28.6.13

FUI PRA RUA!!

A onda de manifestações me arrastou na terça-feira da semana passada, dia 18. Aproveitei um compromisso de trabalho entre a República e o Anhangabaú, que acabou no fim da tarde, para me juntar aos milhares que se concentraram diante da Prefeitura paulistana.


Não deu pra ficar muito ali porque infelizmente houve ignorância de alguns tentando invadir o prédio, ou depredá-lo, ou agredir os vigias locais, e aí todos nós da galera "mais sussa" ouvimos disparos de bomba e nos afastamos rumo ao Theatro Municipal.







Inclusive depois vim a saber, durante a própria manifestação que acompanhei até a avenida Paulista, que o furgão branco da Record (foto acima) estacionado diante da Prefeitura acabou sendo incendiado, uma lástima! Eu, como jornalista de formação, poderia estar do lado do carro, trabalhando, se estivesse em outro emprego hoje....

Mas vamos em frente com a multidão pacífica que sabe se manifestar civilizadamente.


Diante do belo prédio do teatro, o pessoal parou a caminhada para se aglomerar, exibir cartazes, fotografar e ser fotografado, embalar palavras, gritos e bordões, e depois seguimos para a Praça da República, que contornamos pela Av. Ipiranga, rumo à Rua da Consolação. Lá, fomos até a Praça Roosevelt e paramos novamente, defronte ao Elevado Costa e Silva/Minhocão.


A massa parecia aumentar cada vez mais, mesmo sendo apenas um dos três grandes grupos que partiu da Praça da Sé, onde a concentração foi agendada para 17h. Do ponto central da cidade, um grupo seguiu para a Prefeitura, outro pegou a direção da Av. Brigadeiro Luís Antônio e um terceiro rumou para o Terminal Parque D. Pedro. O da Brigadeiro, onde estava minha amada esposa, também seguia para a Paulista, que dentro de minutos veria um povo ainda maior tomando conta de ruas, calçadas e canteiros!


A subida para a Paulista, do meu grupo, não foi um Movimento Uniforme (nem Uniformemente Acelerado - pausa para os #colegialfeelings); inclusive um grupelho chegou a gritar para a galera voltar rumo à Prefeitura, então muita gente hesitou por instantes.


Prevaleceu felizmente o bom senso, e tomamos a Paulista, que lindo mar comprido de gente! Passei algum stress quando o pessoal começou a dispersar, depois das 22h, e não encontrava a Arianne. Mas o sentimento de união por uma luta coletiva foi deveras recompensador, assim como o de exercer a Cidadania e moldar a História do país. Ainda mais ao sabermos que, no dia seguinte, o aumento das tarifas de ônibus e trens fora revogado! Vencemos essa!!


13.6.13

Julinha!


Julinha super peludinha com Ari, pré-tosa


Julinha super peladinha me seguindo, pós-tosa

Tava devendo aqui o registro da filha que adotei este ano, em janeiro. Na verdade, ganhei da esposa, a dona original que há acolheu, pela primeira vez, há 16 anos!

Embora essa idade seja praticamente a metade dos meus 31 recém-completos, se consideramos que a contagem etária dos cães requer a multiplicação dos anos vividos pelos humanos temos uma pretinha bem mais idosa do que o branquelo aqui.

Jully (ou Julie, ou, como acabei adotando, Julinha) foi uma das grandes novidades deste 2013 na nossa vida, em nova residência também!

Companheira serena, muito raramente late - mesmo quando passa dias sozinha! Só lhe causam alvoroço as necessidades básicas de comer e passear, quando esperadas e não atendidas logo. Adora ir pra cozinha, cheira o que acha pela frente, e se tem odor de carne por perto, fica na fissura...

Já não escuta nem enxerga de longe, ou com a acuidade de um cachorro jovem, então pouco liga para o que se passa a uma certa distância, inclusive se outro cão se aproxima, se um humano a elogia, essas interações. Gosta da liberdade, de ficar zanzando insanamente lá e cá, repetindo o itinerário dezenas de vezes até dar na telha de comer, beber água ou dormir. Curte brincar de tentar morder, de receber um xameguinho, e se vier acompanhado de um bifinho, melhor ainda!

29.4.13

Imagem não é tudo



Outro dia, no busão, sentou-se do meu lado uma moça com uma bíblia de capa mais colorida e textual do que as convencionais, o que me chamou a atenção (palavras à vista sempre me atraem).

Minha espiada identificou poucas informações, mas entre elas estava o nome Silas Malafaia, dado que me fez alterar a impressão inicial sobre a garota. De uma certa admiração pela nobreza do livro portado, senti um quê de repulsa pela associação que realizei do pastor com expressões lastimáveis, como preconceito e intolerância com determinados grupos sociais.

Aí depois refleti e me fiz duas perguntas: alguém que abre uma bíblia necessariamente é digno de admiração só por isso? Todos os leitores de qualquer texto de Silas Malafaia merecem o mesmo tipo de consideração que nutro pelo líder religioso?

Resposta fácil e comum aos dois casos: não. O texto bíblico é carregado de simbolismos, metáforas, colocações que permitem mais de uma interpretação. Ensina o caminho do amor, mas se absorvido literal ou tortamente por um fruidor intolerante pode transformar o bom em mau semeador.

De mesma forma, suponho que um pastor de prestígio, ao se colocar como multiplicador dos ensinamentos divinos, deve ter, entre as dezenas de discursos direcionados ao pastorado, aqueles que estimulem suas ovelhas a praticar o bem e fazer a diferença positivamente entre os seus e na sociedade (sejam a maioria ou a minoria deles).

A primeira impressão e a imagem mais recorrente nem sempre dão conta do que a pessoa é, não é?

7.4.13

Dia do Jornalista (se é Feliz, já não dá pra garantir...)

Hoje se comemora o Dia do Jornalista, mas minha profissão não tem tido muito o que comemorar. Que se rala muito pra pouca valorização em troca não é novidade, o maior problema tem sido as crises financeiras enfrentadas por vários veículos de comunicação (sobretudo jornais impressos), provocando os temíveis passaralhos, que é como chamamos as demissões coletivas na imprensa.

E assim cada vez mais os jornalistas buscam as assessorias de imprensa, as comunicações corporativas, a produção de conteúdo customizado, todas essas formas de se praticar um jornalismo parcial, porque parece que o integral que renda o que precisamos para sobreviver está cada vez mais raro...

Mesmo não fazendo jornalismo integral já por algum tempo, nunca deixei de ser jornalista, faz parte da personalidade. A antena ligada e o interesse por consumir notícias não mudam nem diminuem, esteja eu trabalhando em redação ou longe dela.

Enquanto 90% dos fones de ouvido dos paulistanos em locais públicos devem ouvir música, via rádio ou arquivos de áudio, os meus estão quase sempre nos programas de notícias ou comentários. De manhã em uma emissora, na hora do almoço em outra, ao voltar do trabalho para casa numa terceira. Até a cabeça cansar de tanta informação. Aí faço pausa pro descanso e, ao despertar no dia seguinte, já é hora de ligar a antena...

21.3.13

Li e recomendo - Canções para ninar adultos

Fui ao lançamento deste, ano passado! E não somente pelo exemplar autografado, mas principalmente pela leitura de cabo a rabo, fiquei muito feliz com o talento literário do meu bixo de Unesp-Bauru, Fred di Giácomo!

Se quiser ver outras notícias e referências sobre o livro, compiladas pelo autor, acesse o blog da obra.

Se quiser saber mais sobre autor, obra e como adquiri-la, acesse o site da Editora Patuá.



10.3.13

Cobertura midiática policial distorce interesse público

O que as ocorrências policiais envolvendo Gil Rugai, o goleiro Bruno e Mizael Bispo têm a ver conosco? Se não somos parentes, vizinhos ou testemunhas dos eventos que se sucedem em cada caso, NADA!

Então porque os casos ganham manchetes, flashes de impacto e repórteres tarimbados deslocados pro acompanhamento in loco, gozando de status privilegiado no agenda-setting nacional?

Porque a nossa mídia sensacionalista se deixa seduzir pelo apelo à comoção das pessoas, sensibilizadas quando alguém é (brutalmente) assassinado, por exemplo. Um fato de interesse público zero, a princípio (por envolver entes particulares somente) é tão explorado e martelado por ela que a distorção nem se percebe: é crime, virou notícia; quanto mais bárbaro, mais "showrnalismo", parafraseando a clássica obra de José Arbex Jr.

Por que não concentrar atenção e esforços jornalísticos em crimes que lesem a sociedade, irregularidades que pesam no bolso de milhões de contribuintes, pautas que interfiram de alguma forma nas nossas vidas? Por que dá mais trabalho do que escancarar os dramas privados que viram B.O.s, dos quais parece que essa nossa imprensa não está disposta a prescindir porque índices de audiência valem mais do que audiências criticamente conscientizadas.

Imagem acima mostra manifestantes pedindo punição aos assassinos da menina Isabella Nardoni. Pessoas largaram suas vidas para se aglomerar em torno dos momentos decisivos, atraindo os olhos da mídia que acompanhava o caso e engrossando o "circo". Desprendimento solidário? Ou uma forma de alienação, de quem se deixa levar pela onda indignatória alimentada pelo sensacionalismo? Essas pessoas largariam suas vidas para protestar contra assassinos do patrimônio público, que não matam com crueldade e enterram com impacto midiático?

25.2.13

Como vai? >>> Tudo bem?

Não gosto de desperdício, e não só de comida. De palavras ditas também.

Implico com o que falamos e não faz sentido, mesmo cientes disso. Ou com o que não precisamos falar mas acaba saindo por convenções desnecessárias.

O "tudo bem?" é o melhor exemplo. Quantas vezes vc já o usou automaticamente, logo depois de um "oi/olá', na expectativa do interlocutor responder "tudo" mesmo que seja mentira, pq na realidade vc não quer saber como vão todos os aspectos da vida do destinatário/ouvinte, mas receia parecer mal educado se não perguntar?

Ora, se a pessoa não te é intima o suficiente pra abordar sua vida pessoal e naquele momento vc não deseja ou tem tempo pra entrar nesse tema, não pergunte! Não é falta de educação. Se acha rude partir da saudação inicial direto pro assunto que deseja tratar, seja educado no decorrer da mensagem, explique-a, apresente-se, diga "por favor", "obrigado" e tudo o mais que faz sentido nessas situações.

Ou se até tem alguma proximidade e interesse na situação do interlocutor, seja mais preciso e específico sobre o que quer saber (e ouvir). Diga, por exemplo: "Como vai?", "Quais as novas por aí?", "A filhinha vai bem?", "Sua mãe operou?", "E o Corinthians, hein?", etc...

Raciocinemos: pensando por alguns segundos sobre os principais aspectos da tua existência no momento, vc poderia assegurar de fato que está TUDO bem mesmo, quando inquirido(a) e automaticamente responde: "TUDO"?

Sei que to sendo chato sim, mas tem diferença sim e reitero: hipocrisia na comunicação interpessoal não!

19.2.13

Li e recomendo - "Filho especial, mãe excepcional"

Esta obra chegou a mim por mamãe, prima de uma das autoras, a mãe que se viu diante de uma missão duríssima mas não esmoreceu, amparada pelo amor materno, capaz de realizações difíceis de supor e dimensionar.

História real que se torna lição de vida, disponível por encomenda em algumas livrarias, como a Saraiva.

7.2.13

Utopia proletária



Tô feliz com a minha, mas queria uma vida assim:

Vários dias nublados, frio ventando, chuva chata. Aí numa manhã o céu aparece limpo, sol reinando, quente (neste verão em SP isso não é anormal). É dia útil mas vc pensa:

"Hoje tá bom pra pegar praia, que saudade do mar!"

Então vc não faz o que teria de fazer naquele dia e vai pra praia.

Fim!

Vai me dizer que vc não queria??

29.1.13

Sobre os Guarani Kaiowa

Recentemente, descobrimos pela internet a situação difícil dos índios da etnia Guarani Kaiowa, ameçados de despejo por ordem judicial no Mato Grosso do Sul.

Digo pela internet pois foram sites, blogs e sobretudo redes sociais os canais que propagaram um drama que virou causa para muita gente, a ponto de modificar seus nomes de usuários nas redes para "Fulano de Tal Guarani Kaiowa".

Será que era pra tudo isso, perguntei-me? Fui atrás de algumas referências e concluí que sim, a iniciativa se justificava. Ei-las:

> Da jornalista Eliane Brum, sobre o significado de incorporar o nome da etnia ao sobrenome, ouvindo alguns personagens, AQUI;

> Do jornalista Bob Fernandes, entrevista com o antrópologo Spensy Pimentel, que traz bastidores e atores relacionados ao tema, AQUI;

> Do professor Renzo Taddei, sobre ser índio, não-índio e "servir à sociedade", AQUI.


Observações e opiniões nos comentários são muito bem-vindas :)

23.1.13

ORIGEM DAS COISAS - A palavra "favela"

Excerto extraído de reportagem do site ControVérsia* sobre o Morro da Providência, no Rio de Janeiro, literalmente marcado pela aproximação da Copa e da Olimpíada na cidade:

"...O Morro da Providência, cujos primeiros barracos começaram a ser erguidos no final do século 19, é a primeira favela do Brasil. Localizada entre a Central do Brasil e a zona portuária, sua origem remete a uma das injustiças habitacionais da história da antiga capital do Brasil.

O governo federal não cumpriu sua promessa de dar moradia aos soldados que voltavam da Guerra de Canudos (1896-1897). A palavra favela, que agora se estende a todos os bairros pobres e superlotados do Brasil, teria surgido ali com os soldados que a identificavam com o nome de um morro onde ocorreram batalhas no interior do Estado da Bahia, que levava o nome de uma planta do lugar..."

 
 
 
*de autoria de Fabiana Frayssinet (Envolverde/IPS), originalmente publicada pela Revista Samuel.

15.1.13

Lixo de (So) Ci (e) dade

Difícil ver cena mais desumana do que um ser humano catando restos no lixo para levá-los a boca instantes depois (não me refiro a quem revira o lixo atrás de metais e papelões para vender, é diferente).

Lixo faz mal à saúde, inda mais de quem mal a tem, lixo nos enoja. SP quase todo dia me enoja exibindo desumanidade, sendo um lixo de cidade.

Partilho da trágica constatação de Manuel Bandeira no poema "O bicho", publicado em 1948 (!):

“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem”.

11.12.12

Moleque fora de série

Não tô inventando que Neymar é diferenciado. Uma revista futebolística de respeito (Placar) instituiu essa classificação dias atrás, concedendo o prêmio de hors concours (do francês, "fora de concurso") ao atacante dentro da sua tradicional premiação anual para os melhores do Campeonato Brasileiro, o troféu Bola de Prata. Mesmo que não o tivesse feito, o espectador minimamente atento ao futebol brasileiro nos últimos anos discordaria?

Como admirador da modalidade, e santista desde os idos das vacas magérrimas dos anos 1990, me permita a babação deste post, trazendo três dos mais impressionantes gols do moleque, todos na Vila "mais famosa do mundo" Belmiro.

> 2011, contra o Flamengo, prêmio Puskas (Fifa) de mais bonito do ano. Alguém já havia visto um drible como esse no Ronaldo Angelim (4)??


> 2012, contra o Internacional, candidato ao mesmo prêmio Puskas. Uma arrancada com a bola presa aos pés à la Lionel Messi.


> 2012, contra o Atlético-MG. Tem drible mais desconcertante do que fazer os adversários trombarem??



O que dizer destas pinturas, hã?

15.10.12

Li e recomendo - Biografias empresariais

Meses atrás li duas histórias jornalísticas de empreendedores interioranos.

Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):



Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):

16.9.12

ABRE ASPAS - Jean-Paul Sartre

"O mais importante não é aquilo que fazem com você, mas o que você faz daquilo que fazem com você"

(encontrei essa citação do filósofo existencialista francês na introdução do livro "Para entender - A violência no futebol", de Mauricio Murad, editora Benvirá. Na última Bienal do Livro de SP peguei um caderninho com a introdução da obra, que ainda não tive chance de ler mas espero que consiga em breve!)

5.8.12

Fotos: Playground nas alturas

Um olhar da janela do apê.

SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...




3.6.12

30 e contando!

Não teve jeito, 30 anos. Mas não tem desânimo pra quem tem saúde e é amado, pois com essas bênçãos o futuro é pra lá de animador com as possibilidades que se apresentam, e cada ano passa numa boa, sem neuras e sentimentos depressivos...

Em vez de contarmos o que já passou e não volta mais, nos animemos com o que pode ter de positivo no passar dos anos: estou cada vez mais perto de andar de ônibus de graça, ter preferência em filas de atendimentos, vagas reservadas em estacionamentos, ganhar netinhos pra curtir, etc etc...

Bruno Pessa agradece a todos os parabéns recebidos, nos mais variados canais, e especialmente pelo presente que Arianne Pessa representa na sua vida!

19.4.12

Li e recomendo - Os sonhos não envelhecem

 

Saborosas histórias de uma rica época, formada por gente de inteligência, sensibilidade e desprendimento raros no meio cultural de hoje. O nascimento de uma geração musical de talento apurados, capitaneada por Milton Nascimento e apelidada de "Clube da Esquina".
Encanta porque apenas percorre Nascimento para se aprofundar em Bituca, o homem por trás da imagem que a mídia exibe. Vale dimai da conta, como se diz no interior de Minas Gerais, viajar nesse testemunho de Márcio Borges e curtir seus preciosos momentos. (mais sobre o livro)

10.3.12

MÚSICA: Renova-me, versão Mahikari, por Bruno Pessa

Renova-me, Senhor Deus Su
Tira o que me faz mal

Renova-me, transmita a Luz
Pela mão do meu irmão

Porque muito que há
Dentro de mim
Deve ser eliminado, Senhor

Me ensina e conduz
Rumo à elevação
Quero ser yokoshi

6.3.12

PARA GUARDAR!

A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:


26.1.12

PARABÉNS, SÃO PAULO...



Enquanto a gente vir esse tipo de paisagem (foto de Tuca Vieira, em Paraisópolis), não tem muito o que comemorar não...

Bruno Pessa é paulistano por (falta de??) opção, tem gratidão pela cidade que o abriga e emprega, mas nem por isso se sente impedido de apontar suas feridas

19.1.12

I DID IT MY WAY!

Assessor de imprensa da área de educação que ao sair caminhando da universidade caminha 40 minutos na volta pra casa, comendo frutas no caminho, rindo sozinho do programa descontraído de futebol no rádio do celular, no caminho, desviando das poças, obstáculos e esparramados que aparecem no caminho... Como eu caminho!

19.12.11


BARCELONA 4, SANTOS 0, FUTEBOL 10

Como santista, eu podia querer distância dos meios de comunicação um dia depois do "massacre de Yokohama". Mas fiquei atrás de cada manchete, cada chamada, cada comentário, cada análise.

Porque não foi um banho de água fria qualquer que acontece de vez em quando no futebol. Foi emblemático, visível até pra quem pouco acompanha o esporte, gritando que há um jeito diferente e especial de vencer dando espetáculo.

Extrapolam lições, aprendizados, conclusões ou mesmo teses. E como antes de ser santista eu sou admirador de futebol, não quero ignorar o que se tem falado do Barça, de como jogar tal qual o Barça, dos adversários do Barça, de como tentar parar o Barça...

Quem gosta mesmo desse esporte apaixonante acaba como eu, seduzido por uma equipe (e-qui-pe) que vence colocando o talento a serviço do jogo coletivo, afinal se trata justamente de uma modalidade coletiva na qual ninguém ganha ou perde sozinho.

Viva o Barcelona mas, principalmente e felizmente pra nós aficcionados, viva o futebol!

(PS: Quando o Santos de 2010 também ganhou encantando a quem o via jogar, postei a respeito na mesma linha de que o maior beneficiado era o futebol, graças a Deus)

7.12.11

FACEBOOK + TWITTER >> BLOG

É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.

Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.

Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!

12.10.11

DESVENDADO NO BALCÃO


Ainda revelo fotos. Não na mesma quantidade que as câmeras digitais me fornecem, mas não abro mão de ter em papel as mais significativas. Significa sim, pra mim, não ter que apertar botões e clicar em telas para apreciar os grandes momentos da vida.


Por ter comprado uma câmera recentemente, a loja me presenteou com 120 fotografias a serem reveladas gratuitamente, necessariamente em 6 pacotes mensais com 20 cada um. Ótimo, economizo um gasto que teria mesmo, porque geralmente espero o ano acabar, seleciono as principais do período e revelo.
Cheguei à loja com as primeiras 20 fotos separadas, a fim de começar a gozar meu bônus. A atendente pegou o pen-drive e o acoplou num computador no balcão, entre ela e eu. Arquivos PESSOAIS são coisas que você prefere que pessoas estranhas não vejam (dizem respeito apenas à sua PESSOA), então nessas ocasiões eu torço pra(o) atendente fazer o serviço logo e me devolver o pen. Sendo fotos, o desejo de privacidade é ainda maior por motivos lógicos, independentemente dos micos passíveis de descobrimento em parte delas.


Falei pra moça qual era a pasta, ela abriu as imagens, tudo funcionou, legal. Até ela dizer que ia editar tamanho e resolução de cada uma das 20 fotos. Então tá... Por mais que eu me sentisse demasiadamente invadido em minha privacidade visual, fazia todo sentido que a atendente fizesse o serviço correto pra que eu tivesse um produto final de qualidade. Óbvio. Mas o incômodo tomou conta de mim mesmo assim, porque nem os mais próximos tinham visto todos os principais flashes da minha vida em 2010, e agora a fulana de tal da loja de fotografia analisava cada uma delas com lentes acuradas!


Aquela foto com os chefes que meus pais não conhecem, a atendente viu. Aquela viagem com a esposa, em paisagens que não mostramos a ninguém, ela conheceu. A reunião entre amigos, a torcida no futebol e outros momentos com os mais chegados, a fulana sabe. O parabéns com a família, a praia com a família, fim de ano com a família, esses eventos só pra família, sabe? Ela também.


Vida revelada que segue, até o próximo cliente ocupar a memória da atendente com seus flashes, devolvendo à minha privacidade os meus...

8.9.11

MEU NOVO CLUBE


Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).


Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.


Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...


8.8.11

REABASTECIMENTO ESPIRITUAL

Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.

Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.




Quem se interessar, me peça uma revista mensal ou os endereços das sedes espalhadas pelo mundo afora pra fazer uma visita. Se estiver perto, pode me pedir para receber a luz pela imposição da mão, algo que posso fazer por ter me preparado para tal. Será um grande prazer!


Bruno Pessa é kamikumite desde julho de 2009


4.7.11

AGORA TRABALHO no relacionamento entre a imprensa e o

16.6.11

Gosto pacas deste texto-desabafo, produzido sobre o "ter que trabalhar" após dias e dias no busão a caminho do... trabalho! Resulta de uma reflexão que me parece definitiva, gritando em mim por mais depressiva que pareça. Me diga o que acha, pode ser?

**

DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO

Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.

Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.

Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.

Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.

Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.

Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.

Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.

Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?

Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?

A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.

Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?

A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?

Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?

Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.

Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?

Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.

Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...

(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)

11.6.11

Concluída a entrega da versão final da capa dura da dissertação em azul royal e letras douradas (refinado, o negócio...), eis os agradecimentos que constaram no trabalho e merecem que se tornem públicos. Obrigado...

A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.

A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.

Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.

À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.

Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material

A Arianne Pessa, mais do que companheira.

A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.

A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.

24.5.11

Meu texto abaixo foi publicado no interessantíssimo 3Meia5, blog que vale a visita e sobretudo a colaboração...

1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!

É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.

Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...

Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.

Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.

Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.

Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...

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Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...

20.4.11

AGORA ME CHAME ASSIM:

31.3.11

Li e recomendo: O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion

Relatos, lembranças, reflexões e divagações de uma escritora no período de um ano depois da morte do marido, também escritor, após mais de 40 anos de casamento. Triste, claro, mas muito revelador do impacto da perda de um ente querido por um ser humano. Para quem leva esse fator em conta, quando lançado no Brasil, em 2006, o livro chegou a ocupar o topo do ranking de livros de não-ficção mais vendidos do país.

26.3.11

LEI DA CONDENAÇÃO PLANTONÍSTICA (LCP)

Artigo 1º e único - Em todos os finais de semana e feriados em que você trabalhar haverá eventos dos quais você terá vontade de participar ou para os quais você será convidado, mas não poderá ir.

Revogam-se as disposições em contrário.

Atesto e dou fé.

Cumpra-se!

16.3.11

#DISSERTACAOFEELINGS Já devo ter dito por aqui do peso enorme que representava a conciliação da vida laboral no jornalismo esportivo (onde dias da semana = 25% dos fins de semana = 50% dos feriados, às vezes consecutivos) com um curso de mestrado. Pois desde a virada de fevereiro para março estou sensivelmente mais leve: acabei, imprimi, copiei e "depositei" a dissertação na universidade. A mente e o corpo agradecem! A propósito, a defesa será em 19/4 lá na Metô. O goleiro aqui conta com sua torcida!

12.3.11

CHECK-UP: NUNCA É CEDO...

Tempos atrás, passar por uma bateria de exames periódicos para ver se a saúde estava OK era algo para senhores e senhoras na casa dos 50 anos em diante. Mais recentemente, virou prática comum já a partir dos 40. Hoje em dia (mais precisamente em janeiro), este que escreve, perto da casa dos 30, fez seu primeiro check-up de uma série que, prometo, deve ser periódica - anual para exame de sangue e bienal para os demais (ecocardiograma, eletrocardiograma, ultrassom...).

Não que eu me adoecesse de forma preocupante, pois continuo sendo um poço de saúde - porque não descuido de descanso e alimentação, sobretudo. Mas nunca custa prevenir, ainda mais vivendo em uma cidade onde o estresse é parte do dia a dia. Aliás, sempre se deve prevenir quando o assunto é saúde. Vê se não deixa de se checar pra muito tarde!

25.1.11

NIVER DA VÉIA

Cá estou em mais um aniversário de São Paulo (a quem eu gosto de me referir como "Ah, Pablito!"), 457 recém-passados. Gostaria de me juntar aos que a louvam, mas não consigo. Mesmo assim, indico e reproduzo abaixo o texto da jornalista e paulistana Marli Gonçalves sobre a efeméride deste 25 de janeiro. Mas não deixo de colocar abaixo, também, o que eu respondi a ela, por email, quando recebi e li seu relato.

São Paulo, Ailoviiú (por Marli Gonçalves)

"Peço desculpas de antemão. Terá de ser um pouco maior, tão grande quanto a cidade que homenageia. Feche os olhos. Imagine São Paulo. Vou tentar narrá-la. Ou descrevê-la como fazíamos em nossa infância, na frente de desenhos importados e mal impressos. Aqui está tudo em nossa própria carne. Impressões digitais e na íris, nome de uma flor que você vê, andando por ela.


Vejo coisas malucas que só por aqui. Vi uma fila de motoboys, pizzas na mão, em frente a um prédio só, em dia de chuva. Vejo policiais de bicicleta, de moto, de viaturas, de helicópteros. E descalços, ao mesmo tempo, com seus salários de fome. Uma fome que alimenta a violência. Vejo até guardas florestais com imponentes Lands Rover. São Paulo tem áreas florestais, sabia?

Na chuva, enchentes. Na seca, narizes sangrando e muito coff-coff-coff. O asfalto queima as patinhas dos cães, muitos, vira-latas ou de madames, mas aqui algumas delas põem sapatinhos em seus bichinhos. Cavalos puxam homens e carroças. Carroças são puxadas por homens e cavalos. Às vezes homens puxam cavalos e carroças. Algumas, apenas o cavalo solto nas estradas, perigo da noite.

Gente que tem muito. E gente que não tem nada. Nem a perder. Nada. E achados e perdidos, que essa cidade tem.

Tem trânsito, tem calmaria (mas só quando a deixam, fugidos, nos feriados). Tem flores de todos os tipos, árvores coloridas. Mas você precisa olhar para elas. Os ipês, mancas, quaresmeiras, as azáleas, os lírios e as palmas. As íris, quase violetas.

Aqui já vi, vejo e verei mendigos poliglotas. Loucas elegantes que fazem uso à sua moda do que ganham, acham nas latas, caçambas da vida. Nas caçambas dos Jardins acha-se de tudo: estolas, quadros, móveis. Eu já vi e catei. Brinquedos. Não entendo por que quem joga não é capaz de juntá-los para oferecer e ganhar na troca o olhar lindo de uma criança. É São Paulo.

Já vi até dentro de carrinhos de bebê. Aqui tem gente que anda nas ruas com cães, gatos, papagaios, cacatuas, e até porcos e coelhos. Minha mãe teve dois galos. Que cantavam nos Jardins.

Ah, barulho tem toda hora. Agora. De noite e de dia. Psiu? Cadê você, Psiu? Sempre em construção. Ou carros e motos acelerando. Ônibus lotados subindo ladeiras, que aqui têm muitas. E os bêbados da noite, em carros de todo o tipo. Ou nas calçadas. Mas as bêbadas são piores, com suas vozes finas, gritantes e lamuriantes.

Nos céus, aviões, jatinhos e helicópteros. Quase Jetsons, não fossem os balões pipocantes que de vez em quando um ser irresponsável solta por aí. Uóóóómmm. As sirenas das ambulâncias, dos policiais, dos bombeiros, do resgate. E dos idiotas que agora inventaram e usam uma corneta com esse som.

São Paulo: seus parques e praças são poucos. Suas áreas de risco, muitas. Sua periferia, cinza. Suas favelas, até isso, sem graça, sem samba, sem cor.

Mas aqui tem para todo o mundo. Para ateus, agnósticos e etcs. E todas as religiões. Dos rabichos dos Hare Khrishnas, aos dreads dos rastas. Os cachinhos dos judeus ortodoxos, com seus chapelões de pelo. As sandálias dos franciscanos. Os pesados hábitos das carmelitas. O moderno dos Padres Rossi e amigos. As saias "colunas" das evangélicas tradicionais e os terninhos dos pastores. As cabeças cobertas das muçulmanas. Centros de cabala, Kaballah, centros de espiritismo. Mesa branca, umbanda, candomblé, magias de todo o tipo. Até feiras de cartomantes há! Aqui até fachada de templo evangélico gigante parece fachada de centro gay, toda em arco-íris. Verdade!

Ciganas lêem suas mãos. Malabaristas passam bolas de cristal pelos braços. Comem fogo e espadas. Jogam Três Marias para cima. Os meninos pobres tentam fazer o mesmo. Ou pegam rodinhos e paninhos sujos para limpar o seu pára-brisa.

Aqui em São Paulo tem rua de tudo. De madeira, noivas, móveis, decoração, roupas, panelas, ferragens de porta, de equipamentos musicais. Agora há também ruas, muitas, tomadas por hordas de viciados em crack. E os nomes das suas ruas, São Paulo, nem conto! Queria morar na Rua das Estrelas Fugazes, se houver.

A noite de São Paulo pode ser paga. Ou gratuita, se for só para olhar. Suas manhãs são agitadas. Tem quem vem de longe. Tem quem vá para longe. Ida e volta. Diariamente.

Agora, mas só agora - não acontecia isso antes, acredite - vemos gente de shorts e chinelos nas ruas. Mas ainda não vemos as mulheres de biquíni nas praças que tem quem queira, não queira, não goste. Não possa. Ah! As avenidas são como rios cortantes para se transpor. Às vezes a nado. Rezando, os pedestres. Represas, rios e riachos. Córregos borbulhantes e vazantes. Efervescentes, na cidade, tais quais toda sua gente: contorcionistas, voyeurs e exibicionistas, antropofágicos, simpatizantes até de tudo muito aquilo para o lado direito.

A arte está nas ruas, em grafites, adesivos, carimbos. Em cada um por todos. Todos por um. Além de igrejas, templos e bibocas, há restaurantes para todos os gostos e nacionalidades, desejos, gostos, bolsos. Agora até em motos nas ruas, comida. Em São Paulo, cachorro-frito já acharam, com gato no churrasco, cavalos no aperitivo. Aqui se vende bem caro até espuma, novidade gastronômica. Chame diferente: iogurte vira frozen; molhos viram nomes extraordinários.

São Paulo fala todas as línguas, sotaques, dialetos, gírias. Com r, s, ou estalados nos dentes, no céu da boca. O rrrrr comprido dos caipiras, que aqui habitam e mantêm o clima, o charme do sotaque, "sutaque", uai, tchê, guri, guria, painho, mainha. Óxente, cabra da peste!

24 horas aqui tem pães, sexo, sex-shop, pet-shop, materiais de construção, mercados até hiper, massas e carnes, sopas e álcool, nos postos, convenientes, junto com a gasolina. São Paulo, frenética, violenta, caridosa, e ruidosa. Esburacada e recapeada. Antiga e antigamente, caindo aos pedaços, indo ao chão e erguendo-se, do nada, inteligentes e inacessíveis. Arranha o céu!

Além de especialidades médicas, doenças e males estranhos. Antenas, muitas. E antenados. Interferências, todas, e gente desplugada, perdida, michêse michados. Apagões aqui e ali. Até de inteligência. Rua que é estrada, avenida que é rua.

Aqui tem festa suingueira, festa fechada, festa aberta. Fetiches, Sado e Masô. E ainda os sertanejos dos fuscas tunados. Há os meninos e as meninas, em seus clubes dos bolinhas e luluzinhas. No Arouche tem footing gay nas tardes de domingo. Na Augusta em que nasci e vivi, tem todo dia, toda hora. Augusta dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, dos cem em diante. 120 por hora.

São Paulo: sua bandeira e a do Brasil tremulam orgulhosas. Você é preta, vermelha, branca. E verde e amarela. Aqui se vê de tudo e se faz muito pouco do que dá. Cada vila, bairro, uma cidade, uma ciranda. Milhões de histórias para contar. Feliz Aniversário, minha véia!"

Respondi assim para ela:

Ótimo texto, muito bem escrito. Mas continuo achando SP inviável e com um futuro desanimador. Não cabe mais tanta gente e carros, e mesmo assim seguem crescendo as pessoas e os automóveis da cidade que não pode parar, mas para cada vez mais. Sem falar das pequenas e grandes desgraças que qualquer chuva normal de verão traz...

Agora te pergunto: né não?

23.12.10

Joyeux Noël à tous!



Boas festas e 2011 a quem já me desejou, vai me desejar e também a quem não o fez ou fará, só pelo bem de desejar o bem!

15.12.10

4 DENTES DO SISO A MENOS. Deram um belo trabalho, mas se foram, o último deles hoje de manhã.

Recuperação em Ribeirão Preto, Natal idem, mas semana do ano novo de volta à vida de gado em SP...

Já o mestrado não quer saber de férias e fica martelando na minha cabeça que não posso deixar de andar ao menos um pouco por dia com a dissertação. Deve ser assim até fevereiro.

Conto com a torcida e apoio dos entes queridos, especialmente da ARIKA MINHA VIDA!



29.11.10

USANDO A CABEÇA COMO NINGUÉM


Difícil conciliar um trabalho de 8h diárias na internet com a preparação de uma dissertação de mestrado. Extenuante mentalmente falando. Ainda mais quando os finais de semana viram dias de trabalho non-stop. Mas as férias estão chegando. Força, Pessa, farta pôko!

18.11.10

ENQUETE FUTEBOLÍSTICA






QUAL A MAIOR VERGONHA DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2010?



a) Erros imensos de arbitragem



b) STJD querendo aparecer



c) Calendário bagunçado e desumano



d) Todas as anteriores na mesma medida



Bruno Pessa vota A e aceita outras sugestões de enquetes, sejam mais ou menos relevantes

8.11.10

UM DEVANEIO

Puta forno dentro do ônibus, vindo pro trabalho já suado. Aí vejo o Parque do Ibirapuera.

Será que eu penso que, fosse a minha sorte outra, poderia descer, entrar no parque, deitar sob a sombra de uma grande árvore, na grama, e esquecer da vida?

Claro que eu penso. Mas preciso tentar abrir mais a janela do busão, porque vir trabalhar é irremediável...

3.11.10

AH, PRAIA...



Itanhaém (SP) não é uma praia diferenciada, tampouco badalada. Mas é pra onde o santista de criação aqui tem tido chance de ir em termos de litoral. E praia é praia, peixe: relaxa, revigora e deixa sempre saudade quando fica para trás, na quilometragem e na memória.

26.10.10

RECORDAR É VIVER




Muito provavelmente a maioria dos seus colegas de escola/faculdade não são seus amigos hoje. Muitos nunca foram. E atualmente não devem fazer parte do seu dia-a-dia.

Mas eles compartilharam momentos impagáveis contigo. Uma época que todos consideram boa, talvez melhor que a atual, que tem inúmeras preocupações a mais nas nossas vidas adultas. Revê-los, portanto, significa relembrar a felicidade que ficou lá atrás e pode ser sempre revivida a cada novo encontro. Ou seja, é pra lá de bom.

Se quisermos, os laços não precisam morrer no passado. Podem ganhar novos contornos. E nos mostrarem que o tempo que passamos juntos, por mais distante que fique na memória, não foi em vão e também significou para o ex-colega que hoje dá risada conosco. Na nossa busca constante por significados na vida e coisas que façam valer a pena viver, isso faz muita diferença.

14.10.10

POR MAIS TROCAS NO FUTEBOL


O fato de tantos jogadores estarem se machucando gravemente no Campeonato Brasileiro, em função do calendário mais do que puxado, tem bastante a ver com o fato de o torneio não parar nas datas-Fifa, quando a seleção joga, ao contrário do que acontece nas competições nacionais europeias, por exemplo. O número de contundidos também poderia cair se o calendário brasileiro fosse outro, é verdade. Mas que tal propormos uma solução menos relacionada ao Brasil e mais motivadora para os jogadores em geral?


Proponho que o número de substituições permitidas num jogo oficial aumente. Que passe de três para cinco, por exemplo. Seria possível tirar mais jogadores cansados ou lesionados no segundo tempo. Seria possível dar mais chances aos reservas, que ficariam menos insatisfeitos mesmo sabendo que começarão no banco. E a dinâmica e qualidade do espetáculo melhorariam, sobretudo nos minutos finais, com jogadores mais inteiros.


Há uma contrapartida, que seria o maior número de paralisações ao longo do jogo, obrigando os juízes a dar mais minutos de acréscimo. Mas como o árbitro tem total liberdade para acrescentar o que achar necessário, sem problema. E convenhamos que nem as TVs terão motivos para reclamar se o tempo total de transmissão subir 1 ou 2 minutos, não é?


Que tal? Fifa, International Board, vamos colocar o tema na pauta da próxima reunião?? Aposto que os departamentos médicos dos clubes vão aprovar...

16.8.10

O FUTURO JÁ COMEÇOU

Palpitaço para a seleção brasileira que vai à Copa do Mundo de 2014 (pelo menos é certo que o Brasil já garantido...rs). Alguém mais se arrisca?

GOLEIROS
Victor (hoje no Grêmio)
Fábio (hoje no Cruzeiro)
Renan (hoje no Inter)

LATERAIS
Daniel Alves (hoje no Barcelona)
Ilsinho (hoje no Shakhtar Donetsk)
André Santos (hoje no Fenerbahce)
Marcelo (hoje no Real Madrid)


ZAGUEIROS
Thiago Silva (hoje no Milan)
David Luiz (hoje no Benfica)
Alex Silva (hoje no São Paulo)
Mário Fernandes (hoje no Grêmio)

MEIO-CAMPISTAS
Lucas (hoje no Liverpool)
Hernanes (hoje na Lazio)
Ramires (hoje no Chelsea)
Sandro (hoje no Tottenham)
Elias (hoje no Corinthians)
Ganso (hoje no Santos)
Bruno César (hoje no Corinthians)
Giuliano (hoje no Inter)


ATACANTES
Robinho (hoje no Manchester City)
Neymar (hoje no Santos)
Alexandre Pato (hoje no Santos)
Diego Tardelli (hoje no Atlético-MG)

6.8.10

A VITÓRIA É DO FUTEBOL



O Santos encantou o Brasil com um futebol alegre e ofensivo, abusando da habilidade e do ímpeto quase irrefreável de partir para cima do adversário e balançar as redes.

Mas a conquista das duas taças deste ano só foi garantida com um futebol totalmente diferente, feio, pragmático, por vezes catimbeiro: duas derrotas, para Santo André e Vitória, nas quais em certa altura todo o time se retraiu e jogou, literalmente, para perder de pouco.

Acaso? Incoerência? Fracasso do estilo moleque na Hora H? Se o Santos tivesse dois vices em 2010, poderíamos julgar de uma dessas formas. Mas o time foi campeão, porque o futebol dificilmente premia quem só sabe jogar de um jeito. Premia o mais completo, pois há momentos em que as circunstâncias do jogo e do campeonato pedem isso. Saber vencer passa por saber usar o regulamento.

Em 23 jogos no Paulistão, o Santos usou 2 deles (as finais) para mais garantir o resultado do que dar espetáculo. Nos 11 da Copa do Brasil, fez isso só na última quarta-feira, em Salvador (e se salvou da dor...). Portanto, em 8% do estadual e 9% do nacional o Santos foi chato, trivial e maquiavélico, com fins elevados que justificassem os meios baixos.

Assim, em 92% do Paulistão e em 91% da Copa do Brasil o time foi tudo aquilo que quem gosta de futebol quer ver, digno de aplausos. Brilhou com a essência do futebol. Venceu? Venceu! Venceu o futebol.

19.6.10

Neste sábado, 19 de junho, chegou à metade minha maratona de trabalho "pucauso" da Copa do Mundo. Sobrevivendo bem por ora. Mas tem mais 20 dias, e agora o cansaço acumulado é maior. Então nada de comemoração, nem em jogos do Brasil! Torcer demais atrapalha o rendimento na maratona, e agora só tem subida!!

20.5.10

CHAVES & CHAPOLIN, a qualquer hora do dia? Acesse a TV da Vila do Chaves.com!

A propósito, já conhece o último feito do imortal Seu Madruga?? Globais, tremei!


5.5.10

FUTEBOL: MATA-MATA OU PONTOS CORRIDOS?

O inigualável blogueiro Flávio Gomes opina num ótimo texto sobre este interminável debate: CLIQUE AQUI

(tendo a concordar com ele. Se bem que, pra mim, o legal seria uma fase de pontos corridos, turno e returno, e depois mata-matas entre os 4 ou 8 primeiros, dependendo do número de times participantes do torneio)

E vc, o q acha?

20.4.10

INSTANTS, a alegria de quem passa horas e horas conectado diariamente, como eu!

Olha que diversidade: http://instantsfun.es/. Tem esse abrasileirado tb: www.botaoteca.com.br

É possível seguir o primeiro site no Twitter e ficar por dentro dos novos "instants", CLICANDO AQUI.

A propósito, estou tuitando nesse endereço: http://twitter.com/obrunopessa

BAZZINNGAA!

27.3.10


Uma brincadeira do chargista do iG Esporte
"para com a minha santista pessoa"


19.3.10

Quem é jornalista, como eu, deve saber quem é Alberto Dines. Um decano mestre, que ainda escreve como poucos aos setenta (e todos) anos!

No encerramento do ano passado, seu texto para coluna que mantinha no iG, onde trabalho, me chamou a atenção e acho que vale a pena disponibilizá-lo a quem se interessar.

Chama-se "A década das cuecas" (não, o velhinho não é assanhado...)

{CLIQUE AQUI PARA LER}

E se quiser, responda: Seria possível um mundo sem cuecas?

10.2.10

Um exemplo real explica bem porque considero o jornalismo literário o que há de melhor no jornalismo. Veja:

Excelente o caderno especial que o "Estadão" publicou no dia do aniversário de SP, 25 de janeiro. Para homenagear a cidade, coloca em primeiro plano 25 personagens dela. Todas as pessoas retratadas em pequenos perfis possuem ligação explícita com pelo menos a que a segue nas páginas do jornal. É bem bolado e verossímil, afinal todos nós paulistanos nos conectamos de uma forma ou de outra, a começar pelos locais (sempre muito habitados) que frequentamos. E o que seria de uma cidade, grande ou pequena, sem os habitantes que lhe dão vida?

O caderno está na minha mochila "de trabalho", para eu ir lendo no trajeto diário do ônibus. Não importa quantas histórias eu consiga ler por dia, nem quanto tempo levarei para "traçar" todas as páginas. Não tenho pressa, afinal tudo que é bom a gente quer prolongar ao máximo - e ler sobre pessoas como a gente é prazeroso, estimula a consciência e a imaginação.

Jornalismo bom de verdade não tem prazo de validade, não caduca no dia seguinte, não morre no esquecimento. Jornalismo bom de verdade está sempre centrado em sujeitos, não em fatos. Os fatos são importantes, claro, mas sem os sujeitos, nada nesse mundo tem vida e valor - nem mesmo os fatos.

Colocar as pessoas em primeiro plano no jornalismo é humanizar. E humanização é um dos principais pilares do jornalismo literário, jornalismo bom de verdade, com qualidade no texto e gosto saboroso na leitura.

Tá explicado?

4.1.10

ANO NOVO, VIDA IGUAL

Em SP, 2010 começa da onde termina 2009:

- Segunda-feira é dia "de branco" (leia-se "tenho que trabalhar");
- O dia começa bem quente, sol e calor;
- Fecha o tempo e escurece no começo da tarde;
- Chove "ba-ga-rai" enquanto me desloco ao trabalho;
- Mesmo com guarda-chuva, chego ao trabalho com as extremidades molhadas...

Que delícia!

Quem foi o abusado que decidiu que os ônibus deveriam desejar feliz ano novo? (clique na imagem)


22.12.09

DIÁLOGO OUVIDO numa estação de metrô, a partir do momento em que o pai tira o filho do colo e o põe no chão, logo atrás de mim:

Filho, gritando: Quero colo!!!
Pai, sereno e em voz baixa: Fala baixo. Só tem você gritando aqui.
(impressão minha: Que pai bom educador. Disciplina sem maltratar!)
Filho, ainda gritando: Eu quero colooo!!!
Pai, agora impaciente: Você quer ver sua bunda esquentar?
(impressão minha: impressões são passíveis de equívocos...)

30.10.09

TWITTER? ESTOU. Facebook? Também. MySpace? Não, ainda não levei o Le Blog du Foot para lá (por ora, é o que me motiva a tuítar e feicebucar: divulgar o bológue!).

O departamento em que trabalho, o Último Segundo, está com fotos dos seus jornalistas na página inicial do seu twitter. Dá pra me achar (clique na imagem pra ampliá-la):



A propósito, você sabia que twitter é um termo inglês que significa chilrear, gorjear? É como os pássaros fazem. Mas a maioria dos brasileiros twitteiros não deve saber disso!

3.9.09

INSTANT TUDO! Quem fica muito nessa de internet conhece pelo menos um "instant". Se vc não sabe de que troço tô falando, CLICA AQUI e explora as opções, certificando-se de que o som vai sair, é bóvio!

Outro link com vários instants é ESTE AQUI. Mas somente ESTE AQUI tem o "Beeto Carreiro!"


Bruno Pessa currte ba-ga-rai us instantâneo!

27.8.09

CENSURA nunca mais!


*CLICAI AQUI E DESCUBRAI*



Interessantemente cedido por Edison "Cronopolitano" Veiga Junior


8.7.09

TROCADALHOS DO CARILHO 1

Pensei num presente mais do que original para o vocalista da banda U2. Foi feito para ele:

Tchã-ram!!















Um BOX DE VONO*...


















...para BONO VOX!!


(foi criativo, vai...)



*Vono é uma sopinha pronta supimpa, para quem desconhece esse recurso nutricional pós-moderno. Ah, agora eu saio de férias mesmo, por motivos óbvios!

2.6.09

SE PORVENTURA ALGUÉM aqui esteve nas últimas três semanas, minhas desculpas pela falta de posts - a ausência se deveu à quase total falta de tempo do blogueiro, espremido entre trabalho, estudo e casamento.

O aperto continua, mas como resta alguma vergonha na minha alva face, voltei a postar. O tema é criativo: "Desencalha Wanderson" - CLIQUE AQUI mas não esqueça de dar sua opinião nos comentários, respondendo: Você acha que Wanderson desencalhará?

(como tem de tudo na net, eu acho que sim!)