16.4.15

Rap do Jornalismo Literário

No decorrer de 2006, cursei a pós em Jornalismo Literário, da ABJL, que revolucionou minha maneira de pensar e gostar do Jornalismo.

Não faltaram inspirações e estímulos para a reflexão e a criatividade, um dos pilares para se atingir o JL (isso mesmo, não se faz JL apenas escrevendo sobre o real como escritor, é preciso muito mais).

A efervescência de ideias, dentro e fora das aulas, me fez brotar muitos textos e ilustrações, impulsionando minha já presente vocação para parodiar canções e ritmos musicais. Uma dessas produções, o rap do JL, apresenta essa modalidade jornalística de forma didática e divertida. Fiz a letra com o colega de curso Fabio Rodrigues, que cuidou da produção musical e inseriu minha voz no refrão.


Na época tínhamos um arquivo de áudio só com a música, que gravamos (como "Manu PESSA" e "MV Fabin"...), que com o tempo acabou se perdendo. Felizmente, Fabio resgatou um áudio maior, em que a música é exibida dentro de um podcast jornalístico! (de Marcelo Abud). Que, não por coincidência, se chama PEÇAS Raras!

Não consegui anexar o arquivo aqui no post, mas deu pra subir no meu Google Drive e compartilhar em forma de link, ENTÃO TÁ AQUI! (a partir dos 7 minutos!)

2.4.15

Hit das antigas: Bye Bye Tristeza, Sandra de Sá

Começa hoje a seção Hit das Antigas deste Nãotevejeito!, onde compartilharei músicas que me marcaram, umas mais outras menos, mas sempre no pretérito. Pra guardá-las comigo e recorrer a elas quando quiser.

Sim, sou saudosista, só que não desses que ignora o presente. Apenas curto relembrar e recurtir bons momentos vividos (e até os maus, porque depois de um tempo cicatrizam e entendemos que são parte da vida). E quanto mais envelhecemos, maiores as lembranças e saudades, né?

Gosto da Sandra de Sá, faz tempo. Além de estilosa, tem uma baita voz. "Bye Bye Tristeza", de 1988, é um dos seus maiores sucessos, que desde criança (sou de 82) conheci e ficou na cabeça (inda mais quando nasce o refrão no "eu não tô aqui pra sofrer" e já entra o back-vocal "bye bye tristeza", embalante!). Acho que minha mãe tinha um CD dela em casa.

Na época eu não sabia na pele o que era uma grande saudade, uma grande tristeza, ainda mais vindas de um relacionamento amoroso. Mas como passamos por isso cedo ou tarde, o recado da canção é muito bem-vindo. Ouçaí!



Ninguém aqui é puro
Anjo ou demônio
Nem sabe a receita
De viver feliz
Não dá pra separar
O que é real do sonho

E nem eu de você
E nem você de mim
E nem eu de você
E nem você de mim


Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade
Pra quê?
Quero ser feliz
Bye Bye Tristeza
Não precisa voltar

Eu não tô aqui pra sofrer (Bye Bye Tristeza)
Vou sentir saudade
Pra quê? (Bye Bye Tristeza)
Quero ser feliz
Bye Bye Tristeza
Não precisa voltar


Já sei errar sozinha
Sem pedir conselhos
Se eu sofrer quem é
Que vai chorar por mim?
Já sei olhar pra mim
Sem precisar de espelhos

Não me diga que não
E nem me diga sim
Não me diga que não
 
E nem me diga sim


Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade
Pra quê?
Quero ser feliz
Bye Bye Tristeza
Não precisa voltar

Eu não tô aqui pra sofrer
Bye Bye Tristeza
Vou sentir saudade
Pra quê?
Bye Bye Tristeza
Quero ser feliz
Bye Bye Tristeza
Não precisa voltar


E nem eu de você
E nem você de mim
E nem eu de você
E nem você de mim


Eu não tô aqui pra sofrer... (repete refrão)

1.4.15

Com o Clube illy de novo

Semana passada estive no Triângulo Mineiro, ou melhor, no Cerrado Mineiro, conforme a divisão geográfica da produção de café nacional. Mais um encontro do Clube illy do Café com a ADS no campo, o quarto de que participo desde 2013.

Nessas idas, conheci o que é uma fazenda de café, e regiões como Sul, Sudoeste de Minas e o Cerrado. Lindas paisagens e aquele saudosismo de quem veio do interior e sente uma vontade de voltar mais vezes!



 
 

18.3.15

Assisti e recomendo: A Teoria de Tudo

Enriquecido em 21/03 

Não foi porque o protagonista ganhou o Oscar semanas atrás. Vi o filme antes da premiação, estimulado pela Ari, e gostei instantaneamente.

Histórias reais me cativam muito mais do que as ficcionais. Mesmo os documentários que acrescentam doses criativas de cenas e situações que não ocorreram (ou não ocorreram daquele jeito), mas no geral retratam pessoas e acontecimentos reais, que de fato FORAM, que ainda SÃO.

E a trajetória do gênio e físico Stephen Hawking, por si só, já é pra lá de emocionante, como lição de superação, persistência, contrariedade às expectativas mais otimistas. Aliás, sobre sua doença degenerativa grave, a esclerose lateral amiotrófica, leiam esse texto da minha prima fisioterapeuta Isabela Pessa, aqui).

Abaixo o trailer do filme A Teoria de Tudo, baseado no livro de memórias Travelling to Infinity: My Life with Stephen, de Jane Hawking, sua dedicada esposa:


Após assistir ao filme, volte aqui para compartilhar o que achou! ;)

PS: O Hawking ainda graduando, no filme, me lembra Paul Pheiffer, da série Anos Incríveis. Que foi o meu apelido na 8ª série pela semelhança de rosto com o melhor amigo de Kevin Arnold...rs

17.3.15

Torço pro futebol e pro Jornalismo EC

Time de futebol, tenho, é o Santos FC. Apesar de ter rolado um namoro com o Vasco na infância, que me rendeu uma camisa de 1994 utilizada semanalmente nas peladas, o casamento futebolístico foi mesmo com o clube da Vila Belmiro.

Fui fanático, inclusive, durante a adolescência. À distância, porque morava no interior, mas era um acompanhamento detalhadíssimo, com publicações e estatísticas aos montes.

Mas o tempo e a vida adulta me amadureceram, alterando a visão e o sentimento sobre futebol. Tanto que quando me perguntam sobre torcida, de um tempo pra cá tenho preferido dizer: santista, mas torço antes pro futebol.

Sim, porque além de não ser mais fanático,  não vejo mais sentido no fanatismo clubístico. Primeiro, que há tantas coisas mais importantes além da bola. Segundo, porque no jogo nem sempre existe justiça e recompensa total, tem muita coisa errada fora do nosso controle, inclusive dentro do nosso time. E terceiro, pois não paga minhas contas; é passatempo, diversão, então vamos na esportiva, não tem motivo pra se enervar por pouco.

Continuo acompanhando o desempenho do Santos, adorando assistir e praticar, porém vejo de tudo, aliás muito mais programas esportivos do que partidas. Porque gosto de pensar o esporte, ficar por dentro das modalidades, conhecer as histórias humanas que as cercam. Antes de tudo, como jornalista na essência, sou Jornalismo Esporte Clube.

Tanto que, quando pinta a chance de ir a um estádio, não importa se não é o meu time. Num intervalo de menos de três meses, estive nas torcidas de Palmeiras e Corinthians, no calor de suas vibrações.
 
O cunhado Lucas, palmeirense, tinha um ingresso disponível para a partida contra o Internacional (RS), no Pacaembu, antes da inauguração da arena. Lá fomos, fiz o vídeo a seguir. Apoiei também, mas o time perdeu por 1 a 0.


A presença em Corinthians x Grêmio (RS) se deu pelo nobre motivo de "levar" o cunhado francês David para conhecer a Arena de Itaquera, palco da estreia brasileira na Copa 2014, o estádio do Mundial mais perto da gente. E lá fomos, com o amigo sueco Johan, pegando o metrô e curtindo o conforto do estádio fresco (vídeo abaixo, também). Foi difícil, mas os anfitriões venceram por 1 a 0 e a massa saiu satisfeita, zoando o rival Palmeiras.

 
Resumindo, estamos aí para o que der e vier (joguem times gaúchos ou não...), e quanto mais palcos e situações desportivas puder experimentar, melhor, porque o caminho a seguir é levar na esportiva, sempre!

18.2.15

Mas blog pessoal? Pra quê?

Se vc pode postar o que quiser no Facebook?

Não é a mesma coisa. O Face é uma rede social, onde vc tem um perfil e não compartilha tudo com todo mundo. Alguns conteúdos, só pros amigos. Outros, só pra um de cada vez. E seleciona quem são seus "amigos", agrupa-os, os hierarquiza. 
ICQ, MSN, Orkut: a Internet já coleciona lápides. Mas o blog vive!

O blog é aberto: digitou ou acessou o link, entrou. E viu tudo. Diferença sensível para mim, que uso o espaço não pra publicar intimidades, mas para compartilhar reflexões, dicas, experiências marcantes, pontos de vista, sugestões e por aí. E não somente pros camaradas.

Em sendo "um livro digital" aberto, qualquer post é facilmente recuperado. Mesmo que conste nos primórdios dos arquivos. Outra vantagem: poder resgatar postagens, o que é bem mais trabalhoso no FB, bem como no Twitter, que uso até mais do que o blog, mas mais para me informar e compartilhar sobre temas de interesse.

Claro que é muito mais difícil ter engajamentos no blog do que no Facebook, onde basta um clique pra curtir e dois pra comentar e compartilhar. O blog pede um mini-cadastro, e deixa o comment oculto, lá no pé da postagem, sem fotinha e talz. Bem menos atraente, como é hoje o que foi pop no passado da web (sim, os anos 1990-2000 já são os tempos antigos da rede...)

Só que o objetivo aqui é muito mais se expressar e registrar "para sempre" do que ser popular. Então dá-lhe bológue!

10.2.15

O corpo é teu, faz o que tu queres

Uma sociedade tão conservadora, como a brasileira, deixa de abordar e discutir abertamente, para todo mundo ouvir e participar, temas que incomodam os grupos dominantes, justamente por esses e a maioria do seu séquito serem conservadores. Pior do que preservar esse status quo, ao deixar de falar de assuntos ditos polêmicos, nosso país mantém minorias e grupos "alternativos" em silêncio, no medo de se expressar para todos verem, omitindo e mentindo sobre si próprios em nome da aceitação social. Não podem ser como são, nas escolhas e comportamentos mais pessoais, porque causariam vergonha à multidão. Não têm direito, portanto, a assumir o chamado da própria intimidade. Absurdo, não?

Vc viu, por exemplo, os candidatos das últimas eleições, ou algum representante do povo no poder, abrindo o debate e nos chamando a refletir sobre assuntos relevantes, que tocam a todos de alguma forma, porque existem e sempre vão existir, como legalização das drogas, descriminalização do aborto, casamento homossexual? Claro que não. Experimente dizer que apoia ou se beneficia dessas três medidas. Vão te acusar, ofender, execrar, daí pra violências maiores...

Felizmente nós podemos dizer o que pensamos nos espaços democráticos de que dispomos, como este blog. E é por isso que aqui eu digo o que escrevi nas linhas abaixo, para que, tomara, quem me lê se sinta encorajado a fazer o mesmo (com aquilo que concorde, é claro), e assim a utopia de uma sociedade mais inclusiva, respeitosa e libertária seja algo menos utópico. Ou mais humano.

Veja bem, o que está abaixo é apenas o que eu defendo, e não o que vigora, lamentavelmente:

O que quiser fazer com teu corpo e tua mente, sendo consciente, é problema só teu. Desde que não cause dano a outrem, direta ou indiretamente, ninguém tem o direito de te impedir. Podemos condenar tuas escolhas, tentar te dissuadir, mas te coagir ou punir, jamais. Nem eu ou qualquer autoridade constituída (família, governo, polícia, juiz, religião, etc etc).

Quer abrir mão do casamento? Tranquilo. Quer ter um casamento homossexual? Também. Quer se casar (ou simplesmente viver) poligamicamente, com relacionamentos íntimos em grupo, experienciando o poliamor? Claro que pode (qual o crime? Se teus parceiros concordam, nem traição é).

Casou-se (mesmo que sem oficializar - o que também é legal) e não quer ter filhos, nem animais, nem plantas, nem casa própria? Fica à vontade! (também dá pra ser muito feliz assim). Ou optou por ter filhos, animais, plantas, casa e carro compartilhado com seu parceiro, sem se casarem? Totalmente OK!

Engravidou de forma indesejada? Aborta o feto, pois o corpo é teu. Não precisa correr riscos buscando a clandestinidade: não és uma assassina, e mesmo que discordem de ti, nada podem fazer além disso.

Quer se drogar em menor ou maior grau? O problema é teu (eu nunca nem me embriaguei, então dificilmente vou te encorajar. Mas nunca impedir). Prostituir-se? Idem. Não são casos de prisão ou de incentivo ao crime organizado.

Em relação a tua individualidade, eu diria "faz o que tu queres, pois é tudo da lei, da leeei!", parafraseando Raul Seixas em sua Sociedade Alternativa. (aliás, eu já tinha postado sobre ele e sua proposta de contramão lá em 2007). Pena que seja preciso uma alternativa de sociedade para gozarmos de tamanhas liberdades. Que na verdade, são apenas direitos!

Fui alternativo demais? Muito radical e na contramão "do mundo"? Lembro que o jornalista mais admirado do país em 2014, principalmente porque diz verdades incômodas pra quem quiser ouvir, pensa parecido... Pensa bem antes de julgar!

Sou humano e humanista, só.

(A entrevista completa do jornalista Ricardo Boechat, cujo extrato relacionei em link acima, pode ser assistida aqui)

3.2.15

Li e recomendo: Crime e Castigo

Pra quem conhece o básico de literatura, pode parecer chover no molhado eu vir aqui recomendar esse clássico de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Afinal, o livro é tido como um dos maiores da história da literatura UNIVERSAL.

Mas depois de ler, é outra coisa, por mais referência ao escritor russo que a gente veja por aí.

Crime e Castigo deve ser a obra mais famosa de Fiódor no Brasil, ou talvez uma das duas mais populares, ao lado de Os Irmãos Karamázov (que pretendo ler também). E realmente impacta.

A densa trama psicológica do protagonista te enreda de uma maneira que vc passa a viajar junto com Ródia nos seus devaneios, seu vai-não vai, sua perambulação sem rotina, sem norte, sem saber quando é a hora de confessar totalmente seu crime, mesmo que não o considere um crime.

De repente mergulhamos na marginalidade da São Petersburgo de meados do século 19 e rodamos sem parar com Raskolnikov, conduzidos pela genialidade do autor. Se deixe levar: a experiência é bem demorada, porém profícua.

22.1.15

Eu em vídeo falando do meu trabalho


Uma amiga e colega jornalista, hoje no MS, me pediu um breve depoimento em vídeo sobre meu trabalho com assessoria de imprensa, para que os alunos do curso que ela vai ministrar sobre o tema pudessem ter um pouco de contato com a realidade da área em SP.

Eis acima! Ficou mais rápido que miojo: não chega a 3 minutos.

16.1.15

Prana Prana, um belo refúgio

Se queres fugir de agitação e farra, e realimentar a mente e o espírito com práticas serenas e saudáveis neste Carnaval, ou outro feriadão, recomendo o programa que fiz com a esposa no último Carnaval: o retiro do Prana Prana Ashram e Clínica Holística, em Mairiporã, pertinho de S. Paulo.

Kundalini yoga, música, dança, desenho, luta (sem brigar), cinema, caminhada, massagem, alimentação vegetariana, interação com a natureza, clima familiar... O cardápio foi vasto, e a atmosfera muito agradável.

Ari e eu sentados de costas pro outro, na atividade de desenho livre

Arika gostou tanto, que virou aluna de Kundalini na sequência do ano e ofereceu o depoimento abaixo, direcionado para a anfitriã Subagh Kaur Khalsa, ao site do Prana:

“Já faz 1 semana do nosso encontro, e eu continuo encantada com todo o conhecimento que você nos passou, a começar pelo exemplo de mãe e harmonia com os seus filhos, mostrando que ainda há esperança para nos conectarmos novamente com o nosso maior propósito na Terra e permanecer forte em meio a uma sociedade tão materialista e superficial. Parabéns!!
Gostaria de te dizer que esse retiro, mesmo sendo apenas 2 dias, foi muito importante para mim! Ainda estou num momento de luto pois perdi o meu pai numa tentativa de assalto em novembro, mas estou conseguindo ir em frente e compreendendo todos os acontecimentos. É um momento de paralisação da correria e reflexão sobre a vida e tudo o que a envolve para que consigamos melhorá-la, e evoluir para ajudarmos os outros e a nós mesmos em busca de nossa missão e melhores respostas ao nosso dia-a-dia. Abraços.” Arianne Pessa

Mais depoimentos, fotos (aparecemos em algumas) e infos estão no site, aqui. Que também apresenta informações sobre o Retiro de Carnaval 2015.

Independente do teu momento, tem tudo pra te fazer bem!

Atualização de 20/2/15:

A TV Brasil visitou o retiro deste ano e produziu a reportagem abaixo!

26.12.14

8 anos aqui

O número 8 representa a mudança, as estações, o tempo, e o reino do infinito. Aliás, 8 é a soma dos algarismos do ano que chega, 2015!
Mais um fim de ano, e desde 2007 isso pra mim significa aniversário deste blog, criado um ano antes.
O que é que isso significa? Persistência, eu diria, e acho isso bom.

Este Natal passei novamente em Bragança Paulista, mas dessa vez os cunhados nos receberam em uma casa diferente da de 2013, embora no mesmo pacato bairro.

A virada será em SP capital e depois, um ótimo refresco antes da volta ao trabalho: uns dias no litoral!

Aliás, independentemente de onde e como a gente passe a virada do ano, e adentre o novo ciclo, quem sobrevive a 365 dias em um país como o nosso, numa cidade como SP, ileso, com saúde e ânimo renovado, já tem o que celebrar, afinal escapou de engrossar as tristes estatísticas da violência, da impunidade, da injustiça, do descaso e da falência dos serviços públicos básicos...

Parabéns ao blog, a mim, a vc, e vamo que vamo 2015!

13.11.14

Doação de órgãos em um jornalismo literário exemplar

Sua orientação pessoal pode indicar o contrário, motivada ou não por determinação religiosa, mas eu defendo a doação de órgãos e quero doar o máximo que puder quando acontecer o meu "passamento".

É uma decisão que pode salvar vidas. E quem é salvo desta forma não deve agradecer apenas ao doador e sua família, como também à equipe médica que viabiliza o transplante, operação delicada e infelizmente não disponível numa escala que dispense filas, longa espera e angústia para muitos.

Imagine como deve ser tensa a rotina de um cirurgião responsável pelo setor de transplantes de um hospital. Lidar com a dor em torno de uma morte, administrar o que segue vivo num quadro de óbito, executar essa complexa transição, manter a esperança sobre um paciente com poucas chances, lidar com o infortúnio de quem tem os dias contados... E ainda arrumar tempo e cabeça pra resolver a própria vida.

Não precisa imaginar: leia o perfil do Dr. Ronaldo Honorato, e principalmente seus dilemas, na reportagem "O homem da segunda chance", de Andréa Ascenção. A jornalista é pós-graduada em Jornalismo Literário, como eu, e nesse texto, não por acaso vencedor de prêmio na área, dá um belo exemplo do que essa multiferramenta de narração da realidade é capaz de proporcionar, tendo como força motriz as questões humanas que mexem com todos nós. Perca vários minutos que te garanto que não será perda de tempo: http://clichetes.com.br/homem-segunda-chance/

Parabéns Andréa, Dr. Ronaldo, e a todos os que fazem o bem aos outros de alguma forma, especialmente em se tratando de vidas.

10.11.14

Olhar crônico: Impotência

Você já entrou num coletivo e viu uma pessoa chorando timidamente, procurando não fazer barulho, por uma dor que tá na cara que vem de dentro, a ponto de superar a vergonha de chorar em público, diante de um monte de gente estranha?

Pode acontecer qualquer dia. Acontece mesmo.

Noutro dia vi uma moça em pranto incontido assim, celular na mão, digitando sabe-se lá o quê, para quem, para quê... Jeitão de amor partido.

Me deu vontade de poder consolar, tentar uma palavra que reconfortasse, ao menos distraísse. Não porque era mulher, podia ser homem que a reação seria parecida. Basta ser um pouco humano pra entender.

Mas é claro que fiquei quieto. E virei o rosto, respeitando a "privacidade" dela. Nunca falei com a pessoa, vou chegar dando conselho? Ela querendo esconder o pranto, eu vou desvelá-lo?

Fiquei nessa, impotente. Como vou me sentir da próxima vez. Ou próximas.

É uma situação que me traz à mente essa música a seguir da Carly Simon, It happens everyday. É triste mas verdadeira e de uma melodia que gosto de entoar. Não porque sou triste. É que gosto de realidade. E também das velhas. Das velhas canções.



It Happens Everyday (Carly Simon, 1983)

It happens everyday
 Two lovers with the best intentions to stay
 Together they the decide to separate
 Just how it happens
 Neither is certain
 But it happens everyday


It happens everyday
 After you break up
 You say these words to your friends:
 "How could I have loved that boy?
 He was so bad to me in the end"


Well, you make him a liar
 Turn him into a robber
 Well, it happens everyday


But I don't regret that I loved you
 How I loved you I will never forget
 And in time I'll look back and remember
 The boy that I knew when we first met


Still it happens everyday
 Two lovers turn and twist their love into hate
 But am I so different
 From those young girls you used to date?
 You used to adore me
 You used to adore me
 Still it happens everyday

23.10.14

Minha escolha - Eleições, 2º turno

Desanimado para esse segundo round, porque dos 5 escolhidos no 1º turno, só um se elegeu. Ou melhor, se reelegeu, como deputado estadual, Carlos Giannazi (PSOL).
 
Como meu Estado reelegeu Geraldo Alckmin no primeiro turno, infelizmente, nós paulistas só temos a disputa presidencial para decidir nesse domingo. Não queria Dilma nem Aécio, mas na lógica do menos pior, vou com a presidenta. Me passa mais confiança e menos retrocesso do que o tucano.
 
Mas no bolão do trabalho, apostei em Aécio, porque, mesmo a contragosto e de forma apertada, acho que ele leva. Tomara que eu erre.

13.10.14

Pense no que diz: adjetivo "negro"

"11 de setembro foi um dia negro para a humanidade"
"1994 foi um ano negro para o automobilismo"

Pra vc negro, tanto faz quando usam o nome da sua raça/cor nessas frases?
Pra vc não negro, se vc fosse, não faria diferença ouvir ou ler essas frases?

Mesmo que não se importem, não acho legal e acho que vc não deve falar, escrever, enfim.

Diga "triste", "trágico", "catastrófico" e outros adjetivos negativos pra dar o sentido de muito ruim que seu substantivo pede. Não o de uma raça/cor, simplesmente porque nenhum grupo de seres humanos merece um pré-conceito (bastante) negativo.

OK que não existe maldade em pensar no termo negro como sinônimo de escuro para passar a ideia de trevas, falta de luz, e tudo de prejuízo que essa situação acarreta.

Mas a palavra é uma só, seus simbolismos são muitos e o respeito a quem está envolvido não se discute.

3.10.14

Minhas escolhas - Eleições, 1º turno

Eu ia de Luciana Genro, do PSOL, mas a perspectiva cada vez maior, nos últimos dias, de a Marina Silva, minha segunda opção, ser ultrapassada por Aécio Neves e termos um 2º turno entre a presidenta Dilma com o PSDBista me fez alterar para a candidata do PSB (40).

Para os demais cargos, vou de:

Governador: Gilberto Maringoni (PSOL - 50)
Senador: Kaká Werá (PV - 430)
Dep Federal: Thiago Aguiar (PSOL - 5089)
Dep Estadual: Carlos Gianazzi (PSOL - 50789).

Pósto isso mais para me reforçar a memória de quem escolhi (porque, infelizmente, vamos esquecendo das opções eleitorais com o passar do tempo, sobretudo nos cargos "minoritários") do que tentar divulgar para influenciar alguém. Que cada um tenha uma consciência de que deve fazer sua escolha de modo consciente ;)

1.10.14

Pra vc que inunda minha TL de baboseiras

Desculpa a grosseria da postagem, mas tem horas que o que dá vontade de dizer segue essa linha...

Esse muro deveria estar no Facebook!

25.9.14

No Dia do Rádio, o Pai do Gol

Escuto "a rádia" (como é mais legal dizer) todos os dias de semana, e às vezes fds também. Sinto falta quando me falta ou o fone, ou o celular, ou o portátil que fica na cozinha, e sou obrigado a ficar sem ouvir.

Sintonizo principalmente emissoras de programação jornalística, com uma dose variável de humor (da manhã na Band News FM ao Estádio da 97), e de vez em quando músicas. Isso já tem algum tempo e espero que esse veículo siga firme a despeito da concorrência que, quando mais o tempo passa e a tecnologia avança, só cresce.

Mas um dos primeiros nomes do rádio que me marcou, ainda na adolescência, foi o de José Silvério, locutor esportivo de voz e expressões peculiares, principalmente quando o rádio era a única forma de acompanhar uma partida de futebol em tempo real e com muita emoção. Aliás, ser locutor esportivo é algo que eu definitivamente gostaria de poder experimentar na vida!

Hoje o veterano está na Rádio Bandeirantes, embora tenha ganho destaque pela passagem na Jovem Pan, sempre em SP capital. Destaco uma narração especial do mestre Silvério para parabenizar o rádio brasileiro: os gols da final da Copa do Mundo de futebol de 2002, em que ele foi além do "goooool" com lindas e emocionantes palavras. 

Atualização de 01/07/2016:
Quando postei originalmente em 25/09/2014, havia incorporado aqui uma referência da narração de Silvério para os gols do pentacampeonato brasileiro em 2002 que estava disponível no YouTube. Porém, vim a saber esses dias que ele foi removido lá (por infringir os direitos autorais das imagens oficiais da Fifa), então não aparecia mais aqui também. Então, procurei outro registro dessa narração e não o localizei isoladamente ainda, porém nos momentos quase derradeiros do vídeo abaixo, entre o minuto 54'36" e o 55'49", dá pra ouvir a épica narração do 2o gol brasileiro em Yokohama (aliás, quem quiser ver esse vídeo inteiro, é um documentário sobre a carreira de José Silvério, o Pai do Gol, muito bacana de se ver):


24.9.14

Cafaga-me

Esse afaga que é uma beleza! Não só temos
aqui na ADS, como trabalhamos para a marca!
Não é porque eu trabalho a centímetros da garrafa térmica onde duas vezes por dia chega café novo na sala.
É que tem horas no decorrer da jornada que parece que só ele salva a hora.
O cheiro, a fumaça e até a cafeína, ou só ela quando não tem mais tanto cheiro e nenhuma fumaça.
Na hora insossa da manhã, nas horas morosas da metade primeira da tarde, quando parece que a coisa só vai quando rola um pretinho.
Café conforta, café afaga... "cafaga".
Me vê um cafaguinho aí!

8.9.14

Qual o tamanho daquela fome?

Saído do trabalho, a fome dava trabalho.
Frutas na bolsa é alívio temporário, pra bolsa estomacal.
Descido do bus, uma lanchonete, que vontade.
Passeei a vista consolidando o desejo.
E vi que também fui visto ao olhar pra calçada.
O olhar deitado e escuro socou minha fome.
Perdi a vontade.