12.2.16

A provocadora e ousada Marina Abramovic


Essa foto tirei na SP-Arte do ano passado, estava arquivada, mas achei melhor mostrar pra mais gente, afinal não é comum nem mesmo numa exposição de arte contemporânea.

Pra quem não conhece, a artista sérvia Marina Abramovic é reconhecida no meio pelas performances ousadas, imersivas, provocadoras, que incomodam e rompem a "normalidade" das convenções sociais. Como quando, numa exposição apoiada pela illycaffè, cliente que atendo na ADS, fez diversas sessões em que recebia os visitantes, desconhecidos, numa sala, e interagia com eles em silêncio, sem a presença de celulares e demais equipamentos eletrônicos - apenas câmeras filmando.

By the way, daqui a alguns meses chegará por aqui o documentário "Espaço Além - Marina Abramovic e o Brasil", mostrando as experiências espirituais da performer no país, segundo informa o jornal Valor Econômico hoje. É claro que tô curioso pra ver!

25.1.16

Paródia: Geração Coca-Cola -> Delação Premiada

Fazia tempo que eu não escrevia uma paródia musical! (a adolescência foi mais fértil e ociosa). De tanto ouvir "delação premiada" martelando no noticiário nacional, nos últimos meses, me veio o paralelo fonético e semântico com "geração coca cola", título também de marcante música do Legião Urbana (clique aqui para ouvir). Juntando-se a semelhança da crítica ao país, tanto na música original quanto na multiplicação de delações premiadas, pronto, havia potencial parodiador.

Veja como ficou a letra parodiada, acompanhando a original pra vc cantar junto. Fiz uma gravação amadora no celular para inserir aqui, mas não consegui carregar na página, apenas em um link compartilhado, CLIQUE AQUI para abrir o aúdio (ficou picotado em boa parte, porém dá pra ouvir e entender a mensagem!).

Quando nascemos fomos programados
Quando ascendemos fomos programados
 A receber o que vocês
Pra enganar todos vocês
 Nos empurraram com os enlatados
Montando esquemas mais do que bem pagos
 Dos U.S.A., de 9 às 6
Tantos milhões, nem sei dizer

Desde pequenos nós comemos lixo
Nosso cartel estava faturando
 Comercial e industrial
Na estatal, a maioral
 Mas agora chegou nossa vez
Mas a PF meteu a colher
 Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês
Vamos negociar do jeito que a gente puder

Somos os filhos da revolução
Somos herdeiros da exploração
 Somos burgueses sem religião
Abrandaremos a nossa prisão
 Somos o futuro da nação
Somos o presente da nação
 Geração Coca-Cola
Delação Premiada

Depois de 20 anos na escola
Com alguns anos de sistema podre
 Não é difícil aprender
 Não é difícil aprender
 Todas as manhas do seu jogo sujo
Todas as manhas do seu jogo sujo
 Não é assim que tem que ser
Que a gente sabe esconder
Vamos fazer nosso dever de casa
Fazemos acordos de leniência
 E aí então vocês vão ver
Tudo na mais perfeita lei
 Suas crianças derrubando reis
Se vocês acham que acabou pra nós
 Fazer comédia no cinema com as suas leis
Tornozeleiras eletrônicas não nos detêm

Somos os filhos da revolução
Somos herdeiros da exploração
 Somos burgueses sem religião
Abrandaremos a nossa prisão
 Somos o futuro da nação
Somos o presente da nação
 Geração Coca-Cola
Delação Premiada
 Geração Coca-Cola
Operação Lava Jato
 Geração Coca-Cola
Com Delação Premiada
 Geração Coca-Colaaa  ôô...
Delação Premiadaaaa  ôô...

Depois de 20 anos na escola
Com alguns anos de sistema podre
 Não é difícil aprender
 Não é difícil aprender
 Todas as manhas do seu jogo sujo
Todas as manhas do seu jogo sujo
 Não é assim que tem que ser
Que a gente sabe esconder
Vamos fazer nosso dever de casa
Fazemos acordos de leniência
 E aí então vocês vão ver
Tudo na mais perfeita lei
 Suas crianças derrubando reis
Se vocês acham que acabou pra nós
 Fazer comédia no cinema com as suas leis
Tornozeleiras eletrônicas não nos detêm

Somos os filhos da revolução
Somos herdeiros da exploração
 Somos burgueses sem religião
Abrandaremos a nossa prisão
 Somos o futuro da nação
Somos o presente da nação
 Geração Coca-Cola
Delação Premiada
 Geração Coca-Cola
Operação Lava Jato
 Geração Coca-Cola
Com Delação Premiada
 Geração Coca-Colaaaa
Delação Premiadaaaa

19.1.16

Oração diária

Pensei numa oração independente de religião, porque acho importante a gratidão e o pedido pelas boas causas, acima de qualquer crença ou descrença. Ficou noturna porque meu horário preferido para fazê-la é quando me deito pra dormir.

Ficou assim:

Muito obrigado por eu poder agradecer pelo meu dia. Pela proteção, saúde e bem-estar que tive hoje. Tudo e todos que se passaram por mim e o que aprendi dessas experiências. O que consegui fazer de bom, principalmente para os outros, e o que fizeram para mim. Por mais uma vez não faltar nada para o meu sustento, e todos que colaboraram de alguma forma para ele.

Que eu tenha uma boa noite de descanso e um amanhã que me permita mais uma vez agradecer com satisfação no final do dia. Pela proteção aos demais seres vivos, especialmente os mais vulneráveis, quem está doente, com dificuldades financeiras e outros problemas pessoais, e quem será fundamental para fazer outros seres sorrirem amanhã. 

(se for o caso, pedir por conhecidos em específico)

Pela difusão da justiça e da solidariedade, para que haja menos desequilíbrio e desigualdade entre as pessoas, e que essa luta tenha cada vez mais adeptos, sobretudo de quem está do lado favorável. 


Boa noite!

12.1.16

Corrige aí - "Atende-lô"

Iniciando aqui um serviço de utilidade pública linguístico-vocabular. Somente exemplos reais e de domínio público. Sem exposição dos autores porque não queremos constrangimentos, queremos servir para algo.







Trocar "Atende-lô" por Atendê-lo.

11.1.16

Hit das Antigas: Borbulhas de Amor, Fagner

Como estar diante de um karaokê/videokê e não querer cantar esse sucesso de Raimundo Fagner, lançado em 1991 no álbum Pedras que Cantam??
Ninguém consegue chegar ao sotaque porreta do cantor cearense, hoje com 66 anos, mas tentar é o maior barato! Linda letra também.




Tenho um coração
Dividido entre a esperança e a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera

Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Canta coração
Que esta alma necessita de ilusão
Sonha coração
Não te enchas de amargura

Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Uma noite
Para unir-nos até o fim
Cara-cara, beijo a beijo
E viver
Para sempre dentro de ti

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Para sempre
Dentro de ti

Para ver as outras canções que postei como hits das antigas, CLIQUE AQUI

30.12.15

O personagem do ano no futebol brasileiro


Olha, se tem alguém que passou 2015 oscilando entre o céu e o inferno no esporte mais popular do Brasil, foi esse daí da composição tosca de fotos acima: Dudu, atacante do Palmeiras.

No alvorecer do ano, era um dos nomes mais concorridos no mercado da bola nacional, depois de boa temporada pelo Grêmio. O trio de ferro paulista o disputou, dando aos palmeirenses um sentimento de vitória dupla em clássicos após o anúncio da nova casa do jogador.

O desempenho verde na fase de classificação do Paulistão não foi brilhante, porém depois que a equipe eliminou o Corinthians na semifinal, em Itaquera, chegou à decisão em pé de igualdade contra o Santos, que decidiria em casa.

Abriu 1 a 0 no jogo de ida, no começo, e num contra-ataque do segundo tempo teve excelente chance de ampliar, com um pênalti a favor e um adversário expulso do outro lado. Dudu foi pra cobrança, mas acertou somente o travessão e a bola saiu por cima. Decepção moderada, pois apesar do placar ter sido magro, a vantagem era palmeirense pra partida de volta.

Domingo seguinte, na Vila Belmiro, o time anfitrião veio com outra postura e saiu na frente, deixando tudo igual. Ainda antes do intervalo, mais um problema para o Palmeiras ter que contornar: Dudu se estranhou com Geuvânio com a bola parada, antes de uma falta para os visitantes. O santista foi ao chão e o árbitro expulsou o palmeirense. Inconformado, o atacante caminhou na direção do juiz e o empurrou acintosamente, pelas costas. Teve de ser contido, chorou, fez papelão. Foi feio. No final, deu Santos e boa parte da bronca pela derrota caiu nas costas do camisa 7.

Além desse fardo, tinha o julgamento no STJD, pois havia a denúncia de agressão ao árbitro da finalíssima. Inicialmente houve a condenação por 180 dias, o que tiraria Dudu dos gramados no restante do ano. Felizmente pra ele e o Palmeiras que houve recurso e um acordo no novo julgamento reduziu drasticamente a pena, para 6 partidas de suspensão.

Mesmo assim, ele foi o artilheiro do Alviverde no Brasileirão, numa campanha que flertou com o G4 em boa parte do torneio, até cair na parte final e ficar no miolo da tabela, sem aspirações. Seria pouco, se não fosse o feito do time na Copa do Brasil. Nem sempre convincente mas bastante competitivo, o Palmeiras eliminou Cruzeiro, Internacional e Fluminense, este nos pênaltis, e reencontrou o Santos na decisão.

Dudu e seus colegas não se saíram bem na Vila, onde o Peixe venceu por 1 a 0. Só que vieram com tudo no Allianz Parque, atacando e marcando melhor. Os visitantes seguraram-se somente por um tempo, porque no segundo o camisa 7 brilhou. Dois gols, vibração no calor da torcida, sentimento de Já Acabou com o 2 a 0, que de fato sacramentava a conquista. Parecia faltar pouco. Mas aí, nos minutinhos finais que restavam, o Santos descontou. E vamos pros pênaltis de novo. Dudu ficaria no quase de novo?
 

Não, o berro de campeão sufocado até a última batida da decisão por pênaltis finalmente saiu. Dudu celebrou com os companheiros, gritou, chorou, farreou. Foi bonito. Por mais batido que seja o jargão de que a vida é uma sucessão de altos e baixos, assim foi o ano que se encerra para esse jogador (ufa, que ano!). Que em 2016 tenhamos mais um personagem "na gangorra" pra destacar, de preferência com final feliz também!

29.12.15

Hit das Antigas: Recado à Minha Amada, Katinguelê

Também conhecida como "Lua Vai", porque às vezes a frase mais repetida da música vira o nome popular dela, superando o de batismo (como também acontece com "Sorte Grande", de Ivete Sangalo, que para 90% dos que gostam de cantá-la virou "Poeira"...).

Lançada pelos pagodeiros do grupo Katinguelê em 1995, no álbum No Compasso do Criador, estourou mesmo em 1996 - eu lembro, estava na 8a série. Tivemos uma excursão do Colégio Anchieta para um acampamento de férias, por quase uma semana, e nas baladinhas lá esse hit era um dos mais executados.

São poucos versos, como vemos na letra abaixo do play, mas de melodia e harmonia extremamente felizes. Que o vocal de Salgadinho, puxando e repetindo alguns trechos como se fosse intérprete de samba enredo, embalou tão bem, nos deixando com "saudades, saudades" daqueles tempos...




Lua Vai...
Iluminar os pensamentos dela
Falar pra ela que sem ela eu não vivo
Viver sem ela é o meu pior castigo
Va dizer, 
que se ela for eu vou sentir saudades
Dos velhos tempos em que a felicidade
Reinava em nossos pensamentos Lua...

Lua Vai Dizer
Que a minha paz depende da vontade
E da bondade vinda dessa moça
Em perdoar meus sentimentos, Lua
Ora, vá dizer,
Que ela sem mim não tem felicidade
Que moço igual não há pela cidade,
Mande um recado à minha amada, lua

Para ver as outras canções que postei na seção Hit das Antigas, FAÇA CLIQUE AQUI

28.12.15

Li e recomendo: Vida de escritor, Gay Talese



Quem conhece minhas preferências dentro do jornalismo e algumas das principais referências de bom jornalismo não se surpreenderá com essa indicação. Um dos mestres do jornalismo literário (JL), o estadunidense de ascendência italiana Gay Talese manda bem até quando relata histórias e reportagens que não renderam o esperado, não se transformaram nos livros que ele esperava e deixaram lacunas impreenchíveis.

É que o escritor de não-ficção se preocupa tanto com a reconstituição e contextualização dos cenários e circunstâncias em torno de suas tramas, e sobretudo personagens (porque JL só existe com a humanização em primeiro plano), que mesmo narrativas consideradas inconclusivas nos cativam, agarram, conduzem nossa curiosidade e sede de leitura por páginas a fio. E são mais de 500 em Vida de Escritor  (A writer's life), sedutor também para nós, jornalistas, porque mostra as agruras, anseios, conquistas e fracassos (vários, aliás) do jornalista enquanto pensa, planeja, desenvolve e se movimenta atrás dos seus personagens e narrativas.

Amante do futebol e interessado na perspectiva de quem sai derrotado de uma competição, evidentemente que a história do livro que mais me interessou foi da chinesa futebolista, que aliás abre e encerra a obra. Por conta disso, me impacientou, em alguns momentos, as voltas e fugas de Talese para tratar de outras temas, demorando a retomar o assunto de sua busca por Liu Ying. Mas se ele foi fiel ao labirinto que é o percurso mental de um jornalista de criatividade efervescente, angustiado por nem sempre conseguir chegar às respostas que investiga, e com seus próprios dilemas e indecisões, quem sou eu para criticá-lo negativamente. A vida de escritor soa esse emaranhado complexo mesmo. Se você também a admira e gostaria de tê-la para sua carreira, como eu, boa viagem nessa leitura!

26.12.15

9 anos de blog

Porque o 9 é sinônimo de gol no futebol (imagem do site http://www.osgeraldinos.com.br/)

Esse filho é mais velho do que Facebook, Instagram, Twitter e tudo que é rede social da moda hoje!

Como o aniversário cai sempre entre Natal e Ano Novo (27/12), registro novamente onde estou passando as festas. Vim pra Ribeirão Preto, pra passar com os Pessa, e antes da virada vou com os pais pra Marília, onde estão alguns Ravanelli e amigos. Dias depois, recomeça o ano laboral em São Paulo. Ou seja, ótima recarregada de energia no interior paulista!

Feliz, iluminado e profícuo 2016!


24.12.15

Perdi um concurso, ganhei um conto

Meses atrás fiquei sabendo do concurso Brasil em Prosa, o primeiro da Amazon para autores independentes do país, feito por meio do KDP (Kindle Direct Publishing).

Aproveitei para praticar uma modalidade textual com a qual não estou muito acostumado, o conto. Exercitei a ficção a partir de uma história fantástica que já me visitava há algum tempo. Um tema familiar, bem caro ao autor: futebol. E assim nasceu "A Copa que Sonhei".

Mais de 3.700 textos, originários de mais de 500 cidades brasileiras, concorreram com o meu. Evidentemente, não fiquei entre os 20 finalistas - era um sonho mais alto do que a Copa que sonhei (veja aqui quem subiu ao pódio)...

Porém, ganhei uma história que me deixou muito satisfeito, propícia para iniciar minhas publicações no Medium, rede social adequada para textos grandes, com fotos, vídeos, citações, sem limite de caracteres e espaço, ao contrário da maioria dos espaços consagrados da Internet, felizmente!

Espie lá, pra ver o conto e as fotos pessoais (e reais!) que o ilustram: A Copa que Sonhei.

23.12.15

Hit das Antigas: Cheia de Charme, Guilherme Arantes

Paulistano de 62 anos, Guilherme Arantes é um músico completo (cantor, compositor e instrumentista), que estourou nos anos 1980, de voz inconfundível e canções que fizeram história.

Esse hit do romantismo é de 1985:



Para ouvir os outros sucessos que postei nessa seção Hit das Antigas, clique aqui

15.12.15

Túnel do tempo: Com os Anjos de Prata em livro

No dia 3 de dezembro último, passei em frente à Pizzaria Ráscal, na esquina da Alameda Santos com a Joaquim Eugênio. Não foi premeditado, mas totalmente circunstancial - não é meu caminho cotidiano nem entrei no local para o que quer que fosse.

Me lembrei então da única vez em que estive lá, no jantar de lançamento da única coletânea dos Anjos de Prata de que participei. Inspirados pelo escritor Mário Prata, os Anjos eram um grupo de escritores amadores que abasteciam um site com textos que sempre tinham de se relacionar com um tema comum a todos. Um desafio muito saboroso!

E qual foi a data daquele dia especial, quando achei o máximo encontrar cubos de gelo pra regar no mictório do banheiro da pizzaria? Também um 3 de dezembro! De 2005, antes de eu virar paulistano.

Abaixo a única foto que guardo da ocasião, com o capitão do grupo, Beto Muniz, e Mariazinha Cremasco, que também entrou pra coletânea.

Foto da foto: Beto Muniz, Mariazinha Cremasco e eu, em 03/12/05
Há 10 anos, direto do túnel do tempo!

14.12.15

Hit das Antigas: Quatro Semanas de Amor, Luan e Vanessa

Uma das músicas mais tocadas em 1990, quando eu tinha 8 anos. A Vanessa eu conhecia do Trem da Alegria, banda que marcou minha infância. 4 Semanas de Amor se diferenciou principalmente pela coreografia da dupla, em programas como o Viva a Noite, do Gugu Liberato (onde também curtíamos Polegar, Dominó e etc...) e o decano Domingão do Faustão.

Dupla, aliás, que virou casal e gerou filhos. Luan e Vanessa não são mais vistos cantando na TV, mas seguem juntos, tendo ido morar nos Estados Unidos, onde trabalham com produção de músicas católicas (gospel).


Confira o hit (versão de "Sealed with a Kiss", escrita por Peter Udell e Gary Geld) no vídeo abaixo, com a letra transcrita a seguir:




Foi um sonho de verão,
Numa praia,
Quatro semanas de amor
Em noites de luar,
Sob a luz das estrelas,
Eu e você

O seu nome eu escrevi
Na areia
A onda do mar apagou
Em cada pôr de sol
A saudade incendeia
Meu coração

Te amo
Não me esqueça
O sonho não acabou
Eu vou ficar te esperando
Não quero dizer adeus

Sem você eu vou ficar
Tão sozinho
Quando o inverno chegar
Mas quando o sol nascer
Vai ser tão lindo
Eu e você

O seu nome eu escrevi
Na areia
A onda do mar apagou
Em cada pôr de sol
A saudade incendeia
Meu coração

Te amo
Não me esqueça
O sonho não acabou
Eu vou ficar te esperando
Não quero dizer adeus

Sem você eu vou ficar
Tão sozinho
Quando o inverno chegar
Mas quando o sol nascer
Vai ser tão lindo

Eu e você, eu e você, eu e você

Quer ver os outros hits das antigas já postados aqui? São esses:

-> Roda Vida, Chico Buarque;
-> Tô P da Vida, Dominó;
-> O Bêbado e a Equilibrista, Elis Regina;
-> Menina Veneno, Ritchie;
-> Standing Outside the Fire, Garth Brooks;
-> Frisson, Tunai;
-> Entre a Serpente e a Estrela, Zé Ramalho;
-> Ela Não Liga, Polegar;
-> Bye Bye Tristeza, Sandra de Sá.

8.12.15

Le Blog du Foot --> Planeta Bola

Continuo blogueiro do iG Esporte, mas desde setembro com novo blog e escopo maior. Deixei a coluna de futebol francês de lado, porém ainda no ar (Le Blog du Foot), e passei a me dedicar a uma página sobre futebol internacional em geral, tudo que o Planeta Bola abrange, dentro e fora do Brasil.

O Le Blog, que nasceu comigo em 2009, fazia mais sentido quando compunha uma teia de blogs de futebol internacional que, nos últimos anos, o iG foi desmanchando. Sozinho, rendia muito pouco ao portal e também para mim, "preso" que eu estava a um segmento que nem sempre resultava em apelo para chamar cliques de internautas, mesmo entre fãs de futebol e futebol internacional.



Curiosidades, estatísticas, vídeos, fotos, registros sobre quem é destaque e principalmente quem não é são publicadas no PB (não postarei especificamente sobre resultados de partidas e campeonatos, além de matérias sobre o dia a dia do futebol, pois não conseguiria concorrer com nossos portais e o objetivo é buscar o máximo de diferenciação e ineditismo dentro do que já existe na Internet brasileira).

Conto com a vossa visita, lembrando que lá os comentários também são abertos, como cá ;)

Clique aqui para acessar meu Planeta Bola

29.11.15

Hit das Antigas: Roda Viva, Chico Buarque

Escrita para a peça de teatro de mesmo nome, também de autoria de Chico, se converteu em uma das maiores referências metafóricas à repressão do período ditatorial no Brasil, entre os anos 1960 e 80.

No vídeo, o compositor e a banda MPB4 a apresentam no III Festival de Música Brasileira, exibido pela TV Record, em 1967. A canção ficou em terceiro lugar na ocasião.

É bem antiga, mas um primor. Clássicos nunca saem de moda!




Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá


Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá


Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá


Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá


Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


(repete refrão 2x)

11.11.15

Pesquisa da dissertação rende artigo em livro





Minha orientadora do mestrado na Universidade Metodista de São Paulo, Dra. Cicília Peruzzo, organizou uma coletânea de artigos sobre pesquisas que orientou durante 10 anos de COMUNI (Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local). Lançada recentemente, chama-se "Comunicação Popular, Comunitária e Alternativa no Brasil - Sinais de Resistência e de Construção da Cidadania".

Minha pesquisa da dissertação, intitulada "Jornalismo Literário a serviço da Imprensa Alternativa", compõe a obra, de 736 páginas (conforme destaque no print abaixo). Editado pela Metodista, o livro foi coorganizado por Maria Alice Campagnoli Otre, outra orientanda de Cicília e hoje também doutora.



Não é o primeiro livro de coletânea do qual participo. Após minha outra pós, a especialização em Jornalismo Literário, tive uma grande-reportagem publicada em "Jornalistas Literários: Narrativas da vida real por novos autores brasileiros" (leia clicando aqui), da Editora Summus, de 2007.

E por fim, foram três incursões literárias que também me puseram em coletâneas: um dos "Contos de Caminhoneiros" (Mercedes-Benz, 2008), um dos "Contos Natalinos" (Atlas, 2006) e um texto na "Sexta Antologia dos Anjos de Prata" (Linear B, 2005).

É sempre um prazer! Quem me dera poder viver como escritor...

9.11.15

Hit das Antigas: Tô P da Vida, Dominó

Quem nunca, num momento de irritação e vontade de explodir, se sentiu ou disse pra quem estava por perto: "Tô p... da vida!"??

Sabia que existe uma música batizada com essa expressão coloquial brasileira, lançada em 1987 pela primeira geração (Afonso, Nil, Marcos e Marcelo) do grupo Dominó? Eu sabia, pois conheci os hits da boy band ainda moleque, no início dos 90', porque meus pais tinham uma K7 (cacete!) dele que ouvíamos bastante, sobretudo no carro, nas viagens.

Vejam que a letra vai além de uma chutada de balde individualista, abordando também questões geopolíticas, sustentáveis, multilaterais e existenciais. E a coreografia, como o clipe mostra, é assaz complexa!

Curta aí:



Tô P da vida
Tô vendo a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida

Tô P da vida
E o mundo em volta da ferida
Em transes loucos, transas nossas
De mãos atadas vistas grossas
É muito pouco amor à vida

Tô P da vida
Tão pondo fogo no planeta
E quem não tá vira careta
A fina flor do preconceito
De cor, de raça, de sujeito
Isso tem jeito! Isso tem jeito!

"We Are the World" lá nas paradas
E gerações desperdiçadas
Em tantas lutas sem sentido
Fecha as cortinas do passado
Mundo grilado, dolorido
Que se conforma

Tô P da vida
Lances, jogadas ensaiadas
Nas mesas das Nações Unidas
Azucrinando nossas vidas
Jogos de dados combinados
Dados marcados

Tô P da vida
Mas não me sinto derrotado
Não tem gatilho, nem cruzado
Que vai me pôr nocauteado
A esperança é uma música
Canta essa música, nossa música, é nossa música...

Tô P da vida
Olhando a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida

Tô P da vida
Mas isso quase não é nada
Tem que enfrentar essa parada
E tem que pôr a mão na terra
Eu tô na guerra pela vida
Só pela vida
Viva a vida! Viva a vida!

Curioso(a) pra ver os outros hit das antigas já postados aqui? São esses:

-> O Bêbado e a Equilibrista, Elis Regina;
-> Menina Veneno, Ritchie;
-> Standing Outside the Fire, Garth Brooks;
-> Frisson, Tunai;
-> Entre a Serpente e a Estrela, Zé Ramalho;
-> Ela Não Liga, Polegar;
-> Bye Bye Tristeza, Sandra de Sá.

28.10.15

Meus votos na eleição dos jornalistas mais admirados

Mesclei ícones, gente que admiro de longe e colegas com quem convivi e ainda tenho contato ;)


20.10.15

Hit das Antigas: O Bêbado e a Equilibrista

Uma das minhas preferidas da diva Elis Regina, referência direta ao duro período da ditadura brasileira, mescla de aula de história com literatura! Rica letra numa linda voz!!

A canção, de João Bosco e Aldir Blanc, foi coroada como o hino da anistia, quando personalidades brasileiras voltaram do exílio a partir de 1979, em um momento de alívio e festa no país.

A letra faz referência a Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, cuja morte provocada pelo regime repressivo completou 40 anos dias atrás (leia entrevista recente de Clarice clicando neste link). 




Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarices
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...

9.10.15

Pague o que achar justo: é o justo!

No último 12 de setembro, finalmente pude visitar o Preto Café, cuja história acompanho via Internet desde o anúncio de inauguração da cafeteria, no bairro de Pinheiros, aqui em Sampa.

Empreitada do colega jornalista Lucas Pretti e mais três sócios, o Preto me chamou a atenção não só porque tem um conhecido envolvido, mas principalmente porque funciona de modo radicalmente diferente da grande maioria dos estabelecimentos comerciais que o rodeiam, SP, Brasil e mundo afora.

Os itens à venda não têm preço pré-definido: você paga o quanto acha justo pagar. Com base não somente pela apresentação do local, dos produtos e do serviço, como também pela exposição das despesas e contas a pagar da casa, pra quem quiser ver, nesse quadro da primeira foto abaixo (e no site da cafeteria, de modo mais detalhado).

Empolgado, fiz questão de conhecer, além de doar utensílios de cozinha que pudessem ser úteis ao Preto, aberto a doações e colaborações sempre, conforme a filosofia colaborativa que o alicerça. E convido todos a frequentarem-no, apoiarem-no e espalhar ainda mais esse conceito, que torço muito para se difundir em outros exemplos concretos.

Ainda dei sorte de encontrar o amigo Lucas, tomando um café saboroso com um quiche de shimeji melhor ainda. Vida longa ao Preto Café!




Não é sensacional?