...quando decidi e fui atrás do que precisava pra enfim desfilar por uma escola de samba grande num carnaval grande, sonho desde moleque.
Tá tudo caminhando pra dar certo e, na madrugada de sábado 25 para domingo 26 de fevereiro próximo, eu estar no meio dos milhares de componentes da Vai Vai, maior campeã da elite do carnaval paulistano.
Desde o primeiro ensaio, em frente à quadra da agremiação no Bixiga (formalmente conhecido como Bela Vista), a música que a gente mais canta por lá (e eu venho cantando comigo mesmo toda semana) é o samba-enredo, claro, que podemos ouvir no vídeo abaixo:
O título do enredo é "No xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu: Menininha, Mãe da Bahia - Ialorixá do Brasil", homenageando uma das mães-de-santo mais populares do candomblé brasileiro (veja a letra e as fantasias das alas no site oficial da Saracura), Mãe Menininha do Gantois.
Torça por nós, pois melhor que um desfile serão dois, o segundo entre as escolas campeãs do sambódromo do Anhembi, na sexta, 3 de março!
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28.12.16
5.7.16
Hits das Antigas: Sambas-enredos sobre a abolição da escravatura
Os samba-enredos das escolas campeãs dos carnavais cariocas de 1988 e 1989 - Vila Isabel e Imperatriz Leopoldinense, respectivamente - versaram sobre o centenário da abolição da escravatura no Brasil (1888). E foram dois primores em letra e música!
Sempre gostei de sambas carnavalescos e esses estão entre meus favoritos! "Kizomba, a Festa da Raça" ganha em beleza e poesia, enquanto que "Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós" embala pelo refrão contagiante. O primeiro é de Rodolpho, Jonas e Luis Carlos da Vila, também interpretado por Martinho da Vila. O segundo, da Imperatriz, composto por Niltinho Tristeza, Preto Jóia (intérprete principal), Vicentinho e Jurandir.
Bora cantar e sambar!
KIZOMBA A FESTA DA RAÇA
Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha, pra dançar o Caxambu (bis)
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Reza ageum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
LIBERDADE, LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS
Vem, vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente
Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz
Para reviver outros Hits das Antigas postados aqui, clique neste link!
Sempre gostei de sambas carnavalescos e esses estão entre meus favoritos! "Kizomba, a Festa da Raça" ganha em beleza e poesia, enquanto que "Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós" embala pelo refrão contagiante. O primeiro é de Rodolpho, Jonas e Luis Carlos da Vila, também interpretado por Martinho da Vila. O segundo, da Imperatriz, composto por Niltinho Tristeza, Preto Jóia (intérprete principal), Vicentinho e Jurandir.
Bora cantar e sambar!
KIZOMBA A FESTA DA RAÇA
Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha, pra dançar o Caxambu (bis)
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Reza ageum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
LIBERDADE, LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS
Vem, vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente
Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz
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