Em 2009, quando eu trabalhava no iG, acompanhei a chegada da cantora Stefhany, então com 17 anos, à mídia nacional, rompendo as fronteiras da região Nordeste, onde vinha bombando com seu forró de roupagem brega (leia o post de então aqui).
Porém, com o passar do tempo, não fomos mais ouvindo falar nela, pelo menos não com frequência (pesquisando aqui na net, achei clipes e participações esparsas em programas de TV, de auditório e entrevistas).
E eis que dias atrás me deparei com a notícia abaixo, no Portal O Dia.com, de Teresina, capital do Piauí:
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Stefhany Absoluta lança carreira gospel
A absoluta desfez a dupla com a irmã Ari loba, e segue sozinha nos palcos. O primeiro projeto é um EP com músicas gospel para o público infantil que será lançado no próximo mês.
14/01/2014
Conhecida nacionalmente como Stefhany Absoluta, a cantora estourou na internet em 2009 com o Hit do “Cross Fox”, na época virou a maior sensação nas redes sociais sendo considerada a “rainha da internet” no Brasil. Pois um fenômeno tão representativo nunca havia acontecido por aqui, hoje ele soma mais de 100 milhões de acessos na web. A menina então com 16 anos, rodou o Brasil com Shows, fez participação em dezenas de programas de televisão, cantou com Preta Gil, e em 2012 fez uma participação na Novela “Cheias de Charme” da Rede Globo. Seu último trabalho fixo na televisão foi o Quadro “Rola ou Enrola” com as Famosas, no programa Eliana, em 2013.
“Precisei de um tempo para me organizar, decidir o que queria para minha carreira, por isso, me afastei um pouco da mídia. Havia feito um contrato de um ano com a Ari Loba, queria apresentá-la para mídia, ela também vai lançar um trabalho solo agora”. Juntas, as irmãs gravaram o CD “Somos absolutas” no final de 2011.
Stefhany explica que quer resgatar o público infantil “grande parte dos meus fãs são crianças, quando comecei também era muito nova, depois de um tempo quis mostrar meu lado absoluta, mulher, poderosa e sexy” referindo-se aos figurinos decotados e provocantes que usa em suas apresentações de forró.
“Não vou deixar de ser a Stefhany absoluta nunca, desde criança fui criada na igreja evangélica, minha avó é cristã, minha mãe também, é onde me sinto completa e feliz”. Ela explica que o trabalho gospel é um projeto paralelo à sua carreira no forró. “Vou continuar causando na balada, adoro ser absoluta, tenho muitos fãs gays que adoram meu trabalho” Conclui a cantora.
Aos 22 anos a musa piauiense já gravou mais de 60 clipes, e ainda vai lançar uma nova produção com tema gospel. Seu último clipe postado no Youtube foi em Outubro do ano passado, e nem chegou a ser divulgado para imprensa.
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17.1.14
9.1.14
Ano novo e indicação costumeira
Depois de passar as festas no sempre acolhedor interior paulista (conexão Bragança Paulista - Ribeirão Preto - Marília), o que rendeu uma boa desintoxicação paulistana, voltamos ao batente na capital que nos dá o trabalho.
Como tenho feito nos últimos anos, recomendo aos jornalistas, comunicadores, humanistas e demais graduandos motivados a mergulhar em histórias de vida e na arte de relatá-las a especialização em Jornalismo Literário da ABJL, agora promovida pela EPL, do mestre Edvaldo Pereira Lima.
Cursei a pós entre 2006 e 2007 e me fez muito bem, profissional e pessoalmente!
Para mais informações, consulte o link abaixo, do site de Edvaldo, ou nos pergunte:
http://edvaldopereiralima.com.br/index.php/jornalismo-literario/pos-graduacao/perguntas-e-respostas
Como tenho feito nos últimos anos, recomendo aos jornalistas, comunicadores, humanistas e demais graduandos motivados a mergulhar em histórias de vida e na arte de relatá-las a especialização em Jornalismo Literário da ABJL, agora promovida pela EPL, do mestre Edvaldo Pereira Lima.
Cursei a pós entre 2006 e 2007 e me fez muito bem, profissional e pessoalmente!
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19.12.13
A agrura do marmitêro paulistano
O paulistano que usa o transporte público sofre com os apertos da extrapolada densidade populacional nos vagões e ônibus.
O marmitêro paulistano sofre ainda mais, porque o maior dos seus problemas não é ser comprimido a cada nova estação ou parada.
É temer que a marmita vire dentro da mochila, vaze e danifique o que está por perto. Fora respingar na sua roupa. Fora respingar no ônibus, na rua, no longo e inacabável caminho até a geladeira da cozinha do trabalho.
Quando acontece, não há como negar a agrura que é.
O marmitêro paulistano sofre ainda mais, porque o maior dos seus problemas não é ser comprimido a cada nova estação ou parada.
É temer que a marmita vire dentro da mochila, vaze e danifique o que está por perto. Fora respingar na sua roupa. Fora respingar no ônibus, na rua, no longo e inacabável caminho até a geladeira da cozinha do trabalho.
Quando acontece, não há como negar a agrura que é.
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| "Pizza"no metrô. Ok, marmita virada não é o único perrengue da hiperlotação... |
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27.11.13
Perdi meu sogrão
A violência gratuita entre seres humanos faz vítimas a cada segundo nesse país (de merda), mas quando acontece na sua família o eco é outro. Aconteceu na minha dias atrás, culminando com a partida do meu sogro para outro plano no dia 16.
Compartilho da reflexão da amada esposa, publicada no Facebook e que reproduzo abaixo, porque vale ler, pensar, questionar, e aí guardar, para poder reler, repensar, rediscutir.
"O pai levou um tiro..." Eu costumo sempre me referir aos momentos felizes como "um dos dias mais felizes", graças a Deus já vivi muitos momentos felizes que não consigo elencar o mais feliz da minha vida. Mas infelizmente a partir do dia 05/11/13, consigo elegê-lo como o dia em que eu perdi completamente o chão, nunca o meu coração havia disparado tão rápido, nunca mudei de humor e chorei tão ráp...ido, nunca fiquei tão muda.. Amparada pelas colegas na faculdade, tudo o que vinha na minha cabeça era um misto de preocupação com a vida do homem que mais admiro no mundo e revolta com o pensamento:
"Quem foi o indivíduo que se sentiu no direito de atirar em meu pai?"
É incrível como tudo tem o seu sentido de acontecer no mundo espiritual. Meses atrás daquele dia, um amigo muito querido quase guru com quem gosto de discorrer sobre o mundo me disse: "Ari, está virando um caos, precisamos nos preparar para ver muitas pessoas que amamos sofrendo..".. Semanas atrás daquele dia, eu mesma havia sido vítima de um assalto e presenciado o ladrão com uma arma na cabeça de uma mulher apenas porque ela se recusou a dar-lhe a bolsa... Sim, o nosso mundo está violento, com ou sem razão..
A razão começa na origem de toda a organização dessa cidade, desse país.. No caráter das pessoas que os conduzem, na impunidade das pessoas que agem errado, na desigualdade social e financeira tão presente no nosso dia-a-dia.. Hoje eu sei quem é esse indivíduo que atirou no meu pai, ele pode ter muitos rostos cujos olhares cruzam os nossos todos os dias vítimas do mundo injusto em que vivemos.. Longe de defendê-lo, apenas entendo que ele tomou o partido do ódio, rancor e violência, foi isso que vi nos olhos do ladrão que me atacou, não, ele não estava drogado, apenas revoltado assim como aquele que atirou no meu pai, assim como vários que agem por aí atacando a vida de diversas famílias. Revolta essa que faz com que ele se renda ao ódio e esqueça de valores como amor, família, valor à vida, direito de ir e vir. É esse o nosso mundo, ainda que a polícia esteja de conluio com eles, não faça nada para prendê-los ou quando os prenda não leve a pena até o final, não é aqui que eles irão pagar pelo que fizeram e fazem.. Porque as leis divinas são as mais poderosas e certeiras que existem. Não desejo nada de mal, consigo perdoá-lo, apenas rezo para que eles consigam enxergar que não estão fazendo o bem e não conseguirão nada em troca desta forma, e tenho um fiozinho de esperança de que esse país seja algum dia melhor para que consiga minimizar e resolver todos os problemas existentes que geram atitudes impensadas como esta que tirou a vida do meu herói.
"Quem foi o indivíduo que se sentiu no direito de atirar em meu pai?"
É incrível como tudo tem o seu sentido de acontecer no mundo espiritual. Meses atrás daquele dia, um amigo muito querido quase guru com quem gosto de discorrer sobre o mundo me disse: "Ari, está virando um caos, precisamos nos preparar para ver muitas pessoas que amamos sofrendo..".. Semanas atrás daquele dia, eu mesma havia sido vítima de um assalto e presenciado o ladrão com uma arma na cabeça de uma mulher apenas porque ela se recusou a dar-lhe a bolsa... Sim, o nosso mundo está violento, com ou sem razão..
A razão começa na origem de toda a organização dessa cidade, desse país.. No caráter das pessoas que os conduzem, na impunidade das pessoas que agem errado, na desigualdade social e financeira tão presente no nosso dia-a-dia.. Hoje eu sei quem é esse indivíduo que atirou no meu pai, ele pode ter muitos rostos cujos olhares cruzam os nossos todos os dias vítimas do mundo injusto em que vivemos.. Longe de defendê-lo, apenas entendo que ele tomou o partido do ódio, rancor e violência, foi isso que vi nos olhos do ladrão que me atacou, não, ele não estava drogado, apenas revoltado assim como aquele que atirou no meu pai, assim como vários que agem por aí atacando a vida de diversas famílias. Revolta essa que faz com que ele se renda ao ódio e esqueça de valores como amor, família, valor à vida, direito de ir e vir. É esse o nosso mundo, ainda que a polícia esteja de conluio com eles, não faça nada para prendê-los ou quando os prenda não leve a pena até o final, não é aqui que eles irão pagar pelo que fizeram e fazem.. Porque as leis divinas são as mais poderosas e certeiras que existem. Não desejo nada de mal, consigo perdoá-lo, apenas rezo para que eles consigam enxergar que não estão fazendo o bem e não conseguirão nada em troca desta forma, e tenho um fiozinho de esperança de que esse país seja algum dia melhor para que consiga minimizar e resolver todos os problemas existentes que geram atitudes impensadas como esta que tirou a vida do meu herói.
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| Nenhum desalmado vai nos tirar da memória imagens como essa (pelo menos dessa violência ainda escapamos) |
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5.11.13
Grip in Camelot
Do estúdio caseiro da Rádio Pessa saiu esta pérola do universo auditivo, para a série "como os brasileiros pedem músicas em inglês": CLIQUE AQUI para ouvir.
Amaury Jr curtiria!
Amaury Jr curtiria!
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18.10.13
Li e recomendo - Cem Anos de Solidão
Um dos principais filhos do escritor e jornalista colombiano Gabriel Garcia Marquez, Prêmio Nobel de Literatura em 1982 e atualmente com 86 anos. Há quem diga que é sua obra definitiva, que criou uma geração de leitores, que fundou o realismo mágico e que figuraria até entre as duas maiores obras da literatura hispânica, atrás apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes.
A viagem pela fantástica cidade de Macondo, destrinchando a saga da família Buendía em sua desgraça cômica, é recheada de episódios saborosos e descrições riquíssimas conduzidos pelo texto primoroso do autor.
O livro de Gabo da coleção Biblioteca Folha (a primeira edição foi publicada em 1967) já não me acompanha mais na mochila na volta do trabalho pra casa, e devo admitir, escrevendo dentro do busão, que a saudade do seu realismo mágico é grande - acho que em determinado momento da leitura diminuí seu ritmo para a narrativa não acabar tão cedo...
A viagem pela fantástica cidade de Macondo, destrinchando a saga da família Buendía em sua desgraça cômica, é recheada de episódios saborosos e descrições riquíssimas conduzidos pelo texto primoroso do autor.
O livro de Gabo da coleção Biblioteca Folha (a primeira edição foi publicada em 1967) já não me acompanha mais na mochila na volta do trabalho pra casa, e devo admitir, escrevendo dentro do busão, que a saudade do seu realismo mágico é grande - acho que em determinado momento da leitura diminuí seu ritmo para a narrativa não acabar tão cedo...
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4.10.13
Vídeo: Mesa redonda "140 caracteres ou 410 páginas"
Muito interessante a discussão propiciada pelo debate a que podemos assistir na gravação abaixo, de pouco mais de 1h20. Em pauta, a literatura, as redes sociais e o futuro da leitura e da escrita (super me interesso!)
O encontro ocorreu durante o evento Social Media Week, que rolou semana passada em Sampa. Os debatedores foram :
José Luís Goldfarb, coordenador do Núcleo #REDEMIS do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), propositor da mesa;
Marcia Tiburi, professora de Filosofia da Universidade Mackenzie, que conheci no campus Higienópolis e a quem sigo no Twitter (tem lúcidas reflexões);
Clara Averbuck, blogueira da revista Carta Capital;
Mona Dorf, jornalista da Claque Editora.
Aproveite no player abaixo:
O encontro ocorreu durante o evento Social Media Week, que rolou semana passada em Sampa. Os debatedores foram :
José Luís Goldfarb, coordenador do Núcleo #REDEMIS do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), propositor da mesa;
Marcia Tiburi, professora de Filosofia da Universidade Mackenzie, que conheci no campus Higienópolis e a quem sigo no Twitter (tem lúcidas reflexões);
Clara Averbuck, blogueira da revista Carta Capital;
Mona Dorf, jornalista da Claque Editora.
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30.9.13
Blindagem que mina o jornalismo
Que os jogadores de futebol brasileiros raramente fogem do óbvio e do clichê nas entrevistas antes e depois das partidas já sabemos, até porque muitas das perguntas feitas a eles ficam naquele feijão com arroz que só serve para preencher uma lacuna nas transmissões mesmo.
Então, quando o jornalista tem a chance de entrevistar exclusivamente um jogador da elite nacional, com bagagem internacional no currículo, poderá enfim extrair informações e opiniões mais úteis, articuladas e que respondam ao que muitos de nós gostaríamos de saber sobre essa personalidade, correto?
Errado.
Vejam o trecho abaixo, de um release que recebi dias atrás, referente a uma entrevista de um atleta a uma publicação. Eliminei alguns nomes para preservar o anonimato das partes envolvidas:
A entrevista concedida ao jornalista XX, teve no mínimo um tom curioso, visto que antes mesmo de começar, a assessora do jogador advertiu o jornalista sobre as perguntas que ele não poderia fazer. Dinheiro não pode, insatisfação da torcida YY não pode, das ex ZZ e WW, não pode, às perguntas que sobraram, nem todas respondidas, foram teleguiadas por sua assessora que emitia sons mudos para “sim” e para “não”.
Você chamaria essa entrevista acima de jornalismo de verdade?
Então, quando o jornalista tem a chance de entrevistar exclusivamente um jogador da elite nacional, com bagagem internacional no currículo, poderá enfim extrair informações e opiniões mais úteis, articuladas e que respondam ao que muitos de nós gostaríamos de saber sobre essa personalidade, correto?
Errado.
Vejam o trecho abaixo, de um release que recebi dias atrás, referente a uma entrevista de um atleta a uma publicação. Eliminei alguns nomes para preservar o anonimato das partes envolvidas:
A entrevista concedida ao jornalista XX, teve no mínimo um tom curioso, visto que antes mesmo de começar, a assessora do jogador advertiu o jornalista sobre as perguntas que ele não poderia fazer. Dinheiro não pode, insatisfação da torcida YY não pode, das ex ZZ e WW, não pode, às perguntas que sobraram, nem todas respondidas, foram teleguiadas por sua assessora que emitia sons mudos para “sim” e para “não”.
Você chamaria essa entrevista acima de jornalismo de verdade?
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6.8.13
Celebrantes debutantes
Abençoar o casamento de entes mui queridos como padrinho já rende uma baita emoção. Some isso à responsabilidade privilegiada de conduzir a cerimônia, podendo imprimir sentimento ao discurso: uau!
Foi a especial experiência que Arika e eu tivemos semanas atrás, coministrando o casamento dos cunhados Letícia e David ao lado de Benoît et Anaïs, irmão e cunhada do noivo, respectivamente.
Superbe!
Minha amada falou melhor sobre o assunto, no Facebook. Quem se interessar, leia:
"Vocês querem ser os nossos celebrantes?"
Pensei tantos segundos antes de responder que eles até chegaram a achar que eu não queria. Senti foi muita honra de ter recebido aquele convite. Honra porque eu sabia o que aquele convite representava, dada a importância que tinha aquela cerimônia visto todo o carinho e cuidado tanto do Da quanto da Lê de escolher tudo a dedo. Ainda mais porque é uma lembrança eterna da benção da união do casal, sim, benção. Respeito a sua religião mas toda pessoa de bom e puro coração pode abençoar o que desejar. Dali em diante, começamos a esboçar o texto, alguns ajustes ali, outros aqui. Insights no meio da madrugada ligando o notebook debaixo da coberta pra não incomodar o sono do Bruno. Foco na elaboração do texto, de forma que ficasse emocionante, sério e não-didático como a Letícia havia pedido.
Difícil definir amor, família e amizade, você acaba encontrando os clichês até perceber que fica fácil escrever quando se vive intensamente todos esses setores, ainda mais quando é sobre um casal que você conhece tão de perto, uma escrita exclusiva. Dias antes do casamento, veio um nervosismo imenso, ansiedade e medo de chegar na hora "H" e não conseguir expressar nada daquilo que eu vinha escrevendo há meses, justamente por não ter experiência alguma com discursos. Sensação que não passou até o momento de enviar os textos para a gráfica.
Naquela manhã fatídica, a ficha caiu. Depois de meses pensando em preparar o texto, traduzir, ensaiar, combinar detalhes.... ERA A MINHA IRMÃ que ia casar dali a algumas horas com o melhor príncipe que poderia aparecer para ela. Como num filme, um flash com todos os momentos que havíamos passado juntas e conversado sobre aquela data mesmo sem saber se ela um dia aconteceria, vieram à minha mente. Ela é tão importante pra mim que eu morria de medo de ela se casar com um homem que fosse tirar de mim a minha melhor amiga (rs). Mas o David Chevrier é um irmão que eu ganhei, lindo, gentil, humilde, amigo! Foi muita emoção e lágrimas de felicidade nesse momento de concentração para a noite especial.
Meu nervosismo até contagiou o zíper do meu vestido que resolveu quebrar na data marcada. E em meio ao desespero apareceram muitos anjos para me ajudar, como num conto de fadas! Muito obrigada Geisa Moraes, Ramon Brandt, Lilian Ravanelli Pessa, Marjorie Azevedo Amaral Amaral, Márcia Vargas Soares, Márcia Padua!!
Fato é que deu tudo certo, mesmo com o nervosismo, mesmo sem o vestido inicial e o melhor é que vocês gostaram de tudo com o que pudemos contribuir! Espero que tenham conseguido sentir pelo menos um pouco de tudo o que eu pretendi transmitir.
Foi inesquecível, um dos melhores dias da minha vida para abençoar o primeiro dia da vida de vocês como um casal, marido e esposa. Sempre estarei por perto para celebrar cada momento e amparar quando necessário!
Muito obrigada pela oportunidade e confiança!
E muito obrigada Bruno Pessa, meu lindo amor, pela parceria de sempre!
AMO MUITO VOCÊS!!!
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| foto by Laly Sturaro |
Superbe!
Minha amada falou melhor sobre o assunto, no Facebook. Quem se interessar, leia:
"Vocês querem ser os nossos celebrantes?"
Pensei tantos segundos antes de responder que eles até chegaram a achar que eu não queria. Senti foi muita honra de ter recebido aquele convite. Honra porque eu sabia o que aquele convite representava, dada a importância que tinha aquela cerimônia visto todo o carinho e cuidado tanto do Da quanto da Lê de escolher tudo a dedo. Ainda mais porque é uma lembrança eterna da benção da união do casal, sim, benção. Respeito a sua religião mas toda pessoa de bom e puro coração pode abençoar o que desejar. Dali em diante, começamos a esboçar o texto, alguns ajustes ali, outros aqui. Insights no meio da madrugada ligando o notebook debaixo da coberta pra não incomodar o sono do Bruno. Foco na elaboração do texto, de forma que ficasse emocionante, sério e não-didático como a Letícia havia pedido.
Difícil definir amor, família e amizade, você acaba encontrando os clichês até perceber que fica fácil escrever quando se vive intensamente todos esses setores, ainda mais quando é sobre um casal que você conhece tão de perto, uma escrita exclusiva. Dias antes do casamento, veio um nervosismo imenso, ansiedade e medo de chegar na hora "H" e não conseguir expressar nada daquilo que eu vinha escrevendo há meses, justamente por não ter experiência alguma com discursos. Sensação que não passou até o momento de enviar os textos para a gráfica.
Naquela manhã fatídica, a ficha caiu. Depois de meses pensando em preparar o texto, traduzir, ensaiar, combinar detalhes.... ERA A MINHA IRMÃ que ia casar dali a algumas horas com o melhor príncipe que poderia aparecer para ela. Como num filme, um flash com todos os momentos que havíamos passado juntas e conversado sobre aquela data mesmo sem saber se ela um dia aconteceria, vieram à minha mente. Ela é tão importante pra mim que eu morria de medo de ela se casar com um homem que fosse tirar de mim a minha melhor amiga (rs). Mas o David Chevrier é um irmão que eu ganhei, lindo, gentil, humilde, amigo! Foi muita emoção e lágrimas de felicidade nesse momento de concentração para a noite especial.
Meu nervosismo até contagiou o zíper do meu vestido que resolveu quebrar na data marcada. E em meio ao desespero apareceram muitos anjos para me ajudar, como num conto de fadas! Muito obrigada Geisa Moraes, Ramon Brandt, Lilian Ravanelli Pessa, Marjorie Azevedo Amaral Amaral, Márcia Vargas Soares, Márcia Padua!!
Fato é que deu tudo certo, mesmo com o nervosismo, mesmo sem o vestido inicial e o melhor é que vocês gostaram de tudo com o que pudemos contribuir! Espero que tenham conseguido sentir pelo menos um pouco de tudo o que eu pretendi transmitir.
Foi inesquecível, um dos melhores dias da minha vida para abençoar o primeiro dia da vida de vocês como um casal, marido e esposa. Sempre estarei por perto para celebrar cada momento e amparar quando necessário!
Muito obrigada pela oportunidade e confiança!
E muito obrigada Bruno Pessa, meu lindo amor, pela parceria de sempre!
AMO MUITO VOCÊS!!!
26.7.13
Uma vez escrevi... sobre o Dia do Escritor
Ilustres, de vez em quando resgatarei textos produzidos há alguns anos (ou muitos... #ficandovelho), que ainda não publiquei (ou não me lembro, ou não tenho mais acesso), pois se conectam com assuntos que voltam a me ocorrer na cachola e também para arquivá-los com mais agilidade e segurança (tenho um arquivo de Word recheado de escritos, mas pen-drives, CDs e computadores estão mais suscetíveis a problemas que possam me levar a perder esses dados do que a imensa biblioteca da Web da qual este modesto bológue faz parte).
O primeiro dessa série "Uma vez escrevi" completou 10 anos ontem, no Dia do Escritor, e não apenas pela efeméride consagrada do número redondo, mas pela manutenção do meu pensamento sobre a questão, achei válido praticar a emersão abaixo. Vejam o que o então estudante de Jornalismo escreveu em uma mensagem de e-mail (a não lembro quem...) na época:
O primeiro dessa série "Uma vez escrevi" completou 10 anos ontem, no Dia do Escritor, e não apenas pela efeméride consagrada do número redondo, mas pela manutenção do meu pensamento sobre a questão, achei válido praticar a emersão abaixo. Vejam o que o então estudante de Jornalismo escreveu em uma mensagem de e-mail (a não lembro quem...) na época:
Por que parar na leitura?
(2003)
25 de julho,
dia do escritor. Logo cedo, alguém na TV cita a data e aconselha milhões
de brasileiros insistentemente: "leiam, não percam esse gosto e esse
costume, não deixem os livros encostados na estante!". Ótimo, a
leitura é o nosso pão da vida e criar bibliotecas em casa somente para a visita
da poeira não tem muita utilidade mesmo.
Muito propício o incentivo à
leitura voltado ao reconhecimento do escritor. Ampliando o
raciocínio, porém, pintou um cutucão: todos nós devemos ler assiduamente,
pois temos grandes nomes cujas obras se constituem em legados riquíssimos a
nossa formação, correto? Então, essa classe dotada de um privilégio
intelectual restrito a poucos merece mais respeito: são Escritores, melhor
dizendo. Nada contra, já que devemos muito a eles. A pergunta está
do lado de cá. A nós, meros mortais, caberia apenas consumir o
legado que vem "de cima"? O que fazer com o legado diário que
acumulamos em preciosos minutos de leitura? Se há
"Escritores", assim tratados por viverem das palavras, não podem
existir "escritores", pessoas comuns colhendo os frutos de sua
condição de leitores?
A transposição
do ler ao escrever, penso, está mais para o atravessar uma rua de mão
única do que o ir de Santos a Guarujá numa manhã de fim de semana de
verão. Depende mais de quem empunha uma caneta ou se debruça num teclado; os
conhecimentos são mais básicos do que muito se pensa. Lamento que se
ache que é preciso diploma superior ou se considere atividade exclusiva às
ciências humanas e aos comunicadores. Muitos dos "Escritores" nem
ensino médio tiveram. Alguém pode pensar: ah, mas eles são (ou foram)
"Eles", né... Superando mais um exemplo dessa
teimosia nacional que é a auto-subjugação, veremos que a simples
alfabetização, tão em voga no país que cada vez mais leva
crianças às escolas, pode ser nosso ponto de partida. A partir
do cotidiano, podemos ir além do que habitualmente se faz na escola e
compõe o contato interpessoal via correio ou internet, por exemplo. Resta agora
descobrirmos o que ganhamos com isso.
Vamos dar uma chegadinha até a Europa da
Idade Média pré-capitalista, que já via projetos de cidades em muitas
feiras livres. Se você planta apenas verduras, como
obtém grãos, cereais e outros alimentos? Vai à feira e
troca seu excedente pelo do vizinho que planta aquilo de que você precisa;
assim ocorreu até que alguém tivesse a idéia (não tão feliz, creio)
de estabelecer um valor de troca para as coisas, que aí se desvinculou do valor
de uso, e hoje vivemos com o dinheiro e o capitalismo, mas meu ponto central
ficou lá trás. Voltemos ao tema tentando visualizar os benefícios da troca para
os nela envolvidos: percebemos que todos ganham ao produzir algo que vai
ser aproveitado pelos demais graças à existência da troca em si.
O ato de escrever - com letra minúscula
(porque me refiro a nós), além de nos propiciar um conhecimento partilhado
sem que tenhamos de comprar livros, não se restringe ao "toma lá = dá
cá", nem pára na bondade cristã de contribuir de alguma forma com o
enriquecimento do próximo. Quando escrevemos, aperfeiçoamos nossas
reflexões de tal modo que nos conhecemos melhor, aprendendo algo novo
a cada busca de palavras na seqüência do texto. O prazer e as
descobertas se assemelham ao que a leitura proporciona, afinal a escrita
assenta-se sobre a materialização de várias coisas que você já leu algum
dia, se entendermos tudo que vivenciamos como componentes de nossa leitura
do mundo.
O maior estímulo está dado: começar a
escrever espontaneamente tende a se converter numa viagem tão saborosa
quanto embarcar no universo da leitura. Atualmente, é muito fácil dar asas à
escrita: esse e-mail já mostra um pouco do que a internet pode nos
proporcionar. Entretanto, somente a disposição de cada um pode fazer nossa
cultura avançar nesse âmbito. É batido afirmar novamente que temos de ter
a iniciativa, mas, se servir de constatação, um estudante de jornalismo pode
vos assegurar: raramente ele ouviu de alguém desde o ginásio até a
faculdade que, não bastando a leitura, precisava escrever. Hoje, não se
arrepende por ter ido além.
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28.6.13
FUI PRA RUA!!
A onda de manifestações me arrastou na terça-feira da semana passada, dia 18. Aproveitei um compromisso de trabalho entre a República e o Anhangabaú, que acabou no fim da tarde, para me juntar aos milhares que se concentraram diante da Prefeitura paulistana.
Inclusive depois vim a saber, durante a própria manifestação que acompanhei até a avenida Paulista, que o furgão branco da Record (foto acima) estacionado diante da Prefeitura acabou sendo incendiado, uma lástima! Eu, como jornalista de formação, poderia estar do lado do carro, trabalhando, se estivesse em outro emprego hoje....
Mas vamos em frente com a multidão pacífica que sabe se manifestar civilizadamente.
Diante do belo prédio do teatro, o pessoal parou a caminhada para se aglomerar, exibir cartazes, fotografar e ser fotografado, embalar palavras, gritos e bordões, e depois seguimos para a Praça da República, que contornamos pela Av. Ipiranga, rumo à Rua da Consolação. Lá, fomos até a Praça Roosevelt e paramos novamente, defronte ao Elevado Costa e Silva/Minhocão.
A massa parecia aumentar cada vez mais, mesmo sendo apenas um dos três grandes grupos que partiu da Praça da Sé, onde a concentração foi agendada para 17h. Do ponto central da cidade, um grupo seguiu para a Prefeitura, outro pegou a direção da Av. Brigadeiro Luís Antônio e um terceiro rumou para o Terminal Parque D. Pedro. O da Brigadeiro, onde estava minha amada esposa, também seguia para a Paulista, que dentro de minutos veria um povo ainda maior tomando conta de ruas, calçadas e canteiros!
A subida para a Paulista, do meu grupo, não foi um Movimento Uniforme (nem Uniformemente Acelerado - pausa para os #colegialfeelings); inclusive um grupelho chegou a gritar para a galera voltar rumo à Prefeitura, então muita gente hesitou por instantes.
Prevaleceu felizmente o bom senso, e tomamos a Paulista, que lindo mar comprido de gente! Passei algum stress quando o pessoal começou a dispersar, depois das 22h, e não encontrava a Arianne. Mas o sentimento de união por uma luta coletiva foi deveras recompensador, assim como o de exercer a Cidadania e moldar a História do país. Ainda mais ao sabermos que, no dia seguinte, o aumento das tarifas de ônibus e trens fora revogado! Vencemos essa!!
Não deu pra ficar muito ali porque infelizmente houve ignorância de alguns tentando invadir o prédio, ou depredá-lo, ou agredir os vigias locais, e aí todos nós da galera "mais sussa" ouvimos disparos de bomba e nos afastamos rumo ao Theatro Municipal.
Inclusive depois vim a saber, durante a própria manifestação que acompanhei até a avenida Paulista, que o furgão branco da Record (foto acima) estacionado diante da Prefeitura acabou sendo incendiado, uma lástima! Eu, como jornalista de formação, poderia estar do lado do carro, trabalhando, se estivesse em outro emprego hoje....
Mas vamos em frente com a multidão pacífica que sabe se manifestar civilizadamente.
Diante do belo prédio do teatro, o pessoal parou a caminhada para se aglomerar, exibir cartazes, fotografar e ser fotografado, embalar palavras, gritos e bordões, e depois seguimos para a Praça da República, que contornamos pela Av. Ipiranga, rumo à Rua da Consolação. Lá, fomos até a Praça Roosevelt e paramos novamente, defronte ao Elevado Costa e Silva/Minhocão.
A massa parecia aumentar cada vez mais, mesmo sendo apenas um dos três grandes grupos que partiu da Praça da Sé, onde a concentração foi agendada para 17h. Do ponto central da cidade, um grupo seguiu para a Prefeitura, outro pegou a direção da Av. Brigadeiro Luís Antônio e um terceiro rumou para o Terminal Parque D. Pedro. O da Brigadeiro, onde estava minha amada esposa, também seguia para a Paulista, que dentro de minutos veria um povo ainda maior tomando conta de ruas, calçadas e canteiros!
A subida para a Paulista, do meu grupo, não foi um Movimento Uniforme (nem Uniformemente Acelerado - pausa para os #colegialfeelings); inclusive um grupelho chegou a gritar para a galera voltar rumo à Prefeitura, então muita gente hesitou por instantes.
Prevaleceu felizmente o bom senso, e tomamos a Paulista, que lindo mar comprido de gente! Passei algum stress quando o pessoal começou a dispersar, depois das 22h, e não encontrava a Arianne. Mas o sentimento de união por uma luta coletiva foi deveras recompensador, assim como o de exercer a Cidadania e moldar a História do país. Ainda mais ao sabermos que, no dia seguinte, o aumento das tarifas de ônibus e trens fora revogado! Vencemos essa!!
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13.6.13
Julinha!
Julinha super peludinha com Ari, pré-tosa
Julinha super peladinha me seguindo, pós-tosa
Tava devendo aqui o registro da filha que adotei este ano, em janeiro. Na verdade, ganhei da esposa, a dona original que há acolheu, pela primeira vez, há 16 anos!
Embora essa idade seja praticamente a metade dos meus 31 recém-completos, se consideramos que a contagem etária dos cães requer a multiplicação dos anos vividos pelos humanos temos uma pretinha bem mais idosa do que o branquelo aqui.
Jully (ou Julie, ou, como acabei adotando, Julinha) foi uma das grandes novidades deste 2013 na nossa vida, em nova residência também!
Companheira serena, muito raramente late - mesmo quando passa dias sozinha! Só lhe causam alvoroço as necessidades básicas de comer e passear, quando esperadas e não atendidas logo. Adora ir pra cozinha, cheira o que acha pela frente, e se tem odor de carne por perto, fica na fissura...
Já não escuta nem enxerga de longe, ou com a acuidade de um cachorro jovem, então pouco liga para o que se passa a uma certa distância, inclusive se outro cão se aproxima, se um humano a elogia, essas interações. Gosta da liberdade, de ficar zanzando insanamente lá e cá, repetindo o itinerário dezenas de vezes até dar na telha de comer, beber água ou dormir. Curte brincar de tentar morder, de receber um xameguinho, e se vier acompanhado de um bifinho, melhor ainda!
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29.4.13
Imagem não é tudo
Outro dia, no busão, sentou-se do meu lado uma moça com uma bíblia de capa mais colorida e textual do que as convencionais, o que me chamou a atenção (palavras à vista sempre me atraem).
Minha espiada identificou poucas informações, mas entre elas estava o nome Silas Malafaia, dado que me fez alterar a impressão inicial sobre a garota. De uma certa admiração pela nobreza do livro portado, senti um quê de repulsa pela associação que realizei do pastor com expressões lastimáveis, como preconceito e intolerância com determinados grupos sociais.
Aí depois refleti e me fiz duas perguntas: alguém que abre uma bíblia necessariamente é digno de admiração só por isso? Todos os leitores de qualquer texto de Silas Malafaia merecem o mesmo tipo de consideração que nutro pelo líder religioso?
Resposta fácil e comum aos dois casos: não. O texto bíblico é carregado de simbolismos, metáforas, colocações que permitem mais de uma interpretação. Ensina o caminho do amor, mas se absorvido literal ou tortamente por um fruidor intolerante pode transformar o bom em mau semeador.
De mesma forma, suponho que um pastor de prestígio, ao se colocar como multiplicador dos ensinamentos divinos, deve ter, entre as dezenas de discursos direcionados ao pastorado, aqueles que estimulem suas ovelhas a praticar o bem e fazer a diferença positivamente entre os seus e na sociedade (sejam a maioria ou a minoria deles).
A primeira impressão e a imagem mais recorrente nem sempre dão conta do que a pessoa é, não é?
7.4.13
Dia do Jornalista (se é Feliz, já não dá pra garantir...)
Hoje se comemora o Dia do Jornalista, mas minha profissão não tem tido muito o que comemorar. Que se rala muito pra pouca valorização em troca não é novidade, o maior problema tem sido as crises financeiras enfrentadas por vários veículos de comunicação (sobretudo jornais impressos), provocando os temíveis passaralhos, que é como chamamos as demissões coletivas na imprensa.
E assim cada vez mais os jornalistas buscam as assessorias de imprensa, as comunicações corporativas, a produção de conteúdo customizado, todas essas formas de se praticar um jornalismo parcial, porque parece que o integral que renda o que precisamos para sobreviver está cada vez mais raro...
Mesmo não fazendo jornalismo integral já por algum tempo, nunca deixei de ser jornalista, faz parte da personalidade. A antena ligada e o interesse por consumir notícias não mudam nem diminuem, esteja eu trabalhando em redação ou longe dela.
Enquanto 90% dos fones de ouvido dos paulistanos em locais públicos devem ouvir música, via rádio ou arquivos de áudio, os meus estão quase sempre nos programas de notícias ou comentários. De manhã em uma emissora, na hora do almoço em outra, ao voltar do trabalho para casa numa terceira. Até a cabeça cansar de tanta informação. Aí faço pausa pro descanso e, ao despertar no dia seguinte, já é hora de ligar a antena...
E assim cada vez mais os jornalistas buscam as assessorias de imprensa, as comunicações corporativas, a produção de conteúdo customizado, todas essas formas de se praticar um jornalismo parcial, porque parece que o integral que renda o que precisamos para sobreviver está cada vez mais raro...
Mesmo não fazendo jornalismo integral já por algum tempo, nunca deixei de ser jornalista, faz parte da personalidade. A antena ligada e o interesse por consumir notícias não mudam nem diminuem, esteja eu trabalhando em redação ou longe dela.
Enquanto 90% dos fones de ouvido dos paulistanos em locais públicos devem ouvir música, via rádio ou arquivos de áudio, os meus estão quase sempre nos programas de notícias ou comentários. De manhã em uma emissora, na hora do almoço em outra, ao voltar do trabalho para casa numa terceira. Até a cabeça cansar de tanta informação. Aí faço pausa pro descanso e, ao despertar no dia seguinte, já é hora de ligar a antena...
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21.3.13
Li e recomendo - Canções para ninar adultos
Fui ao lançamento deste, ano passado! E não somente pelo exemplar autografado, mas principalmente pela leitura de cabo a rabo, fiquei muito feliz com o talento literário do meu bixo de Unesp-Bauru, Fred di Giácomo!
Se quiser ver outras notícias e referências sobre o livro, compiladas pelo autor, acesse o blog da obra.
Se quiser saber mais sobre autor, obra e como adquiri-la, acesse o site da Editora Patuá.
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10.3.13
Cobertura midiática policial distorce interesse público
O que as ocorrências policiais envolvendo Gil Rugai, o goleiro Bruno e Mizael Bispo têm a ver conosco? Se não somos parentes, vizinhos ou testemunhas dos eventos que se sucedem em cada caso, NADA!
Então porque os casos ganham manchetes, flashes de impacto e repórteres tarimbados deslocados pro acompanhamento in loco, gozando de status privilegiado no agenda-setting nacional?
Porque a nossa mídia sensacionalista se deixa seduzir pelo apelo à comoção das pessoas, sensibilizadas quando alguém é (brutalmente) assassinado, por exemplo. Um fato de interesse público zero, a princípio (por envolver entes particulares somente) é tão explorado e martelado por ela que a distorção nem se percebe: é crime, virou notícia; quanto mais bárbaro, mais "showrnalismo", parafraseando a clássica obra de José Arbex Jr.
Por que não concentrar atenção e esforços jornalísticos em crimes que lesem a sociedade, irregularidades que pesam no bolso de milhões de contribuintes, pautas que interfiram de alguma forma nas nossas vidas? Por que dá mais trabalho do que escancarar os dramas privados que viram B.O.s, dos quais parece que essa nossa imprensa não está disposta a prescindir porque índices de audiência valem mais do que audiências criticamente conscientizadas.
Imagem acima mostra manifestantes pedindo punição aos assassinos da menina Isabella Nardoni. Pessoas largaram suas vidas para se aglomerar em torno dos momentos decisivos, atraindo os olhos da mídia que acompanhava o caso e engrossando o "circo". Desprendimento solidário? Ou uma forma de alienação, de quem se deixa levar pela onda indignatória alimentada pelo sensacionalismo? Essas pessoas largariam suas vidas para protestar contra assassinos do patrimônio público, que não matam com crueldade e enterram com impacto midiático?
Então porque os casos ganham manchetes, flashes de impacto e repórteres tarimbados deslocados pro acompanhamento in loco, gozando de status privilegiado no agenda-setting nacional?
Porque a nossa mídia sensacionalista se deixa seduzir pelo apelo à comoção das pessoas, sensibilizadas quando alguém é (brutalmente) assassinado, por exemplo. Um fato de interesse público zero, a princípio (por envolver entes particulares somente) é tão explorado e martelado por ela que a distorção nem se percebe: é crime, virou notícia; quanto mais bárbaro, mais "showrnalismo", parafraseando a clássica obra de José Arbex Jr.
Por que não concentrar atenção e esforços jornalísticos em crimes que lesem a sociedade, irregularidades que pesam no bolso de milhões de contribuintes, pautas que interfiram de alguma forma nas nossas vidas? Por que dá mais trabalho do que escancarar os dramas privados que viram B.O.s, dos quais parece que essa nossa imprensa não está disposta a prescindir porque índices de audiência valem mais do que audiências criticamente conscientizadas.
Imagem acima mostra manifestantes pedindo punição aos assassinos da menina Isabella Nardoni. Pessoas largaram suas vidas para se aglomerar em torno dos momentos decisivos, atraindo os olhos da mídia que acompanhava o caso e engrossando o "circo". Desprendimento solidário? Ou uma forma de alienação, de quem se deixa levar pela onda indignatória alimentada pelo sensacionalismo? Essas pessoas largariam suas vidas para protestar contra assassinos do patrimônio público, que não matam com crueldade e enterram com impacto midiático?
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25.2.13
Como vai? >>> Tudo bem?
Não gosto de desperdício, e não só de comida. De palavras ditas também.
Implico com o que falamos e não faz sentido, mesmo cientes disso. Ou com o que não precisamos falar mas acaba saindo por convenções desnecessárias.
O "tudo bem?" é o melhor exemplo. Quantas vezes vc já o usou automaticamente, logo depois de um "oi/olá', na expectativa do interlocutor responder "tudo" mesmo que seja mentira, pq na realidade vc não quer saber como vão todos os aspectos da vida do destinatário/ouvinte, mas receia parecer mal educado se não perguntar?
Ora, se a pessoa não te é intima o suficiente pra abordar sua vida pessoal e naquele momento vc não deseja ou tem tempo pra entrar nesse tema, não pergunte! Não é falta de educação. Se acha rude partir da saudação inicial direto pro assunto que deseja tratar, seja educado no decorrer da mensagem, explique-a, apresente-se, diga "por favor", "obrigado" e tudo o mais que faz sentido nessas situações.
Ou se até tem alguma proximidade e interesse na situação do interlocutor, seja mais preciso e específico sobre o que quer saber (e ouvir). Diga, por exemplo: "Como vai?", "Quais as novas por aí?", "A filhinha vai bem?", "Sua mãe operou?", "E o Corinthians, hein?", etc...
Raciocinemos: pensando por alguns segundos sobre os principais aspectos da tua existência no momento, vc poderia assegurar de fato que está TUDO bem mesmo, quando inquirido(a) e automaticamente responde: "TUDO"?
Sei que to sendo chato sim, mas tem diferença sim e reitero: hipocrisia na comunicação interpessoal não!
Implico com o que falamos e não faz sentido, mesmo cientes disso. Ou com o que não precisamos falar mas acaba saindo por convenções desnecessárias.
O "tudo bem?" é o melhor exemplo. Quantas vezes vc já o usou automaticamente, logo depois de um "oi/olá', na expectativa do interlocutor responder "tudo" mesmo que seja mentira, pq na realidade vc não quer saber como vão todos os aspectos da vida do destinatário/ouvinte, mas receia parecer mal educado se não perguntar?
Ora, se a pessoa não te é intima o suficiente pra abordar sua vida pessoal e naquele momento vc não deseja ou tem tempo pra entrar nesse tema, não pergunte! Não é falta de educação. Se acha rude partir da saudação inicial direto pro assunto que deseja tratar, seja educado no decorrer da mensagem, explique-a, apresente-se, diga "por favor", "obrigado" e tudo o mais que faz sentido nessas situações.
Ou se até tem alguma proximidade e interesse na situação do interlocutor, seja mais preciso e específico sobre o que quer saber (e ouvir). Diga, por exemplo: "Como vai?", "Quais as novas por aí?", "A filhinha vai bem?", "Sua mãe operou?", "E o Corinthians, hein?", etc...
Raciocinemos: pensando por alguns segundos sobre os principais aspectos da tua existência no momento, vc poderia assegurar de fato que está TUDO bem mesmo, quando inquirido(a) e automaticamente responde: "TUDO"?
Sei que to sendo chato sim, mas tem diferença sim e reitero: hipocrisia na comunicação interpessoal não!
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19.2.13
Li e recomendo - "Filho especial, mãe excepcional"
Esta obra chegou a mim por mamãe, prima de uma das autoras, a mãe que se viu diante de uma missão duríssima mas não esmoreceu, amparada pelo amor materno, capaz de realizações difíceis de supor e dimensionar.
História real que se torna lição de vida, disponível por encomenda em algumas livrarias, como a Saraiva.
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7.2.13
Utopia proletária
Tô feliz com a minha, mas queria uma vida assim:
Vários dias nublados, frio ventando, chuva chata. Aí numa manhã o céu aparece limpo, sol reinando, quente (neste verão em SP isso não é anormal). É dia útil mas vc pensa:
"Hoje tá bom pra pegar praia, que saudade do mar!"
Então vc não faz o que teria de fazer naquele dia e vai pra praia.
Fim!
Vai me dizer que vc não queria??
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29.1.13
Sobre os Guarani Kaiowa
Recentemente, descobrimos pela internet a situação difícil dos índios da etnia Guarani Kaiowa, ameçados de despejo por ordem judicial no Mato Grosso do Sul.
Digo pela internet pois foram sites, blogs e sobretudo redes sociais os canais que propagaram um drama que virou causa para muita gente, a ponto de modificar seus nomes de usuários nas redes para "Fulano de Tal Guarani Kaiowa".
Será que era pra tudo isso, perguntei-me? Fui atrás de algumas referências e concluí que sim, a iniciativa se justificava. Ei-las:
> Da jornalista Eliane Brum, sobre o significado de incorporar o nome da etnia ao sobrenome, ouvindo alguns personagens, AQUI;
> Do jornalista Bob Fernandes, entrevista com o antrópologo Spensy Pimentel, que traz bastidores e atores relacionados ao tema, AQUI;
> Do professor Renzo Taddei, sobre ser índio, não-índio e "servir à sociedade", AQUI.
Observações e opiniões nos comentários são muito bem-vindas :)
Digo pela internet pois foram sites, blogs e sobretudo redes sociais os canais que propagaram um drama que virou causa para muita gente, a ponto de modificar seus nomes de usuários nas redes para "Fulano de Tal Guarani Kaiowa".
Será que era pra tudo isso, perguntei-me? Fui atrás de algumas referências e concluí que sim, a iniciativa se justificava. Ei-las:
> Da jornalista Eliane Brum, sobre o significado de incorporar o nome da etnia ao sobrenome, ouvindo alguns personagens, AQUI;
> Do jornalista Bob Fernandes, entrevista com o antrópologo Spensy Pimentel, que traz bastidores e atores relacionados ao tema, AQUI;
> Do professor Renzo Taddei, sobre ser índio, não-índio e "servir à sociedade", AQUI.
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23.1.13
ORIGEM DAS COISAS - A palavra "favela"
Excerto extraído de reportagem do site ControVérsia* sobre o Morro da Providência, no Rio de Janeiro, literalmente marcado pela aproximação da Copa e da Olimpíada na cidade:
"...O Morro da Providência, cujos primeiros barracos começaram a ser erguidos no final do século 19, é a primeira favela do Brasil. Localizada entre a Central do Brasil e a zona portuária, sua origem remete a uma das injustiças habitacionais da história da antiga capital do Brasil.
O governo federal não cumpriu sua promessa de dar moradia aos soldados que voltavam da Guerra de Canudos (1896-1897). A palavra favela, que agora se estende a todos os bairros pobres e superlotados do Brasil, teria surgido ali com os soldados que a identificavam com o nome de um morro onde ocorreram batalhas no interior do Estado da Bahia, que levava o nome de uma planta do lugar..."
"...O Morro da Providência, cujos primeiros barracos começaram a ser erguidos no final do século 19, é a primeira favela do Brasil. Localizada entre a Central do Brasil e a zona portuária, sua origem remete a uma das injustiças habitacionais da história da antiga capital do Brasil.
O governo federal não cumpriu sua promessa de dar moradia aos soldados que voltavam da Guerra de Canudos (1896-1897). A palavra favela, que agora se estende a todos os bairros pobres e superlotados do Brasil, teria surgido ali com os soldados que a identificavam com o nome de um morro onde ocorreram batalhas no interior do Estado da Bahia, que levava o nome de uma planta do lugar..."
Foto de Daniel Garcia Neto
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15.1.13
Lixo de (So) Ci (e) dade
Difícil ver cena mais desumana do que um ser humano catando restos no lixo para levá-los a boca instantes depois (não me refiro a quem revira o lixo atrás de metais e papelões para vender, é diferente).
Lixo faz mal à saúde, inda mais de quem mal a tem, lixo nos enoja. SP quase todo dia me enoja exibindo desumanidade, sendo um lixo de cidade.
Partilho da trágica constatação de Manuel Bandeira no poema "O bicho", publicado em 1948 (!):
“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
Lixo faz mal à saúde, inda mais de quem mal a tem, lixo nos enoja. SP quase todo dia me enoja exibindo desumanidade, sendo um lixo de cidade.
Partilho da trágica constatação de Manuel Bandeira no poema "O bicho", publicado em 1948 (!):
“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
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11.12.12
Moleque fora de série
Não tô inventando que Neymar é diferenciado. Uma revista futebolística de respeito (Placar) instituiu essa classificação dias atrás, concedendo o prêmio de hors concours (do francês, "fora de concurso") ao atacante dentro da sua tradicional premiação anual para os melhores do Campeonato Brasileiro, o troféu Bola de Prata. Mesmo que não o tivesse feito, o espectador minimamente atento ao futebol brasileiro nos últimos anos discordaria?
Como admirador da modalidade, e santista desde os idos das vacas magérrimas dos anos 1990, me permita a babação deste post, trazendo três dos mais impressionantes gols do moleque, todos na Vila "mais famosa do mundo" Belmiro.
> 2011, contra o Flamengo, prêmio Puskas (Fifa) de mais bonito do ano. Alguém já havia visto um drible como esse no Ronaldo Angelim (4)??
> 2012, contra o Internacional, candidato ao mesmo prêmio Puskas. Uma arrancada com a bola presa aos pés à la Lionel Messi.
> 2012, contra o Atlético-MG. Tem drible mais desconcertante do que fazer os adversários trombarem??
O que dizer destas pinturas, hã?
Como admirador da modalidade, e santista desde os idos das vacas magérrimas dos anos 1990, me permita a babação deste post, trazendo três dos mais impressionantes gols do moleque, todos na Vila "mais famosa do mundo" Belmiro.
> 2011, contra o Flamengo, prêmio Puskas (Fifa) de mais bonito do ano. Alguém já havia visto um drible como esse no Ronaldo Angelim (4)??
> 2012, contra o Internacional, candidato ao mesmo prêmio Puskas. Uma arrancada com a bola presa aos pés à la Lionel Messi.
> 2012, contra o Atlético-MG. Tem drible mais desconcertante do que fazer os adversários trombarem??
O que dizer destas pinturas, hã?
15.10.12
Li e recomendo - Biografias empresariais
Meses atrás li duas histórias jornalísticas de empreendedores interioranos.
Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):
Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):
Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):
Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):
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16.9.12
ABRE ASPAS - Jean-Paul Sartre
"O mais importante não é aquilo que fazem com você, mas o que você faz daquilo que fazem com você"
(encontrei essa citação do filósofo existencialista francês na introdução do livro "Para entender - A violência no futebol", de Mauricio Murad, editora Benvirá. Na última Bienal do Livro de SP peguei um caderninho com a introdução da obra, que ainda não tive chance de ler mas espero que consiga em breve!)
(encontrei essa citação do filósofo existencialista francês na introdução do livro "Para entender - A violência no futebol", de Mauricio Murad, editora Benvirá. Na última Bienal do Livro de SP peguei um caderninho com a introdução da obra, que ainda não tive chance de ler mas espero que consiga em breve!)
5.8.12
Fotos: Playground nas alturas
Um olhar da janela do apê.
SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...
SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...
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3.6.12
30 e contando!
Não teve jeito, 30 anos. Mas não tem desânimo pra quem tem saúde e é amado, pois com essas bênçãos o futuro é pra lá de animador com as possibilidades que se apresentam, e cada ano passa numa boa, sem neuras e sentimentos depressivos...
Em vez de contarmos o que já passou e não volta mais, nos animemos com o que pode ter de positivo no passar dos anos: estou cada vez mais perto de andar de ônibus de graça, ter preferência em filas de atendimentos, vagas reservadas em estacionamentos, ganhar netinhos pra curtir, etc etc...
Bruno Pessa agradece a todos os parabéns recebidos, nos mais variados canais, e especialmente pelo presente que Arianne Pessa representa na sua vida!
Em vez de contarmos o que já passou e não volta mais, nos animemos com o que pode ter de positivo no passar dos anos: estou cada vez mais perto de andar de ônibus de graça, ter preferência em filas de atendimentos, vagas reservadas em estacionamentos, ganhar netinhos pra curtir, etc etc...
Bruno Pessa agradece a todos os parabéns recebidos, nos mais variados canais, e especialmente pelo presente que Arianne Pessa representa na sua vida!
19.4.12
Li e recomendo - Os sonhos não envelhecem
Saborosas histórias de uma rica época, formada por gente de inteligência, sensibilidade e desprendimento raros no meio cultural de hoje. O nascimento de uma geração musical de talento apurados, capitaneada por Milton Nascimento e apelidada de "Clube da Esquina".
Encanta porque apenas percorre Nascimento para se aprofundar em Bituca, o homem por trás da imagem que a mídia exibe. Vale dimai da conta, como se diz no interior de Minas Gerais, viajar nesse testemunho de Márcio Borges e curtir seus preciosos momentos. (mais sobre o livro)
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10.3.12
6.3.12
PARA GUARDAR!
A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:
A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:
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26.1.12
19.1.12
I DID IT MY WAY!
Assessor de imprensa da área de educação que ao sair caminhando da universidade caminha 40 minutos na volta pra casa, comendo frutas no caminho, rindo sozinho do programa descontraído de futebol no rádio do celular, no caminho, desviando das poças, obstáculos e esparramados que aparecem no caminho... Como eu caminho!
Assessor de imprensa da área de educação que ao sair caminhando da universidade caminha 40 minutos na volta pra casa, comendo frutas no caminho, rindo sozinho do programa descontraído de futebol no rádio do celular, no caminho, desviando das poças, obstáculos e esparramados que aparecem no caminho... Como eu caminho!
19.12.11

BARCELONA 4, SANTOS 0, FUTEBOL 10
Como santista, eu podia querer distância dos meios de comunicação um dia depois do "massacre de Yokohama". Mas fiquei atrás de cada manchete, cada chamada, cada comentário, cada análise.
Porque não foi um banho de água fria qualquer que acontece de vez em quando no futebol. Foi emblemático, visível até pra quem pouco acompanha o esporte, gritando que há um jeito diferente e especial de vencer dando espetáculo.
Extrapolam lições, aprendizados, conclusões ou mesmo teses. E como antes de ser santista eu sou admirador de futebol, não quero ignorar o que se tem falado do Barça, de como jogar tal qual o Barça, dos adversários do Barça, de como tentar parar o Barça...
Quem gosta mesmo desse esporte apaixonante acaba como eu, seduzido por uma equipe (e-qui-pe) que vence colocando o talento a serviço do jogo coletivo, afinal se trata justamente de uma modalidade coletiva na qual ninguém ganha ou perde sozinho.
Viva o Barcelona mas, principalmente e felizmente pra nós aficcionados, viva o futebol!
(PS: Quando o Santos de 2010 também ganhou encantando a quem o via jogar, postei a respeito na mesma linha de que o maior beneficiado era o futebol, graças a Deus)
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7.12.11
FACEBOOK + TWITTER >> BLOG
É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.
Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.
Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!
É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.
Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.
Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!
12.10.11
DESVENDADO NO BALCÃO
Ainda revelo fotos. Não na mesma quantidade que as câmeras digitais me fornecem, mas não abro mão de ter em papel as mais significativas. Significa sim, pra mim, não ter que apertar botões e clicar em telas para apreciar os grandes momentos da vida.
Por ter comprado uma câmera recentemente, a loja me presenteou com 120 fotografias a serem reveladas gratuitamente, necessariamente em 6 pacotes mensais com 20 cada um. Ótimo, economizo um gasto que teria mesmo, porque geralmente espero o ano acabar, seleciono as principais do período e revelo.
Cheguei à loja com as primeiras 20 fotos separadas, a fim de começar a gozar meu bônus. A atendente pegou o pen-drive e o acoplou num computador no balcão, entre ela e eu. Arquivos PESSOAIS são coisas que você prefere que pessoas estranhas não vejam (dizem respeito apenas à sua PESSOA), então nessas ocasiões eu torço pra(o) atendente fazer o serviço logo e me devolver o pen. Sendo fotos, o desejo de privacidade é ainda maior por motivos lógicos, independentemente dos micos passíveis de descobrimento em parte delas.
Falei pra moça qual era a pasta, ela abriu as imagens, tudo funcionou, legal. Até ela dizer que ia editar tamanho e resolução de cada uma das 20 fotos. Então tá... Por mais que eu me sentisse demasiadamente invadido em minha privacidade visual, fazia todo sentido que a atendente fizesse o serviço correto pra que eu tivesse um produto final de qualidade. Óbvio. Mas o incômodo tomou conta de mim mesmo assim, porque nem os mais próximos tinham visto todos os principais flashes da minha vida em 2010, e agora a fulana de tal da loja de fotografia analisava cada uma delas com lentes acuradas!
Aquela foto com os chefes que meus pais não conhecem, a atendente viu. Aquela viagem com a esposa, em paisagens que não mostramos a ninguém, ela conheceu. A reunião entre amigos, a torcida no futebol e outros momentos com os mais chegados, a fulana sabe. O parabéns com a família, a praia com a família, fim de ano com a família, esses eventos só pra família, sabe? Ela também.
Vida revelada que segue, até o próximo cliente ocupar a memória da atendente com seus flashes, devolvendo à minha privacidade os meus...
8.9.11
MEU NOVO CLUBE
Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).
Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.
Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...
Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).
Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.
Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...
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8.8.11
REABASTECIMENTO ESPIRITUAL
Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.
Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.
Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.
Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.
Quem se interessar, me peça uma revista mensal ou os endereços das sedes espalhadas pelo mundo afora pra fazer uma visita. Se estiver perto, pode me pedir para receber a luz pela imposição da mão, algo que posso fazer por ter me preparado para tal. Será um grande prazer!
Bruno Pessa é kamikumite desde julho de 2009
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4.7.11
16.6.11
Gosto pacas deste texto-desabafo, produzido sobre o "ter que trabalhar" após dias e dias no busão a caminho do... trabalho! Resulta de uma reflexão que me parece definitiva, gritando em mim por mais depressiva que pareça. Me diga o que acha, pode ser?
**
DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO
Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.
Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.
Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.
Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.
Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.
Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.
Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.
Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?
Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?
A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.
Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?
A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?
Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?
Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.
Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?
Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.
Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...
(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)
**
DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO
Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.
Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.
Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.
Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.
Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.
Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.
Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.
Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?
Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?
A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.
Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?
A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?
Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?
Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.
Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?
Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.
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(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)
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11.6.11
Concluída a entrega da versão final da capa dura da dissertação em azul royal e letras douradas (refinado, o negócio...), eis os agradecimentos que constaram no trabalho e merecem que se tornem públicos. Obrigado...
A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.
A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.
Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.
À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.
Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material
A Arianne Pessa, mais do que companheira.
A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.
A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.
A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.
A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.
Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.
À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.
Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material
A Arianne Pessa, mais do que companheira.
A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.
A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.
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24.5.11
Meu texto abaixo foi publicado no interessantíssimo 3Meia5, blog que vale a visita e sobretudo a colaboração...
1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!
É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.
Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...
Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.
Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.
Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.
Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...
_____________________________________________________________
Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...
1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!
É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.
Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...
Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.
Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.
Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.
Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...
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Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...
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20.4.11
31.3.11
Li e recomendo: O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion
Relatos, lembranças, reflexões e divagações de uma escritora no período de um ano depois da morte do marido, também escritor, após mais de 40 anos de casamento. Triste, claro, mas muito revelador do impacto da perda de um ente querido por um ser humano. Para quem leva esse fator em conta, quando lançado no Brasil, em 2006, o livro chegou a ocupar o topo do ranking de livros de não-ficção mais vendidos do país.
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recomendação
26.3.11
16.3.11
#DISSERTACAOFEELINGS Já devo ter dito por aqui do peso enorme que representava a conciliação da vida laboral no jornalismo esportivo (onde dias da semana = 25% dos fins de semana = 50% dos feriados, às vezes consecutivos) com um curso de mestrado. Pois desde a virada de fevereiro para março estou sensivelmente mais leve: acabei, imprimi, copiei e "depositei" a dissertação na universidade. A mente e o corpo agradecem! A propósito, a defesa será em 19/4 lá na Metô. O goleiro aqui conta com sua torcida!
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12.3.11
CHECK-UP: NUNCA É CEDO...Tempos atrás, passar por uma bateria de exames periódicos para ver se a saúde estava OK era algo para senhores e senhoras na casa dos 50 anos em diante. Mais recentemente, virou prática comum já a partir dos 40. Hoje em dia (mais precisamente em janeiro), este que escreve, perto da casa dos 30, fez seu primeiro check-up de uma série que, prometo, deve ser periódica - anual para exame de sangue e bienal para os demais (ecocardiograma, eletrocardiograma, ultrassom...).
Não que eu me adoecesse de forma preocupante, pois continuo sendo um poço de saúde - porque não descuido de descanso e alimentação, sobretudo. Mas nunca custa prevenir, ainda mais vivendo em uma cidade onde o estresse é parte do dia a dia. Aliás, sempre se deve prevenir quando o assunto é saúde. Vê se não deixa de se checar pra muito tarde!
25.1.11
NIVER DA VÉIA
Cá estou em mais um aniversário de São Paulo (a quem eu gosto de me referir como "Ah, Pablito!"), 457 recém-passados. Gostaria de me juntar aos que a louvam, mas não consigo. Mesmo assim, indico e reproduzo abaixo o texto da jornalista e paulistana Marli Gonçalves sobre a efeméride deste 25 de janeiro. Mas não deixo de colocar abaixo, também, o que eu respondi a ela, por email, quando recebi e li seu relato.
São Paulo, Ailoviiú (por Marli Gonçalves)
"Peço desculpas de antemão. Terá de ser um pouco maior, tão grande quanto a cidade que homenageia. Feche os olhos. Imagine São Paulo. Vou tentar narrá-la. Ou descrevê-la como fazíamos em nossa infância, na frente de desenhos importados e mal impressos. Aqui está tudo em nossa própria carne. Impressões digitais e na íris, nome de uma flor que você vê, andando por ela.
Vejo coisas malucas que só por aqui. Vi uma fila de motoboys, pizzas na mão, em frente a um prédio só, em dia de chuva. Vejo policiais de bicicleta, de moto, de viaturas, de helicópteros. E descalços, ao mesmo tempo, com seus salários de fome. Uma fome que alimenta a violência. Vejo até guardas florestais com imponentes Lands Rover. São Paulo tem áreas florestais, sabia?
Na chuva, enchentes. Na seca, narizes sangrando e muito coff-coff-coff. O asfalto queima as patinhas dos cães, muitos, vira-latas ou de madames, mas aqui algumas delas põem sapatinhos em seus bichinhos. Cavalos puxam homens e carroças. Carroças são puxadas por homens e cavalos. Às vezes homens puxam cavalos e carroças. Algumas, apenas o cavalo solto nas estradas, perigo da noite.
Gente que tem muito. E gente que não tem nada. Nem a perder. Nada. E achados e perdidos, que essa cidade tem.
Tem trânsito, tem calmaria (mas só quando a deixam, fugidos, nos feriados). Tem flores de todos os tipos, árvores coloridas. Mas você precisa olhar para elas. Os ipês, mancas, quaresmeiras, as azáleas, os lírios e as palmas. As íris, quase violetas.
Aqui já vi, vejo e verei mendigos poliglotas. Loucas elegantes que fazem uso à sua moda do que ganham, acham nas latas, caçambas da vida. Nas caçambas dos Jardins acha-se de tudo: estolas, quadros, móveis. Eu já vi e catei. Brinquedos. Não entendo por que quem joga não é capaz de juntá-los para oferecer e ganhar na troca o olhar lindo de uma criança. É São Paulo.
Já vi até dentro de carrinhos de bebê. Aqui tem gente que anda nas ruas com cães, gatos, papagaios, cacatuas, e até porcos e coelhos. Minha mãe teve dois galos. Que cantavam nos Jardins.
Ah, barulho tem toda hora. Agora. De noite e de dia. Psiu? Cadê você, Psiu? Sempre em construção. Ou carros e motos acelerando. Ônibus lotados subindo ladeiras, que aqui têm muitas. E os bêbados da noite, em carros de todo o tipo. Ou nas calçadas. Mas as bêbadas são piores, com suas vozes finas, gritantes e lamuriantes.
Nos céus, aviões, jatinhos e helicópteros. Quase Jetsons, não fossem os balões pipocantes que de vez em quando um ser irresponsável solta por aí. Uóóóómmm. As sirenas das ambulâncias, dos policiais, dos bombeiros, do resgate. E dos idiotas que agora inventaram e usam uma corneta com esse som.
São Paulo: seus parques e praças são poucos. Suas áreas de risco, muitas. Sua periferia, cinza. Suas favelas, até isso, sem graça, sem samba, sem cor.
Mas aqui tem para todo o mundo. Para ateus, agnósticos e etcs. E todas as religiões. Dos rabichos dos Hare Khrishnas, aos dreads dos rastas. Os cachinhos dos judeus ortodoxos, com seus chapelões de pelo. As sandálias dos franciscanos. Os pesados hábitos das carmelitas. O moderno dos Padres Rossi e amigos. As saias "colunas" das evangélicas tradicionais e os terninhos dos pastores. As cabeças cobertas das muçulmanas. Centros de cabala, Kaballah, centros de espiritismo. Mesa branca, umbanda, candomblé, magias de todo o tipo. Até feiras de cartomantes há! Aqui até fachada de templo evangélico gigante parece fachada de centro gay, toda em arco-íris. Verdade!
Ciganas lêem suas mãos. Malabaristas passam bolas de cristal pelos braços. Comem fogo e espadas. Jogam Três Marias para cima. Os meninos pobres tentam fazer o mesmo. Ou pegam rodinhos e paninhos sujos para limpar o seu pára-brisa.
Aqui em São Paulo tem rua de tudo. De madeira, noivas, móveis, decoração, roupas, panelas, ferragens de porta, de equipamentos musicais. Agora há também ruas, muitas, tomadas por hordas de viciados em crack. E os nomes das suas ruas, São Paulo, nem conto! Queria morar na Rua das Estrelas Fugazes, se houver.
A noite de São Paulo pode ser paga. Ou gratuita, se for só para olhar. Suas manhãs são agitadas. Tem quem vem de longe. Tem quem vá para longe. Ida e volta. Diariamente.
Agora, mas só agora - não acontecia isso antes, acredite - vemos gente de shorts e chinelos nas ruas. Mas ainda não vemos as mulheres de biquíni nas praças que tem quem queira, não queira, não goste. Não possa. Ah! As avenidas são como rios cortantes para se transpor. Às vezes a nado. Rezando, os pedestres. Represas, rios e riachos. Córregos borbulhantes e vazantes. Efervescentes, na cidade, tais quais toda sua gente: contorcionistas, voyeurs e exibicionistas, antropofágicos, simpatizantes até de tudo muito aquilo para o lado direito.
A arte está nas ruas, em grafites, adesivos, carimbos. Em cada um por todos. Todos por um. Além de igrejas, templos e bibocas, há restaurantes para todos os gostos e nacionalidades, desejos, gostos, bolsos. Agora até em motos nas ruas, comida. Em São Paulo, cachorro-frito já acharam, com gato no churrasco, cavalos no aperitivo. Aqui se vende bem caro até espuma, novidade gastronômica. Chame diferente: iogurte vira frozen; molhos viram nomes extraordinários.
São Paulo fala todas as línguas, sotaques, dialetos, gírias. Com r, s, ou estalados nos dentes, no céu da boca. O rrrrr comprido dos caipiras, que aqui habitam e mantêm o clima, o charme do sotaque, "sutaque", uai, tchê, guri, guria, painho, mainha. Óxente, cabra da peste!
24 horas aqui tem pães, sexo, sex-shop, pet-shop, materiais de construção, mercados até hiper, massas e carnes, sopas e álcool, nos postos, convenientes, junto com a gasolina. São Paulo, frenética, violenta, caridosa, e ruidosa. Esburacada e recapeada. Antiga e antigamente, caindo aos pedaços, indo ao chão e erguendo-se, do nada, inteligentes e inacessíveis. Arranha o céu!
Além de especialidades médicas, doenças e males estranhos. Antenas, muitas. E antenados. Interferências, todas, e gente desplugada, perdida, michêse michados. Apagões aqui e ali. Até de inteligência. Rua que é estrada, avenida que é rua.
Aqui tem festa suingueira, festa fechada, festa aberta. Fetiches, Sado e Masô. E ainda os sertanejos dos fuscas tunados. Há os meninos e as meninas, em seus clubes dos bolinhas e luluzinhas. No Arouche tem footing gay nas tardes de domingo. Na Augusta em que nasci e vivi, tem todo dia, toda hora. Augusta dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, dos cem em diante. 120 por hora.
São Paulo: sua bandeira e a do Brasil tremulam orgulhosas. Você é preta, vermelha, branca. E verde e amarela. Aqui se vê de tudo e se faz muito pouco do que dá. Cada vila, bairro, uma cidade, uma ciranda. Milhões de histórias para contar. Feliz Aniversário, minha véia!"
Respondi assim para ela:
Ótimo texto, muito bem escrito. Mas continuo achando SP inviável e com um futuro desanimador. Não cabe mais tanta gente e carros, e mesmo assim seguem crescendo as pessoas e os automóveis da cidade que não pode parar, mas para cada vez mais. Sem falar das pequenas e grandes desgraças que qualquer chuva normal de verão traz...
Agora te pergunto: né não?
Cá estou em mais um aniversário de São Paulo (a quem eu gosto de me referir como "Ah, Pablito!"), 457 recém-passados. Gostaria de me juntar aos que a louvam, mas não consigo. Mesmo assim, indico e reproduzo abaixo o texto da jornalista e paulistana Marli Gonçalves sobre a efeméride deste 25 de janeiro. Mas não deixo de colocar abaixo, também, o que eu respondi a ela, por email, quando recebi e li seu relato.
São Paulo, Ailoviiú (por Marli Gonçalves)
"Peço desculpas de antemão. Terá de ser um pouco maior, tão grande quanto a cidade que homenageia. Feche os olhos. Imagine São Paulo. Vou tentar narrá-la. Ou descrevê-la como fazíamos em nossa infância, na frente de desenhos importados e mal impressos. Aqui está tudo em nossa própria carne. Impressões digitais e na íris, nome de uma flor que você vê, andando por ela.
Vejo coisas malucas que só por aqui. Vi uma fila de motoboys, pizzas na mão, em frente a um prédio só, em dia de chuva. Vejo policiais de bicicleta, de moto, de viaturas, de helicópteros. E descalços, ao mesmo tempo, com seus salários de fome. Uma fome que alimenta a violência. Vejo até guardas florestais com imponentes Lands Rover. São Paulo tem áreas florestais, sabia?
Na chuva, enchentes. Na seca, narizes sangrando e muito coff-coff-coff. O asfalto queima as patinhas dos cães, muitos, vira-latas ou de madames, mas aqui algumas delas põem sapatinhos em seus bichinhos. Cavalos puxam homens e carroças. Carroças são puxadas por homens e cavalos. Às vezes homens puxam cavalos e carroças. Algumas, apenas o cavalo solto nas estradas, perigo da noite.
Gente que tem muito. E gente que não tem nada. Nem a perder. Nada. E achados e perdidos, que essa cidade tem.
Tem trânsito, tem calmaria (mas só quando a deixam, fugidos, nos feriados). Tem flores de todos os tipos, árvores coloridas. Mas você precisa olhar para elas. Os ipês, mancas, quaresmeiras, as azáleas, os lírios e as palmas. As íris, quase violetas.
Aqui já vi, vejo e verei mendigos poliglotas. Loucas elegantes que fazem uso à sua moda do que ganham, acham nas latas, caçambas da vida. Nas caçambas dos Jardins acha-se de tudo: estolas, quadros, móveis. Eu já vi e catei. Brinquedos. Não entendo por que quem joga não é capaz de juntá-los para oferecer e ganhar na troca o olhar lindo de uma criança. É São Paulo.
Já vi até dentro de carrinhos de bebê. Aqui tem gente que anda nas ruas com cães, gatos, papagaios, cacatuas, e até porcos e coelhos. Minha mãe teve dois galos. Que cantavam nos Jardins.
Ah, barulho tem toda hora. Agora. De noite e de dia. Psiu? Cadê você, Psiu? Sempre em construção. Ou carros e motos acelerando. Ônibus lotados subindo ladeiras, que aqui têm muitas. E os bêbados da noite, em carros de todo o tipo. Ou nas calçadas. Mas as bêbadas são piores, com suas vozes finas, gritantes e lamuriantes.
Nos céus, aviões, jatinhos e helicópteros. Quase Jetsons, não fossem os balões pipocantes que de vez em quando um ser irresponsável solta por aí. Uóóóómmm. As sirenas das ambulâncias, dos policiais, dos bombeiros, do resgate. E dos idiotas que agora inventaram e usam uma corneta com esse som.
São Paulo: seus parques e praças são poucos. Suas áreas de risco, muitas. Sua periferia, cinza. Suas favelas, até isso, sem graça, sem samba, sem cor.
Mas aqui tem para todo o mundo. Para ateus, agnósticos e etcs. E todas as religiões. Dos rabichos dos Hare Khrishnas, aos dreads dos rastas. Os cachinhos dos judeus ortodoxos, com seus chapelões de pelo. As sandálias dos franciscanos. Os pesados hábitos das carmelitas. O moderno dos Padres Rossi e amigos. As saias "colunas" das evangélicas tradicionais e os terninhos dos pastores. As cabeças cobertas das muçulmanas. Centros de cabala, Kaballah, centros de espiritismo. Mesa branca, umbanda, candomblé, magias de todo o tipo. Até feiras de cartomantes há! Aqui até fachada de templo evangélico gigante parece fachada de centro gay, toda em arco-íris. Verdade!
Ciganas lêem suas mãos. Malabaristas passam bolas de cristal pelos braços. Comem fogo e espadas. Jogam Três Marias para cima. Os meninos pobres tentam fazer o mesmo. Ou pegam rodinhos e paninhos sujos para limpar o seu pára-brisa.
Aqui em São Paulo tem rua de tudo. De madeira, noivas, móveis, decoração, roupas, panelas, ferragens de porta, de equipamentos musicais. Agora há também ruas, muitas, tomadas por hordas de viciados em crack. E os nomes das suas ruas, São Paulo, nem conto! Queria morar na Rua das Estrelas Fugazes, se houver.
A noite de São Paulo pode ser paga. Ou gratuita, se for só para olhar. Suas manhãs são agitadas. Tem quem vem de longe. Tem quem vá para longe. Ida e volta. Diariamente.
Agora, mas só agora - não acontecia isso antes, acredite - vemos gente de shorts e chinelos nas ruas. Mas ainda não vemos as mulheres de biquíni nas praças que tem quem queira, não queira, não goste. Não possa. Ah! As avenidas são como rios cortantes para se transpor. Às vezes a nado. Rezando, os pedestres. Represas, rios e riachos. Córregos borbulhantes e vazantes. Efervescentes, na cidade, tais quais toda sua gente: contorcionistas, voyeurs e exibicionistas, antropofágicos, simpatizantes até de tudo muito aquilo para o lado direito.
A arte está nas ruas, em grafites, adesivos, carimbos. Em cada um por todos. Todos por um. Além de igrejas, templos e bibocas, há restaurantes para todos os gostos e nacionalidades, desejos, gostos, bolsos. Agora até em motos nas ruas, comida. Em São Paulo, cachorro-frito já acharam, com gato no churrasco, cavalos no aperitivo. Aqui se vende bem caro até espuma, novidade gastronômica. Chame diferente: iogurte vira frozen; molhos viram nomes extraordinários.
São Paulo fala todas as línguas, sotaques, dialetos, gírias. Com r, s, ou estalados nos dentes, no céu da boca. O rrrrr comprido dos caipiras, que aqui habitam e mantêm o clima, o charme do sotaque, "sutaque", uai, tchê, guri, guria, painho, mainha. Óxente, cabra da peste!
24 horas aqui tem pães, sexo, sex-shop, pet-shop, materiais de construção, mercados até hiper, massas e carnes, sopas e álcool, nos postos, convenientes, junto com a gasolina. São Paulo, frenética, violenta, caridosa, e ruidosa. Esburacada e recapeada. Antiga e antigamente, caindo aos pedaços, indo ao chão e erguendo-se, do nada, inteligentes e inacessíveis. Arranha o céu!
Além de especialidades médicas, doenças e males estranhos. Antenas, muitas. E antenados. Interferências, todas, e gente desplugada, perdida, michêse michados. Apagões aqui e ali. Até de inteligência. Rua que é estrada, avenida que é rua.
Aqui tem festa suingueira, festa fechada, festa aberta. Fetiches, Sado e Masô. E ainda os sertanejos dos fuscas tunados. Há os meninos e as meninas, em seus clubes dos bolinhas e luluzinhas. No Arouche tem footing gay nas tardes de domingo. Na Augusta em que nasci e vivi, tem todo dia, toda hora. Augusta dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, dos cem em diante. 120 por hora.
São Paulo: sua bandeira e a do Brasil tremulam orgulhosas. Você é preta, vermelha, branca. E verde e amarela. Aqui se vê de tudo e se faz muito pouco do que dá. Cada vila, bairro, uma cidade, uma ciranda. Milhões de histórias para contar. Feliz Aniversário, minha véia!"
Respondi assim para ela:
Ótimo texto, muito bem escrito. Mas continuo achando SP inviável e com um futuro desanimador. Não cabe mais tanta gente e carros, e mesmo assim seguem crescendo as pessoas e os automóveis da cidade que não pode parar, mas para cada vez mais. Sem falar das pequenas e grandes desgraças que qualquer chuva normal de verão traz...
Agora te pergunto: né não?
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