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9.12.23

Tragédia anunciada

 Castigo merecido o rebaixamento do Santos Futebol Clube para a Série B do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez em sua história. 

Teve as três rodadas finais só dependendo de si para se afastar da zona de degola. Perdeu nas três. Teve 38 rodadas para não ser um dos 4 piores, entre os 20 times, mas fracassou. Nestes últimos três anos, sua rotina foi ficar entre os piores dos campeonatos disputados, sempre flertando com o rebaixamento. De tanto que "pediu", "conseguiu".

Elencos fracos, com jogadores que ficaram devendo, mostrando apatia e deficiência em boa parte da temporada. E quando precisaram ter a cabeça no lugar, o nervosismo levou ao desespero. Prova de um comando frágil, a começar pelo banco de reservas, em que 9 técnicos se revezaram em apenas 3 temporadas, muito pela péssima gestão de futebol da atual presidência, que pode entender de indicadores financeiros, mas de futebol, que é o que mais conta nas quatro linhas, demonstrou enorme incompetência.

Como torcedor fiquei chateado, triste, decepcionado. Mas machucado, só talvez nas primeiras horas, pois desde algum tempo aprendi a me blindar emocionalmente com o que a torcida e a paixão no esporte podem me causar no lado negativo. Não compensa levar a ferro e a fogo. Torcer, viver o futebol, para quem não atua nele, não depende dele financeiramente, deve ser encarado como um entretenimento saudável. O que faz bem, alimento. O que faz mal, minimizo, não levo pro coração.

Nunca vou abandonar o Santos porque não consigo abandonar o futebol, não vivo sem esportes. Mas minha vida é mais o futebol e o esporte do que o Santos, porque assim o relacionamento será sempre saudável e fonte de prazer. E cair de divisão já vimos que não foi o fim da linha para vários clubes grandes, de camisa pesada no futebol brasileiro. Vida que segue, torcida idem, com o Santos onde e como ele estiver!

Uma maneira de compensar a tristeza quando seu time perde é apostar dinheiro na derrota dele. Porque aí ao menos você não sai no prejuízo total em caso de revés. Na última rodada do Brasileirão, a recompensa foi boa.




1.12.16

Minha seleção do Brasileirão

Convidado, junto com milhares de jornalistas brasileiros, a votar nos melhores por posição do atual Campeonato Brasileiro de futebol, da Série A, eis os meus 11 na imagem abaixo, além de melhor treinador, treinador revelação, revelação e craque (clique sobre ela para ampliá-la e conseguir ler :P)

Espie e fique à vontade para dizer o que acha, discorda, concorda, acha mais justo, etc...


ps: aos que desconhecem, Alexis Stival é o popular Cuca

25.8.16

Li e recomendo: O Jornalista mais Premiado do Brasil

O livro e o autor, em um dos seus vários lançamentos

"O Jornalista mais Premiado do Brasil: a vida e as histórias do repórter José Hamilton Ribeiro"

O título completo de mais essa obra do amigo Arnon Gomes já explica o tema. Jornalista escrevendo sobre jornalista, já bastaria isso para eu me interessar. E conhecendo ambos, mais ainda. Zé Hamilton é uma verdadeira escola para todos nós seguidores. Arnon, um profissional talentoso e dedicado, que se esmera no que faz desde as primeiras matérias no jornal Comércio da Franca, quando a profissão em comum nos permitiu um auspicioso reencontro, em 2005, anos e anos após a infância comum em Santos.

O livro de 260 páginas, publicada ano passado em Araçatuba, onde Arnon vive e trabalha há alguns anos, teve lançamentos aqui em SP, bem como Santos, Campinas e terá em Ribeirão Preto. Ainda não consegui comparecer a nenhuma, mas ajudei o amigo no envio da remessa paulistana excedente pra ele e acabei ganhando um exemplar, lido com calma e muito gosto. Falta a dedicatória agora!

Lembrando que um dos livros anteriores de Arnon eu indiquei neste blog, em 2012 (leia aqui). Vida longa ao escritor Arnon, ao mestre Zé e ao bom e verdadeiro jornalismo!

18.4.16

Hit das Antigas : Bola de meia, Bola de gude - 14 Bis

14 Bis é ótimo, e essa música remete a sentimentos puros, o lado gostoso da infância, que se a gente alimentar mesmo na vida adulta, certamente a encararemos com uma agradável leveza.

Ela me marcou quando, em 2002, meu Santos encerrou um incômodo jejum de títulos importantes, sendo campeão brasileiro de futebol liderado pelas molecagens do atacante Robinho. Porque tem horas de dificuldade que o menino que mora dentro da gente vai lá e torna tudo mais fácil pra nós.

Ah, a composição é da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, Que dupla!



Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

Há um passado
No meu presente
O sol bem quente
Lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa
Me assombra
O menino me dá a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo e não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

-> Confira os demais Hits das Antigas já postados aqui!

30.12.15

O personagem do ano no futebol brasileiro


Olha, se tem alguém que passou 2015 oscilando entre o céu e o inferno no esporte mais popular do Brasil, foi esse daí da composição tosca de fotos acima: Dudu, atacante do Palmeiras.

No alvorecer do ano, era um dos nomes mais concorridos no mercado da bola nacional, depois de boa temporada pelo Grêmio. O trio de ferro paulista o disputou, dando aos palmeirenses um sentimento de vitória dupla em clássicos após o anúncio da nova casa do jogador.

O desempenho verde na fase de classificação do Paulistão não foi brilhante, porém depois que a equipe eliminou o Corinthians na semifinal, em Itaquera, chegou à decisão em pé de igualdade contra o Santos, que decidiria em casa.

Abriu 1 a 0 no jogo de ida, no começo, e num contra-ataque do segundo tempo teve excelente chance de ampliar, com um pênalti a favor e um adversário expulso do outro lado. Dudu foi pra cobrança, mas acertou somente o travessão e a bola saiu por cima. Decepção moderada, pois apesar do placar ter sido magro, a vantagem era palmeirense pra partida de volta.

Domingo seguinte, na Vila Belmiro, o time anfitrião veio com outra postura e saiu na frente, deixando tudo igual. Ainda antes do intervalo, mais um problema para o Palmeiras ter que contornar: Dudu se estranhou com Geuvânio com a bola parada, antes de uma falta para os visitantes. O santista foi ao chão e o árbitro expulsou o palmeirense. Inconformado, o atacante caminhou na direção do juiz e o empurrou acintosamente, pelas costas. Teve de ser contido, chorou, fez papelão. Foi feio. No final, deu Santos e boa parte da bronca pela derrota caiu nas costas do camisa 7.

Além desse fardo, tinha o julgamento no STJD, pois havia a denúncia de agressão ao árbitro da finalíssima. Inicialmente houve a condenação por 180 dias, o que tiraria Dudu dos gramados no restante do ano. Felizmente pra ele e o Palmeiras que houve recurso e um acordo no novo julgamento reduziu drasticamente a pena, para 6 partidas de suspensão.

Mesmo assim, ele foi o artilheiro do Alviverde no Brasileirão, numa campanha que flertou com o G4 em boa parte do torneio, até cair na parte final e ficar no miolo da tabela, sem aspirações. Seria pouco, se não fosse o feito do time na Copa do Brasil. Nem sempre convincente mas bastante competitivo, o Palmeiras eliminou Cruzeiro, Internacional e Fluminense, este nos pênaltis, e reencontrou o Santos na decisão.

Dudu e seus colegas não se saíram bem na Vila, onde o Peixe venceu por 1 a 0. Só que vieram com tudo no Allianz Parque, atacando e marcando melhor. Os visitantes seguraram-se somente por um tempo, porque no segundo o camisa 7 brilhou. Dois gols, vibração no calor da torcida, sentimento de Já Acabou com o 2 a 0, que de fato sacramentava a conquista. Parecia faltar pouco. Mas aí, nos minutinhos finais que restavam, o Santos descontou. E vamos pros pênaltis de novo. Dudu ficaria no quase de novo?
 

Não, o berro de campeão sufocado até a última batida da decisão por pênaltis finalmente saiu. Dudu celebrou com os companheiros, gritou, chorou, farreou. Foi bonito. Por mais batido que seja o jargão de que a vida é uma sucessão de altos e baixos, assim foi o ano que se encerra para esse jogador (ufa, que ano!). Que em 2016 tenhamos mais um personagem "na gangorra" pra destacar, de preferência com final feliz também!

17.3.15

Torço pro futebol e pro Jornalismo EC

Time de futebol, tenho, é o Santos FC. Apesar de ter rolado um namoro com o Vasco na infância, que me rendeu uma camisa de 1994 utilizada semanalmente nas peladas, o casamento futebolístico foi mesmo com o clube da Vila Belmiro.

Fui fanático, inclusive, durante a adolescência. À distância, porque morava no interior, mas era um acompanhamento detalhadíssimo, com publicações e estatísticas aos montes.

Mas o tempo e a vida adulta me amadureceram, alterando a visão e o sentimento sobre futebol. Tanto que quando me perguntam sobre torcida, de um tempo pra cá tenho preferido dizer: santista, mas torço antes pro futebol.

Sim, porque além de não ser mais fanático,  não vejo mais sentido no fanatismo clubístico. Primeiro, que há tantas coisas mais importantes além da bola. Segundo, porque no jogo nem sempre existe justiça e recompensa total, tem muita coisa errada fora do nosso controle, inclusive dentro do nosso time. E terceiro, pois não paga minhas contas; é passatempo, diversão, então vamos na esportiva, não tem motivo pra se enervar por pouco.

Continuo acompanhando o desempenho do Santos, adorando assistir e praticar, porém vejo de tudo, aliás muito mais programas esportivos do que partidas. Porque gosto de pensar o esporte, ficar por dentro das modalidades, conhecer as histórias humanas que as cercam. Antes de tudo, como jornalista na essência, sou Jornalismo Esporte Clube.

Tanto que, quando pinta a chance de ir a um estádio, não importa se não é o meu time. Num intervalo de menos de três meses, estive nas torcidas de Palmeiras e Corinthians, no calor de suas vibrações.
 
O cunhado Lucas, palmeirense, tinha um ingresso disponível para a partida contra o Internacional (RS), no Pacaembu, antes da inauguração da arena. Lá fomos, fiz o vídeo a seguir. Apoiei também, mas o time perdeu por 1 a 0.


A presença em Corinthians x Grêmio (RS) se deu pelo nobre motivo de "levar" o cunhado francês David para conhecer a Arena de Itaquera, palco da estreia brasileira na Copa 2014, o estádio do Mundial mais perto da gente. E lá fomos, com o amigo sueco Johan, pegando o metrô e curtindo o conforto do estádio fresco (vídeo abaixo, também). Foi difícil, mas os anfitriões venceram por 1 a 0 e a massa saiu satisfeita, zoando o rival Palmeiras.

 
Resumindo, estamos aí para o que der e vier (joguem times gaúchos ou não...), e quanto mais palcos e situações desportivas puder experimentar, melhor, porque o caminho a seguir é levar na esportiva, sempre!

11.12.12

Moleque fora de série

Não tô inventando que Neymar é diferenciado. Uma revista futebolística de respeito (Placar) instituiu essa classificação dias atrás, concedendo o prêmio de hors concours (do francês, "fora de concurso") ao atacante dentro da sua tradicional premiação anual para os melhores do Campeonato Brasileiro, o troféu Bola de Prata. Mesmo que não o tivesse feito, o espectador minimamente atento ao futebol brasileiro nos últimos anos discordaria?

Como admirador da modalidade, e santista desde os idos das vacas magérrimas dos anos 1990, me permita a babação deste post, trazendo três dos mais impressionantes gols do moleque, todos na Vila "mais famosa do mundo" Belmiro.

> 2011, contra o Flamengo, prêmio Puskas (Fifa) de mais bonito do ano. Alguém já havia visto um drible como esse no Ronaldo Angelim (4)??


> 2012, contra o Internacional, candidato ao mesmo prêmio Puskas. Uma arrancada com a bola presa aos pés à la Lionel Messi.


> 2012, contra o Atlético-MG. Tem drible mais desconcertante do que fazer os adversários trombarem??



O que dizer destas pinturas, hã?

19.12.11


BARCELONA 4, SANTOS 0, FUTEBOL 10

Como santista, eu podia querer distância dos meios de comunicação um dia depois do "massacre de Yokohama". Mas fiquei atrás de cada manchete, cada chamada, cada comentário, cada análise.

Porque não foi um banho de água fria qualquer que acontece de vez em quando no futebol. Foi emblemático, visível até pra quem pouco acompanha o esporte, gritando que há um jeito diferente e especial de vencer dando espetáculo.

Extrapolam lições, aprendizados, conclusões ou mesmo teses. E como antes de ser santista eu sou admirador de futebol, não quero ignorar o que se tem falado do Barça, de como jogar tal qual o Barça, dos adversários do Barça, de como tentar parar o Barça...

Quem gosta mesmo desse esporte apaixonante acaba como eu, seduzido por uma equipe (e-qui-pe) que vence colocando o talento a serviço do jogo coletivo, afinal se trata justamente de uma modalidade coletiva na qual ninguém ganha ou perde sozinho.

Viva o Barcelona mas, principalmente e felizmente pra nós aficcionados, viva o futebol!

(PS: Quando o Santos de 2010 também ganhou encantando a quem o via jogar, postei a respeito na mesma linha de que o maior beneficiado era o futebol, graças a Deus)

6.8.10

A VITÓRIA É DO FUTEBOL



O Santos encantou o Brasil com um futebol alegre e ofensivo, abusando da habilidade e do ímpeto quase irrefreável de partir para cima do adversário e balançar as redes.

Mas a conquista das duas taças deste ano só foi garantida com um futebol totalmente diferente, feio, pragmático, por vezes catimbeiro: duas derrotas, para Santo André e Vitória, nas quais em certa altura todo o time se retraiu e jogou, literalmente, para perder de pouco.

Acaso? Incoerência? Fracasso do estilo moleque na Hora H? Se o Santos tivesse dois vices em 2010, poderíamos julgar de uma dessas formas. Mas o time foi campeão, porque o futebol dificilmente premia quem só sabe jogar de um jeito. Premia o mais completo, pois há momentos em que as circunstâncias do jogo e do campeonato pedem isso. Saber vencer passa por saber usar o regulamento.

Em 23 jogos no Paulistão, o Santos usou 2 deles (as finais) para mais garantir o resultado do que dar espetáculo. Nos 11 da Copa do Brasil, fez isso só na última quarta-feira, em Salvador (e se salvou da dor...). Portanto, em 8% do estadual e 9% do nacional o Santos foi chato, trivial e maquiavélico, com fins elevados que justificassem os meios baixos.

Assim, em 92% do Paulistão e em 91% da Copa do Brasil o time foi tudo aquilo que quem gosta de futebol quer ver, digno de aplausos. Brilhou com a essência do futebol. Venceu? Venceu! Venceu o futebol.

27.3.10


Uma brincadeira do chargista do iG Esporte
"para com a minha santista pessoa"