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13.12.19
12.2.16
A provocadora e ousada Marina Abramovic
Essa foto tirei na SP-Arte do ano passado, estava arquivada, mas achei melhor mostrar pra mais gente, afinal não é comum nem mesmo numa exposição de arte contemporânea.
Pra quem não conhece, a artista sérvia Marina Abramovic é reconhecida no meio pelas performances ousadas, imersivas, provocadoras, que incomodam e rompem a "normalidade" das convenções sociais. Como quando, numa exposição apoiada pela illycaffè, cliente que atendo na ADS, fez diversas sessões em que recebia os visitantes, desconhecidos, numa sala, e interagia com eles em silêncio, sem a presença de celulares e demais equipamentos eletrônicos - apenas câmeras filmando.
By the way, daqui a alguns meses chegará por aqui o documentário "Espaço Além - Marina Abramovic e o Brasil", mostrando as experiências espirituais da performer no país, segundo informa o jornal Valor Econômico hoje. É claro que tô curioso pra ver!
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9.10.15
Pague o que achar justo: é o justo!
No último 12 de setembro, finalmente pude visitar o Preto Café, cuja história acompanho via Internet desde o anúncio de inauguração da cafeteria, no bairro de Pinheiros, aqui em Sampa.
Empreitada do colega jornalista Lucas Pretti e mais três sócios, o Preto me chamou a atenção não só porque tem um conhecido envolvido, mas principalmente porque funciona de modo radicalmente diferente da grande maioria dos estabelecimentos comerciais que o rodeiam, SP, Brasil e mundo afora.
Os itens à venda não têm preço pré-definido: você paga o quanto acha justo pagar. Com base não somente pela apresentação do local, dos produtos e do serviço, como também pela exposição das despesas e contas a pagar da casa, pra quem quiser ver, nesse quadro da primeira foto abaixo (e no site da cafeteria, de modo mais detalhado).
Empolgado, fiz questão de conhecer, além de doar utensílios de cozinha que pudessem ser úteis ao Preto, aberto a doações e colaborações sempre, conforme a filosofia colaborativa que o alicerça. E convido todos a frequentarem-no, apoiarem-no e espalhar ainda mais esse conceito, que torço muito para se difundir em outros exemplos concretos.
Ainda dei sorte de encontrar o amigo Lucas, tomando um café saboroso com um quiche de shimeji melhor ainda. Vida longa ao Preto Café!
Não é sensacional?
Empreitada do colega jornalista Lucas Pretti e mais três sócios, o Preto me chamou a atenção não só porque tem um conhecido envolvido, mas principalmente porque funciona de modo radicalmente diferente da grande maioria dos estabelecimentos comerciais que o rodeiam, SP, Brasil e mundo afora.
Os itens à venda não têm preço pré-definido: você paga o quanto acha justo pagar. Com base não somente pela apresentação do local, dos produtos e do serviço, como também pela exposição das despesas e contas a pagar da casa, pra quem quiser ver, nesse quadro da primeira foto abaixo (e no site da cafeteria, de modo mais detalhado).
Empolgado, fiz questão de conhecer, além de doar utensílios de cozinha que pudessem ser úteis ao Preto, aberto a doações e colaborações sempre, conforme a filosofia colaborativa que o alicerça. E convido todos a frequentarem-no, apoiarem-no e espalhar ainda mais esse conceito, que torço muito para se difundir em outros exemplos concretos.
Ainda dei sorte de encontrar o amigo Lucas, tomando um café saboroso com um quiche de shimeji melhor ainda. Vida longa ao Preto Café!
Não é sensacional?
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3.5.15
AH, ABU, PRO-VO-CA-ÇÃO, HEIN !?
Perdemos do nosso convívio, dias atrás, o mestre Antonio Abujamra, dramaturgo, diretor de teatro, ator e apresentador de TV.
Desconhecia os demais trabalhos de talento de Abu, mas o papel de apresentador e mediador na TV Cultura, à frente do programa Provocações, acompanhava de perto, há mais de 10 anos.
Ainda na graduação em Jornalismo, nos bons tempos de vida universitária em Bauru, me reunia com os amigos de república para assistirmos e discutirmos as incisivas provocações abujamrianas. Sua ironia e sarcasmo ímpares, com diversas vítimas, desde a pífia audiência do próprio programa de entrevistas até a tragédia da impotência humana diante da constatação de suas limitações, dilemas e ignorâncias, faziam dele um personagem único.
Entremeava citações de enormes pensadores das ciências sociais, humanas e literatura com entrevistas captadas com transeuntes e maltrapilhos do centro de SP, no entorno da Praça da Sé, aquela gente que parecemos ignorar, perambulando e pregando ao léu, para quase ninguém ouvir e considerar. Mas Provocações ouvia.
Caricaturas e exageros à parte, ele nos fazia pensar e questionar sobre situações e fatos numa perspectiva que nem grandes professores de filosofia fariam. Vai lá, Abu, provoca os caras do outro plano pra onde te mandaram!
Na abertura da edição abaixo, uma das últimas do provocador, ele verbaliza o tradicional prólogo do programa que "idolatrava a dúvida" (sensacional isso!):
Desconhecia os demais trabalhos de talento de Abu, mas o papel de apresentador e mediador na TV Cultura, à frente do programa Provocações, acompanhava de perto, há mais de 10 anos.
Ainda na graduação em Jornalismo, nos bons tempos de vida universitária em Bauru, me reunia com os amigos de república para assistirmos e discutirmos as incisivas provocações abujamrianas. Sua ironia e sarcasmo ímpares, com diversas vítimas, desde a pífia audiência do próprio programa de entrevistas até a tragédia da impotência humana diante da constatação de suas limitações, dilemas e ignorâncias, faziam dele um personagem único.
Entremeava citações de enormes pensadores das ciências sociais, humanas e literatura com entrevistas captadas com transeuntes e maltrapilhos do centro de SP, no entorno da Praça da Sé, aquela gente que parecemos ignorar, perambulando e pregando ao léu, para quase ninguém ouvir e considerar. Mas Provocações ouvia.
Caricaturas e exageros à parte, ele nos fazia pensar e questionar sobre situações e fatos numa perspectiva que nem grandes professores de filosofia fariam. Vai lá, Abu, provoca os caras do outro plano pra onde te mandaram!
Na abertura da edição abaixo, uma das últimas do provocador, ele verbaliza o tradicional prólogo do programa que "idolatrava a dúvida" (sensacional isso!):
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