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22.8.24

Pilateiro


Peladeiro, no sentido de jogar futebol como "pelada" de amigos, eu já sou toda semana faz tempo. Praticamente desde 2014 eu venho frequentando assiduamente algum fut, exceto no período pandêmico março 2020 a dezembro 2021.

A novidade é agora que sou Pilateiro também. Comecei a fazer Pilates, semanalmente. Busco fortalecimento físico, melhor equilíbrio, postura mais correta, considerando que o desvio na coluna e a conjunção alto-magro me deixam curvado e distante da posição postural adequada a maior parte do tempo.

Emendei sessões de Treino Funcional na mesma academia do Pilates, a goodbe, por já estar incluído no plano e ser uma atividade física intensa, que trabalha diferentes músculos e regiões do corpo. 

Curioso que homens da minha faixa etária são minoria pelo que tenho constatado na goodbe. Homens são minoria, de forma geral também. A good be é menos hard do que as academias convencionais, digamos assim. Pro meu objetivo que é pegar leve e priorizar o pilates (não oferecido nas convencionais e custa mais caro em estúdios especializados), tá ótimo assim.

14.10.20

Assisti e recomendo: Sob Pressão (Globo e Globoplay)

Ontem acabou mais uma temporada de Sob Pressão, desta vez um curto especial de dois episódios chamado Plantão Covid.

E como vem acontecendo desde 2017, quando a série estreou na TV Globo, fiquei impactado e sedento por mais episódios. Segue nova carência até a quarta temporada, que eu espero que não demore nesse cenário de reprogramações e alterações causado pela pandemia.


Não que eu seja da área de saúde, e olha que não tenho estômago nem coragem pra ver cortes em cirurgias sem desviar o olhar, além de outras exposições. Mas a série me pegou pela hiperdosagem de realidade, a tensão da rotina louca de um pronto socorro mostrando na carne a vida como ela é lá dentro, ou como imaginamos que seja.

É claro, a série partiu de um filme que partiu de um livro que partiu de um relato de experiências reais de um médico, Marcio Maranhão. Então a verossimilhança, que eu sempre prezo mesmo em produções ficcionais audiovisuais, por gosto pessoal mesmo, nunca decepciona.

Concordo que tem alguns exageros, no heroísmo dos protagonistas, em alguns dramas, mas são concessões que fazem parte do jogo. A série não é perfeita, acabou de ser criticada inclusive por parte do público e oficialmente pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), que a acusa de desmerecer outros profissionais de saúde, em detrimento dos médicos.

Porém, eu e muitos a consideramos um primor. No ano passado, Marjorie Estiano foi indicada ao posto de melhor atriz pelo prêmio Emmy Internacional por sua atuação na terceira temporada. Júlio Andrade encarnou muito bem o protagonista e suas complicadas questões, alternando grandes virtudes e fraquezas desde o princípio. 

Os demais médicos que convivem com eles agregam de diferentes maneiras. Os pacientes ocasionais conferem um tempero a mais. A simulação de um hospital de verdade é impressionante, em estrutura, cenário, equipamentos, gente circulando. Enfim, uma baita série. 

Nem todo mundo tem estômago, ainda mais em um contexto de pandemia, pra ficar vendo tanto estresse dessa gente sob pressão intensa. Pra quem tem, que venha logo a quarta temporada!

13.11.14

Doação de órgãos em um jornalismo literário exemplar

Sua orientação pessoal pode indicar o contrário, motivada ou não por determinação religiosa, mas eu defendo a doação de órgãos e quero doar o máximo que puder quando acontecer o meu "passamento".

É uma decisão que pode salvar vidas. E quem é salvo desta forma não deve agradecer apenas ao doador e sua família, como também à equipe médica que viabiliza o transplante, operação delicada e infelizmente não disponível numa escala que dispense filas, longa espera e angústia para muitos.

Imagine como deve ser tensa a rotina de um cirurgião responsável pelo setor de transplantes de um hospital. Lidar com a dor em torno de uma morte, administrar o que segue vivo num quadro de óbito, executar essa complexa transição, manter a esperança sobre um paciente com poucas chances, lidar com o infortúnio de quem tem os dias contados... E ainda arrumar tempo e cabeça pra resolver a própria vida.

Não precisa imaginar: leia o perfil do Dr. Ronaldo Honorato, e principalmente seus dilemas, na reportagem "O homem da segunda chance", de Andréa Ascenção. A jornalista é pós-graduada em Jornalismo Literário, como eu, e nesse texto, não por acaso vencedor de prêmio na área, dá um belo exemplo do que essa multiferramenta de narração da realidade é capaz de proporcionar, tendo como força motriz as questões humanas que mexem com todos nós. Perca vários minutos que te garanto que não será perda de tempo: http://clichetes.com.br/homem-segunda-chance/

Parabéns Andréa, Dr. Ronaldo, e a todos os que fazem o bem aos outros de alguma forma, especialmente em se tratando de vidas.

12.3.11

CHECK-UP: NUNCA É CEDO...

Tempos atrás, passar por uma bateria de exames periódicos para ver se a saúde estava OK era algo para senhores e senhoras na casa dos 50 anos em diante. Mais recentemente, virou prática comum já a partir dos 40. Hoje em dia (mais precisamente em janeiro), este que escreve, perto da casa dos 30, fez seu primeiro check-up de uma série que, prometo, deve ser periódica - anual para exame de sangue e bienal para os demais (ecocardiograma, eletrocardiograma, ultrassom...).

Não que eu me adoecesse de forma preocupante, pois continuo sendo um poço de saúde - porque não descuido de descanso e alimentação, sobretudo. Mas nunca custa prevenir, ainda mais vivendo em uma cidade onde o estresse é parte do dia a dia. Aliás, sempre se deve prevenir quando o assunto é saúde. Vê se não deixa de se checar pra muito tarde!