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2.8.23

Não avançamos como esperávamos

 


Acabou precocemente o sonho brasileiro de fazer bonito na Copa do Mundo Feminina. Seria muuuito difícil chegar ao título inédito, mas um top 4, beliscando um terceiro lugar quem sabe, provavelmente daria um gostinho de "fizemos bonito" dentro de onde dava pra chegar. 

E dava pra chegar mais longe do que a fase de grupos, pelo material humano talentoso e o entrosamento com a comissão técnica (vitoriosa anteriormente) há 4 anos.  

Buscar soluções para os graves erros em campo (mentais e técnicos) é tarefa pra ontem, porque já tem Olimpíada em 2024, ou seja, amanhã. 

Seguimos apoiando, torcendo e vibrando com cada conquista. Seguimos vivenciando esta grande Copa, afinal aqui é paixão pelo esporte acima de tudo, independentemente do desempenho daqueles para quem torcemos. 

24.2.23

Acabei o Minhas Copas - 2022

 Ufa, macrorelato em forma de macropost no macroblog dá um baita trabalho. Mas é bastante gratificante o resultado final. 

É o que sinto quando termino de escrever e ilustrar as postagens da série Minhas Copas do Mundo no meu perfil do Medium

Durante toda a Copa 2022 fui registrando observações, conclusões, fatos vivenciados, o que me chamou atenção nos jogos e no entorno deles, onde e com quem estive, como passei os dias de Copa, aquela imersão gostosa para todo fã de futebol como eu.

Postar esse relato detalhado ajuda a manter viva uma memória que quero preservar o máximo possível, afinal é na riqueza dos pormenores, circunstâncias e reações revisitadas que a gente se reconhece e constata como nossa vida é complexa e fugaz.

O resultado é o post que você pode conferir clicando aqui :D

9.1.23

Começou tenso, acabou tranquilo, seguimos!

Comecei 2022 animado, com o espírito renovado pela mudança de emprego, que foi confirmada em 30 de dezembro de 2021. 

Ainda no segundo final de semana do ano, no sábado se não me engano, comprei um relógio de pulso e dei um upgrade no celular, colocando película, capa e suporte para apoiá-lo e facilitar o acompanhamento de vídeos, por exemplo. Creio que foi no mesmo dia em que Amanda selecionou e compramos várias roupinhas para abastecer o primeiro ano letivo da Nina, inclusive agasalhinhos para o inverno que só chegaria meses depois.

Tudo muito bem, tudo muito feliz, até que, logo na terça-feira seguinte, no 11o dia do ano, tomamos um grande susto, numa terça-feira comum, perto das 20h, retornando da casa da sogra rumo ao nosso prédio: o silêncio da parada no semáforo, em meio às filas de carros nas várias faixas, foi bruscamente interrompido pelo estilhaçar do vidro do passageiro da frente violentamente quebrado pelo bandido. Ruído máximo seguido pelo gesto silencioso de esticada de mão para capturar o celular que estava no suporte do carro, ao lado do volante, aberto no Waze, que o iluminava ante a escuridão da noite ao redor. 

Foi embora o celular e seu upgrade, para nunca mais eu vê-los. Era uma vez o vidro original do carro, da porta do passageiro da frente. Mas felizmente nós dentro do carro não fomos embora, não fomos feridos. A pancada do lado onde estava a esposa felizmente apenas lhe atingiu com estilhaços que não machucaram, bastava chacoalhar a roupa. Felizmente não foi uma pancada no vidro próximo da cadeirinha da filha, que poderia sentir um trauma difícil de superar. Poderia ser muito pior. Se eu tivesse notado a vinda do assaltante, a tempo de movimentar o carro ou fazer barulho para tentar demovê-lo, e ele estivesse com uma arma de fogo, o que não é incomum para quem assalta, poderia não ter ninguém para escrever este post, poderia não ter mais esposa, poderia não ter primeiro ano letivo da filha, poderia ter acabado uma família. 


Felizmente pude repor o que perdi e a vida seguiu, mas com novos medos, porque não é só essa modalidade de assalto de celular que cresceu aos nossos olhos (em SP sobretudo). Andar numa calçada, esperar num ponto de ônibus, parar ou chegar a uma entrada de condomínio ou casa, todas essas são situações passíveis de passar um vagabundo, ou mais, te ameaçar e levar seu celular. Ou um grupinho de moleques te cercar numa entrada de metrô ou canto de calçada da Av. Paulista, maior ponto turístico da cidade, que é onde justamente você trabalha, e portanto precisa transitar quase diariamente. Nem precisam te cercar, se vc deixar alguma margem pra que um deles passe correndo por vc, e com um tapa leve algum pertence de valor que interesse, como vimos acontecer mais de uma vez ao longo do ano.

De modo que, além de não deixar mais o celular à mostra, no suporte, ao transitar por SP, e ficar alerta a cada parada em semáforo e congestionamentos outros (vários meses depois, ainda me vinha à memória a pancada no vidro e seu barulho), só fui sossegar quando arrumei um "celular do bandido" para carregar comigo, em qualquer situação considerada como risco potencial. E assim todos os dias em que fui trabalhar de transporte público, no trajeto feito a pé e durante a espera no ponto de ônibus, o celular do bandido (ligado, com chip, mas sem utilização prática) ia no bolso e o celular de verdade ia na mochila, menos exposto. 

Também tivemos episódios de invasão por assaltantes no nosso prédio, duas vezes bem sucedidas: em uma, pararam na garagem, não subtraíram mais do que uma bicicleta, acho, e fugiram; na segunda, azar da vizinha que acabou rendida e seu carro levado, quando estava na garagem. O condomínio se mobilizou, discutiu muito, a empresa de portaria remota foi trocada, o portão da garagem reforçado e a nossa atenção também se redobrou nos momentos de entrada e saída do prédio, porque se um ou mais bandidos nos ameaçarem nesses movimentos, armados ou supostamente, o mais prudente será se render e rezar...

Cautelosamente, sobrevivemos ao medo de assaltos e à gravidade da Covid, pois mesmo vacinados várias pessoas do nosso convívio se contaminaram em algum momento, até dentro de casa teve teste positivado. Nosso ano de trabalho foi positivo (Amanda veterana Soka e eu novato no Aposta 10), Nina evoluiu socialmente no primeiro ano de escolinha, crescendo e encantando, meu doutorado caminhou rumo à conclusão no início de 2023, nosso candidato venceu o traste nas urnas presidenciais, nossa Copa do Mundo (vem aí o macropost no Medium) foi animada, o esporte rendeu grandes emoções, assim como a turnê derradeira de Milton Nascimento, e o fim de ano foi de boas, recarregando as energias para que a luta contra os perigos seja vitoriosa no ano novo também.  

3.3.16

Memórias no Medium

Encorpei meu perfil no Medium (a rede social do textão) Brasil com duas postagens memoriais, sobre as Copas do Mundo de futebol que venho acompanhando desde que me entendo por gente.

Cronologicamente, dividi a contação de histórias em 1990 a 2006, no primeiro post, e 2010 a 2014, no segundo.

Somando-os ao post inicial que fiz na página (e contei aqui), também sobre futebol e Copas, e outro sobre as ocupações escolares contra o projeto governamental de reorganização estadual, são quatro publicados por ora lá. Dá pra curtir, comentar e compartilhar como nas outras redes sociais também :)



24.12.15

Perdi um concurso, ganhei um conto

Meses atrás fiquei sabendo do concurso Brasil em Prosa, o primeiro da Amazon para autores independentes do país, feito por meio do KDP (Kindle Direct Publishing).

Aproveitei para praticar uma modalidade textual com a qual não estou muito acostumado, o conto. Exercitei a ficção a partir de uma história fantástica que já me visitava há algum tempo. Um tema familiar, bem caro ao autor: futebol. E assim nasceu "A Copa que Sonhei".

Mais de 3.700 textos, originários de mais de 500 cidades brasileiras, concorreram com o meu. Evidentemente, não fiquei entre os 20 finalistas - era um sonho mais alto do que a Copa que sonhei (veja aqui quem subiu ao pódio)...

Porém, ganhei uma história que me deixou muito satisfeito, propícia para iniciar minhas publicações no Medium, rede social adequada para textos grandes, com fotos, vídeos, citações, sem limite de caracteres e espaço, ao contrário da maioria dos espaços consagrados da Internet, felizmente!

Espie lá, pra ver o conto e as fotos pessoais (e reais!) que o ilustram: A Copa que Sonhei.

25.9.14

No Dia do Rádio, o Pai do Gol

Escuto "a rádia" (como é mais legal dizer) todos os dias de semana, e às vezes fds também. Sinto falta quando me falta ou o fone, ou o celular, ou o portátil que fica na cozinha, e sou obrigado a ficar sem ouvir.

Sintonizo principalmente emissoras de programação jornalística, com uma dose variável de humor (da manhã na Band News FM ao Estádio da 97), e de vez em quando músicas. Isso já tem algum tempo e espero que esse veículo siga firme a despeito da concorrência que, quando mais o tempo passa e a tecnologia avança, só cresce.

Mas um dos primeiros nomes do rádio que me marcou, ainda na adolescência, foi o de José Silvério, locutor esportivo de voz e expressões peculiares, principalmente quando o rádio era a única forma de acompanhar uma partida de futebol em tempo real e com muita emoção. Aliás, ser locutor esportivo é algo que eu definitivamente gostaria de poder experimentar na vida!

Hoje o veterano está na Rádio Bandeirantes, embora tenha ganho destaque pela passagem na Jovem Pan, sempre em SP capital. Destaco uma narração especial do mestre Silvério para parabenizar o rádio brasileiro: os gols da final da Copa do Mundo de futebol de 2002, em que ele foi além do "goooool" com lindas e emocionantes palavras. 

Atualização de 01/07/2016:
Quando postei originalmente em 25/09/2014, havia incorporado aqui uma referência da narração de Silvério para os gols do pentacampeonato brasileiro em 2002 que estava disponível no YouTube. Porém, vim a saber esses dias que ele foi removido lá (por infringir os direitos autorais das imagens oficiais da Fifa), então não aparecia mais aqui também. Então, procurei outro registro dessa narração e não o localizei isoladamente ainda, porém nos momentos quase derradeiros do vídeo abaixo, entre o minuto 54'36" e o 55'49", dá pra ouvir a épica narração do 2o gol brasileiro em Yokohama (aliás, quem quiser ver esse vídeo inteiro, é um documentário sobre a carreira de José Silvério, o Pai do Gol, muito bacana de se ver):