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15.12.15

Túnel do tempo: Com os Anjos de Prata em livro

No dia 3 de dezembro último, passei em frente à Pizzaria Ráscal, na esquina da Alameda Santos com a Joaquim Eugênio. Não foi premeditado, mas totalmente circunstancial - não é meu caminho cotidiano nem entrei no local para o que quer que fosse.

Me lembrei então da única vez em que estive lá, no jantar de lançamento da única coletânea dos Anjos de Prata de que participei. Inspirados pelo escritor Mário Prata, os Anjos eram um grupo de escritores amadores que abasteciam um site com textos que sempre tinham de se relacionar com um tema comum a todos. Um desafio muito saboroso!

E qual foi a data daquele dia especial, quando achei o máximo encontrar cubos de gelo pra regar no mictório do banheiro da pizzaria? Também um 3 de dezembro! De 2005, antes de eu virar paulistano.

Abaixo a única foto que guardo da ocasião, com o capitão do grupo, Beto Muniz, e Mariazinha Cremasco, que também entrou pra coletânea.

Foto da foto: Beto Muniz, Mariazinha Cremasco e eu, em 03/12/05
Há 10 anos, direto do túnel do tempo!

11.11.15

Pesquisa da dissertação rende artigo em livro





Minha orientadora do mestrado na Universidade Metodista de São Paulo, Dra. Cicília Peruzzo, organizou uma coletânea de artigos sobre pesquisas que orientou durante 10 anos de COMUNI (Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local). Lançada recentemente, chama-se "Comunicação Popular, Comunitária e Alternativa no Brasil - Sinais de Resistência e de Construção da Cidadania".

Minha pesquisa da dissertação, intitulada "Jornalismo Literário a serviço da Imprensa Alternativa", compõe a obra, de 736 páginas (conforme destaque no print abaixo). Editado pela Metodista, o livro foi coorganizado por Maria Alice Campagnoli Otre, outra orientanda de Cicília e hoje também doutora.



Não é o primeiro livro de coletânea do qual participo. Após minha outra pós, a especialização em Jornalismo Literário, tive uma grande-reportagem publicada em "Jornalistas Literários: Narrativas da vida real por novos autores brasileiros" (leia clicando aqui), da Editora Summus, de 2007.

E por fim, foram três incursões literárias que também me puseram em coletâneas: um dos "Contos de Caminhoneiros" (Mercedes-Benz, 2008), um dos "Contos Natalinos" (Atlas, 2006) e um texto na "Sexta Antologia dos Anjos de Prata" (Linear B, 2005).

É sempre um prazer! Quem me dera poder viver como escritor...

17.4.14

Gabo morreu :(

Triste, embora não surpreendente o falecimento do escritor colombiano Gabriel García Márquez hoje. Aos 87 anos, estava bastante doente.

Me lembrei do post que fiz sobre Cem Anos de Solidão ano passado. Muito bom de se ler, assim como Crônica de uma Morte Anunciada.

É outro daqueles cujo legado dificilmente morrerá!

12.3.14

Tentei o CLIPE, mas não rolou

Procurando cursos e outras atividades para aperfeiçoar os currículos (acadêmico e profissional) e a formação, viáveis no meu tempo livre, me inscrevi para tentar cursar a segunda edição do CLIPE - Curso Livre de Preparação do Escritor, oferecido gratuitamente pela Casa das Rosas, aquela da Av. Paulista, por meio do CAE - Centro de Apoio ao Escritor.

Os módulos são às quintas de noite e sábados de manhã, se não me engano de março a maio. Mas, como ano passado, a procura superou em muito o número de vagas disponíveis. Foram eu e mais 487 inscritos, para 30 vagas e 10 na lista de espera. Não deu :(

Ser escritor é uma possibilidade que alimento desde a infância. O ideal seria viver disso, mas se ao menos conseguisse conciliar essa atividade com um trabalho como fonte de renda "principal", já estaria satisfeito. Sinto que tenho muito gosto e alguma aptidão, porém escrever "com intenção literária" tem sido uma tarefa mais do que secundária ultimamente (a maioria dos meus textos ficaram entre meus 16 e 26 anos - em maio vou pra 32), então não desenvolvi nenhum projeto literário autoral, o que provavelmente pesou na seleção para o CLIPE deste ano.

De qualquer forma, vou tentar não desistir e, pra vc que compartilha do mesmo gosto e aptidão, #ficaadica!

9.1.14

Ano novo e indicação costumeira

Depois de passar as festas no sempre acolhedor interior paulista (conexão Bragança Paulista - Ribeirão Preto - Marília), o que rendeu uma boa desintoxicação paulistana, voltamos ao batente na capital que nos dá o trabalho.

Como tenho feito nos últimos anos, recomendo aos jornalistas, comunicadores, humanistas e demais graduandos motivados a mergulhar em histórias de vida e na arte de relatá-las a especialização em Jornalismo Literário da ABJL, agora promovida pela EPL, do mestre Edvaldo Pereira Lima.

Cursei a pós entre 2006 e 2007 e me fez muito bem, profissional e pessoalmente!

Para mais informações, consulte o link abaixo, do site de Edvaldo, ou nos pergunte:

http://edvaldopereiralima.com.br/index.php/jornalismo-literario/pos-graduacao/perguntas-e-respostas

4.10.13

Vídeo: Mesa redonda "140 caracteres ou 410 páginas"

Muito interessante a discussão propiciada pelo debate a que podemos assistir na gravação abaixo, de pouco mais de 1h20. Em pauta, a literatura, as redes sociais e o futuro da leitura e da escrita (super me interesso!)

O encontro ocorreu durante o evento Social Media Week, que rolou semana passada em Sampa. Os debatedores foram :

José Luís Goldfarb, coordenador do Núcleo #REDEMIS do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), propositor da mesa;

Marcia Tiburi, professora de Filosofia da Universidade Mackenzie, que conheci no campus Higienópolis e a quem sigo no Twitter (tem lúcidas reflexões);

Clara Averbuck, blogueira da revista Carta Capital;

Mona Dorf, jornalista da Claque Editora.

Aproveite no player abaixo:



26.7.13

Uma vez escrevi... sobre o Dia do Escritor

Ilustres, de vez em quando resgatarei textos produzidos há alguns anos (ou muitos... #ficandovelho), que ainda não publiquei (ou não me lembro, ou não tenho mais acesso), pois se conectam com assuntos que voltam a me ocorrer na cachola e também para arquivá-los com mais agilidade e segurança (tenho um arquivo de Word recheado de escritos, mas pen-drives, CDs e computadores estão mais suscetíveis a problemas que possam me levar a perder esses dados do que a imensa biblioteca da Web da qual este modesto bológue faz parte).

O primeiro dessa série "Uma vez escrevi" completou 10 anos ontem, no Dia do Escritor, e não apenas pela efeméride consagrada do número redondo, mas pela manutenção do meu pensamento sobre a questão, achei válido praticar a emersão abaixo. Vejam o que o então estudante de Jornalismo escreveu em uma mensagem de e-mail (a não lembro quem...) na época:

Por que parar na leitura? (2003)

            25 de julho, dia do escritor. Logo cedo, alguém na TV cita a data e aconselha milhões de  brasileiros insistentemente: "leiam, não percam esse gosto e esse costume, não deixem os livros encostados na estante!". Ótimo, a leitura é o nosso pão da vida e criar bibliotecas em casa somente para a visita da poeira não tem muita utilidade mesmo. 

Muito propício o incentivo à leitura voltado ao reconhecimento do escritor. Ampliando o raciocínio, porém, pintou um cutucão: todos nós devemos ler assiduamente, pois temos grandes nomes cujas obras se constituem em legados riquíssimos a nossa formação, correto? Então, essa classe dotada de um privilégio intelectual restrito a poucos merece mais respeito: são Escritores, melhor dizendo. Nada contra, já que  devemos muito a eles. A pergunta está do lado de cá. A nós, meros mortais, caberia apenas consumir o legado que vem "de cima"?  O que fazer com o legado diário que acumulamos em preciosos minutos de leitura? Se há "Escritores", assim tratados por viverem das palavras, não podem existir "escritores", pessoas comuns colhendo os frutos de sua condição de leitores?

            A transposição do ler ao escrever, penso, está mais para o atravessar uma rua de mão única do que o ir de Santos a Guarujá numa manhã de fim de semana de verão. Depende mais de quem empunha uma caneta ou se debruça num teclado; os conhecimentos são mais básicos do que muito se pensa. Lamento que se ache que é preciso diploma superior ou se considere atividade exclusiva às ciências humanas e aos comunicadores. Muitos dos "Escritores" nem ensino médio tiveram. Alguém pode pensar: ah, mas eles são (ou foram) "Eles", né... Superando mais um exemplo dessa teimosia nacional que é a auto-subjugação, veremos que a simples alfabetização, tão em voga no país que cada vez mais leva crianças às escolas, pode ser nosso ponto de partida. A partir do cotidiano, podemos ir além do que habitualmente se faz na escola e compõe o contato interpessoal via correio ou internet, por exemplo. Resta agora descobrirmos o que ganhamos com isso.

Vamos dar uma chegadinha até a Europa da Idade Média pré-capitalista, que já via projetos de cidades em muitas feiras livres. Se você planta apenas verduras, como obtém grãos, cereais e outros alimentos? Vai à feira e troca seu excedente pelo do vizinho que planta aquilo de que você precisa; assim ocorreu até que  alguém tivesse a idéia (não tão feliz, creio) de estabelecer um valor de troca para as coisas, que aí se desvinculou do valor de uso, e hoje vivemos com o dinheiro e o capitalismo, mas meu ponto central ficou lá trás. Voltemos ao tema tentando visualizar os benefícios da troca para os nela envolvidos: percebemos que todos ganham ao produzir algo que vai ser aproveitado pelos demais graças à existência da troca em si.

O ato de escrever - com letra minúscula (porque me refiro a nós), além de nos propiciar um conhecimento partilhado sem que tenhamos de comprar livros, não se restringe ao "toma lá = dá cá", nem pára na bondade cristã de contribuir de alguma forma com o enriquecimento do próximo. Quando escrevemos, aperfeiçoamos nossas reflexões de tal modo que nos conhecemos melhor, aprendendo algo novo a cada busca de palavras na seqüência do texto. O prazer e as descobertas se assemelham ao que a leitura proporciona, afinal a escrita assenta-se sobre a materialização de várias coisas que você já leu algum dia, se entendermos tudo que vivenciamos como componentes de nossa leitura do mundo.

O maior estímulo está dado: começar a escrever espontaneamente tende a se converter numa viagem tão saborosa quanto embarcar no universo da leitura. Atualmente, é muito fácil dar asas à escrita: esse e-mail já mostra um pouco do que a internet pode nos proporcionar. Entretanto, somente a disposição de cada um pode fazer nossa cultura avançar nesse âmbito. É batido afirmar novamente que temos de ter a iniciativa, mas, se servir de constatação, um estudante de jornalismo pode vos assegurar: raramente ele ouviu de alguém desde o ginásio até a faculdade que, não bastando a leitura, precisava escrever. Hoje, não se arrepende por ter ido além.

2.12.08

VOTA LÁ, PÔ!

A Livraria Cultura realiza o projeto Contos da Cultura, publicando na internet contos curtos que mencionem a livraria. Os mais votados e bem avaliados textos farão parte de uma coletânea em livro.

Este humilde blogueiro metido a escritor pôs seu conto lá. Não só por isso peço teu voto, mas também para que eu mantenha a prazerosa tradição de publicações em coletâneas, iniciada em 2005 (Sexta Antologia dos Anjos de Prata), continuada em 2006 (Contos Natalinos) e consolidada em 2007 (Jornalistas Literários: Narrativas da Vida Real por Novos Autores Brasileiros).

Portanto e por obséquio, clique AQUI e expresse sua opinião!

Bruno Pessa fica gradicido com seu gesto de bondade