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8.5.24

Ufa, o artigo saiu!

Submeter um artigo para publicação em revista acadêmica, pelo menos no Brasil, é um processo que demanda paciência e perseverança, mas assim, muuuitas. 

São várias etapas, e do momento em que você decide o que o artigo conterá até aquele em que finalmente o vê estampado no periódico, passam-se longos meses, quiçá ano(s).

Meu artigo recém-publicado na Brazilian Journalism Research foi submetido em agosto do ano passado e revelado ao mundo agora em maio, pra você ter uma noção baseada num exemplo concreto.

Assim, ficamos mais aliviados do que felizes. De qualquer forma, é uma baita realização, que comemoro!

Para acessar o texto do artigo em PDF, no site da revista da SBPJor, deixo o link abaixo. Há versões em português e em inglês.

Ah, sim, pra quem não soube em que me especializei academicamente, em mestrado e doutorado, o artigo é a respeito de Jornalismo Literário, extraído de um dos capítulos da tese defendida em 2023.



6.9.23

Links para Dissertação e Tese

Acesso direto aos arquivos em PDF dos seguintes trabalhos acadêmicos:

Tese de Doutorado - Jornalismo Literário no Novo Ensino Médio: Oficina Pedagógica para o Projeto de Vida (2023)

Dissertação de Mestrado - Jornalismo Literário a serviço da Imprensa Alternativa: Contribuições (2011)

Os links acima são do sistema da Universidade Metodista de São Paulo, que em 2024 passou vários meses fora do ar. Link alternativo:

Doutorado no Academia.edu

29.3.23

Tenacidade

 


Em 8 de outubro de 2021, uma sexta-feira de tarde, passei pela Banca de Qualificação.
Em 24 de março de 2023, na última sexta-feira, de tarde, passei pela Banca de Defesa do Doutorado!

Um curso iniciado em março de 2019, quando não se imaginava que haveria uma pandemia um ano depois, ou seja, o planeta era outro e parece que faz uma década!

Muitos foram os momentos, especialmente de noite, quando ou eu andava com a pesquisa e a tese ou nada andaria, que, cansado pela rotina acumulada, depois de ter trabalhado dois períodos + trânsito de SP + energia gasta com filha recém-nascida e cuidados da casa, minha vontade era não fazer nada e deixar pra depois. Felizmente fui mais forte do que isso, a coisa andou e o resultado está aí: título de Doutor a caminho!

24.5.22

Primeira apresentação gringa

 

No dia 14 de maio, apresentei minha pesquisa do Doutorado em inglês num dos painéis da IALJS 16, o Congresso da Associação Internacional de Estudos em Jornalismo Literário, que aconteceu de forma híbrida, na Universidade Alberto Hurtado, em Santiago, Chile, e de forma online.

30.5.19

Metodista de novo



Voltei à Universidade Metodista de São Paulo, campus Rudge Ramos, para minha terceira pós-graduação! (a segunda por lá, depois da conclusão do Mestrado em 2011).

As aulas no Doutorado em Comunicação Social se iniciaram neste semestre, mas na realidade eu tenho frequentado a Umesp desde outubro do ano passado, ao me introduzir no Grupo de Pesquisa "Da Compreensão como Método".

Adorei a proposta do grupo, conduzido pelos professores Dimas Kunsch e Mateus Yuri Passos. Mais informações podem ser encontradas no site http://www.dacompreensao.com.br.

Além das reuniões na Metô, em São Bernardo do Campo, começamos a nos encontrar em espaços mais informais, estimulando a interação entre os participantes para além das pautas da reunião (como no encontro relatado neste texto).

Meu projeto de tese relaciona Comunicação e Educação. Mais precisamente, Jornalismo Literário com Ensino Médio. Uma proposta de aplicação de JL em aulas do EM. A orientação é do prof. Mateus.

Demorou uns meses, mas consegui uma bolsa de estudos, por um programa da CAPES, que vai custear as mensalidades para mim!





7.11.16

Menção em revista acadêmica

Fui citado pelo saudoso professor Edvaldo Pereira Lima no artigo “O jornalismo literário e a academia no Brasil: fragmentos de uma história”, publicado recentemente pela Revista Famecos, da PUC-RS.

Ed conta a história do ensino de jornalismo literário no país, bastante recente mas já rica, e da qual me orgulho de ter participado, como um dos primeiros alunos de pós-graduação na área.

O artigo pode ser acessado e lido na íntegra clicando aqui. Apareço no primeiro parágrafo da página 13 :P

Vida longa ao JL!

30.5.16

Li e recomendo: RAAM, Mr. Milan

RAAM é a abreviação para Race Across America. Uma prova de maratona ciclística, cruzando os Estados Unidos por dias e dias, anualmente desde 1982. Em 2014, teve 3.020 milhas (4.859 km) de extensão, da costa oeste (Oceanside, sul da Califórnia) à leste (Annapolis, vizinha de Washington, D.C.), no mês de junho.

É a 10a vez em que o empresário brasileiro Marcio Milan a encarou, desta vez numa equipe com mais três integrantes, dois brasileiros e um português. Isso sem contar uma equipe de apoio que auxiliou o revezamento dos ciclistas durante todo o percurso, em vans adaptadas e preparadas para uma jornada de mais de uma semana.

Desta vez, o staff teve um jornalista e um fotógrafo registrando essa aventura. Que virou o livro que pude adquirir com o autógrafo do jornalista, meu ex-colega de pós-graduação Wagner Hilário, do fotógrafo, meu colega de trabalhos recentes Luiz Machado, e do protagonista da história, Mr. Milan, em evento no ano passado, registrado no meu Instagram.

Um livro-reportagem-viagem, fazendo jus ao Jornalismo Literário que Wagner e eu aprendemos na especialização em 2006-07. Recheado, detalhista, contextual, informativo-analítico-opinativo-emocional na medida certa. As descrições do andamento da competição são postas adequadamente em segundo plano, com relações e comportamentos entre as pessoas da equipe predominando, num constante tom de humanização. Ou seja, adorei! Inclusive porque o pano de fundo é uma prova esportiva, em que a superação depende de muito esforço, disciplina e um algo a mais que só grandes atletas e equipes conseguem colocar em prática para atingir seus objetivos - mote que muito me cativa também.

A trajetória do time Vencendo Desafios na RAAM 2014 foi marcada por percalços, surpresas e até decepções, porém fizeram muito bonito. E foi saboroso ler essa experiência sob a lente de Wagner, tanto que li uma segunda vez, até para pontuar uns toques de revisão que passei pro colega. As imagens de Luiz também são belas. E a dedicação de Marcio Milan, um senhor superatleta de 65 anos de idade (na época da competição), admirável. Enfim, vale muito pedalar nessa leitura!

Para quem quer saber mais, o livro tem página no Facebook (clique aqui), onde estão repercussões interessantes, como essa vídeo-resenha, por exemplo.

28.12.15

Li e recomendo: Vida de escritor, Gay Talese



Quem conhece minhas preferências dentro do jornalismo e algumas das principais referências de bom jornalismo não se surpreenderá com essa indicação. Um dos mestres do jornalismo literário (JL), o estadunidense de ascendência italiana Gay Talese manda bem até quando relata histórias e reportagens que não renderam o esperado, não se transformaram nos livros que ele esperava e deixaram lacunas impreenchíveis.

É que o escritor de não-ficção se preocupa tanto com a reconstituição e contextualização dos cenários e circunstâncias em torno de suas tramas, e sobretudo personagens (porque JL só existe com a humanização em primeiro plano), que mesmo narrativas consideradas inconclusivas nos cativam, agarram, conduzem nossa curiosidade e sede de leitura por páginas a fio. E são mais de 500 em Vida de Escritor  (A writer's life), sedutor também para nós, jornalistas, porque mostra as agruras, anseios, conquistas e fracassos (vários, aliás) do jornalista enquanto pensa, planeja, desenvolve e se movimenta atrás dos seus personagens e narrativas.

Amante do futebol e interessado na perspectiva de quem sai derrotado de uma competição, evidentemente que a história do livro que mais me interessou foi da chinesa futebolista, que aliás abre e encerra a obra. Por conta disso, me impacientou, em alguns momentos, as voltas e fugas de Talese para tratar de outras temas, demorando a retomar o assunto de sua busca por Liu Ying. Mas se ele foi fiel ao labirinto que é o percurso mental de um jornalista de criatividade efervescente, angustiado por nem sempre conseguir chegar às respostas que investiga, e com seus próprios dilemas e indecisões, quem sou eu para criticá-lo negativamente. A vida de escritor soa esse emaranhado complexo mesmo. Se você também a admira e gostaria de tê-la para sua carreira, como eu, boa viagem nessa leitura!

11.11.15

Pesquisa da dissertação rende artigo em livro





Minha orientadora do mestrado na Universidade Metodista de São Paulo, Dra. Cicília Peruzzo, organizou uma coletânea de artigos sobre pesquisas que orientou durante 10 anos de COMUNI (Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local). Lançada recentemente, chama-se "Comunicação Popular, Comunitária e Alternativa no Brasil - Sinais de Resistência e de Construção da Cidadania".

Minha pesquisa da dissertação, intitulada "Jornalismo Literário a serviço da Imprensa Alternativa", compõe a obra, de 736 páginas (conforme destaque no print abaixo). Editado pela Metodista, o livro foi coorganizado por Maria Alice Campagnoli Otre, outra orientanda de Cicília e hoje também doutora.



Não é o primeiro livro de coletânea do qual participo. Após minha outra pós, a especialização em Jornalismo Literário, tive uma grande-reportagem publicada em "Jornalistas Literários: Narrativas da vida real por novos autores brasileiros" (leia clicando aqui), da Editora Summus, de 2007.

E por fim, foram três incursões literárias que também me puseram em coletâneas: um dos "Contos de Caminhoneiros" (Mercedes-Benz, 2008), um dos "Contos Natalinos" (Atlas, 2006) e um texto na "Sexta Antologia dos Anjos de Prata" (Linear B, 2005).

É sempre um prazer! Quem me dera poder viver como escritor...

28.10.15

Meus votos na eleição dos jornalistas mais admirados

Mesclei ícones, gente que admiro de longe e colegas com quem convivi e ainda tenho contato ;)


16.4.15

Rap do Jornalismo Literário

No decorrer de 2006, cursei a pós em Jornalismo Literário, da ABJL, que revolucionou minha maneira de pensar e gostar do Jornalismo.

Não faltaram inspirações e estímulos para a reflexão e a criatividade, um dos pilares para se atingir o JL (isso mesmo, não se faz JL apenas escrevendo sobre o real como escritor, é preciso muito mais).

A efervescência de ideias, dentro e fora das aulas, me fez brotar muitos textos e ilustrações, impulsionando minha já presente vocação para parodiar canções e ritmos musicais. Uma dessas produções, o rap do JL, apresenta essa modalidade jornalística de forma didática e divertida. Fiz a letra com o colega de curso Fabio Rodrigues, que cuidou da produção musical e inseriu minha voz no refrão.


Na época tínhamos um arquivo de áudio só com a música, que gravamos (como "Manu PESSA" e "MV Fabin"...), que com o tempo acabou se perdendo. Felizmente, Fabio resgatou um áudio maior, em que a música é exibida dentro de um podcast jornalístico! (de Marcelo Abud). Que, não por coincidência, se chama PEÇAS Raras!

Não consegui anexar o arquivo aqui no post, mas deu pra subir no meu Google Drive e compartilhar em forma de link, ENTÃO TÁ AQUI! (a partir dos 7 minutos!)

13.11.14

Doação de órgãos em um jornalismo literário exemplar

Sua orientação pessoal pode indicar o contrário, motivada ou não por determinação religiosa, mas eu defendo a doação de órgãos e quero doar o máximo que puder quando acontecer o meu "passamento".

É uma decisão que pode salvar vidas. E quem é salvo desta forma não deve agradecer apenas ao doador e sua família, como também à equipe médica que viabiliza o transplante, operação delicada e infelizmente não disponível numa escala que dispense filas, longa espera e angústia para muitos.

Imagine como deve ser tensa a rotina de um cirurgião responsável pelo setor de transplantes de um hospital. Lidar com a dor em torno de uma morte, administrar o que segue vivo num quadro de óbito, executar essa complexa transição, manter a esperança sobre um paciente com poucas chances, lidar com o infortúnio de quem tem os dias contados... E ainda arrumar tempo e cabeça pra resolver a própria vida.

Não precisa imaginar: leia o perfil do Dr. Ronaldo Honorato, e principalmente seus dilemas, na reportagem "O homem da segunda chance", de Andréa Ascenção. A jornalista é pós-graduada em Jornalismo Literário, como eu, e nesse texto, não por acaso vencedor de prêmio na área, dá um belo exemplo do que essa multiferramenta de narração da realidade é capaz de proporcionar, tendo como força motriz as questões humanas que mexem com todos nós. Perca vários minutos que te garanto que não será perda de tempo: http://clichetes.com.br/homem-segunda-chance/

Parabéns Andréa, Dr. Ronaldo, e a todos os que fazem o bem aos outros de alguma forma, especialmente em se tratando de vidas.

9.1.14

Ano novo e indicação costumeira

Depois de passar as festas no sempre acolhedor interior paulista (conexão Bragança Paulista - Ribeirão Preto - Marília), o que rendeu uma boa desintoxicação paulistana, voltamos ao batente na capital que nos dá o trabalho.

Como tenho feito nos últimos anos, recomendo aos jornalistas, comunicadores, humanistas e demais graduandos motivados a mergulhar em histórias de vida e na arte de relatá-las a especialização em Jornalismo Literário da ABJL, agora promovida pela EPL, do mestre Edvaldo Pereira Lima.

Cursei a pós entre 2006 e 2007 e me fez muito bem, profissional e pessoalmente!

Para mais informações, consulte o link abaixo, do site de Edvaldo, ou nos pergunte:

http://edvaldopereiralima.com.br/index.php/jornalismo-literario/pos-graduacao/perguntas-e-respostas

15.10.12

Li e recomendo - Biografias empresariais

Meses atrás li duas histórias jornalísticas de empreendedores interioranos.

Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):



Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):

6.3.12

PARA GUARDAR!

A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:


31.3.11

Li e recomendo: O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion

Relatos, lembranças, reflexões e divagações de uma escritora no período de um ano depois da morte do marido, também escritor, após mais de 40 anos de casamento. Triste, claro, mas muito revelador do impacto da perda de um ente querido por um ser humano. Para quem leva esse fator em conta, quando lançado no Brasil, em 2006, o livro chegou a ocupar o topo do ranking de livros de não-ficção mais vendidos do país.

10.2.10

Um exemplo real explica bem porque considero o jornalismo literário o que há de melhor no jornalismo. Veja:

Excelente o caderno especial que o "Estadão" publicou no dia do aniversário de SP, 25 de janeiro. Para homenagear a cidade, coloca em primeiro plano 25 personagens dela. Todas as pessoas retratadas em pequenos perfis possuem ligação explícita com pelo menos a que a segue nas páginas do jornal. É bem bolado e verossímil, afinal todos nós paulistanos nos conectamos de uma forma ou de outra, a começar pelos locais (sempre muito habitados) que frequentamos. E o que seria de uma cidade, grande ou pequena, sem os habitantes que lhe dão vida?

O caderno está na minha mochila "de trabalho", para eu ir lendo no trajeto diário do ônibus. Não importa quantas histórias eu consiga ler por dia, nem quanto tempo levarei para "traçar" todas as páginas. Não tenho pressa, afinal tudo que é bom a gente quer prolongar ao máximo - e ler sobre pessoas como a gente é prazeroso, estimula a consciência e a imaginação.

Jornalismo bom de verdade não tem prazo de validade, não caduca no dia seguinte, não morre no esquecimento. Jornalismo bom de verdade está sempre centrado em sujeitos, não em fatos. Os fatos são importantes, claro, mas sem os sujeitos, nada nesse mundo tem vida e valor - nem mesmo os fatos.

Colocar as pessoas em primeiro plano no jornalismo é humanizar. E humanização é um dos principais pilares do jornalismo literário, jornalismo bom de verdade, com qualidade no texto e gosto saboroso na leitura.

Tá explicado?