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24.8.26

Li e Recomendo: As decisões do coração estão sempre certas

 


Como fã de esporte desde moleque, me lembro de Fernando Meligeni como um dos principais tenistas brasileiros em meados dos anos 90, especialmente aquela campanha surpreendente nas Olimpíadas de Atlanta, conquistando a semifinal nos Jogos de 1996 e, puxa que pena, ver a medalha escorregar das mãos com o quarto lugar ao final.

A garra em quadra sobrava no Fino, e a forma como esse argentino de nascimento abraçou o Brasil para defendê-lo, com ganas e passión de sobra, me cativou desde o princípio. De forma que, mesmo suplantado por Gustavo Kuerten nos maiores resultados como vitórias em Grand Slams e Masters 1000, Meligeni sempre foi admirado por mim como um dos maiores, um ídolo.

Neste livro memorial autobiográfico, o ex tenista e hoje comunicador de sucesso conta, com a ajuda do também brilhante André Kfouri, jornalista dos melhores, histórias e principalmente aprendizados recebidos do pai Osvaldo, uma pessoa especial, que deixou um legado enorme para Fernando e sua irmã Paula.

Portanto, mais do que lições de um esportista de primeira linha, temos na obra um testemunho do que há de mais bonito nas relações familiares, especialmente pai e filho, tutor e tutelado, mestre e aprendiz. Sob o olhar de quem só tem gratidão ao olhar para trás e constatar o quanto foi impactado e evoluiu, como ser humano, graças à figura especial que a vida o presenteou como pai. 

Linda e leve leitura, que lamentamos por acabar rapidamente, puxa que pena. Obrigado, Fino e Don Osvaldo!

30.7.26

Minhas Copas do Mundo - 2026


Intróito ou Preâmbulo: esta postagem é mais um capítulo das memórias que publico a cada Copa do Mundo vivida. As anteriores constam no meu perfil da plataforma Medium, mas neste ano resolvi colocar aqui no blog pela facilidade, afinal o período da Copa foi marcado por muito trabalho, pouco tempo livre, e este espaço ficou mais acessível para eu ir registrando as informações e lembranças durante o torneio, para depois voltar e transformar tudo nesta postagem final. Ao final deste post tem o link para acesso às memórias de Copas anteriores.

Voltamos a uma Copa no meio do ano e o ritmo das pinturas de rua até que foi devagar, sendo encaminhada já com o torneio nos jogos eliminatórios, mas elas se coloriram, sendo que aqui nas imediações da Abagiba Street todas foram capitaneadas e executadas pelo vizinho e líder comunitário Edigar, meu cabeleireiro Eddy, com uma dedicação admirável - incluindo noites a menos de 15 graus lá no meio da friaca.

A véspera do jogo de abertura, uma quarta-feira, foi feriado em Portugal, o Dia de Portugal. O combinado para o aposta10, agora sob a batuta dos portugueses da Clever Advertising, passou a ser seguir os feriados lusitanos, para unificação do calendário laboral. Mas, ao contrário da maioria dos poucos colegas da equipe, me recusei a gozar este feriado justamente na véspera do début da Copa, com artigos extensos para finalizar, palpites de jogos para criar, escrever e publicar, uma home-page para destacar os primeiros conteúdos promocionais e informativos relativos ao Mundial. 

A quinta-feira foi um dia marcante, com a abertura no México, para o selecionado local abrindo os trabalhos copenses. Sentimos um cariño por conta do pedaço da família radicada lá, torcendo simultaneamente para Brasil e México, e os priminhos de Jundiaí também entraram no clima.


Na sexta-feira, tive que escolher minhas batalhas, diante de tantos afazeres, e acabei não produzindo o prognóstico com palpites para o GP Barcelona - e sinceramente, ninguém deve ter sentido falta, ninguém perguntou, essa é a realidade da F1 no a10, ainda mais secundária quando a maior parte das atenções está na Copa. 

Mas o vangloriamento por conta dos acertos nas apostas (sendo que fiz nada menos que metade dos palpites no a10 para todos os jogos do torneio, ou seja, 52, dividindo a empreitada com o colega Rafael Takacs) está mais contido do que eu gostaria, desestimulado pela campanha contrária às apostas e plataformas de bets encampada por parte da sociedade, que me afeta e incomoda pois com a maior parte dela compartilhamos do espectro ideológico e político. 

Fico chateado, pois indiretamente e no fim das contas querem acabar com meu ganha-pão e uma prática que incorporei na minha rotina, um entretenimento cotidiano pra mim, sempre on na rotina esportiva. Entendo que as apostas podem levar ao vício, endividamento e destruir vidas e famílias, mas isso só acontece com quem não sabe brincar nem entende minimamente como funciona o negócio e seus riscos. 

Em vez de educar para a minoria de risco aprender a lidar com a atividade, e se divertir com ela como a maioria, é mais fácil vilanizar e gritar contra, até dizer que elas precisam acabar ou ser proibidas no Brasil. Acabar não vão porque é um negócio com oferta e demanda claras, que pode dar lucro se bem explorado, e se proibir os legais os ilegais vão proliferar e prejudicar ainda mais os apostadores de risco. Entendo que houve exagero nas publicidades das bets, ainda mais nas transmissões pelo YouTube, mas uma coisa é restringir e delimitar, outra é limar de vez, enterrando toda uma indústria que faz girar não apenas dinheiro, mas os rendimentos de milhares de pessoas honestas que não fazem nada de irregular, nem imoral, tampouco condenável.  


A tosse alérgica que eu achei que tinha mandado embora ano passado, após uma série de consultas médicas e mais de um tratamento, me acompanha neste início de copa, lamentavelmente. Tomei antialérgico, xarope A, xarope B, mas a tosse persistiu, mais de dia do que de noite, até me permitindo dormir bem, mas prejudicando muito nas falas mais longas quando eu tava acordado - ler historinhas que Nina vinha me pedir, por exemplo, sempre fazia a voz falhar e pedir água no meio do caminho 😔

Sexta de noite pedimos Pizza Prime, a preferida da Amanda no delivery, pois a sogrinha estava conosco, como de praxe em muitas sextas. No dia seguinte, brinquei com Nina de fut papelão no campinho da caixa de pizza, tematizada por conta da Copa do Mundo. 



No sábado de noite foi a estreia brasileira, então juntamos na casa da Padre Machado pra curtir o primeiro jogo da seleça com a família Pessa - com salgadinhos Torcida para a torcida petiscar, hot dog and sanduíche de carne louca by mamãe. Um empate ufa contra o perigoso Marrocos, mas menos mal, o desafio mais difícil da fase de grupos ficou para trás.


Na segunda-feira seguinte, o grande destaque foi Cabo Verde segurar a Espanha, na figura do goleiro quarentão Vozinha. Entrei na campanha de apoio promovida pela Cazé TV e também segui o humilde jogador no Instagram, tendo sido divertido fazer as odds altas pós-jogo, para o site. 

Eu havia me gabado quando entrei no bolão Unidos pela ADS, por estar trabalhando com palpites para os jogos, super on na cobertura geral, e menos de uma semana depois amargo uma amarga lanterna...

Nessa competição a três, Estevão Rinaldi se saiu vencedor, fiquei com o vice e Marcelo Domingues o terceiro lugar. Agora precisamos marcar o happy hour para resenhar e brindar o ganhador pagando sua parte na conta do bar. Também entrei no bolão da Bet365, o geral e a liga da comunidade a10, mas o desempenho foi discreto. 

Cheguei a simular quem se classificaria, os duelos do mata-mata, desembocando nas semifinais Noruega x Bélgica e Inglaterra x Portugal (só os ingleses chegaram aí...). Como campeão inédito, Portugal, que decepção das maiores, ó pá! Fiz várias apostas em longo prazo antes da Copa começar e nos primeiros dias, em diferentes plataformas em que tenho conta, e o saldo final foi de 20% de vitórias, por aí - tudo bem, a gestão de banca não me permitiu desfalcar nenhuma, por conta dessas investidas que acabaram em "red". Importante registrar também que, finada a Copa, tive lucro considerável em duas delas, muito pelas apostas em jogos isolados e super odds, o que me permitiu sacar R$ 216 e manter, com o que sobrou, o mesmo tamanho de banca de quando começou o torneio, seguindo o baile com diversão e responsabilidade (si, se puede, detratores!)

Após o gol de empate do Uruguai sobre a Arábia Saudita (um dos bons acertos do meu bolão), a imagem abaixo me fez refletir sobre o quão variáveis são os riscos que um pai pode assumir ao lado de um filho pequeno.

Nos dias seguintes vivemos uma friaca paulistana, teve amanhecimento com 11 graus Celsius, vê se pode, e principalmente pelos hard work days em sequência, incluindo horas nos finais de semana, diminuí a carga de dias na academia, indo para a GoodBe 2x semana, ioga e pilates no máximo (em épocas normais, também tava indo no mat pilates e no treino funcional).

O CEI Flor de Lótus, onde Ninoca faz o último ano do ensino infantil, programou um dia alusivo de Copa para as crianças, então nossa pituca foi de torcedora do Brasil com rostinho pintado e tudo, pro desfile da Copa na escola, no mesmo dia de levar o brinquedo da semana (uma sacola adicional com 2 caminhas e enxoval para bonecas...). Não tivemos registro desse dia, então veja uma foto da nossa esperta, comunicativa e vaidosa canarinha em outra ocasião:



Nessa quinta-feira aí eu pretendia ir ao pilates, mas pedi o Uber em cima da hora (já que é rodízio do carro na área onde a GoodBe fica), demorou pra vir o carro, o motorista era lerdo pra minha necessidade, fui chegar quase 8h10, talvez nem desse pra entrar na aula. Dei meia volta e vim caminhando sob o sol russo, 12 a 13 graus, mas ótimo exercício, em 36 minutos cheguei de volta ao prédio!

Horas mais tarde fiquei sabendo que algum meliante vagabundo surrupiou uma foto minha, antiga (do Facebook? 🤨), e criou um perfil no Whatsapp se passando por mim! Ele foi puxar papo com meu pai pra provavelmente pedir dinheiro, ainda bem que papi tá esperto, não caiu e ainda me alertou, mandando o printscreen abaixo. Essa praga tem acontecido muito com minha prima Isabela, que tem os perfis de redes sociais abertos por razões profissionais.


Pra Brasil x Haiti, vovó ML veio após longa ausência por motivos cearenses, sentida por Nina, que pôde matar essa saudade por 3 dias. Aliás, a gatinha ganhou um Canarinho Pistola, um mascote para a torcida, no dia que ela não teve escola mais uma vez, mais uma vez por reunião pedagógica na Flor de Lotus 🙄. Pedimos hambúrguer com batata frita. 😜

Ficamos torcendo por algum dos palpites do bolão da família Abagiba desenhado por Nina com nossos placares previstos nos 3 primeiros jogos do Brasil. Mas no segundo tempo o silêncio imperou, vovó deitou dum lado do sofá, Nina do outro, ambas pegaram no sono, Eliade também sonolenta, foi se recolher, afinal 23h não é para todos...

No dia seguinte, sabadão, pedimos feijoada numa segunda opção de restaurante no bairro (Edy Luma -> do Tom), depois de ter descido na pracinha do prédio pra Nina treinar a pedalada na bicicleta Hello Kitty recém-ganha dos tios Lili e Lucas (presente de aniversário antecipado, Lara também ganhou). De tarde, mais delivery, com bolos da Bella Cursino via iFood, sofá aberto para curtir os jogos de Holanda e Alemanha.

Domingo tivemos um solzinho bom pro futebol matinal com a turma do FC Intocáveis, onde sigo como goleiro religiosamente desde 2022. Depois não consegui arrumar o freio da bike Nina mas descemos porque ela quis brincar de entregas de bicicleta, como ontem. E pouco ficou quando notou duas meninas mais velhas brincando de bonecas Barbie, que ficaram sem graça de dizer não pra Ninoca mas logo se evadiram, reação bem esperada.

Na segunda, consegui ir ao Yoga, mais esvaziado que de costume. Ade trouxe figurinhas da Copa que seus alunos deram, para Nina brincar, poucas, ainda bem que ela não pediu pra comprar mais nem sabe (ainda) que tem um álbum pra colar, que dá vontade de completar, porque cada pacotinho custa R$ 7, carcule o ga$$to...*

Caiu uma chuva torrencial na tarde de terça, justamente perto do horário da nossa saída pra buscar Nina na escola. Hoje ela não teve natação, pra semana que vem começar no modo férias 2x semana. O tempo chuvoso e frio me estimulou a abdicar do fut terça (onde também sou goleiro gratuito 😛 desde 2023), acabaram cancelando por bem, afinal 13 graus e chuva persistente ia afetar minha tosse crônica, podendo piorar o que já está muito chato, uma verdadeira tosse lazarenta.

24/6, Dia de São João, é feriado em Portugal novamente, aqui pra mim não e para não me prejudicar novamente (assim como a cobertura planejada para os conteúdos do site), segui o baile. Vou pedir day off no 7 de setembro que é segunda aqui e não feriado português (afinal é nossa Independência, ó pá!), os gajos que lutem.

Hoje o Brasil voltou a jogar 19h, fizemos um churrasquinho caseiro motivado pela vontade de pão de alho que virou compra no Assaí no domingo, com vovó em casa novamente, aproveitando os últimos momentos com mãe e filha antes de partir para nova viagem interestadual, agora como acompanhante das férias do Kim, destinos Porto Seguro e Foz do Iguaçu. "Mamãe Amada" acertou o placar no bolão familiar!

22h teve mais jogos decisivos, eu bem que queria ter conseguido ver até o final, mas, repito, acordado às 23h não é para todos e sempre. Me peguei pescando de sono na parte final do primeiro tempo, então resolvi desligar a TV no intervalo e partir pra nanar. Até porque o dia seguinte tinha, além do despertar cedo pra levar Nina pra escola, o pilates pra ir sem carro, por conta do rodízio. Por conta da friaca, vovó dormiu na caminha Nina e Ninoca veio pra nossa.

Com 12-13 graus castigantes, levei a pitôca, voltei pra deixar o carro e pedir o Uber rumo à Goodbe. Apesar da demora do carro chegar, fazendo um caminho mais longo que o necessário inexplicavelmente, segundo a trajetória do carro no mapa do aplicativo, e o trânsito nada leve que é preciso enfrentar, cheguei à academia exatamente 8h01, deixei minha sacola-mochilinha e par de tênis no guarda trecos e ao finalizar esse guarda coisas o instrutor veio vindo para entrar numa das salas de pilates, chamando os alunos da sessão. Siiiiimmm, deu tempo dessa vez!

De noite, com o apto calmo e as meninas dormindo, me aconcheguei no sofá com docinhos pra rodada dupla das 22h, encerrando o grupo dos States (com a grande decepção Turquia), mas quando deu 23h achei melhor desligar a TV, pois estava capengando e capotando de sono.


Na sexta, 26/6, recebi mais uma incumbência palpitística, a cobertura da Série C, a terceira divisão nacional. Que beleza, uma hora analisando e escrevendo para França x Noruega, na outra Itabaiana x Ferroviária...

De noite colei no sofá pro final dos jogos decisivos iniciados 21h, que final de jornada eletrizante com Espanha x Uruguai e Cabo Verde x Arábia Saudita, apenas os espanhóis garantidos na segunda fase, um gol lá ou cá poderia mudar tudo. Mesmo sem vencer, aliás empatando os 3 jogos disputados, os cabo-verdianos conseguiram uma épica classificação direta, na segunda colocação do grupo, em sua primeira participação numa Copa do Mundo! Vozinha versus Messi na próxima fase!!

A segunda seguinte reservou Brasil x Japão, pelas oitavas de finais, finalmente na companhia da vizinhança do Golden Palace (depois de várias especulações no Golden Grupo no whats), no dia seguinte da festança do Arraiá GP (foto acima), aliás aproveitando comes e bebes restantes da véspera. Mas no fim deu certo e só ficou melhor: Paraguai eliminou Alemanha, Marrocos superou Holanda. Que dia feliz! Os humilhados foram exaltados! 


Cravei o 1 a 1 do jogo do Paraguai, que me alçou à liderança do bolão Unidos pela ADS, acreditei nos marroquinos para se classificar, acertando 2 dos 3 bilhetes prontos do site, odds 3.15 e 4.94, além do palpite em Ambos Marcam no prognóstico do site, odds 1.95! 

Ainda teve Mc Lanches, o Feliz pra Nina e o Países da Copa - Itália (ué??) pros pais após o cinema das duas no shopping, para Toy Story 5! Fui buscá-las e vi o finalzinho da decisão por pênaltis que a Alemanha perdeu numa das TVs à venda das Casas Bahia, ao lado de estranhos unidos pela Copa do Mundo, nada mais brasileiro em tempos de Copa, né?

Na terça, 30 de junho, tive mat pilates exigindo das pernas e abdôme, mas não impedindo enfrentar o dia todo de trabalho, saída pra buscar Nina e levar com a mãe na natação, volta, saída pra buscar as duas após a aula da peixinha, mais trabalho, pausa pro fut terça e ainda na volta texto pós jogo da França com apostas em destaque, fui terminar depois das 23h uma jornada que me fez sair da cama antes das 7h 💪🏼

No dia seguinte, o primeiro de julho, transferi o home office (modelo de trabalho doméstico que o a10 adota desde janeiro 2025) para o apto dos pais pra escapar da faxina da Jo. Ade foi depois do almoço e buscamos Nina juntos, ela adora isso aliás. Vimos com dó os congoleses sucumbindo aos ingleses, depois de buscar a jovem estudante viemos pra casa, segui o trabalho e vi com dó os belgas superando os senegaleses que chegaram a abrir 2 a 0 no segundo tempo, mas... é futebolis, amigo!

Outros favoritaços que passaram maus bocados foram o sofrimento da Argentina com Cabo Verde, aliás provavelmente a mais bela história reveladora da Copa, assim como o da França com o Paraguai,  precisando ativar o "modo Libertadores".

Domingo começou bonito, o sol veio, tivemos o fut Intocáveis com belos momentos, patacoadas e resenha divertida, como esperamos que seja, notei que finalmente estou me livrando da tosse alérgica inverno 2026, a rua de trás do prédio estava bonita, meu cabeleireiro Edigar, o Eddy, me pediu uma foto na véspera, de onde moro, para ter uma vista superior da sequência de pinturas que ele comanda.

Vi a parte final do GP da Inglaterra de F1, com Nina do lado perguntando quem é Antonelli, o líder do campeonato até então, e diferentemente da primeira corrida durante a Copa, não me bateu a dúvida se poderia ter feito o prognóstico no site, porque com o volume de tarefas das primeiras fases da Copa, não tem como, só se eu me desdobrasse ainda mais e prejudicasse ainda mais os preciosos tempos livres e de descanso que sobraram.

Abdiquei da soneca que meu corpo pedia pós almoço pra lavar a louça, arrumar a pia e ainda ir buscar coisas no Assaí para mais tarde e a semana em casa, afinal era Brazil Matchday. Encontrei Daniel do fut na fila, pouco lotado o supermercado?

Levamos, para mais um jogo com os Pessa na Pe. Machado, o Canarinho Pistola, a Jessie do Toy Story (vinda dos EUA by Mr. Alves), comes e bebes, agasalhos mas esquecemos os bolões que Nininha tinha feito com tanto esmero, será que era um prenúncio do resultado de Brasil x Noruega? 😬

Pra geração pequenina da filhota, aliás, o nome brasileiro que se destaca, como ídolo hoje, é muito mais o do Vini Jr do que o do Neymar. Até porque quando a transmissão vai pro intervalo, quem está nas propagandas na TV, dos jogadores em atividade hoje, é o Vini Senior, não o Neymar Senior...

Mesmo perdendo e não chegando lá na final, como queríamos, acho bacana essa mobilização entre familiares, vizinhos e amigos nos jogos do Brasil, um pretexto para algo positivo, que é a curtição do convívio e a valorização das pessoas que importam pra gente, a Copa para o brasileiro proporciona isso de bom.

Nina, quase 6, e Lara, 2 e meio, em sua primeira Copa juntas


Segunda de manhã começou fria, nublada, com reforma no apto de cima incomodando o sono de férias das meninas e minha fruição televisiva no desjejum frutoso, Nina ficou pê da vida com a furadeira de doer os ouvidos. A gente tentando esquecer a eliminação brasileira mas as bandeiras nas sacadas ainda não deixam, são marcas de uma esperança que até ontem estava de pé. Outra dureza foi a constatação da lapada que tomei da Serie C nos prognósticos da rodada no fds: 1 acerto e 7 erros.

Terça começou com mat pilates e terminou com fut terça numa friaca que até me fez ir de moleton por cima da manga comprida e gorro.

Quarta vivemos uma abstinência que até Nina percebeu, um dia sem Copa depois de quase um mês. Passamos o dia no apto dos avós, Nina curtindo, Amanda se pirulitando com os amigos, voltamos só de noite, seguia frrrio, abri mão de um convite para futebol do mano Tharcio, o clima não tava convidativo e eu já tinha jogado na véspera.

Perguntas mais frequentes de Nina durante a Copa: Arábia Saudita tá na Copa? Coreia do Sul tá na Copa? México tá na Copa? Ela gosta da Arábia por causa da Jasmine, da Coreia por conta das Guerreiras do K-Pop, tema do seu aniversário neste ano, e do México por conta dos priminhos.

Quinta, 9 de julho, feriado estadual para quem? Antecipei um cadinho o expediente e recebi Alex, amigo de quase 30 anos de Ribeirão Preto, no apê. Curtimos FRA x MAR com acepipes de respeito (foto abaixo), depois fomos encontrar e buscar as meninas no Park Shopping São Caetano, saindo do cinema para Moana Live Action.


Sexta fui no pilates apesar da friaca, e após Espanha x Bélgica, no fim da tarde, fui buscar a dupla de férias no Sesc Ipiranga.

Sábado cortei cabelo de manhã com Eddy novamente (que perdeu a hora e teve de ser chamado novamente...), depois fomos prum churras com os pais e amigos de Lucas e Li na Pe. Machado, foi toda a tarde e parte da noite, para Noruega xx Inglaterra inclusive. 

Fechando a noite em casa com Argentina xxx Suiça, fui até quase o jogo todo na TV, quando saiu o gol hermano na prorroga, já depois da meia noite, me mandei pra cama, afinal no dia seguinte teria fut me fazendo sair da cama às 7h, compromisso, cuidado com a saúde e diversão.

Na segunda, voltei pro ioga e a profa percebeu minha ausência nas aulas anteriores, pensei comigo "com jogo de Copa no domingo meia noite, eu não ia ficar mais cansado né..."

Terça e quarta rolaram as semifinais: primeiro a Espanha anulou a França e surpreendeu muita gente, depois a Argentina virou para cima de uma acovardada Inglaterra, acompanhei em casa, no job. 

Quinta voltou o Brasileirão de futebol e a agrura do santista logo no primeiro jogo transmitido, teve chance de vencer o Botafogo mas conseguiu perder nos acréscimos, o Prantos FC não merece muita consideração atual, pqp!

A sexta foi marcada por aquela tradicional correria da saída pras férias, a fim de não deixar nada pendente do que estava programado, acentuada por uma saída de compromisso pro show do Pato Fu em Sanca, ainda erramos o destino "no meio do caminho" e por sorte do destino ganhamos uma carona de um casal desconhecido, do Sesc para o teatro.

Sábado tivemos o niver surpresa que Natinha preparou para Belinha, um gostoso almoço feijoadístico em Jundiaí, fez um belo sunny day, reunimos a família e as crianças curtiram bem a brinquedoteca, o playground e até a quadra de areia com crianças desconhecidas do condomínio Bosque do Horto, não foi Dona Nina? 

Depois ainda passamos na casa da Nati, Nina novamente ganhou roupas que Bia deixou, além de figurinhas do álbum da Copa, e com França x Inglaterra rolando para o terceiro lugar, nos minutos iniciais, nos arribamos pra Sampa. Botei no YouTube durante a viagem para escutar o jogo e pescar algumas imagens, que jogo doido esse 4 x 6 hein?

Domingo, dia final de Copa com a aguardada final, seguimos a programação normal, fui pro fut, depois ficamos em casa, consegui fazer a gostosa soneca vespertina mas com hora pra acordar, minutos antes das 16h já tava a postos na sala. 

E não é que no meio da final da Copa do Mundo me inventam de pedir delivery, a solicitante estava de roupão e máscara facial quando a sacola da padaria Delícias do Moinho via Food to Save (onde o cunha Lucas passou a trabalhar recentemente) chegou, tive de sair da sala, descer com o celular na transmissão do jogo porque o primeiro tempo taha rolando...

As meninas ainda fizeram vídeo de unboxing da sacola, para a seleta audiência familiar, enquanto eu voltava para o jogo. Curtimos os pães doces que vieram, nos juntamos para acompanhar a sequência da decisão, prorrogação, Nina já falava de pênaltis, mas pelo Deus brasileiro que os milhões de compatriotas invocam recorrentemente, a Espanha conseguiu o gol com a bola rolando, derrubando a estratégia antijogo da Argentina. 

Vibramos e nos abraçamos a três no sofá, uma felicidade que o brasileiro médio não sentia nesta Copa desde o segundo gol contra o Japão, na 16 avos de final, imagino. E assim foi até o apito final, sucedido por gritos, buzinaços e até fogos nas redondezas, o Brasil tava ou não recompensado?

Baita Copa, que a luta pelo hexa se reinicie para se fortalecer daqui a quatro anos, provavelmente Nina não estará tão grudadinha conosco como esteve neste Mundial, mas isso é uma questão para encararmos apenas em 2030, nos vemos lá!

Decoração da cadeira que Nina fez, em seu quarto, com o agora campeão mundial Yamal em destaque

*surpreendentemente, Ninoca ganhou um álbum da Copa 2026 já em agosto, semanas depois da final! Foi de um pai de um colega de natação, que tinha um exemplar sobrando em casa. Paguei a minha língua e agora paga figurinhas, papai!

⚽️ Clique aqui para o Minhas Copas do Mundo - 2022 e as anteriores

25.11.24

Pepitas: as trilhas de Chaves & Chapolin

 BGMs. A vida do fã de carteirinha de Chaves e Chapolin no Brasil fica mais animada quando ele descobre onde encontrar as BGMs dos seriados mexicanos que marcaram época nos anos 1980 a 2000 por aqui.

BGM, pra quem não conhece, é a sigla de Back Ground Music, ou música de fundo, traduzindo do inglês.

As músicas de fundo foram trilhas sonoras constantes de 99%, senão da totalidade, dos episódios dublados para o português e exibidos no SBT das séries criadas por Roberto Gómez Bolaños.

O interessante da história é que foram escolhidas e inseridas trilhas sonoras diferentes das originais, por uma necessidade da dublagem. Mesmo assim, as canções selecionadas foram muito felizes e colaram na nossa memória afetiva definitivamente, assim como os diálogos e interações entre os icônicos personagens. 

Qual fã de Chaves não se lembra da trilha sonora romântica que sempre embala os encontros de Doña Florinda e Jirafor Professales? (ops!) Da música para lá de triste quando o mesmo casal Florinda-Girafales está brigado ou quando Chaves se vê sozinho na vila.

Até as músicas de abertura, encerramento e passagem de um bloco para outro são demarcações da história que têm um encaixe proposital, no contexto do episódio. 

Todas elas são BGMs com origem externa ao seriado, história própria e um lugar carinhoso nas nossas doces lembranças de cada trama em torno do Chavinho e sua querida vizinhança. Antes da era da Internet, era mais complicado localizar e acessar cada música, mas hoje em dia está tudo online, digamos assim.

Portanto, chega de falatório e vamos às fontes dessas pepitas sonoras!

🎶 Acesse o canal BGMs Ch no YouTube e se deleite!

Eis um atalho direto para algumas das trilhas mais icônicas:

Aí vem o Chaves: trilha para abertura e encerramento principalmente do programa no Brasil

Tara's Theme: o som dos encontros apaixonados de Florinda e Girafales

Farewell My Lovely: música triste, de quando Chaves se sente abandonado e o casal Florinda e Girafales briga

Flying Fists: música de fundo da abertura do Chapolin e que introduz blocos do mesmo seriado

Skipping: trilha que encerra vários episódios do Chaves e abre blocos também

Happy Whistler: canção muito comum para abrir blocos na volta do intervalo

Puff Along: introduz quadros em Chaves & Chapolin


21.7.23

Memória afetiva

 Foi nos anos 1980 em que cresci, formando minhas primeiras lembranças, preferências, vivências marcantes. De lá trago memórias de uma infância feliz, saudável, muito musical e divertida.

Diversão animada por trilhas sonoras da Turma do Balão Mágico e depois muitos anos de Xou da Xuxa, Xuxa Park, Xuxa Hits, não só por minha conta mas porque a irmã, três anos mais nova, adorava, cantava, dançava, imitava. 

Memória afetiva guardada com carinho, que volta e meia gosto de revisitar. Ao saber dos documentários resgatando as histórias de sucesso do Balão e da Rainha dos Baixinhos, não titubeei. 

Ainda mais sendo fã do formato, baseado em entrevistas da época e do presente, histórias orais, registros da mídia, fotos e vídeos do passado, a viagem está sendo bem prazerosa. 

Mesmo notando que os desentendimentos e crises desses protagonistas, outrora bem escondidos, também são abordados nessas retrospectivas, o que aliás alimenta a sede de informação do jornalista adulto hoje, então melhor assim.

"Xuxa, o Documentário" está no Globoplay, com episódios sendo disponibilizados às quintas-feiras. "A Superfantástica História do Balão" você encontra no Star+, já com os três episódios disponíveis. Voltar a esse tempo de magia e grandes ídolos vale a pena!



24.2.23

Acabei o Minhas Copas - 2022

 Ufa, macrorelato em forma de macropost no macroblog dá um baita trabalho. Mas é bastante gratificante o resultado final. 

É o que sinto quando termino de escrever e ilustrar as postagens da série Minhas Copas do Mundo no meu perfil do Medium. 

Durante toda a Copa 2022 fui registrando observações, conclusões, fatos vivenciados, o que me chamou atenção nos jogos e no entorno deles, onde e com quem estive, como passei os dias de Copa, aquela imersão gostosa para todo fã de futebol como eu.

Postar esse relato detalhado ajuda a manter viva uma memória que quero preservar o máximo possível, afinal é na riqueza dos pormenores, circunstâncias e reações revisitadas que a gente se reconhece e constata como nossa vida é complexa e fugaz.

O resultado é o post que você pode conferir clicando aqui :D

26.12.20

Retomando as crônicas de fim de ano

Entre 1995 e 2002 eu escrevia praticamente todos os anos uma crônica de Natal ou último dia do ano. Era como se fosse um registro das vivências, hábitos e preferências de cada momento, para guardá-los na eternidade e na memória com carinho.

Depois entrou a vida adulta de vez e parece que faltaram tempo, vontade, gosto de continuar a tradição. Mas quando a gente volta aos textos, anos depois, é muito gostoso. Cada época tem seu traço específico, algumas novidades, algumas repetições, porém todas fizeram parte de um pedaço de vida que, se a passagem do tempo leva embora, o registro em narrativa textual traz de volta. 

É um pouco de vida voltando a cada crônica, na contramão da inexorabilidade da existência caminhando para o fim. Como se ganhássemos um bônus pra rebobinar a fita (como dizíamos nos anos 90) e viver aquilo de novo. Não parece mágico?

Quando se tem uma nova motivação para viver, como uma filha como a Nina, a magia nos reaviva. Então vamos retomar a saborosa tradição! 2020 tem crônica de Natal. E publicada, uma novidade em relação às anteriores, de quando eu não tinha blog, pra você ver como são antigas. Está lá na minha página do Medium! 

27.12.16

10 anos de vida

27 de dezembro de 2006 marcou o nascimento deste blog, acredita?

Foi com este post, explicando o porquê do blog e de seu nome frasístico: http://naotevejeito.blogspot.com.br/2006/12/certas-coisas-na-vida-no-temos-como_27.html

Quanta coisa mudou e mudamos de lá pra cá! Ainda não era paulistano de vez, o que vai completar 10 anos em breve.

Ainda mudava de namoradas quando não dava certo, antes de casar e até me separar. 

Ainda iria para os dois empregos mais duradouros da minha carreira até hoje. Felizmente, sem ter de deixar a comunicação.

Ainda não sentira na pele o que era ser padrinho de uma criança e tio de um filhote quase gente como a gente. 

Vivia na fase de muitas festas de formatura e depois viriam muitas de casamento. Tenho saudades dessas festas, uma pena elas irem escassando conforme envelhecemos, ainda mais para espíritos jovens e farristas e sarristas como o meu (Quanto a me formar e casar, foi bom mas hoje não prevejo repetecos).

Ainda não sabia como era morar sozinho na minha casa. Como isso é bom!

Não tive ainda a oportunidade da paternidade de seres humanos, como parecia previsível. Ok, não me frustrou. E se não tiver pro resto do meus dias terrenos, a vida não há de ser menos bela e completa, porque isso só depende de mim.

Ainda não conhecia o Cursinho Laudelina da Rede Emancipa. Até porque na verdade eles ainda não existiam. A Rede vai pra 10 anos, o Lauds 7!

Ainda não tinha tantos fios grisalhos entre a pretaiada que (ainda) domina meu couro capilar. Isso não é um problema atualmente. Mesmo porque os desconhecidos continuam me dando 24, 25, às vezes 30 anos de idade à primeira vista (inocentes, já vivi 34!). 

Ainda não havia redes sociais, que roubaram considerável importância e tempo na rotina de quem tinha blog. Tanto que alguns os largaram. Mas eu torço pra mais 10 anos deste. Que venha 27 de dezembro de 2026 neste mesmo local então! 

18.4.16

Hit das Antigas : Bola de meia, Bola de gude - 14 Bis

14 Bis é ótimo, e essa música remete a sentimentos puros, o lado gostoso da infância, que se a gente alimentar mesmo na vida adulta, certamente a encararemos com uma agradável leveza.

Ela me marcou quando, em 2002, meu Santos encerrou um incômodo jejum de títulos importantes, sendo campeão brasileiro de futebol liderado pelas molecagens do atacante Robinho. Porque tem horas de dificuldade que o menino que mora dentro da gente vai lá e torna tudo mais fácil pra nós.

Ah, a composição é da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, Que dupla!



Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

Há um passado
No meu presente
O sol bem quente
Lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa
Me assombra
O menino me dá a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo e não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade
Alegria e amor...

Pois não posso
Não devo, não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso
Aceitar sossegado
Qualquer sacanagem
Ser coisa normal...

Bola de Meia! Bola de Gude!
O solidário não é solidão
Toda vez que a tristeza
Me alcança
O menino me dá a mão...

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

-> Confira os demais Hits das Antigas já postados aqui!

3.3.16

Memórias no Medium

Encorpei meu perfil no Medium (a rede social do textão) Brasil com duas postagens memoriais, sobre as Copas do Mundo de futebol que venho acompanhando desde que me entendo por gente.

Cronologicamente, dividi a contação de histórias em 1990 a 2006, no primeiro post, e 2010 a 2014, no segundo.

Somando-os ao post inicial que fiz na página (e contei aqui), também sobre futebol e Copas, e outro sobre as ocupações escolares contra o projeto governamental de reorganização estadual, são quatro publicados por ora lá. Dá pra curtir, comentar e compartilhar como nas outras redes sociais também :)



29.12.15

Hit das Antigas: Recado à Minha Amada, Katinguelê

Também conhecida como "Lua Vai", porque às vezes a frase mais repetida da música vira o nome popular dela, superando o de batismo (como também acontece com "Sorte Grande", de Ivete Sangalo, que para 90% dos que gostam de cantá-la virou "Poeira"...).

Lançada pelos pagodeiros do grupo Katinguelê em 1995, no álbum No Compasso do Criador, estourou mesmo em 1996 - eu lembro, estava na 8a série. Tivemos uma excursão do Colégio Anchieta para um acampamento de férias, por quase uma semana, e nas baladinhas lá esse hit era um dos mais executados.

São poucos versos, como vemos na letra abaixo do play, mas de melodia e harmonia extremamente felizes. Que o vocal de Salgadinho, puxando e repetindo alguns trechos como se fosse intérprete de samba enredo, embalou tão bem, nos deixando com "saudades, saudades" daqueles tempos...




Lua Vai...
Iluminar os pensamentos dela
Falar pra ela que sem ela eu não vivo
Viver sem ela é o meu pior castigo
Va dizer, 
que se ela for eu vou sentir saudades
Dos velhos tempos em que a felicidade
Reinava em nossos pensamentos Lua...

Lua Vai Dizer
Que a minha paz depende da vontade
E da bondade vinda dessa moça
Em perdoar meus sentimentos, Lua
Ora, vá dizer,
Que ela sem mim não tem felicidade
Que moço igual não há pela cidade,
Mande um recado à minha amada, lua

Para ver as outras canções que postei na seção Hit das Antigas, FAÇA CLIQUE AQUI

24.12.15

Perdi um concurso, ganhei um conto

Meses atrás fiquei sabendo do concurso Brasil em Prosa, o primeiro da Amazon para autores independentes do país, feito por meio do KDP (Kindle Direct Publishing).

Aproveitei para praticar uma modalidade textual com a qual não estou muito acostumado, o conto. Exercitei a ficção a partir de uma história fantástica que já me visitava há algum tempo. Um tema familiar, bem caro ao autor: futebol. E assim nasceu "A Copa que Sonhei".

Mais de 3.700 textos, originários de mais de 500 cidades brasileiras, concorreram com o meu. Evidentemente, não fiquei entre os 20 finalistas - era um sonho mais alto do que a Copa que sonhei (veja aqui quem subiu ao pódio)...

Porém, ganhei uma história que me deixou muito satisfeito, propícia para iniciar minhas publicações no Medium, rede social adequada para textos grandes, com fotos, vídeos, citações, sem limite de caracteres e espaço, ao contrário da maioria dos espaços consagrados da Internet, felizmente!

Espie lá, pra ver o conto e as fotos pessoais (e reais!) que o ilustram: A Copa que Sonhei.

20.10.15

Hit das Antigas: O Bêbado e a Equilibrista

Uma das minhas preferidas da diva Elis Regina, referência direta ao duro período da ditadura brasileira, mescla de aula de história com literatura! Rica letra numa linda voz!!

A canção, de João Bosco e Aldir Blanc, foi coroada como o hino da anistia, quando personalidades brasileiras voltaram do exílio a partir de 1979, em um momento de alívio e festa no país.

A letra faz referência a Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, cuja morte provocada pelo regime repressivo completou 40 anos dias atrás (leia entrevista recente de Clarice clicando neste link). 




Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarices
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...

23.9.15

Vai dizer que o tempo não parou naquele fim de semana?

Ok, o título não é lá original (tirei de um refrão de música do Jota Quest), mas o texto abaixo sim. Fiz a pedido dos meus pais e de seus amigos, que 40 anos após as aventuras de terceiro colegial se reencontraram no início deste mês, na Marília que nos viu nascer. Foi muito saboroso, desses momentos que fazem a vida valer mais a pena!

**



O tempo não para. Mas quando nos permite sublimes reencontros e rememorações, parece que interrompe sua lógica pra nos dar um crédito, um bônus pra curtirmos o que construímos no passado e, num dia mágico, de repente se faz presente.

E se, em vez de um, pudermos ter dois desses dias incríveis, maior ainda a bênção. Ir à chácara do Cristo Rei em Padre Nóbrega, pra rever os saudosos colegas de escola, não foi novidade pra maioria dos cerca de 30 ex-alunos do colégio, porque já houve encontros de 24,  25 e 30 anos de formatura. Mas nenhum teve a força desses 40.

Primeiro porque, quanto mais velhos, mais tendemos a valorizar e deixar falar as emoções. E nenhum dos eventos anteriores teve a expectativa crescente deste, estimulado pelo grupo do "zap zap" que nasceu em julho e bombou as noites dos participantes.

Teve de tudo o que se espera: muita festa a cada chegada, fotos, vídeos e registros mil, comilança e bebedeira nos melhores sentidos, gozações sempre saudáveis, desfile de "ladies", seriedade quando era hora. Rolaram até homenagens individuais, embora o maior destaque do fim de semana seja, indiscutivelmente, esse grupo privilegiado, recheado de gente do bem, que colaborou pro sonho acontecer.

O tempo não para, mas quem nos dera se os doces 5 e 6/9/15 nunca acabassem!
Salve a Caterva, rumo aos 43!!

5.5.15

Li e recomendo: U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial

Grande reconstituição histórica sobre um acontecimento que nós brasileiros não conhecemos tanto como a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. É por isso, também, que é inegável o mérito do jornalista e escritor Marcelo Monteiro, que já havia escrito sobre o conflito de 1939 a 45.

Ele te coloca pra dentro daquele momento da vida brasileira, uma República ainda ganhando forma, com uma narrativa rica em detalhes e pontos de vistas. E dá uma aula de marinha bélica, apresentando o contexto dos submarinos e demais navios de guerra que os livros tradicionais de história geral pouco ilustram.

O gaúcho e gremista colorado Monteiro, hoje na imprensa porto-alegrense, foi meu colega de iG Esporte durante poucos meses, mas fiz questão de cumprimentá-lo pelo sucesso (já que ele superou a tendência de a maioria dos jornalistas representarmos projetos frustrados de escritores) quando ele voltou à Pauliceia para o lançamento do U-93 na última Bienal do Livro, ano passado.

Demoraram vários meses, porém concluí a leitura e deixo aqui esse livro-reportagem-história como indicação de boa (e em vários pontos divertida) leitura aos amigos, sejam eles "da imprensa" (conforme expressão do próprio autor) ou de fora!


1.4.15

Com o Clube illy de novo

Semana passada estive no Triângulo Mineiro, ou melhor, no Cerrado Mineiro, conforme a divisão geográfica da produção de café nacional. Mais um encontro do Clube illy do Café com a ADS no campo, o quarto de que participo desde 2013.

Nessas idas, conheci o que é uma fazenda de café, e regiões como Sul, Sudoeste de Minas e o Cerrado. Lindas paisagens e aquele saudosismo de quem veio do interior e sente uma vontade de voltar mais vezes!



 
 

18.3.15

Assisti e recomendo: A Teoria de Tudo

Enriquecido em 21/03 

Não foi porque o protagonista ganhou o Oscar semanas atrás. Vi o filme antes da premiação, estimulado pela Ari, e gostei instantaneamente.

Histórias reais me cativam muito mais do que as ficcionais. Mesmo os documentários que acrescentam doses criativas de cenas e situações que não ocorreram (ou não ocorreram daquele jeito), mas no geral retratam pessoas e acontecimentos reais, que de fato FORAM, que ainda SÃO.

E a trajetória do gênio e físico Stephen Hawking, por si só, já é pra lá de emocionante, como lição de superação, persistência, contrariedade às expectativas mais otimistas. Aliás, sobre sua doença degenerativa grave, a esclerose lateral amiotrófica, leiam esse texto da minha prima fisioterapeuta Isabela Pessa, aqui).

Abaixo o trailer do filme A Teoria de Tudo, baseado no livro de memórias Travelling to Infinity: My Life with Stephen, de Jane Hawking, sua dedicada esposa:


Após assistir ao filme, volte aqui para compartilhar o que achou! ;)

PS: O Hawking ainda graduando, no filme, me lembra Paul Pheiffer, da série Anos Incríveis. Que foi o meu apelido na 8ª série pela semelhança de rosto com o melhor amigo de Kevin Arnold...rs

25.9.14

No Dia do Rádio, o Pai do Gol

Escuto "a rádia" (como é mais legal dizer) todos os dias de semana, e às vezes fds também. Sinto falta quando me falta ou o fone, ou o celular, ou o portátil que fica na cozinha, e sou obrigado a ficar sem ouvir.

Sintonizo principalmente emissoras de programação jornalística, com uma dose variável de humor (da manhã na Band News FM ao Estádio da 97), e de vez em quando músicas. Isso já tem algum tempo e espero que esse veículo siga firme a despeito da concorrência que, quando mais o tempo passa e a tecnologia avança, só cresce.

Mas um dos primeiros nomes do rádio que me marcou, ainda na adolescência, foi o de José Silvério, locutor esportivo de voz e expressões peculiares, principalmente quando o rádio era a única forma de acompanhar uma partida de futebol em tempo real e com muita emoção. Aliás, ser locutor esportivo é algo que eu definitivamente gostaria de poder experimentar na vida!

Hoje o veterano está na Rádio Bandeirantes, embora tenha ganho destaque pela passagem na Jovem Pan, sempre em SP capital. Destaco uma narração especial do mestre Silvério para parabenizar o rádio brasileiro: os gols da final da Copa do Mundo de futebol de 2002, em que ele foi além do "goooool" com lindas e emocionantes palavras. 

Atualização de 01/07/2016:
Quando postei originalmente em 25/09/2014, havia incorporado aqui uma referência da narração de Silvério para os gols do pentacampeonato brasileiro em 2002 que estava disponível no YouTube. Porém, vim a saber esses dias que ele foi removido lá (por infringir os direitos autorais das imagens oficiais da Fifa), então não aparecia mais aqui também. Então, procurei outro registro dessa narração e não o localizei isoladamente ainda, porém nos momentos quase derradeiros do vídeo abaixo, entre o minuto 54'36" e o 55'49", dá pra ouvir a épica narração do 2o gol brasileiro em Yokohama (aliás, quem quiser ver esse vídeo inteiro, é um documentário sobre a carreira de José Silvério, o Pai do Gol, muito bacana de se ver):


17.4.14

Gabo morreu :(

Triste, embora não surpreendente o falecimento do escritor colombiano Gabriel García Márquez hoje. Aos 87 anos, estava bastante doente.

Me lembrei do post que fiz sobre Cem Anos de Solidão ano passado. Muito bom de se ler, assim como Crônica de uma Morte Anunciada.

É outro daqueles cujo legado dificilmente morrerá!

19.4.12

Li e recomendo - Os sonhos não envelhecem

 

Saborosas histórias de uma rica época, formada por gente de inteligência, sensibilidade e desprendimento raros no meio cultural de hoje. O nascimento de uma geração musical de talento apurados, capitaneada por Milton Nascimento e apelidada de "Clube da Esquina".
Encanta porque apenas percorre Nascimento para se aprofundar em Bituca, o homem por trás da imagem que a mídia exibe. Vale dimai da conta, como se diz no interior de Minas Gerais, viajar nesse testemunho de Márcio Borges e curtir seus preciosos momentos. (mais sobre o livro)

12.10.11

DESVENDADO NO BALCÃO


Ainda revelo fotos. Não na mesma quantidade que as câmeras digitais me fornecem, mas não abro mão de ter em papel as mais significativas. Significa sim, pra mim, não ter que apertar botões e clicar em telas para apreciar os grandes momentos da vida.


Por ter comprado uma câmera recentemente, a loja me presenteou com 120 fotografias a serem reveladas gratuitamente, necessariamente em 6 pacotes mensais com 20 cada um. Ótimo, economizo um gasto que teria mesmo, porque geralmente espero o ano acabar, seleciono as principais do período e revelo.
Cheguei à loja com as primeiras 20 fotos separadas, a fim de começar a gozar meu bônus. A atendente pegou o pen-drive e o acoplou num computador no balcão, entre ela e eu. Arquivos PESSOAIS são coisas que você prefere que pessoas estranhas não vejam (dizem respeito apenas à sua PESSOA), então nessas ocasiões eu torço pra(o) atendente fazer o serviço logo e me devolver o pen. Sendo fotos, o desejo de privacidade é ainda maior por motivos lógicos, independentemente dos micos passíveis de descobrimento em parte delas.


Falei pra moça qual era a pasta, ela abriu as imagens, tudo funcionou, legal. Até ela dizer que ia editar tamanho e resolução de cada uma das 20 fotos. Então tá... Por mais que eu me sentisse demasiadamente invadido em minha privacidade visual, fazia todo sentido que a atendente fizesse o serviço correto pra que eu tivesse um produto final de qualidade. Óbvio. Mas o incômodo tomou conta de mim mesmo assim, porque nem os mais próximos tinham visto todos os principais flashes da minha vida em 2010, e agora a fulana de tal da loja de fotografia analisava cada uma delas com lentes acuradas!


Aquela foto com os chefes que meus pais não conhecem, a atendente viu. Aquela viagem com a esposa, em paisagens que não mostramos a ninguém, ela conheceu. A reunião entre amigos, a torcida no futebol e outros momentos com os mais chegados, a fulana sabe. O parabéns com a família, a praia com a família, fim de ano com a família, esses eventos só pra família, sabe? Ela também.


Vida revelada que segue, até o próximo cliente ocupar a memória da atendente com seus flashes, devolvendo à minha privacidade os meus...