Não tô inventando que Neymar é diferenciado. Uma revista futebolística de respeito (Placar) instituiu essa classificação dias atrás, concedendo o prêmio de hors concours (do francês, "fora de concurso") ao atacante dentro da sua tradicional premiação anual para os melhores do Campeonato Brasileiro, o troféu Bola de Prata. Mesmo que não o tivesse feito, o espectador minimamente atento ao futebol brasileiro nos últimos anos discordaria?
Como admirador da modalidade, e santista desde os idos das vacas magérrimas dos anos 1990, me permita a babação deste post, trazendo três dos mais impressionantes gols do moleque, todos na Vila "mais famosa do mundo" Belmiro.
> 2011, contra o Flamengo, prêmio Puskas (Fifa) de mais bonito do ano. Alguém já havia visto um drible como esse no Ronaldo Angelim (4)??
> 2012, contra o Internacional, candidato ao mesmo prêmio Puskas. Uma arrancada com a bola presa aos pés à la Lionel Messi.
> 2012, contra o Atlético-MG. Tem drible mais desconcertante do que fazer os adversários trombarem??
O que dizer destas pinturas, hã?
11.12.12
15.10.12
Li e recomendo - Biografias empresariais
Meses atrás li duas histórias jornalísticas de empreendedores interioranos.
Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):
Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):
Do especialista em Jornalismo Literário Sergio Vilas Boas, o perfil de Luiz Alberto Garcia, que herdou o Grupo Algar e construiu uma trajetória de sucesso no Brasil Central (comprei no dia da noite de autógrafos do meu professor de curso na Academia Brasileira de Jornalismo Literário):
Do jornalista, santista e flamenguista Arnon Gomes, a biografia de Genilson Senche, que fez o jornal Folha da Região se desenvolver como o principal de Araçatuba e região (ganhei do amigo de infância, hoje editor de Política da Folha):
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16.9.12
ABRE ASPAS - Jean-Paul Sartre
"O mais importante não é aquilo que fazem com você, mas o que você faz daquilo que fazem com você"
(encontrei essa citação do filósofo existencialista francês na introdução do livro "Para entender - A violência no futebol", de Mauricio Murad, editora Benvirá. Na última Bienal do Livro de SP peguei um caderninho com a introdução da obra, que ainda não tive chance de ler mas espero que consiga em breve!)
(encontrei essa citação do filósofo existencialista francês na introdução do livro "Para entender - A violência no futebol", de Mauricio Murad, editora Benvirá. Na última Bienal do Livro de SP peguei um caderninho com a introdução da obra, que ainda não tive chance de ler mas espero que consiga em breve!)
5.8.12
Fotos: Playground nas alturas
Um olhar da janela do apê.
SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...
SP é enorme, tem muita gente, mas as opções pra se brincar ao ar livre não acompanham essa proporção. Então, o que para muitos pode parecer improvável, para outros é natural...
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3.6.12
30 e contando!
Não teve jeito, 30 anos. Mas não tem desânimo pra quem tem saúde e é amado, pois com essas bênçãos o futuro é pra lá de animador com as possibilidades que se apresentam, e cada ano passa numa boa, sem neuras e sentimentos depressivos...
Em vez de contarmos o que já passou e não volta mais, nos animemos com o que pode ter de positivo no passar dos anos: estou cada vez mais perto de andar de ônibus de graça, ter preferência em filas de atendimentos, vagas reservadas em estacionamentos, ganhar netinhos pra curtir, etc etc...
Bruno Pessa agradece a todos os parabéns recebidos, nos mais variados canais, e especialmente pelo presente que Arianne Pessa representa na sua vida!
Em vez de contarmos o que já passou e não volta mais, nos animemos com o que pode ter de positivo no passar dos anos: estou cada vez mais perto de andar de ônibus de graça, ter preferência em filas de atendimentos, vagas reservadas em estacionamentos, ganhar netinhos pra curtir, etc etc...
Bruno Pessa agradece a todos os parabéns recebidos, nos mais variados canais, e especialmente pelo presente que Arianne Pessa representa na sua vida!
19.4.12
Li e recomendo - Os sonhos não envelhecem
Saborosas histórias de uma rica época, formada por gente de inteligência, sensibilidade e desprendimento raros no meio cultural de hoje. O nascimento de uma geração musical de talento apurados, capitaneada por Milton Nascimento e apelidada de "Clube da Esquina".
Encanta porque apenas percorre Nascimento para se aprofundar em Bituca, o homem por trás da imagem que a mídia exibe. Vale dimai da conta, como se diz no interior de Minas Gerais, viajar nesse testemunho de Márcio Borges e curtir seus preciosos momentos. (mais sobre o livro)
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10.3.12
6.3.12
PARA GUARDAR!
A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:
A repórter Eliane Brum no Provocações, de Antonio Abujamra, que a TV Cultura exibiu em 7 de fevereiro último. Sensibilidade jornalística na veia, que se materializa no mais saboroso JL:
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26.1.12
19.1.12
I DID IT MY WAY!
Assessor de imprensa da área de educação que ao sair caminhando da universidade caminha 40 minutos na volta pra casa, comendo frutas no caminho, rindo sozinho do programa descontraído de futebol no rádio do celular, no caminho, desviando das poças, obstáculos e esparramados que aparecem no caminho... Como eu caminho!
Assessor de imprensa da área de educação que ao sair caminhando da universidade caminha 40 minutos na volta pra casa, comendo frutas no caminho, rindo sozinho do programa descontraído de futebol no rádio do celular, no caminho, desviando das poças, obstáculos e esparramados que aparecem no caminho... Como eu caminho!
19.12.11

BARCELONA 4, SANTOS 0, FUTEBOL 10
Como santista, eu podia querer distância dos meios de comunicação um dia depois do "massacre de Yokohama". Mas fiquei atrás de cada manchete, cada chamada, cada comentário, cada análise.
Porque não foi um banho de água fria qualquer que acontece de vez em quando no futebol. Foi emblemático, visível até pra quem pouco acompanha o esporte, gritando que há um jeito diferente e especial de vencer dando espetáculo.
Extrapolam lições, aprendizados, conclusões ou mesmo teses. E como antes de ser santista eu sou admirador de futebol, não quero ignorar o que se tem falado do Barça, de como jogar tal qual o Barça, dos adversários do Barça, de como tentar parar o Barça...
Quem gosta mesmo desse esporte apaixonante acaba como eu, seduzido por uma equipe (e-qui-pe) que vence colocando o talento a serviço do jogo coletivo, afinal se trata justamente de uma modalidade coletiva na qual ninguém ganha ou perde sozinho.
Viva o Barcelona mas, principalmente e felizmente pra nós aficcionados, viva o futebol!
(PS: Quando o Santos de 2010 também ganhou encantando a quem o via jogar, postei a respeito na mesma linha de que o maior beneficiado era o futebol, graças a Deus)
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7.12.11
FACEBOOK + TWITTER >> BLOG
É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.
Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.
Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!
É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.
Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.
Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!
12.10.11
DESVENDADO NO BALCÃO
Ainda revelo fotos. Não na mesma quantidade que as câmeras digitais me fornecem, mas não abro mão de ter em papel as mais significativas. Significa sim, pra mim, não ter que apertar botões e clicar em telas para apreciar os grandes momentos da vida.
Por ter comprado uma câmera recentemente, a loja me presenteou com 120 fotografias a serem reveladas gratuitamente, necessariamente em 6 pacotes mensais com 20 cada um. Ótimo, economizo um gasto que teria mesmo, porque geralmente espero o ano acabar, seleciono as principais do período e revelo.
Cheguei à loja com as primeiras 20 fotos separadas, a fim de começar a gozar meu bônus. A atendente pegou o pen-drive e o acoplou num computador no balcão, entre ela e eu. Arquivos PESSOAIS são coisas que você prefere que pessoas estranhas não vejam (dizem respeito apenas à sua PESSOA), então nessas ocasiões eu torço pra(o) atendente fazer o serviço logo e me devolver o pen. Sendo fotos, o desejo de privacidade é ainda maior por motivos lógicos, independentemente dos micos passíveis de descobrimento em parte delas.
Falei pra moça qual era a pasta, ela abriu as imagens, tudo funcionou, legal. Até ela dizer que ia editar tamanho e resolução de cada uma das 20 fotos. Então tá... Por mais que eu me sentisse demasiadamente invadido em minha privacidade visual, fazia todo sentido que a atendente fizesse o serviço correto pra que eu tivesse um produto final de qualidade. Óbvio. Mas o incômodo tomou conta de mim mesmo assim, porque nem os mais próximos tinham visto todos os principais flashes da minha vida em 2010, e agora a fulana de tal da loja de fotografia analisava cada uma delas com lentes acuradas!
Aquela foto com os chefes que meus pais não conhecem, a atendente viu. Aquela viagem com a esposa, em paisagens que não mostramos a ninguém, ela conheceu. A reunião entre amigos, a torcida no futebol e outros momentos com os mais chegados, a fulana sabe. O parabéns com a família, a praia com a família, fim de ano com a família, esses eventos só pra família, sabe? Ela também.
Vida revelada que segue, até o próximo cliente ocupar a memória da atendente com seus flashes, devolvendo à minha privacidade os meus...
8.9.11
MEU NOVO CLUBE
Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).
Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.
Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...
Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).
Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.
Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...
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8.8.11
REABASTECIMENTO ESPIRITUAL
Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.
Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.
Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.
Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.
Quem se interessar, me peça uma revista mensal ou os endereços das sedes espalhadas pelo mundo afora pra fazer uma visita. Se estiver perto, pode me pedir para receber a luz pela imposição da mão, algo que posso fazer por ter me preparado para tal. Será um grande prazer!
Bruno Pessa é kamikumite desde julho de 2009
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4.7.11
16.6.11
Gosto pacas deste texto-desabafo, produzido sobre o "ter que trabalhar" após dias e dias no busão a caminho do... trabalho! Resulta de uma reflexão que me parece definitiva, gritando em mim por mais depressiva que pareça. Me diga o que acha, pode ser?
**
DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO
Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.
Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.
Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.
Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.
Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.
Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.
Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.
Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?
Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?
A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.
Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?
A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?
Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?
Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.
Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?
Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.
Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...
(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)
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DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO
Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.
Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.
Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.
Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.
Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.
Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.
Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.
Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?
Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?
A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.
Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?
A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?
Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?
Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.
Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?
Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.
Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...
(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)
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11.6.11
Concluída a entrega da versão final da capa dura da dissertação em azul royal e letras douradas (refinado, o negócio...), eis os agradecimentos que constaram no trabalho e merecem que se tornem públicos. Obrigado...
A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.
A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.
Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.
À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.
Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material
A Arianne Pessa, mais do que companheira.
A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.
A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.
A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.
A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.
Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.
À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.
Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material
A Arianne Pessa, mais do que companheira.
A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.
A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.
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24.5.11
Meu texto abaixo foi publicado no interessantíssimo 3Meia5, blog que vale a visita e sobretudo a colaboração...
1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!
É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.
Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...
Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.
Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.
Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.
Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...
_____________________________________________________________
Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...
1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!
É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.
Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...
Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.
Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.
Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.
Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...
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Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...
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20.4.11
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