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21.7.23

Memória afetiva

 Foi nos anos 1980 em que cresci, formando minhas primeiras lembranças, preferências, vivências marcantes. De lá trago memórias de uma infância feliz, saudável, muito musical e divertida.

Diversão animada por trilhas sonoras da Turma do Balão Mágico e depois muitos anos de Xou da Xuxa, Xuxa Park, Xuxa Hits, não só por minha conta mas porque a irmã, três anos mais nova, adorava, cantava, dançava, imitava. 

Memória afetiva guardada com carinho, que volta e meia gosto de revisitar. Ao saber dos documentários resgatando as histórias de sucesso do Balão e da Rainha dos Baixinhos, não titubeei. 

Ainda mais sendo fã do formato, baseado em entrevistas da época e do presente, histórias orais, registros da mídia, fotos e vídeos do passado, a viagem está sendo bem prazerosa. 

Mesmo notando que os desentendimentos e crises desses protagonistas, outrora bem escondidos, também são abordados nessas retrospectivas, o que aliás alimenta a sede de informação do jornalista adulto hoje, então melhor assim.

"Xuxa, o Documentário" está no Globoplay, com episódios sendo disponibilizados às quintas-feiras. "A Superfantástica História do Balão" você encontra no Star+, já com os três episódios disponíveis. Voltar a esse tempo de magia e grandes ídolos vale a pena!



15.9.21

Se eu não tivesse que conciliar...

 ... trabalho, doutorado e paternidade, estaria acompanhando, capítulo a capítulo, as duas atuais temporadas de Sob Pressão e Segunda Chamada, duas séries que me agradam muito da Globo. 

14.10.20

Assisti e recomendo: Sob Pressão (Globo e Globoplay)

Ontem acabou mais uma temporada de Sob Pressão, desta vez um curto especial de dois episódios chamado Plantão Covid.

E como vem acontecendo desde 2017, quando a série estreou na TV Globo, fiquei impactado e sedento por mais episódios. Segue nova carência até a quarta temporada, que eu espero que não demore nesse cenário de reprogramações e alterações causado pela pandemia.


Não que eu seja da área de saúde, e olha que não tenho estômago nem coragem pra ver cortes em cirurgias sem desviar o olhar, além de outras exposições. Mas a série me pegou pela hiperdosagem de realidade, a tensão da rotina louca de um pronto socorro mostrando na carne a vida como ela é lá dentro, ou como imaginamos que seja.

É claro, a série partiu de um filme que partiu de um livro que partiu de um relato de experiências reais de um médico, Marcio Maranhão. Então a verossimilhança, que eu sempre prezo mesmo em produções ficcionais audiovisuais, por gosto pessoal mesmo, nunca decepciona.

Concordo que tem alguns exageros, no heroísmo dos protagonistas, em alguns dramas, mas são concessões que fazem parte do jogo. A série não é perfeita, acabou de ser criticada inclusive por parte do público e oficialmente pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), que a acusa de desmerecer outros profissionais de saúde, em detrimento dos médicos.

Porém, eu e muitos a consideramos um primor. No ano passado, Marjorie Estiano foi indicada ao posto de melhor atriz pelo prêmio Emmy Internacional por sua atuação na terceira temporada. Júlio Andrade encarnou muito bem o protagonista e suas complicadas questões, alternando grandes virtudes e fraquezas desde o princípio. 

Os demais médicos que convivem com eles agregam de diferentes maneiras. Os pacientes ocasionais conferem um tempero a mais. A simulação de um hospital de verdade é impressionante, em estrutura, cenário, equipamentos, gente circulando. Enfim, uma baita série. 

Nem todo mundo tem estômago, ainda mais em um contexto de pandemia, pra ficar vendo tanto estresse dessa gente sob pressão intensa. Pra quem tem, que venha logo a quarta temporada!