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7.2.18

OFERECEM-SE FRILAS

Como estou interessado em descolar dinheirinhos extras no tempo livre (normalmente as noites da semana e eventualmente em finais de semana), seguem os trabalhos freelances de comunicação que sei desempenhar e coloco a serviço do mercado:

- Revisão e edição de textos segundo a norma culta da língua portuguesa;
- Revisão e edição de trabalhos acadêmicos segundo as normas da ABNT;
- Produção de textos em geral (formais, informais, literários, humorísticos, paródias);
- Trabalhos jornalísticos: pauta, apuração, entrevista, redação;
- Traduções de textos: português - inglês, inglês - português, francês / espanhol / italiano - português;
- Posts para blogs e redes sociais;
- Mediação, moderação e apresentação de eventos, seminários, cerimônias, discursos, etc.

Contatos no e-mail brupessa@yahoo.com.br

(Para conhecidos e amigos costumo cobrar preços mais camaradas!)

17.3.15

Torço pro futebol e pro Jornalismo EC

Time de futebol, tenho, é o Santos FC. Apesar de ter rolado um namoro com o Vasco na infância, que me rendeu uma camisa de 1994 utilizada semanalmente nas peladas, o casamento futebolístico foi mesmo com o clube da Vila Belmiro.

Fui fanático, inclusive, durante a adolescência. À distância, porque morava no interior, mas era um acompanhamento detalhadíssimo, com publicações e estatísticas aos montes.

Mas o tempo e a vida adulta me amadureceram, alterando a visão e o sentimento sobre futebol. Tanto que quando me perguntam sobre torcida, de um tempo pra cá tenho preferido dizer: santista, mas torço antes pro futebol.

Sim, porque além de não ser mais fanático,  não vejo mais sentido no fanatismo clubístico. Primeiro, que há tantas coisas mais importantes além da bola. Segundo, porque no jogo nem sempre existe justiça e recompensa total, tem muita coisa errada fora do nosso controle, inclusive dentro do nosso time. E terceiro, pois não paga minhas contas; é passatempo, diversão, então vamos na esportiva, não tem motivo pra se enervar por pouco.

Continuo acompanhando o desempenho do Santos, adorando assistir e praticar, porém vejo de tudo, aliás muito mais programas esportivos do que partidas. Porque gosto de pensar o esporte, ficar por dentro das modalidades, conhecer as histórias humanas que as cercam. Antes de tudo, como jornalista na essência, sou Jornalismo Esporte Clube.

Tanto que, quando pinta a chance de ir a um estádio, não importa se não é o meu time. Num intervalo de menos de três meses, estive nas torcidas de Palmeiras e Corinthians, no calor de suas vibrações.
 
O cunhado Lucas, palmeirense, tinha um ingresso disponível para a partida contra o Internacional (RS), no Pacaembu, antes da inauguração da arena. Lá fomos, fiz o vídeo a seguir. Apoiei também, mas o time perdeu por 1 a 0.


A presença em Corinthians x Grêmio (RS) se deu pelo nobre motivo de "levar" o cunhado francês David para conhecer a Arena de Itaquera, palco da estreia brasileira na Copa 2014, o estádio do Mundial mais perto da gente. E lá fomos, com o amigo sueco Johan, pegando o metrô e curtindo o conforto do estádio fresco (vídeo abaixo, também). Foi difícil, mas os anfitriões venceram por 1 a 0 e a massa saiu satisfeita, zoando o rival Palmeiras.

 
Resumindo, estamos aí para o que der e vier (joguem times gaúchos ou não...), e quanto mais palcos e situações desportivas puder experimentar, melhor, porque o caminho a seguir é levar na esportiva, sempre!

29.4.14

Jornalista freelancer procura

Procuro por trabalhos home-office, para complementar a renda e fazer no meu tempo livre (fora do horário de trabalho, pois isso não significa que saí do emprego!).

A quem interessar, são basicamente esses:

- Revisão de textos (jornalísticos, publicitários, acadêmicos, literários, "internéticos", discursivos, etc);
- Edição de textos (melhoramentos, sugestões e mudanças na estrutura, em todas as modalidades acima);
- Formatação ABNT para textos acadêmicos;
- Traduções inglês/português, português/inglês, francês/português, espanhol/português;
- Criação e redação de frases, títulos e textos de diversos tamanhos e formatos;
- Elaboração de textos e projetos de diagramação (não a diagramação em si) para publicações impressas e digitais (informativos, boletins, revistas, blogs, sites, portais, etc);

OBS: Não crio nem desenvolvo trabalhos de conclusão de curso, como monografias, dissertações e teses.

Tenho desenvoltura para ler textos e conduzir roteiros em público, então também posso trabalhar em eventos como apresentador, mestre de cerimônias e celebrante, de acordo com o tipo de evento :)

Currículos disponíveis na Internet:

- Profissional
- Lattes (acadêmico)
- LinkedIn

Nem sempre os preços para os mesmos serviços serão iguais, pois vario conforme: prazo para entrega, disponibilidade e necessidade no momento, e grau de relacionamento com o cliente.

Contato por e-mail: brpessa@hotmail.com

Disponha ;)

7.4.13

Dia do Jornalista (se é Feliz, já não dá pra garantir...)

Hoje se comemora o Dia do Jornalista, mas minha profissão não tem tido muito o que comemorar. Que se rala muito pra pouca valorização em troca não é novidade, o maior problema tem sido as crises financeiras enfrentadas por vários veículos de comunicação (sobretudo jornais impressos), provocando os temíveis passaralhos, que é como chamamos as demissões coletivas na imprensa.

E assim cada vez mais os jornalistas buscam as assessorias de imprensa, as comunicações corporativas, a produção de conteúdo customizado, todas essas formas de se praticar um jornalismo parcial, porque parece que o integral que renda o que precisamos para sobreviver está cada vez mais raro...

Mesmo não fazendo jornalismo integral já por algum tempo, nunca deixei de ser jornalista, faz parte da personalidade. A antena ligada e o interesse por consumir notícias não mudam nem diminuem, esteja eu trabalhando em redação ou longe dela.

Enquanto 90% dos fones de ouvido dos paulistanos em locais públicos devem ouvir música, via rádio ou arquivos de áudio, os meus estão quase sempre nos programas de notícias ou comentários. De manhã em uma emissora, na hora do almoço em outra, ao voltar do trabalho para casa numa terceira. Até a cabeça cansar de tanta informação. Aí faço pausa pro descanso e, ao despertar no dia seguinte, já é hora de ligar a antena...

5.8.12

Fotos: Playground nas alturas

Um olhar da janela do apê.

SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...




16.6.11

Gosto pacas deste texto-desabafo, produzido sobre o "ter que trabalhar" após dias e dias no busão a caminho do... trabalho! Resulta de uma reflexão que me parece definitiva, gritando em mim por mais depressiva que pareça. Me diga o que acha, pode ser?

**

DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO

Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.

Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.

Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.

Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.

Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.

Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.

Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.

Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?

Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?

A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.

Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?

A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?

Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?

Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.

Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?

Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.

Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...

(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)

26.3.11

LEI DA CONDENAÇÃO PLANTONÍSTICA (LCP)

Artigo 1º e único - Em todos os finais de semana e feriados em que você trabalhar haverá eventos dos quais você terá vontade de participar ou para os quais você será convidado, mas não poderá ir.

Revogam-se as disposições em contrário.

Atesto e dou fé.

Cumpra-se!

14.9.07

MAIS UM TRABALHADOR - APÊNDICE (para entender melhor, leia o texto anterior) Que fique claro que defendo "uma vida a passeio" motivado não por determinações materialistas ou fúteis; pelo contrário. Livres do peso da luta pela sobrevivência, temos mais condições de sermos produtivos no que realmente vale a pena na nossa breve passagem pela vida: aproveitá-la no que ela tem de belo e colaborar para que os outros possam fazer o mesmo. Isso nada tem a ver com a exploração travestida de necessidade nobre chamada trabalho, justificada apenas pela injustificável necessidade de ter que ganhar dinheiro para sobreviver!

12.9.07

MAIS UM TRABALHADOR


Que maravilha não ser violentado pelo despertador! Abro os olhos como os fechei: pensando nela e feliz por ser um dia a menos que nos separa. Acordei disposto para aproveitar o tempo que restava antes do trabalho com as coisas a fazer anotadas no porta-recados da escrivaninha. Não escrevo esses lembretes só por lazer ou obrigação; creio que a memória deve ser visualmente estimulada. E se a manhã for de sol, fico mais disposto ainda.


O café da manhã não tem café, mas é na cama, de frente pra TV. Depois vem o banho, pois se eu tomar de madrugada, quando chego do trabalho, o risco de se resfriar é grande. Antes de sair, fecho o saquinho de lixo cheio e o coloco no latão do corredor, senão ele passa dias e dias em casa. Saio, vou combinar a faxina do apê com a mulher do zelador. Somos quatro no mesmo teto, mas tacitamente eu assumo sempre a tarefa. Não ligo, pelo contrário, pois uma limpeza freqüente é sempre conveniente, pelo menos na minha ótica, já que o tema não é consensual entre nós.


Tão básico como tirar dinheiro é passar no correio ou depositar uma carta social numa das tantas caixas de coleta nas calçadas. A carta social é de pessoa pra pessoa e custa 1 centavo há muitos anos, acredite. Fazer compras sozinho e a pé é um dos mais completos exercícios físicos: você anda na ida, roda lá dentro do supermercado e anda novamente na volta, carregando sacolas que testam a resistência dos braços e mãos.


Não gosto de me demorar muito entre as gôndolas, nem permito que a tentação consumista se manifeste. Na hora de pagar, em lembro saudoso da época de universitário, quando uma compra semanal de cerca de dez itens não ultrapassava 20 reais. Aliás, quem vê meu carrinho deve achar que não sou nada mais do que um estudante de república, um pouco mais saudável e menos alcoólico do que os convencionais.


Deixo as compras na cozinha e esquento o que sobrou do marmitex de ontem. Enquanto como, ligo a TV no jornal ou no esporte e o computador também, pra ver e-mails e notícias. Na volta à cozinha, preparo o lanche que vou levar, além da maçã, da banana, da barra de cereais e da Club Social (isso é que é invenção boa, bolachinha salgada na medida pra você transportar na bolsa!).


Umas dez pras três tô indo pegar o trem, pra poder chegar ao trampo por volta das quatro. Primeiro é o trem “caribenho”: abarrotado, gente humilde, crianças, sacolas, calor e lentidão – tanto pra passar na estação como pra se mover entre uma e outra. E sempre pintam os vendedores de badulaques e os pedintes, geralmente cegos ou desempregados. Quem os persegue são os agentes de segurança, os “urubus”, mas eles entram mais no trem “espanhol”, que por sua vez tem menos “infratores”. Esse outro vai menos cheio, com pessoas de melhores roupas e ar condicionado. Só porque percorre a marginal, onde estão grandes edifícios empresariais. Um absurdo!


Mais contraditório ainda, depois de ver favelas e outras submoradias sub-humanas, é a região onde desço do trem e fica meu trabalho: majoritariamente carros importados, lojas e restaurantes caríssimos e pessoas que vieram ao mundo para dar ordens e passear. Claro que o jornalista dentro de mim fica puto! Mas pô, quem num queria um vidão feito de viagens, curtições e desobrigações? Trabalho enobrece uma ova!, penso eu já perto de chegar ao meu. Ainda bem que eu vivo no mundo dos esportes, donde não saio nem quando tô de folga. Mesmo assim não parei de estudar, um pouco porque é legal mas principalmente porque o dia de amanhã, vai saber né...?


Falando em amanhã, só nos primeiros minutos do dia seguinte eu tô livre do trampo, ou seja, depois da meia-noite. Cansado, claro, mas satisfeito: amanhã dá pra dormir de novo! E amanhã vou voltar a correr, pra pegar ritmo pro dia 31 do 12, que preciso passar correndo! A firma me paga o táxi pra retornar pro apê, dado o adiantado da hora. De dentro dele, vejo o povo nos restaurantes chiquérrimos, dando risada porque não sabem o que é ficar em pé num trem lotado. Fico pensando: “Poxa, eles têm dinheiro, mas a minha vida é muito mais rica, eu sei o que é dar duro!”. Mas que deve ser bom vir ao mundo a passeio, ah, deve!