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9.1.23

Começou tenso, acabou tranquilo, seguimos!

Comecei 2022 animado, com o espírito renovado pela mudança de emprego, que foi confirmada em 30 de dezembro de 2021. 

Ainda no segundo final de semana do ano, no sábado se não me engano, comprei um relógio de pulso e dei um upgrade no celular, colocando película, capa e suporte para apoiá-lo e facilitar o acompanhamento de vídeos, por exemplo. Creio que foi no mesmo dia em que Amanda selecionou e compramos várias roupinhas para abastecer o primeiro ano letivo da Nina, inclusive agasalhinhos para o inverno que só chegaria meses depois.

Tudo muito bem, tudo muito feliz, até que, logo na terça-feira seguinte, no 11o dia do ano, tomamos um grande susto, numa terça-feira comum, perto das 20h, retornando da casa da sogra rumo ao nosso prédio: o silêncio da parada no semáforo, em meio às filas de carros nas várias faixas, foi bruscamente interrompido pelo estilhaçar do vidro do passageiro da frente violentamente quebrado pelo bandido. Ruído máximo seguido pelo gesto silencioso de esticada de mão para capturar o celular que estava no suporte do carro, ao lado do volante, aberto no Waze, que o iluminava ante a escuridão da noite ao redor. 

Foi embora o celular e seu upgrade, para nunca mais eu vê-los. Era uma vez o vidro original do carro, da porta do passageiro da frente. Mas felizmente nós dentro do carro não fomos embora, não fomos feridos. A pancada do lado onde estava a esposa felizmente apenas lhe atingiu com estilhaços que não machucaram, bastava chacoalhar a roupa. Felizmente não foi uma pancada no vidro próximo da cadeirinha da filha, que poderia sentir um trauma difícil de superar. Poderia ser muito pior. Se eu tivesse notado a vinda do assaltante, a tempo de movimentar o carro ou fazer barulho para tentar demovê-lo, e ele estivesse com uma arma de fogo, o que não é incomum para quem assalta, poderia não ter ninguém para escrever este post, poderia não ter mais esposa, poderia não ter primeiro ano letivo da filha, poderia ter acabado uma família. 


Felizmente pude repor o que perdi e a vida seguiu, mas com novos medos, porque não é só essa modalidade de assalto de celular que cresceu aos nossos olhos (em SP sobretudo). Andar numa calçada, esperar num ponto de ônibus, parar ou chegar a uma entrada de condomínio ou casa, todas essas são situações passíveis de passar um vagabundo, ou mais, te ameaçar e levar seu celular. Ou um grupinho de moleques te cercar numa entrada de metrô ou canto de calçada da Av. Paulista, maior ponto turístico da cidade, que é onde justamente você trabalha, e portanto precisa transitar quase diariamente. Nem precisam te cercar, se vc deixar alguma margem pra que um deles passe correndo por vc, e com um tapa leve algum pertence de valor que interesse, como vimos acontecer mais de uma vez ao longo do ano.

De modo que, além de não deixar mais o celular à mostra, no suporte, ao transitar por SP, e ficar alerta a cada parada em semáforo e congestionamentos outros (vários meses depois, ainda me vinha à memória a pancada no vidro e seu barulho), só fui sossegar quando arrumei um "celular do bandido" para carregar comigo, em qualquer situação considerada como risco potencial. E assim todos os dias em que fui trabalhar de transporte público, no trajeto feito a pé e durante a espera no ponto de ônibus, o celular do bandido (ligado, com chip, mas sem utilização prática) ia no bolso e o celular de verdade ia na mochila, menos exposto. 

Também tivemos episódios de invasão por assaltantes no nosso prédio, duas vezes bem sucedidas: em uma, pararam na garagem, não subtraíram mais do que uma bicicleta, acho, e fugiram; na segunda, azar da vizinha que acabou rendida e seu carro levado, quando estava na garagem. O condomínio se mobilizou, discutiu muito, a empresa de portaria remota foi trocada, o portão da garagem reforçado e a nossa atenção também se redobrou nos momentos de entrada e saída do prédio, porque se um ou mais bandidos nos ameaçarem nesses movimentos, armados ou supostamente, o mais prudente será se render e rezar...

Cautelosamente, sobrevivemos ao medo de assaltos e à gravidade da Covid, pois mesmo vacinados várias pessoas do nosso convívio se contaminaram em algum momento, até dentro de casa teve teste positivado. Nosso ano de trabalho foi positivo (Amanda veterana Soka e eu novato no Aposta 10), Nina evoluiu socialmente no primeiro ano de escolinha, crescendo e encantando, meu doutorado caminhou rumo à conclusão no início de 2023, nosso candidato venceu o traste nas urnas presidenciais, nossa Copa do Mundo (vem aí o macropost no Medium) foi animada, o esporte rendeu grandes emoções, assim como a turnê derradeira de Milton Nascimento, e o fim de ano foi de boas, recarregando as energias para que a luta contra os perigos seja vitoriosa no ano novo também.  

28.10.19

Oficinas sobre fake news para o Lauds

Repetindo o script do ano passado, ministrei recentemente oficina sobre fake news e fontes de informação para os estudantes do Cursinho Popular Laudelina de Campos Melo.

Pela importância do assunto e de orientar as pessoas a desconfiar das notícias que recebem e veem, a identificar traços de falsidade e a verificar onde se pode checar essas ocorrências, compartilho aqui ambas as apresentações que me orientaram nessas atividades.

2019: Clique aqui

2018: Clique aqui

Falando em Lauds, fui um dos rostinhos fofos que apareceram no vídeo produzido com a galera do cursinho para a campanha do passe livre, veja que lindo ficou clicando aqui

29.12.15

Hit das Antigas: Recado à Minha Amada, Katinguelê

Também conhecida como "Lua Vai", porque às vezes a frase mais repetida da música vira o nome popular dela, superando o de batismo (como também acontece com "Sorte Grande", de Ivete Sangalo, que para 90% dos que gostam de cantá-la virou "Poeira"...).

Lançada pelos pagodeiros do grupo Katinguelê em 1995, no álbum No Compasso do Criador, estourou mesmo em 1996 - eu lembro, estava na 8a série. Tivemos uma excursão do Colégio Anchieta para um acampamento de férias, por quase uma semana, e nas baladinhas lá esse hit era um dos mais executados.

São poucos versos, como vemos na letra abaixo do play, mas de melodia e harmonia extremamente felizes. Que o vocal de Salgadinho, puxando e repetindo alguns trechos como se fosse intérprete de samba enredo, embalou tão bem, nos deixando com "saudades, saudades" daqueles tempos...




Lua Vai...
Iluminar os pensamentos dela
Falar pra ela que sem ela eu não vivo
Viver sem ela é o meu pior castigo
Va dizer, 
que se ela for eu vou sentir saudades
Dos velhos tempos em que a felicidade
Reinava em nossos pensamentos Lua...

Lua Vai Dizer
Que a minha paz depende da vontade
E da bondade vinda dessa moça
Em perdoar meus sentimentos, Lua
Ora, vá dizer,
Que ela sem mim não tem felicidade
Que moço igual não há pela cidade,
Mande um recado à minha amada, lua

Para ver as outras canções que postei na seção Hit das Antigas, FAÇA CLIQUE AQUI

23.9.15

Vai dizer que o tempo não parou naquele fim de semana?

Ok, o título não é lá original (tirei de um refrão de música do Jota Quest), mas o texto abaixo sim. Fiz a pedido dos meus pais e de seus amigos, que 40 anos após as aventuras de terceiro colegial se reencontraram no início deste mês, na Marília que nos viu nascer. Foi muito saboroso, desses momentos que fazem a vida valer mais a pena!

**



O tempo não para. Mas quando nos permite sublimes reencontros e rememorações, parece que interrompe sua lógica pra nos dar um crédito, um bônus pra curtirmos o que construímos no passado e, num dia mágico, de repente se faz presente.

E se, em vez de um, pudermos ter dois desses dias incríveis, maior ainda a bênção. Ir à chácara do Cristo Rei em Padre Nóbrega, pra rever os saudosos colegas de escola, não foi novidade pra maioria dos cerca de 30 ex-alunos do colégio, porque já houve encontros de 24,  25 e 30 anos de formatura. Mas nenhum teve a força desses 40.

Primeiro porque, quanto mais velhos, mais tendemos a valorizar e deixar falar as emoções. E nenhum dos eventos anteriores teve a expectativa crescente deste, estimulado pelo grupo do "zap zap" que nasceu em julho e bombou as noites dos participantes.

Teve de tudo o que se espera: muita festa a cada chegada, fotos, vídeos e registros mil, comilança e bebedeira nos melhores sentidos, gozações sempre saudáveis, desfile de "ladies", seriedade quando era hora. Rolaram até homenagens individuais, embora o maior destaque do fim de semana seja, indiscutivelmente, esse grupo privilegiado, recheado de gente do bem, que colaborou pro sonho acontecer.

O tempo não para, mas quem nos dera se os doces 5 e 6/9/15 nunca acabassem!
Salve a Caterva, rumo aos 43!!

22.9.15

Hit das Antigas: Standing outside the fire, Garth Brooks

Conheci o maior sucesso (ao menos no Brasil) do maior nome da música country internacional ainda moleque, numa aula de Inglês, acho que na 8ª série, quando a saudosa professora Cinthia Maria Falaschi nos apresentou em sua aula (bons tempos de Colégio Anchieta em Ribeirão Preto!).

Garth Brooks é um dos artistas que mais venderam discos na história da música internacional. Sua volta ao maior rodeio do país, em Barretos, foi marcada pela solidariedade, revertendo o lucro de seu show do mês passado para o Hospital do Câncer da cidade.

Mas não é pelos atributos do cantor que "Standing outside the fire" me arrebatou. Se conhece algo da letra e captou a mensagem, já sabe. Se não, descubra-a no vídeo e transcrição (com tradução) abaixo. Podemos interpretar o "ficar de fora do fogo" como não arriscar, não ousar, não tentar, se conformar na zona de conforto... Uma bela lição de vida!





We call them cool / Those hearts that have no scars to show  The ones that never do let go / And risk the tables being turned             

We call them fools / 
Who have to dance within the flame      
Who chance the sorrow and the shame / That always comes with getting burned     

But you've got to be tough when consumed by desire     

'Cause it's not enough just to stand outside the fire        
We call them strong / Those who can face this world alone     
Who seem to get by on their own / Those who will never take the fall         

We call them weak / 
Who are unable to resist                    The slightest chance love might exist  / And for that forsake it all                         

They're so hell-bent on giving ,walking a wire           

Convinced it's not living if you stand outside the fire  
Standing outside the fire / Standing outside the fire                    
Life is not tried, it is merely survived         
If you're standing outside the fire            

There's this love that is burning / 
Deep in my soul                                    
Constantly yearning to get out of controlWanting to fly higher and higher              
I can't abide / Standing outside... the fire

Standing outside the fire... (repete refrão 2x)

Chamamos de legais / Os corações que não têm cicatrizes para mostrarAqueles que nunca se abalam /  E que se arriscam a virar o jogo
Chamamos de ingênuos / 
Quem tem que dançar na fogueira
Que arriscam a dor e a vergonha / Que sempre vêm com a queimadura
Mas vc tem de ser duro quando consumido pelo desejo

Porque não é o suficiente apenas ficar de fora do fogo

Chamamos de fortes / Aqueles que podem encarar esse mundo sozinhosQuem parece se dar bem por conta própria / Aqueles que nunca cairão

Chamamos de fracos / Aqueles que parecem incapazes de resistirÀ mínima chance de o amor existir / E por isso abandonam tudo

Eles são tão determinados a correr o riscoConvencidos de que viver não é viver se você ficar fora do fogo

Ficar de fora do fogo / Ficar de fora do fogoNão se experimenta a vida, apenas se sobreviveSe você está ficando de fora do fogo

Tem um amor queimando / Profundamente em minh'almaConstantemente ansiando por perder o controle Querendo voar cada vez mais altoNão posso suportar / Ficar de fora...do fogo

Ficar de fora do fogo... (repete refrão 2x)

5.5.15

Hit das Antigas: Ela não liga, Polegar

Dando sequência à minha série musical do passado Hit das Antigas (veja aqui qual foi o primeiro post), eis um sucesso de uma boy band brasileira que nos faz lembrar uma situação muito comum na adolescência: a rejeição amorosa.

Especialmente quando a gente "pagava um pau" danado pra alguém e a pessoa nos esnobava. Quem nunca??

"Ela não liga" foi a "música de trabalho" que impulsionou o segundo LP (que na minha infância quase sempre era K7) do grupo Polegar, em 1990, quando o pirralho aqui nem sabia direito o que era paquerar (mas depois descobriu o que era se identificar com a mensagem da canção... :P).

Nascido em 1989, o Polegar não durou muito, como muitos artistas produzidos Brasil afora, porém deixou marcas profundas na nossa memória musical chicletística. O vídeo abaixo é de uma das 39842 participações dos garotos no SBT, no também marcante Viva a Noite, de Gugu Liberato (que não era propriamente para pirralhos, só que eu gostava de assistir). Por que sempre que nos lembramos do Polegar nos vem o canal do Silvio Santos à mente? Saber que a banda foi lançada por uma empresa de Liberato (Promoart) ajuda a responder...



Eu sou um carro, / ela não guia 
Sou um cigarro, / ela não fuma
Eu tô na dela, / ela tá numa
Eu tô de noite, / ela de dia
Eu viro rádio, / ela não liga
Eu peço um gesto, / ela faz figa
Toco guitarra / e bateria, / ela só ouve / sinfonia.

(Refrão) Ela não liga se estou apaixonado
E nem se toca com a minha fantasia
Se ela soubesse quanto tenho estudado
Pra ver se entro lá na sua academia
Ela não liga se eu pareço desligado
Mas acontece que ela já virou mania
Quando aparece eu já me sinto sorteado
Eu sou o bilhete ela é a loteria

Ela não liga, / Ela não liga, / Ela não liga, / Ela não liga pra mim (2x)

Ela não sabe / da minha história
Eu tô na sua / geografia
Eu jogo sempre / pela vitória
Ela só joga / água fria

(Repete refrão)


Ela não liga, / Ela não liga, / Ela não liga, / Ela não liga pra mim (2x)

26.10.10

RECORDAR É VIVER




Muito provavelmente a maioria dos seus colegas de escola/faculdade não são seus amigos hoje. Muitos nunca foram. E atualmente não devem fazer parte do seu dia-a-dia.

Mas eles compartilharam momentos impagáveis contigo. Uma época que todos consideram boa, talvez melhor que a atual, que tem inúmeras preocupações a mais nas nossas vidas adultas. Revê-los, portanto, significa relembrar a felicidade que ficou lá atrás e pode ser sempre revivida a cada novo encontro. Ou seja, é pra lá de bom.

Se quisermos, os laços não precisam morrer no passado. Podem ganhar novos contornos. E nos mostrarem que o tempo que passamos juntos, por mais distante que fique na memória, não foi em vão e também significou para o ex-colega que hoje dá risada conosco. Na nossa busca constante por significados na vida e coisas que façam valer a pena viver, isso faz muita diferença.