alguns anos, teve lançamentos aqui em SP, bem como Santos, Campinas e terá em Ribeirão Preto. Ainda não consegui comparecer a nenhuma, mas ajudei o amigo no envio da remessa paulistana excedente pra ele e acabei ganhando um exemplar, lido com calma e muito gosto. Falta a dedicatória agora!

Lembrando que um dos livros anteriores de Arnon eu indiquei neste blog, em 2012 (leia aqui). Vida longa ao escritor Arnon, ao mestre Zé e ao bom e verdadeiro jornalismo!

5.7.16

Hits das Antigas: Sambas-enredos sobre a abolição da escravatura

Os samba-enredos das escolas campeãs dos carnavais cariocas de 1988 e 1989 - Vila Isabel e Imperatriz Leopoldinense, respectivamente - versaram sobre o centenário da abolição da escravatura no Brasil (1888). E foram dois primores em letra e música!

Sempre gostei de sambas carnavalescos e esses estão entre meus favoritos! "Kizomba, a Festa da Raça" ganha em beleza e poesia, enquanto que "Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós" embala pelo refrão contagiante. O primeiro é de Rodolpho, Jonas e Luis Carlos da Vila, também interpretado por Martinho da Vila. O segundo, da Imperatriz, composto por Niltinho Tristeza, Preto Jóia (intérprete principal), Vicentinho e Jurandir.

Bora cantar e sambar!



KIZOMBA A FESTA DA RAÇA

Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição

Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu

Vem, menininha, pra dançar o Caxambu (bis)

Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular

Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção

Esta Kizomba é nossa constituição

Que magia
Reza ageum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais

Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua





LIBERDADE, LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS

Vem, vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí

Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente

Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

Para reviver outros Hits das Antigas postados aqui, clique neste link!

30.6.16

Corrige aí: Crase antes de numeral

A infelicidade abaixo foi dupla: crasear um A indevidamente e ainda colocar o acento agudo ( ´ ) em vez do grave ( ` )



R$ 1.500,00 é um numeral, portanto substantivo sem gênero (nem masculino nem feminino). E como só há crase em fusão de preposição "a" + artigo "a", vinculado a termos femininos, à frente de numerais não se usa crase (nem qualquer outro acento) no "a" das expressões "superior/inferior/equivalente a".

Tá claro? ;)

Veja mais toques gramaticais da seção Corrige aí clicando aqui! 

Lembrando que o objetivo desses posts não é ficar apontando erros alheios pra caçoar dos outros e bancar o sabichão (abaixo ao preconceito linguístico!). Em muitos desses casos, a comunicação se faz compreensível mesmo com as infrações cometidas à norma culta. Porém, como precisamos dominar essa norma nas situações de avaliação educacional e profissional que a sociedade nos impõe, a ideia aqui é contribuir a partir de casos do dia-a-dia.

28.6.16

Terceiro blog

Além deste versátil Nãotevejeito e do futebolístico Planeta Bola, no portal iG, nos últimos meses venho me dedicando a abastecer também o blog do Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo, que ajudo a coordenar desde o início de 2015.

Aliás, para quem não conhece os cursinhos populares da Rede Emancipa, total recomendação! Pois não buscamos apenas oferecer preparação gratuita para os vestibulares a alunos carentes, mas principalmente formação cidadã e política, para que entrem na universidade buscando fazer a diferença positivamente na sociedade (agindo em prol da educação pública de qualidade para todos, por exemplo).

O link do blog do Lau é http://emancipalaudelina.blogspot.com.br/. Aguardo uma visita e um comentário!

22.6.16

Hit das Antigas: My Sweet Lord / Meu Bom Senhor

Linda louvação a Deus (no caso, Krishna, do Hinduísmo) do então ex-beatle George Harrison, lançada em 1970. Fez muito sucesso e foi gravada não só em inglês, como em espanhol (Mi Dulce Señor, com Julio Iglesias) e português (Meu Bom Senhor, de Chitãozinho & Xororó, adaptando para o Cristianismo, entre outros), por exemplo.

Aprecie clipe, letra e, mais abaixo, vídeo da versão em português:



My sweet Lord
Hm, my Lord
Hm, my Lord

I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you, Lord
But it takes so long, my Lord

My sweet Lord
Hm, my Lord
Hm, my Lord

I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you Lord
BUt it won't take long, my Lord (hallelujah)

My sweet Lord (hallelujah)
Hm, my Lord (hallelujah)
My sweet Lord (hallelujah)

Really want to see you
Really want to see you
Really want to see you Lord
Really want to see you Lord
But it takes so long, my Lord (hallelujah)

My sweet Lord (hallelujah)
Hm, my Lord (hallelujah)
My, my, my Lord (hallelujah)

I really want to know you (hallelujah)
Really want to go with you (hallelujah)
Really want to show you Lord(AhhhAhhhh)
But it won't take long, my Lord (hallelujah)
Hm, hm (hallelujah)

My sweet Lord (hallelujah)
My, my, my Lord (hallelujah)

Hm, my Lord (hare krishna)
My, my, my Lord (hare krishna)
Hm, my sweet Lord (krishna krishna)
Hm, hm (hare hare)
Really want to see you (hare Rama)
Really want to be with you (hare Rama)
Really want to see you, Lord (AhhhAhhhh)
But it takes so long, my Lord (hallelujah)
Hm, my Lord (hallelujah)
My, my, my Lord (hare krishna)
My sweet Lord (hare krishna)
My sweet Lord (krishna krishna)
My Lord (hare hare)
Hm, hm (Gurur Brahma)
Hm, hm (Gurur Vishnu)
Hm, hm (Gurur Devo)
Hm, hm (Maheshwara)
My sweet Lord (Gurur Sakshaat)
My sweet Lord (Parabrahma)
My, my, my, my Lord (Tasmayi Shree)
My, my, my, my Lord (Guruve Namah)
My sweet Lord (Hare Rama)

(Hare krishna)
My sweet Lord (hare krishna)
My sweet Lord (krishna krishna)
My Lord (hare hare)



Confira outros Hits das Antigas postados no blog clicando aqui!

16.6.16

Corrige aí: Mal comportamento

Primeiro, se divirta também com o alerta de elevador de condomínio residencial abaixo.
Segundo, identifique os problemas ortográficos do aviso. Notou o erro gramatical na última linha?



Mal é antônimo de bem, e mau o antônimo de bom. Portanto, o oposto de bom comportamento é mau comportamento. Sacou, Administração?

30.5.16

Li e recomendo: RAAM, Mr. Milan

RAAM é a abreviação para Race Across America. Uma prova de maratona ciclística, cruzando os Estados Unidos por dias e dias, anualmente desde 1982. Em 2014, teve 3.020 milhas (4.859 km) de extensão, da costa oeste (Oceanside, sul da Califórnia) à leste (Annapolis, vizinha de Washington, D.C.), no mês de junho.

É a 10a vez em que o empresário brasileiro Marcio Milan a encarou, desta vez numa equipe com mais três integrantes, dois brasileiros e um português. Isso sem contar uma equipe de apoio que auxiliou o revezamento dos ciclistas durante todo o percurso, em vans adaptadas e preparadas para uma jornada de mais de uma semana.

Desta vez, o staff teve um jornalista e um fotógrafo registrando essa aventura. Que virou o livro que pude adquirir com o autógrafo do jornalista, meu ex-colega de pós-graduação Wagner Hilário, do fotógrafo, meu colega de trabalhos recentes Luiz Machado, e do protagonista da história, Mr. Milan, em evento no ano passado, registrado no meu Instagram.

Um livro-reportagem-viagem, fazendo jus ao Jornalismo Literário que Wagner e eu aprendemos na especialização em 2006-07. Recheado, detalhista, contextual, informativo-analítico-opinativo-emocional na medida certa. As descrições do andamento da competição são postas adequadamente em segundo plano, com relações e comportamentos entre as pessoas da equipe predominando, num constante tom de humanização. Ou seja, adorei! Inclusive porque o pano de fundo é uma prova esportiva, em que a superação depende de muito esforço, disciplina e um algo a mais que só grandes atletas e equipes conseguem colocar em prática para atingir seus objetivos - mote que muito me cativa também.

A trajetória do time Vencendo Desafios na RAAM 2014 foi marcada por percalços, surpresas e até decepções, porém fizeram muito bonito. E foi saboroso ler essa experiência sob a lente de Wagner, tanto que li uma segunda vez, até para pontuar uns toques de revisão que passei pro colega. As imagens de Luiz também são belas. E a dedicação de Marcio Milan, um senhor superatleta de 65 anos de idade (na época da competição), admirável. Enfim, vale muito pedalar nessa leitura!

Para quem quer saber mais, o livro tem página no Facebook (clique aqui), onde estão repercussões interessantes, como essa vídeo-resenha, por exemplo.

26.5.16

Hit das Antigas: Eu Menti, Razão Brasileira

Espaço para o pagode, dos clássicos, que marcou os meados dos anos 1990. Embora se chame "Eu Menti", também ficou conhecida como "Aí vem o desespero", pela força do refrão. 

Não sou o único a reverenciá-la tanto tempo depois. Guardei um tweet do amigo Mario "Alemão" Monteiro, quando destacou a canção entre suas trilhas sonoras preferidas.

Se você se lembrou um pouco, achando que a letra começa na parte do "O amor, faz a gente enlouquecer...", aprenda ela inteirinha:




Eu menti
Quando disse que não te queria
Quando disse que minha alegria
Era viver longe de você

Eu menti
Pois o meu coração me obrigou
E nos meus olhos você pode ver 2x
Que está sofrendo o meu interior

O amor
Faz a gente enlouquecer
Faz a gente dizer coisas
Pra depois se arrepender

Mas depois
Vem aquele calafrio
E o medo da solidão 2x
Nos faz perder o desafio

Aí vem o desespero
Machucando o coração
Eu me entrego por inteiro 2x
Implorando o seu perdão

-> Para conferir todos os Hits das Antigas postados no blog, clique aqui

15.5.16

No Medium: Padre - Igreja - Amor + eu

Mais um textão publicado no meu perfil do Medium Brasil, fazendo paralelo entre a história de um padre excluído da Igreja Católica, que conheci em Bauru, e minha trajetória recente no catolicismo. Clique aqui para conferir!

6.5.16

No trabalho: com illy e Pinhalense

Nos últimos meses vivemos mais um período de trabalho intenso na ADS, com a preparação e realização de mais uma premiação anual de qualidade do café, para nosso cliente illycaffè. O 25º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso foi a terceira edição deste evento do qual participei, como membro do estafe da agência, que ralou pra caramba no dia 6 de abril passado.

Curioso que nós do staff passamos quase que anonimamente pelo evento, que é social, demanda trajes de gala, pois ficamos de "uniforme" preto, nitidamente em serviço, ao contrário dos convidados. Mas como a edição das Bodas de Prata do concurso teve homenagens a parceiros históricos, como a ADS, aparecemos no vídeo que todos assistiram durante a cerimônia, nessa foto aí embaixo produzida na sala de reuniões da agência, no ano passado. 




E porque merece o reconhecimento, a turma vestida de estafe:




Além da illycaffè, figuro na equipe de atendimento à Pinhalense Máquinas Agrícolas, que atendemos para assessoria de imprensa (ou melhor, relacionamento com a mídia) desde março. Essa fabricante de equipamentos para a agricultura fica em Espírito Santo do Pinhal, interior paulista. A acompanhei em feiras do setor em Guaxupé (Femagri), sul de Minas Gerais, e Ribeirão Preto (Agrishow), esta muito familiar! Vem mais por aí nas próximas semanas. A foto abaixo é do estande da Pinhalense na Agrishow. 



18.4.16

Hit das Antigas : Bola de meia, Bola de gude - 14 Bis

14 Bis é ótimo, e essa música remete a sentimentos puros, o lado gostoso da infância, que se a gente alimentar mesmo na vida adulta, certamente a encararemos com uma agradável leveza.

Ela me marcou quando, em 2002, meu Santos encerrou um incômodo jejum de títulos importantes, sendo campeão brasileiro de futebol liderado pelas molecagens do atacante Robinho. Porque tem horas de dificuldade que o menino que mora dentro da gente vai lá e torna tudo mais fácil pra nós.

Ah, a composição é da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, Que dupla!



Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

Há um passado
No meu presente
O sol bem quente
Lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa
Me assombra
O menino me dá a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo e não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

-> Confira os demais Hits das Antigas já postados aqui!

16.4.16

Atacando de professor

Quando procurei um cursinho pré-universitário pra obter alguma experiência docente, em 2014, a ideia era ficar um tempo como professor de Língua Portuguesa,  especialmente Redação, como jornalista que sou e pelo que melhor sei transmitir, em termos de Ensino Médio.

Porém, entrou 2015 e as necessidades do cursinho Laudelina, da Rede Emancipa, me deslocaram para a equipe de coordenação, onde permaneço em 2016. Entretanto, como cursinho popular inevitavelmente abre lacunas pra cobrirmos de última hora, semanas atrás voltei para as salas de aula, aplicando dissertações.

A correção dos mais de 80 textos me motivou a elencar os erros mais comuns dos alunos e orientá-los nesse sentido, para que se atentem e evoluam. O resultado, em forma de tópicos, postei na página de Português do blog do cursinho, como é possível ler clicando aqui.