19.12.11


BARCELONA 4, SANTOS 0, FUTEBOL 10

Como santista, eu podia querer distância dos meios de comunicação um dia depois do "massacre de Yokohama". Mas fiquei atrás de cada manchete, cada chamada, cada comentário, cada análise.

Porque não foi um banho de água fria qualquer que acontece de vez em quando no futebol. Foi emblemático, visível até pra quem pouco acompanha o esporte, gritando que há um jeito diferente e especial de vencer dando espetáculo.

Extrapolam lições, aprendizados, conclusões ou mesmo teses. E como antes de ser santista eu sou admirador de futebol, não quero ignorar o que se tem falado do Barça, de como jogar tal qual o Barça, dos adversários do Barça, de como tentar parar o Barça...

Quem gosta mesmo desse esporte apaixonante acaba como eu, seduzido por uma equipe (e-qui-pe) que vence colocando o talento a serviço do jogo coletivo, afinal se trata justamente de uma modalidade coletiva na qual ninguém ganha ou perde sozinho.

Viva o Barcelona mas, principalmente e felizmente pra nós aficcionados, viva o futebol!

(PS: Quando o Santos de 2010 também ganhou encantando a quem o via jogar, postei a respeito na mesma linha de que o maior beneficiado era o futebol, graças a Deus)

7.12.11

FACEBOOK + TWITTER >> BLOG

É, as novas redes sociais são mais ágeis, diversificadas e convidativas para publicar e comentar do que os (jurássicos?) blogs.

Então pra ver, acompanhar, comentar e/ou cornetar o que escrevo, indico mais meu twitter (obrunopessa) e meu facebook (Bruno Pessa) do que este espaço, dedicado a postagens mais específicas e atualizações menos periódicas.

Lembrando que pra ser amigo no face vc tem que ser meu conhecido, nem que seja de algum espaço do território virtual. Então se for me adicionar, se apresente!

12.10.11

DESVENDADO NO BALCÃO


Ainda revelo fotos. Não na mesma quantidade que as câmeras digitais me fornecem, mas não abro mão de ter em papel as mais significativas. Significa sim, pra mim, não ter que apertar botões e clicar em telas para apreciar os grandes momentos da vida.


Por ter comprado uma câmera recentemente, a loja me presenteou com 120 fotografias a serem reveladas gratuitamente, necessariamente em 6 pacotes mensais com 20 cada um. Ótimo, economizo um gasto que teria mesmo, porque geralmente espero o ano acabar, seleciono as principais do período e revelo.
Cheguei à loja com as primeiras 20 fotos separadas, a fim de começar a gozar meu bônus. A atendente pegou o pen-drive e o acoplou num computador no balcão, entre ela e eu. Arquivos PESSOAIS são coisas que você prefere que pessoas estranhas não vejam (dizem respeito apenas à sua PESSOA), então nessas ocasiões eu torço pra(o) atendente fazer o serviço logo e me devolver o pen. Sendo fotos, o desejo de privacidade é ainda maior por motivos lógicos, independentemente dos micos passíveis de descobrimento em parte delas.


Falei pra moça qual era a pasta, ela abriu as imagens, tudo funcionou, legal. Até ela dizer que ia editar tamanho e resolução de cada uma das 20 fotos. Então tá... Por mais que eu me sentisse demasiadamente invadido em minha privacidade visual, fazia todo sentido que a atendente fizesse o serviço correto pra que eu tivesse um produto final de qualidade. Óbvio. Mas o incômodo tomou conta de mim mesmo assim, porque nem os mais próximos tinham visto todos os principais flashes da minha vida em 2010, e agora a fulana de tal da loja de fotografia analisava cada uma delas com lentes acuradas!


Aquela foto com os chefes que meus pais não conhecem, a atendente viu. Aquela viagem com a esposa, em paisagens que não mostramos a ninguém, ela conheceu. A reunião entre amigos, a torcida no futebol e outros momentos com os mais chegados, a fulana sabe. O parabéns com a família, a praia com a família, fim de ano com a família, esses eventos só pra família, sabe? Ela também.


Vida revelada que segue, até o próximo cliente ocupar a memória da atendente com seus flashes, devolvendo à minha privacidade os meus...

8.9.11

MEU NOVO CLUBE


Aprazíveis, é com glória que informo a publicação de meu primeiro livro individual. Não por uma editora tradicional (ainda), mas pelo Clube de Autores, que permite a qualquer escriba anônimo sentir o gostinho de virar autor de livro impresso, pois funciona sob demanda (só se imprime o que se compra).


Meu primeiro filho desta linhagem, "Jornalismo literário a serviço da imprensa alternativa", está neste link (sinopse, como adquirir e outras informações), e a capa está abaixo. Para os sagazes, digo que sim, é uma adaptação da dissertação que me tornou mestre em Comunicação Social meses atrás, como já postado neste peculiar espaço.


Peço-vos que divulguem o link por aí afora, e indico aos debutantes na escrita que participem também publicando vossas produções de quaisquer estirpes! Aliás, já tô com ideia e rascunho de um livro que, se após oferecimento às editoras permanecer órfão, deve ser abrigado pelo maternal Clube...


8.8.11

REABASTECIMENTO ESPIRITUAL

Ontem fui com a esposa novamente à Mahikari para nosso "reabastecimento espiritual". Gostaríamos de frequentar mais e participar de mais atividades, mas pelo menos não estamos afastados, conseguindo voltar de tempos em tempos.

Gostaríamos também que mais pessoas pudessem conhecer essa arte baseada na transmissão da luz divina, por meio da imposição da mão, que nos purifica e eleva espiritualmente. Parece, mas não é uma religião, nem te impede de seguir e frequentar outras formas de fé se tu quiseres.




Quem se interessar, me peça uma revista mensal ou os endereços das sedes espalhadas pelo mundo afora pra fazer uma visita. Se estiver perto, pode me pedir para receber a luz pela imposição da mão, algo que posso fazer por ter me preparado para tal. Será um grande prazer!


Bruno Pessa é kamikumite desde julho de 2009


4.7.11

AGORA TRABALHO no relacionamento entre a imprensa e o

16.6.11

Gosto pacas deste texto-desabafo, produzido sobre o "ter que trabalhar" após dias e dias no busão a caminho do... trabalho! Resulta de uma reflexão que me parece definitiva, gritando em mim por mais depressiva que pareça. Me diga o que acha, pode ser?

**

DIAS PERDIDOS NO SEMI-ABERTO

Hoje eu poderia conhecer um lugar, experimentar novas sensações, ver como está o mar, adicionar outras impressões. Mas não posso, tenho que trabalhar.

Hoje eu queria me permitir amar, não saindo do lado dela. Não ver a hora passar, tratá-la como cinderela. Mas não podemos, temos que trabalhar.

Hoje eu gostaria de rever os amigos, dar risada até doer, falar pelos ouvidos e brindar sem saber. Mas não posso, tenho que trabalhar e os amigos também.

Hoje bem que eu podia me cuidar, andar, correr e transpirar. Testar a resistência até cair, depois cair na cama até dormir. Mas não posso.

Bem que eu podia curtir o parque só pra relaxar, um livro no gramado, céu meio nublado, pensamentos convidados. Não posso.

Tirar o dia pra caridade, exercitar a bondade, levar um sorriso a quem é preciso. Não.

Eu podia deixar a chuva lá fora e me entocar aqui dentro. Fazer do lar a fortaleza, respeitar a moleza, recusar a dureza de um dia moldado pra não tocar no cadeado. Poderia? Não.

Alguém questiona: Mas existe dia certo para tudo. Já ouviu falar em sábado e domingo? Ou feriados?

Dia certo não, dias que sobram, né? Quer que eu me contente com 2 dias de liberdade e 5 de prisão em regime semi-aberto, de cada pacote de 7 chamado semana? Que eu espere o calendário ser bonzinho e conceder uma emenda de feriado de vez em quando?

A matemática não mente, embora a abstraiamos cotidianamente. Mais de 70% do nosso tempo é perdido com o cumprimento do semi-aberto. Trabalhar é estar preso, não importa se o labor gera mais alegria ou mais dor, sofrimento ou valor, receio ou destemor.

Alguém rebate: Peraí, como sobreviver sem trabalhar? Quer apenas vadiar? Como vai se sustentar?

A proposta soa indecorosa. Mas qual a maior proposta, no período de tempo que chamamos de nossa vida, senão a busca da felicidade? E como atingi-la plenamente sem plena liberdade?

Por que precisa ser assim, perder dias, meses e anos porque precisamos de dinheiro? Faz sentido precisar de dinheiro?

Alguém conclui: então os milionários têm tudo para serem plenamente felizes, pois o dinheiro os liberta.

Liberta? Liberta ou aprisiona tanto quanto o trabalho, por ser indispensável pra quem paga e pra quem recebe?

Eu sonho poder dispensar o indispensável do dinheiro e o indispensável do trabalho, assim como suas grades correlatas. Enquanto isso, perco meus dias na prisão semi-aberta.

Tempo é dinheiro? Pobre do tempo...

(Bruno Pessa, pessimista e pessoal)

11.6.11

Concluída a entrega da versão final da capa dura da dissertação em azul royal e letras douradas (refinado, o negócio...), eis os agradecimentos que constaram no trabalho e merecem que se tornem públicos. Obrigado...

A Sandra Reimão, primeira orientadora, pelo abrigo e passos iniciais.

A Cicília Peruzzo, orientadora definitiva, pela flexibilidade e compreensão desmedidas.

Aos responsáveis pela concessão da bolsa de estudos Capes flexibilizada na Umesp.

À biblioteca do campus Rudge Ramos da Umesp, pelo acesso às edições do jornal Brasil de Fato.

Aos meus dedicados pais, pelos enormes investimentos afetivo e material

A Arianne Pessa, mais do que companheira.

A minha irmã Lisandra, familiares, amigos e demais fontes de apoio, auxílio e vibrações positivas.

A Deus, por tudo que escapa à capacidade humana.

24.5.11

Meu texto abaixo foi publicado no interessantíssimo 3Meia5, blog que vale a visita e sobretudo a colaboração...

1º/5/11: BOTA TRABALHO NISSO!

É dia do trabalho, dia de trabalho. De domingo? É. Você não é a média da população, é jornalista esportivo. Em dia de plantão, bora pra redação.

Dia do trabalho não, dia do trabalhador. Dia de luta. A primeira luta é clara: sair do apê nesse dia escuro, frio e chuvoso, no qual tudo de gostoso passa longe do plantão de domingão, a começar pelo amor que sou obrigado a deixar...

Enquanto a maioria dos trabalhadores goza o merecido descanso do seu dia, o jornalista esportivo luta. Ainda mais num domingo, quanto tudo que existe na face da competição de segunda a sábado se acumula nas costas desta e d'outras mulas. Consegui, no entanto, um almoço em família. Marcado, porém cronometrado.

Quatro da tarde não é tarde: só começa. PC, rádio, TV, tudo ligado, monitorado. Janelas muitas. Lá fora? Nem sei, são as janelas do PC. Meu horizonte é quadrado, atualizado num segundo. Mundo digital, universo particular. Que consome e o lombo come. Levantar um pouco, dá? É intervalo, corro lá.

Tão logo o futebol acaba, tudo desaba. Avalanche, sem parada pra lanche. Clica, clica... clica. Espera. Clica de novo. Não funciona, a home não sobe. Escreve, bate no teclado, apaga. Copia e cola, bastante. Não que não pense. Mas tem que pensar-agindo, e agir-agilizando. Nem sempre funciona. Suporte, alô alô. Suportai, Bruno, o cansaço que vem insuportável.

Claro, 14 dias sem pausar o pancadão. Mole não. Dá nem pra pensar, né? Também, não dá tempo. Aliás, que horas são? Quase meia-noite, quase segunda. Olha o domingão do plantão, que não passa na sua televisão, engolindo a pobre da segunda. Coitada. E você ainda reclama das segundas-feiras! Viva um domingo de jornalista esportivo pra entender: suas segundas serão muito, mas muito mais leves. Ou melhor, não viva. Dá muito trabalho...

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Bruno Pessa, 29 anos no cair de maio, ama esportes mas procura não se esquecer da vida fora dele. Muito bem casado e tratado pela família, tece planos acadêmicos pós-mestrado. Metas mais modestas podem ser desvendadas no Twitter (@obrunopessa) e outros cantos...

20.4.11

AGORA ME CHAME ASSIM:

31.3.11

Li e recomendo: O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion

Relatos, lembranças, reflexões e divagações de uma escritora no período de um ano depois da morte do marido, também escritor, após mais de 40 anos de casamento. Triste, claro, mas muito revelador do impacto da perda de um ente querido por um ser humano. Para quem leva esse fator em conta, quando lançado no Brasil, em 2006, o livro chegou a ocupar o topo do ranking de livros de não-ficção mais vendidos do país.

26.3.11

LEI DA CONDENAÇÃO PLANTONÍSTICA (LCP)

Artigo 1º e único - Em todos os finais de semana e feriados em que você trabalhar haverá eventos dos quais você terá vontade de participar ou para os quais você será convidado, mas não poderá ir.

Revogam-se as disposições em contrário.

Atesto e dou fé.

Cumpra-se!

16.3.11

#DISSERTACAOFEELINGS Já devo ter dito por aqui do peso enorme que representava a conciliação da vida laboral no jornalismo esportivo (onde dias da semana = 25% dos fins de semana = 50% dos feriados, às vezes consecutivos) com um curso de mestrado. Pois desde a virada de fevereiro para março estou sensivelmente mais leve: acabei, imprimi, copiei e "depositei" a dissertação na universidade. A mente e o corpo agradecem! A propósito, a defesa será em 19/4 lá na Metô. O goleiro aqui conta com sua torcida!

12.3.11

CHECK-UP: NUNCA É CEDO...

Tempos atrás, passar por uma bateria de exames periódicos para ver se a saúde estava OK era algo para senhores e senhoras na casa dos 50 anos em diante. Mais recentemente, virou prática comum já a partir dos 40. Hoje em dia (mais precisamente em janeiro), este que escreve, perto da casa dos 30, fez seu primeiro check-up de uma série que, prometo, deve ser periódica - anual para exame de sangue e bienal para os demais (ecocardiograma, eletrocardiograma, ultrassom...).

Não que eu me adoecesse de forma preocupante, pois continuo sendo um poço de saúde - porque não descuido de descanso e alimentação, sobretudo. Mas nunca custa prevenir, ainda mais vivendo em uma cidade onde o estresse é parte do dia a dia. Aliás, sempre se deve prevenir quando o assunto é saúde. Vê se não deixa de se checar pra muito tarde!

25.1.11

NIVER DA VÉIA

Cá estou em mais um aniversário de São Paulo (a quem eu gosto de me referir como "Ah, Pablito!"), 457 recém-passados. Gostaria de me juntar aos que a louvam, mas não consigo. Mesmo assim, indico e reproduzo abaixo o texto da jornalista e paulistana Marli Gonçalves sobre a efeméride deste 25 de janeiro. Mas não deixo de colocar abaixo, também, o que eu respondi a ela, por email, quando recebi e li seu relato.

São Paulo, Ailoviiú (por Marli Gonçalves)

"Peço desculpas de antemão. Terá de ser um pouco maior, tão grande quanto a cidade que homenageia. Feche os olhos. Imagine São Paulo. Vou tentar narrá-la. Ou descrevê-la como fazíamos em nossa infância, na frente de desenhos importados e mal impressos. Aqui está tudo em nossa própria carne. Impressões digitais e na íris, nome de uma flor que você vê, andando por ela.


Vejo coisas malucas que só por aqui. Vi uma fila de motoboys, pizzas na mão, em frente a um prédio só, em dia de chuva. Vejo policiais de bicicleta, de moto, de viaturas, de helicópteros. E descalços, ao mesmo tempo, com seus salários de fome. Uma fome que alimenta a violência. Vejo até guardas florestais com imponentes Lands Rover. São Paulo tem áreas florestais, sabia?

Na chuva, enchentes. Na seca, narizes sangrando e muito coff-coff-coff. O asfalto queima as patinhas dos cães, muitos, vira-latas ou de madames, mas aqui algumas delas põem sapatinhos em seus bichinhos. Cavalos puxam homens e carroças. Carroças são puxadas por homens e cavalos. Às vezes homens puxam cavalos e carroças. Algumas, apenas o cavalo solto nas estradas, perigo da noite.

Gente que tem muito. E gente que não tem nada. Nem a perder. Nada. E achados e perdidos, que essa cidade tem.

Tem trânsito, tem calmaria (mas só quando a deixam, fugidos, nos feriados). Tem flores de todos os tipos, árvores coloridas. Mas você precisa olhar para elas. Os ipês, mancas, quaresmeiras, as azáleas, os lírios e as palmas. As íris, quase violetas.

Aqui já vi, vejo e verei mendigos poliglotas. Loucas elegantes que fazem uso à sua moda do que ganham, acham nas latas, caçambas da vida. Nas caçambas dos Jardins acha-se de tudo: estolas, quadros, móveis. Eu já vi e catei. Brinquedos. Não entendo por que quem joga não é capaz de juntá-los para oferecer e ganhar na troca o olhar lindo de uma criança. É São Paulo.

Já vi até dentro de carrinhos de bebê. Aqui tem gente que anda nas ruas com cães, gatos, papagaios, cacatuas, e até porcos e coelhos. Minha mãe teve dois galos. Que cantavam nos Jardins.

Ah, barulho tem toda hora. Agora. De noite e de dia. Psiu? Cadê você, Psiu? Sempre em construção. Ou carros e motos acelerando. Ônibus lotados subindo ladeiras, que aqui têm muitas. E os bêbados da noite, em carros de todo o tipo. Ou nas calçadas. Mas as bêbadas são piores, com suas vozes finas, gritantes e lamuriantes.

Nos céus, aviões, jatinhos e helicópteros. Quase Jetsons, não fossem os balões pipocantes que de vez em quando um ser irresponsável solta por aí. Uóóóómmm. As sirenas das ambulâncias, dos policiais, dos bombeiros, do resgate. E dos idiotas que agora inventaram e usam uma corneta com esse som.

São Paulo: seus parques e praças são poucos. Suas áreas de risco, muitas. Sua periferia, cinza. Suas favelas, até isso, sem graça, sem samba, sem cor.

Mas aqui tem para todo o mundo. Para ateus, agnósticos e etcs. E todas as religiões. Dos rabichos dos Hare Khrishnas, aos dreads dos rastas. Os cachinhos dos judeus ortodoxos, com seus chapelões de pelo. As sandálias dos franciscanos. Os pesados hábitos das carmelitas. O moderno dos Padres Rossi e amigos. As saias "colunas" das evangélicas tradicionais e os terninhos dos pastores. As cabeças cobertas das muçulmanas. Centros de cabala, Kaballah, centros de espiritismo. Mesa branca, umbanda, candomblé, magias de todo o tipo. Até feiras de cartomantes há! Aqui até fachada de templo evangélico gigante parece fachada de centro gay, toda em arco-íris. Verdade!

Ciganas lêem suas mãos. Malabaristas passam bolas de cristal pelos braços. Comem fogo e espadas. Jogam Três Marias para cima. Os meninos pobres tentam fazer o mesmo. Ou pegam rodinhos e paninhos sujos para limpar o seu pára-brisa.

Aqui em São Paulo tem rua de tudo. De madeira, noivas, móveis, decoração, roupas, panelas, ferragens de porta, de equipamentos musicais. Agora há também ruas, muitas, tomadas por hordas de viciados em crack. E os nomes das suas ruas, São Paulo, nem conto! Queria morar na Rua das Estrelas Fugazes, se houver.

A noite de São Paulo pode ser paga. Ou gratuita, se for só para olhar. Suas manhãs são agitadas. Tem quem vem de longe. Tem quem vá para longe. Ida e volta. Diariamente.

Agora, mas só agora - não acontecia isso antes, acredite - vemos gente de shorts e chinelos nas ruas. Mas ainda não vemos as mulheres de biquíni nas praças que tem quem queira, não queira, não goste. Não possa. Ah! As avenidas são como rios cortantes para se transpor. Às vezes a nado. Rezando, os pedestres. Represas, rios e riachos. Córregos borbulhantes e vazantes. Efervescentes, na cidade, tais quais toda sua gente: contorcionistas, voyeurs e exibicionistas, antropofágicos, simpatizantes até de tudo muito aquilo para o lado direito.

A arte está nas ruas, em grafites, adesivos, carimbos. Em cada um por todos. Todos por um. Além de igrejas, templos e bibocas, há restaurantes para todos os gostos e nacionalidades, desejos, gostos, bolsos. Agora até em motos nas ruas, comida. Em São Paulo, cachorro-frito já acharam, com gato no churrasco, cavalos no aperitivo. Aqui se vende bem caro até espuma, novidade gastronômica. Chame diferente: iogurte vira frozen; molhos viram nomes extraordinários.

São Paulo fala todas as línguas, sotaques, dialetos, gírias. Com r, s, ou estalados nos dentes, no céu da boca. O rrrrr comprido dos caipiras, que aqui habitam e mantêm o clima, o charme do sotaque, "sutaque", uai, tchê, guri, guria, painho, mainha. Óxente, cabra da peste!

24 horas aqui tem pães, sexo, sex-shop, pet-shop, materiais de construção, mercados até hiper, massas e carnes, sopas e álcool, nos postos, convenientes, junto com a gasolina. São Paulo, frenética, violenta, caridosa, e ruidosa. Esburacada e recapeada. Antiga e antigamente, caindo aos pedaços, indo ao chão e erguendo-se, do nada, inteligentes e inacessíveis. Arranha o céu!

Além de especialidades médicas, doenças e males estranhos. Antenas, muitas. E antenados. Interferências, todas, e gente desplugada, perdida, michêse michados. Apagões aqui e ali. Até de inteligência. Rua que é estrada, avenida que é rua.

Aqui tem festa suingueira, festa fechada, festa aberta. Fetiches, Sado e Masô. E ainda os sertanejos dos fuscas tunados. Há os meninos e as meninas, em seus clubes dos bolinhas e luluzinhas. No Arouche tem footing gay nas tardes de domingo. Na Augusta em que nasci e vivi, tem todo dia, toda hora. Augusta dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, dos cem em diante. 120 por hora.

São Paulo: sua bandeira e a do Brasil tremulam orgulhosas. Você é preta, vermelha, branca. E verde e amarela. Aqui se vê de tudo e se faz muito pouco do que dá. Cada vila, bairro, uma cidade, uma ciranda. Milhões de histórias para contar. Feliz Aniversário, minha véia!"

Respondi assim para ela:

Ótimo texto, muito bem escrito. Mas continuo achando SP inviável e com um futuro desanimador. Não cabe mais tanta gente e carros, e mesmo assim seguem crescendo as pessoas e os automóveis da cidade que não pode parar, mas para cada vez mais. Sem falar das pequenas e grandes desgraças que qualquer chuva normal de verão traz...

Agora te pergunto: né não?

23.12.10

Joyeux Noël à tous!



Boas festas e 2011 a quem já me desejou, vai me desejar e também a quem não o fez ou fará, só pelo bem de desejar o bem!

15.12.10

4 DENTES DO SISO A MENOS. Deram um belo trabalho, mas se foram, o último deles hoje de manhã.

Recuperação em Ribeirão Preto, Natal idem, mas semana do ano novo de volta à vida de gado em SP...

Já o mestrado não quer saber de férias e fica martelando na minha cabeça que não posso deixar de andar ao menos um pouco por dia com a dissertação. Deve ser assim até fevereiro.

Conto com a torcida e apoio dos entes queridos, especialmente da ARIKA MINHA VIDA!



29.11.10

USANDO A CABEÇA COMO NINGUÉM


Difícil conciliar um trabalho de 8h diárias na internet com a preparação de uma dissertação de mestrado. Extenuante mentalmente falando. Ainda mais quando os finais de semana viram dias de trabalho non-stop. Mas as férias estão chegando. Força, Pessa, farta pôko!

18.11.10

ENQUETE FUTEBOLÍSTICA






QUAL A MAIOR VERGONHA DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2010?



a) Erros imensos de arbitragem



b) STJD querendo aparecer



c) Calendário bagunçado e desumano



d) Todas as anteriores na mesma medida



Bruno Pessa vota A e aceita outras sugestões de enquetes, sejam mais ou menos relevantes

8.11.10

UM DEVANEIO

Puta forno dentro do ônibus, vindo pro trabalho já suado. Aí vejo o Parque do Ibirapuera.

Será que eu penso que, fosse a minha sorte outra, poderia descer, entrar no parque, deitar sob a sombra de uma grande árvore, na grama, e esquecer da vida?

Claro que eu penso. Mas preciso tentar abrir mais a janela do busão, porque vir trabalhar é irremediável...

3.11.10

AH, PRAIA...



Itanhaém (SP) não é uma praia diferenciada, tampouco badalada. Mas é pra onde o santista de criação aqui tem tido chance de ir em termos de litoral. E praia é praia, peixe: relaxa, revigora e deixa sempre saudade quando fica para trás, na quilometragem e na memória.

26.10.10

RECORDAR É VIVER




Muito provavelmente a maioria dos seus colegas de escola/faculdade não são seus amigos hoje. Muitos nunca foram. E atualmente não devem fazer parte do seu dia-a-dia.

Mas eles compartilharam momentos impagáveis contigo. Uma época que todos consideram boa, talvez melhor que a atual, que tem inúmeras preocupações a mais nas nossas vidas adultas. Revê-los, portanto, significa relembrar a felicidade que ficou lá atrás e pode ser sempre revivida a cada novo encontro. Ou seja, é pra lá de bom.

Se quisermos, os laços não precisam morrer no passado. Podem ganhar novos contornos. E nos mostrarem que o tempo que passamos juntos, por mais distante que fique na memória, não foi em vão e também significou para o ex-colega que hoje dá risada conosco. Na nossa busca constante por significados na vida e coisas que façam valer a pena viver, isso faz muita diferença.

14.10.10

POR MAIS TROCAS NO FUTEBOL


O fato de tantos jogadores estarem se machucando gravemente no Campeonato Brasileiro, em função do calendário mais do que puxado, tem bastante a ver com o fato de o torneio não parar nas datas-Fifa, quando a seleção joga, ao contrário do que acontece nas competições nacionais europeias, por exemplo. O número de contundidos também poderia cair se o calendário brasileiro fosse outro, é verdade. Mas que tal propormos uma solução menos relacionada ao Brasil e mais motivadora para os jogadores em geral?


Proponho que o número de substituições permitidas num jogo oficial aumente. Que passe de três para cinco, por exemplo. Seria possível tirar mais jogadores cansados ou lesionados no segundo tempo. Seria possível dar mais chances aos reservas, que ficariam menos insatisfeitos mesmo sabendo que começarão no banco. E a dinâmica e qualidade do espetáculo melhorariam, sobretudo nos minutos finais, com jogadores mais inteiros.


Há uma contrapartida, que seria o maior número de paralisações ao longo do jogo, obrigando os juízes a dar mais minutos de acréscimo. Mas como o árbitro tem total liberdade para acrescentar o que achar necessário, sem problema. E convenhamos que nem as TVs terão motivos para reclamar se o tempo total de transmissão subir 1 ou 2 minutos, não é?


Que tal? Fifa, International Board, vamos colocar o tema na pauta da próxima reunião?? Aposto que os departamentos médicos dos clubes vão aprovar...

16.8.10

O FUTURO JÁ COMEÇOU

Palpitaço para a seleção brasileira que vai à Copa do Mundo de 2014 (pelo menos é certo que o Brasil já garantido...rs). Alguém mais se arrisca?

GOLEIROS
Victor (hoje no Grêmio)
Fábio (hoje no Cruzeiro)
Renan (hoje no Inter)

LATERAIS
Daniel Alves (hoje no Barcelona)
Ilsinho (hoje no Shakhtar Donetsk)
André Santos (hoje no Fenerbahce)
Marcelo (hoje no Real Madrid)


ZAGUEIROS
Thiago Silva (hoje no Milan)
David Luiz (hoje no Benfica)
Alex Silva (hoje no São Paulo)
Mário Fernandes (hoje no Grêmio)

MEIO-CAMPISTAS
Lucas (hoje no Liverpool)
Hernanes (hoje na Lazio)
Ramires (hoje no Chelsea)
Sandro (hoje no Tottenham)
Elias (hoje no Corinthians)
Ganso (hoje no Santos)
Bruno César (hoje no Corinthians)
Giuliano (hoje no Inter)


ATACANTES
Robinho (hoje no Manchester City)
Neymar (hoje no Santos)
Alexandre Pato (hoje no Santos)
Diego Tardelli (hoje no Atlético-MG)

6.8.10

A VITÓRIA É DO FUTEBOL



O Santos encantou o Brasil com um futebol alegre e ofensivo, abusando da habilidade e do ímpeto quase irrefreável de partir para cima do adversário e balançar as redes.

Mas a conquista das duas taças deste ano só foi garantida com um futebol totalmente diferente, feio, pragmático, por vezes catimbeiro: duas derrotas, para Santo André e Vitória, nas quais em certa altura todo o time se retraiu e jogou, literalmente, para perder de pouco.

Acaso? Incoerência? Fracasso do estilo moleque na Hora H? Se o Santos tivesse dois vices em 2010, poderíamos julgar de uma dessas formas. Mas o time foi campeão, porque o futebol dificilmente premia quem só sabe jogar de um jeito. Premia o mais completo, pois há momentos em que as circunstâncias do jogo e do campeonato pedem isso. Saber vencer passa por saber usar o regulamento.

Em 23 jogos no Paulistão, o Santos usou 2 deles (as finais) para mais garantir o resultado do que dar espetáculo. Nos 11 da Copa do Brasil, fez isso só na última quarta-feira, em Salvador (e se salvou da dor...). Portanto, em 8% do estadual e 9% do nacional o Santos foi chato, trivial e maquiavélico, com fins elevados que justificassem os meios baixos.

Assim, em 92% do Paulistão e em 91% da Copa do Brasil o time foi tudo aquilo que quem gosta de futebol quer ver, digno de aplausos. Brilhou com a essência do futebol. Venceu? Venceu! Venceu o futebol.

19.6.10

Neste sábado, 19 de junho, chegou à metade minha maratona de trabalho "pucauso" da Copa do Mundo. Sobrevivendo bem por ora. Mas tem mais 20 dias, e agora o cansaço acumulado é maior. Então nada de comemoração, nem em jogos do Brasil! Torcer demais atrapalha o rendimento na maratona, e agora só tem subida!!

20.5.10

CHAVES & CHAPOLIN, a qualquer hora do dia? Acesse a TV da Vila do Chaves.com!

A propósito, já conhece o último feito do imortal Seu Madruga?? Globais, tremei!


5.5.10

FUTEBOL: MATA-MATA OU PONTOS CORRIDOS?

O inigualável blogueiro Flávio Gomes opina num ótimo texto sobre este interminável debate: CLIQUE AQUI

(tendo a concordar com ele. Se bem que, pra mim, o legal seria uma fase de pontos corridos, turno e returno, e depois mata-matas entre os 4 ou 8 primeiros, dependendo do número de times participantes do torneio)

E vc, o q acha?

20.4.10

INSTANTS, a alegria de quem passa horas e horas conectado diariamente, como eu!

Olha que diversidade: http://instantsfun.es/. Tem esse abrasileirado tb: www.botaoteca.com.br

É possível seguir o primeiro site no Twitter e ficar por dentro dos novos "instants", CLICANDO AQUI.

A propósito, estou tuitando nesse endereço: http://twitter.com/obrunopessa

BAZZINNGAA!

27.3.10


Uma brincadeira do chargista do iG Esporte
"para com a minha santista pessoa"


19.3.10

Quem é jornalista, como eu, deve saber quem é Alberto Dines. Um decano mestre, que ainda escreve como poucos aos setenta (e todos) anos!

No encerramento do ano passado, seu texto para coluna que mantinha no iG, onde trabalho, me chamou a atenção e acho que vale a pena disponibilizá-lo a quem se interessar.

Chama-se "A década das cuecas" (não, o velhinho não é assanhado...)

{CLIQUE AQUI PARA LER}

E se quiser, responda: Seria possível um mundo sem cuecas?

10.2.10

Um exemplo real explica bem porque considero o jornalismo literário o que há de melhor no jornalismo. Veja:

Excelente o caderno especial que o "Estadão" publicou no dia do aniversário de SP, 25 de janeiro. Para homenagear a cidade, coloca em primeiro plano 25 personagens dela. Todas as pessoas retratadas em pequenos perfis possuem ligação explícita com pelo menos a que a segue nas páginas do jornal. É bem bolado e verossímil, afinal todos nós paulistanos nos conectamos de uma forma ou de outra, a começar pelos locais (sempre muito habitados) que frequentamos. E o que seria de uma cidade, grande ou pequena, sem os habitantes que lhe dão vida?

O caderno está na minha mochila "de trabalho", para eu ir lendo no trajeto diário do ônibus. Não importa quantas histórias eu consiga ler por dia, nem quanto tempo levarei para "traçar" todas as páginas. Não tenho pressa, afinal tudo que é bom a gente quer prolongar ao máximo - e ler sobre pessoas como a gente é prazeroso, estimula a consciência e a imaginação.

Jornalismo bom de verdade não tem prazo de validade, não caduca no dia seguinte, não morre no esquecimento. Jornalismo bom de verdade está sempre centrado em sujeitos, não em fatos. Os fatos são importantes, claro, mas sem os sujeitos, nada nesse mundo tem vida e valor - nem mesmo os fatos.

Colocar as pessoas em primeiro plano no jornalismo é humanizar. E humanização é um dos principais pilares do jornalismo literário, jornalismo bom de verdade, com qualidade no texto e gosto saboroso na leitura.

Tá explicado?

4.1.10

ANO NOVO, VIDA IGUAL

Em SP, 2010 começa da onde termina 2009:

- Segunda-feira é dia "de branco" (leia-se "tenho que trabalhar");
- O dia começa bem quente, sol e calor;
- Fecha o tempo e escurece no começo da tarde;
- Chove "ba-ga-rai" enquanto me desloco ao trabalho;
- Mesmo com guarda-chuva, chego ao trabalho com as extremidades molhadas...

Que delícia!

Quem foi o abusado que decidiu que os ônibus deveriam desejar feliz ano novo? (clique na imagem)


22.12.09

DIÁLOGO OUVIDO numa estação de metrô, a partir do momento em que o pai tira o filho do colo e o põe no chão, logo atrás de mim:

Filho, gritando: Quero colo!!!
Pai, sereno e em voz baixa: Fala baixo. Só tem você gritando aqui.
(impressão minha: Que pai bom educador. Disciplina sem maltratar!)
Filho, ainda gritando: Eu quero colooo!!!
Pai, agora impaciente: Você quer ver sua bunda esquentar?
(impressão minha: impressões são passíveis de equívocos...)

30.10.09

TWITTER? ESTOU. Facebook? Também. MySpace? Não, ainda não levei o Le Blog du Foot para lá (por ora, é o que me motiva a tuítar e feicebucar: divulgar o bológue!).

O departamento em que trabalho, o Último Segundo, está com fotos dos seus jornalistas na página inicial do seu twitter. Dá pra me achar (clique na imagem pra ampliá-la):



A propósito, você sabia que twitter é um termo inglês que significa chilrear, gorjear? É como os pássaros fazem. Mas a maioria dos brasileiros twitteiros não deve saber disso!

3.9.09

INSTANT TUDO! Quem fica muito nessa de internet conhece pelo menos um "instant". Se vc não sabe de que troço tô falando, CLICA AQUI e explora as opções, certificando-se de que o som vai sair, é bóvio!

Outro link com vários instants é ESTE AQUI. Mas somente ESTE AQUI tem o "Beeto Carreiro!"


Bruno Pessa currte ba-ga-rai us instantâneo!

27.8.09

CENSURA nunca mais!


*CLICAI AQUI E DESCUBRAI*



Interessantemente cedido por Edison "Cronopolitano" Veiga Junior


8.7.09

TROCADALHOS DO CARILHO 1

Pensei num presente mais do que original para o vocalista da banda U2. Foi feito para ele:

Tchã-ram!!















Um BOX DE VONO*...


















...para BONO VOX!!


(foi criativo, vai...)



*Vono é uma sopinha pronta supimpa, para quem desconhece esse recurso nutricional pós-moderno. Ah, agora eu saio de férias mesmo, por motivos óbvios!

2.6.09

SE PORVENTURA ALGUÉM aqui esteve nas últimas três semanas, minhas desculpas pela falta de posts - a ausência se deveu à quase total falta de tempo do blogueiro, espremido entre trabalho, estudo e casamento.

O aperto continua, mas como resta alguma vergonha na minha alva face, voltei a postar. O tema é criativo: "Desencalha Wanderson" - CLIQUE AQUI mas não esqueça de dar sua opinião nos comentários, respondendo: Você acha que Wanderson desencalhará?

(como tem de tudo na net, eu acho que sim!)

5.5.09

QUEM JÁ MOROU OU VISITOU UMA REP sabe como ela é importante na formação psico-socio-farreal do universitário. Não conseguiria viver numa república pra sempre, mas se nunca houvesse morado em uma, não seria o mesmo hoje!

Por isso, dei uma força pra rep dum truta meu lá em Bauru e peço o mesmo de vc. Entra nesse site da Skol (http://www.republicaredonda.com.br/), clique em "Vote em sua república favorita", escolha estado SP, cidade BAURU e nome rep. SASSANID. A cada 1 hora, dá pra votar de novo. A rep mais votada ganha uma geladeira da Skol, si num mi'nganu!

27.4.09

ELE TEVE PEITO (E VOZ) PARA DAR sua resposta a um dos maiores fenômenos da cena pós-brega-musical-brasileira, a diva Sthefhany, exaltada neste post aqui.

Ouça o que Maxwell Rodrigues diz a ela, no mesmo ritmo, comprando a briga:



Agora me diga: Sthefhany ou Maxwell??

22.4.09

MINHAS POSTAGENS, QUE JÁ NÃO ERAM diárias, vão ficar um pouco mais espaçadas. É que finalmente foi ao ar minha coluna no iG Esporte, ESTA AQUI!. Como lá o número de visitantes e cliques importa bem mais, a prioridade é lá. Mas vou dar um jeito de manter vivo este Nãotevejeito. Enquanto não arrumo um jeito, clica lá, camarada! Bruno Pessa agora é colunista de futebol francês (oui, oui) do iG!

15.4.09

VOCÊ ENTRA NUM VAGÃO de trem em SP e vê a seguinte inscrição acima dos assentos reservados a idosos, gestantes e outras pessoas com necessidade de sentar maior que a sua:

"Uso preferencial para pessoas com deficiência, com crianças de colo, gestantes, idosos e obesos com IMC maior do que 40. Lei estadual nº 12225 - 11/11/06"

Agora me diz: como saber se a pessoa obesa tem um IMC de 39,728 ou 40,019???

Só tem um jeito:

- Senhor, me desculpe, mas preciso saber seu peso.
- X quilos.
- Certo. Agora sua altura.
- Y metros e ZW centímetos.
- Obrigado. Um momento.... (faz conta na calculadora do celular)... EI, VAZA, VC NÃO TEM IMC SUFICIENTE PRA SENTAR AÍ! ou então OK, PASSAR BEM...

*IMC, aos que não saibam ou se lembrem, significa Índice de Massa Corporal e é calculado dividindo-se o peso pelo quadrado da altura. É importante saber o seu pra controlar sua saúde, mas muito bizarro controlar os dos colegas de transporte coletivo!

2.4.09

CHAVES ENSINA, é claro, porque A VIDA, simplesmente, passa no Chaves!

Eis apenas 50 das milhares de coisas que aprendemos assistindo a este clássico-épico da TV:

1. Seria muito melhor ter ido assistir ao filme do Pelé.
2. As crianças mexicanas tem rugas.
3. JAMAIS encostar em alguém que esteja tomando um choque.
4. Seu Madruga paga o aluguel todos os meses. Por isso sempre deve 14 meses, não 15, 16, 17…
5. Brasilia já foi carrão.
6. Não basta ser o maior professor do mundo. Tem que ter um pouco de pepsicologia.
7. Pessoas bebem leite de burra.
8. Existe uma fruta chamada tamarindo.
9. O Quico é emo.
10. Devemos deixar os outros fazerem nosso trabalho para evitarmos a fadiga.
11. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
12. As tintas verde-limão são as mais baratas no México.
13. Trabalho não é a pior coisa do mundo. Pior é ter que trabalhar.
14. Uma epístola é uma carabina, só que menor.
15. Azul escuro em inglês é blue marinho.
16. Equilibrar cabo de vassoura com o pé é maneiro.
17. Deixar uma casca e banana no chão pode causar um grande acidente.
18. O segundo episódio do Guilherme Tell é o mais caro do mundo. Por isso o Silvio Santos não comprou.
19. Alguns móveis são feitos de isopor.
20. Portas também.
21. Se me acordarem às 11h, tragam o café na cama.
22. Socos têm barulhos de sinos.
23. Sempre tem um filho da puta que rouba as moedas nas fontes dos desejos.
24. Leite é muito parecido com gesso.
25. “Quero ver outra vez seus olhos olhinhos em noite serena” é a talvez a única música mexicana que metade da população brasileira conheça.
26. Um cabo de vassoura com um lençol amarrado na ponta equivale a uma mala.
27. O pai do Quico na verdade está vivo, ele simplesmente fugiu de casa.
28. Alguns alunos são tão tímidos que nem os professores percebem sua presença em sala de aula.
29. Uma caveira significa prerigo. PRE-RI-GO.
30. Ninguém tranca as portas nas vilas mexicanas.
31. As marcas de catapora feitas com caneta hidrocor ficariam muito estranhas na TV Digital.
32. Qualquer McDonalds da América do Sul lucraria caso vendesse o Mc Sanduíche de Presunto.
33. Hector Bonilha é o Antonio Fagundes acima da linha do Equador.
34. As pessoas boas devem amar seus inimigos.
35. Deus é um cara legal por não deixar as vacas voarem.
36. Os carrinhos feitos com caixas de sapatos são os mais maneiros.
37. Não é indicado deixar uma máquina de lavar no meio da sala.
38. Nunca acredite em boatos de que seus ídolos morreram num acidente de avião.
39. Bolinhas de tênis de mesa são parecidíssimas com ovos.
40. Pirulitos podem ter o tamanho de raquetes de tênis.
41. O trabalho infantil é legalizado no México.
42. Os roteiristas da série não sabiam o que era a aritmética.
43. O estilingue pode ser uma arma mortal.
44. Tem vez que Acapulco é no Guarujá.
45. Se você é jovem ainda um dia velho será.
46. Pouco me importa se você quer. Compre.
47. Algumas pessoas são idiotas a nível executivo.
48. As dívidas são sagradas.
49. Se você quiser vir a ser alguma coisa, que devore os livros.
50. Se capivaras tivessem trombas seriam trapezistas em um circo tchecoslovaco.

Alguém sabe mais alguma?

12.3.09

RESPEITANDO A DIVERSIDADE BRASILEIRA (riquíssima!), passo de um post sobre música instrumental para outro de música brega (sem conotação pejorativa, isso é um estilo como outro qualquer para muita gente no país). Porque não se trata simplesmente de um Calypso da vida; ela é Sthefhany, fenômeno que em breve deve romper as fronteiras do Nordeste e ganhar o povão do resto da nação!

Quem traz a história dela é minha colega de iG, Carolina Garcia. O texto bombou em cliques e comentários no portal, mas como o que foi ao ar não era a versão completa, brindo-vos (adoro a 2ª pessoa do plural, oprimida dos meios de divulgação!) com a matéria na íntegra, com EXCLUSIVIDADE! Além de fotos e o vídeo do maior sucesso de Sthephany, que com certeza merece um comentário abaixo (mas se xingar a menina, vai vazar dessa birosca!).



Com mais de 400 mil acessos no YouTube, Stefhany é o novo sucesso da internet

Com dois CDs e dois DVDs lançados, a cantora Stefhany, de 17 anos, é considerada uma celebridade no nordeste do País. Com mais de dez vídeos caseiros postados no YouTube, Stefhany vem alcançando sucesso nas regiões sul e sudeste. O seu vídeo mais recente é "Eu sou Stefhany", versão de "A thousand miles", da cantora Vanessa Carlton, que já conta com mais de 400 mil acessos. No clipe, além de esnobar o namorado, a garota toma banho de espuma e dirige seu “Crossfox” cantando - "Eu sou linda. Absoluta. Eu sou Stefhany".

Os passos influenciados por Beyoncé e Shakira garantem o toque a mais. Porém, Stefhany deixa bem claro que sua principal fonte inspiradora é sua mãe-empresária-backvocal, Nety França. “Minha mãe é minha estrela. Sem ela, eu não sairia de casa”, afirma a cantora.

Sobre o sucesso que tem feito na internet, Stefhany diz que não pensava que tudo fosse acontecer tão rápido. “É incrível, só tenho a agradecer quem postou os vídeos lá. Nem sei como fazer isso”, garante. Porém, até hoje a cantora é proibida por sua mãe de acessar o YouTube, devido aos comentários maldosos deixados por internautas que tratam as suas músicas como bregas e de mau gosto. Para eles, Stefhany já tem uma reposta pronta: “Eu gosto do meu estilo que é calipso e forró. Ao contrário de São Paulo, o ‘brega’ aqui não é feio. Então se alguém me chamar de brega, digo muito obrigada!”

Dizendo que “nem Deus agrada todo mundo”, a compositora Stefhany explica que escreve suas músicas a partir de histórias que ouve de amigas, de sua mãe e de sua irmã. “Todas são histórias reais, canto o que vivo ou o que já vivi”. Sobre “Eu sou Stefhany”, autoria de sua mãe, a cantora conta que chegou a achar a música brega e “cafona”. “Falei para minha mãe que era feio eu sair por aí cantando que sou linda e absoluta, mas pegou, não foi?”. Durante um show, Stefhany revelou que chega a cantar a música mais de cinco vezes. “E eles ainda pedem mais. Ficam gritando: Canta aquela do Crossfox!”, brinca.

O símbolo do sucesso de Stefhany foi emprestado, o que pode chocar muitos. O automóvel Crossfox utilizado em seu novo vídeo não é da cantora nem de sua família. Stefhany explica que o carro foi emprestado por um amigo e diz que foi difícil convencê-lo. “Afinal, se batesse, quem iria pagar?”. Sem carta de motorista, a garota aprendeu a dirigir com a mãe, mas deixa bem claro que assim que puder, ao completar 18 anos, vai comprar um “Crossfox”. “Eu estou louca por um e tem que ser amarelo, bem brega!”

Bastidores do clipe

Seguranças e viaturas
Ao contrário do que muitos possam imaginar, Stefhany nunca desejou ser cantora. “Meu sonho era ser modelo. Aos cinco anos, ganhei o meu primeiro book”. Porém, segundo a garota, em Araripina, Pernambuco, ela não teria futuro como modelo.

Quando tinha oito anos, Stefhany cantava como vocalista de apoio na banda “Forró de Vênus”, na época liderada por sua mãe. Quando Nety teve que deixar a banda para trabalhar, viu que sua filha poderia ter uma própria carreira.

Assim, no ano passado, a menina começou a carreira solo com 24 músicos e dançarinos da banda de forró “Leva Eu”. Em um ano, gravou dois CDs e dois DVDs com uma coletânea de videoclipes filmados por um câmera contratado e editado por ela e sua irmã. O primeiro CD e DVD “Madrugada” vendeu 13 mil cópias após o terceiro dia de lançamento. Já o segundo, também disponível em DVD, “Vem me Amar”, vendeu mais de 5 mil cópias até agora – isso sem contar com a pirataria.

Em turnê em alguns dos principais Estados do nordeste (Bahia, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco), Stefhany conta que chega a fazer até cinco apresentações por dia, durante todo o mês. “Como venho de uma família muito humilde, não posso nem pensar em recusar um show. Quanto mais eu trabalhar, melhor”. Para Stefhany, o momento que marcou sua vida foi se apresentar na cidade de Petrolina, em Pernambuco, para um público estimado em 20 mil pessoas. “Dividia o show com três bandas, mas quando falavam o meu nome, o povo ia à loucura. Fiquei arrepiada, foi a primeira vez que percebi que eles estavam lá por minha causa”.

No Piauí, durante um show, Stefhany chegou a precisar de dois seguranças e oito policiais militares e “mesmo assim, eles não deram conta”, brinca. “Tiveram que me colocar dentro de uma viatura. Foi inacreditável ver como as pessoas choravam e se jogavam na frente do carro”.


3.3.09

O CARA É PHODA! Uma homenagem a quem tem talento no vídeo abaixo - dominar um instrumento musical é algo que merece reconhecimento!

Yamandu Costa toca "Sampa". Aprecie sem moderação (e dá uma comentadinha dizendo o que achou)


24.2.09

TRABALHAR COM ESPORTES faz a gente conhecer coisas inesperadas. Veja se vc descobre essa:

Obras Sanitárias é...

a) um departamento da secretaria de infra-estrutura de SP
b) um time de basquete da Argentina
c) um time de futebol da Colômbia
d) um ginásio poliesportivo na Bolívia

Escolha sua resposta antes de descer a página para ver a opção verdadeira!

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desce
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desce mais
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desce, mãinha!
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(estou todo molhadinho!)
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Ah, sim, a resposta, é alternativa B. Obras Sanitarias é uma equipe argentina de basquete. E não é das piores, pois esse ano disputa a Liga Sul-Americana com outras equipes de peso no continente, veja
CLICANDO AQUI


Abraço sanitário (limpo, eh claro!)

17.2.09

FOTO-LEGENDA 2 - Tributo a Cerquilho!


Disputou uma grande prova de rua, viu a plaquinha com o nome da cidade!

Por que lá esses correm tanto??

7.2.09

TOTAL BROKEN LEGS! Trampar de tarde é bão porque num preciso violentar o corpo e a mente antes das 9 horas com o despertador. Dá pra pegar comércio e bancos aberto, comprar coisas pra casa, pagar contas. Almoçar em casa vendo o noticiário esportivo, noticiário nacional e as séries do SBT (o pouco que presta no canal do Seu Sílvio) Mas sair do trabalho só às 23 horas ou mais quebra as pernas de compromissos sociais na esfera lúdico-desporto-cultural-amigatícia: nada de happy hour, lançamento de livro às 19h30, aniversário em bar às 20h ou futebol às 22h. O mundo seria perfeito se também houvesse lançamento de livro às 10h, aniversário em padaria (padoca é o que há, velho!) às 10h30 e futebol às 11h. Mas o mundo é o mundo (ou seja, injusto) e a gente, fazer o quê, toca a vida mesmo com os total broken legs dela... Bruno Pessa (protesto resignado)

22.1.09

EXTRA, EXTRA, EXTRATERRESTRES! Autoridades locais não confirmam, mas Pederneiras (região de Bauru, centro do Estado de SP), parece estar na rota dos Óvnis (Objetos voadores não-identificados), e isso não é de hoje.

Há relatos, inclusive em sites internacionais, de que, no final da década de 1970, um visitante de outro planeta tenha sido capturado na cidade pelo regime militar que dominava o Brasil na época - mais detalhes podem ser lidos
AQUI.

Agora, um vídeo recente mostra um pequeno passeio de um disco voador por Peder (apelido carinhoso de Pederneiras), deixando claro que a cidade é realmente rota inter-planetária; assista abaixo:




Sabendo que a região é marcada por essa atmosfera de mistério e fortes lendas, afinal morei em Bauru por mais de 4 anos, é bom não duvidar que, pelo menos por lá, não existem apenas humanos...
RONALDO, parte II! Porque o Fofômeno vale por 2!! (Confesse, vc riu um bocadin...)

Essa é uma das argutas (bonita essa palavra, assim como sua sinônima, perspicaz) charges de Milton Trajano, artista a serviço do iG Esporte, cujas (sempre legal essa também) ilustrações bem-humoradas você encontra clicando AQUI.


Vai dizer que não é boa??

16.1.09

RONALDO NO CORINTHIANS é, além da grande notícia para o esporte brasileiro no alvorecer de 2009, a maior expectativa do ano: ele será o Ronaldo que já brilhou como Fenômeno?

Antes que o tempo e os gramados nos respondam, eis uma justificativa assaz fundamentada para o craque ter vindo justamente para o Timão (postada no blog Não Salvo, bem AQUI):

5.1.09

1 HORA E 51 MINUTOS DEPOIS, A 84ª São Silvestre foi passado pra mim! Fui o 12.530º a cruzar a chegada, feito obtido por 14.297 dos 20 mil inscritos. Na cronometragem oficial, meu tempo foi 2h06, porque levei 15 minutos só para cruzar a linha de largada!

Mas o grande barato mesmo eu conto neste texto:

http://esporte.ig.com.br/mais/2009/01/01/a+sao+silvestre+de+quem+corre+por+diversao+3231472.html

Fotos de figuraças e familiares presentes estão aqui:

http://esporte.ig.com.br/galeria/2009/01/01/a_sao_silvestre_do_povao_210151.html


O que vc me diz??

30.12.08

FECHANDO O ANO COM CHAVE DE OURO, em grande estilo, com a sensação de que valeu muito! É assim que nos sentimos após correr 15km no último dia do ano, num clima de alegria e motivação do começo ao fim, tanto entre atletas quanto na gostosa relação com os espectadores nas ruas de SP.

Uma sensação de potência total: vc é capaz dos maiores desafios que a vida lhe impõe!

No começo de 2009 conto sobre a São Silvestre de 2008, ano de corridas inesquecíveis na capital como Nike Human Race (USP, 31/08) e Ayrton Senna Running Day (Interlagos, 16/11). Porque é superando batalhas que se vence a guerra!





19.12.08

SEMANA DO NATAL eu passo fora de SP, aliás bem longe, pros lados do interior de Minas Gerais, quase Bahia!

Semana do Ano-Novo eu trabalho... mas tem a São Silvestre!

Bom fim de tudo prucê! Se quiser fazer seu pedido para 2009 aí nos comentários, à vonts!

16.12.08

SEÇÃO "INDIQUE UM BLOG"

Hoje temos o Blog de Guerrilha. Não, nada de tiros e mortes a rodo. Marketing de Guerrilha é um ramo da publicidade pra lá de criativo, ousado e bem-humorado.

O blog está AQUI. Para saber antes o conceito de marketing de guerrilha, clique AQUI. E se você tiver qualquer coisa a dizer, qualquer coisa mesmo, que seja um mero "oi" (simples assim), comente logo abaixo.

Bruno Pessa diz "E aí, blz?"

10.12.08

PAPAI NOEL: Sim, vc pode!

Fazer uma criança ou família pobre mais feliz nas festas de fim de ano está a seu alcance. E isso não é novidade, faço desde 2005 e ano passado escrevi neste mesmo bologue, vide AQUI.


Bruno Pessa também diz ho-ho-ho!

2.12.08

VOTA LÁ, PÔ!

A Livraria Cultura realiza o projeto Contos da Cultura, publicando na internet contos curtos que mencionem a livraria. Os mais votados e bem avaliados textos farão parte de uma coletânea em livro.

Este humilde blogueiro metido a escritor pôs seu conto lá. Não só por isso peço teu voto, mas também para que eu mantenha a prazerosa tradição de publicações em coletâneas, iniciada em 2005 (Sexta Antologia dos Anjos de Prata), continuada em 2006 (Contos Natalinos) e consolidada em 2007 (Jornalistas Literários: Narrativas da Vida Real por Novos Autores Brasileiros).

Portanto e por obséquio, clique AQUI e expresse sua opinião!

Bruno Pessa fica gradicido com seu gesto de bondade

27.11.08

FOTO-LEGENDA 1 (para o nº 1 da seção, o nº 1 do mundo... ou não?)



Pra não dizer que não falei de Obama, um dos personagens do ano;
chegue aonde chegares, não esquecei as origens!

19.11.08

CRESCER É MESMO NECESSÁRIO?

Decrescimento sustentável é a ousada tese do francês Serge Latouche para diminuirmos a devastação dos recursos naturais do planeta

(texto: Igor Olszowski)

As idéias do economista e filósofo francês Serge Latouche se chocam com o estilo de vida dos habitantes das grandes cidades do mundo. Professor emérito da Faculdade de Economia da Universidade Paris XI e do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social (Iedes), Latouche, 68 anos, critica vorazmente o crescimento econômico promovido pelos estados. Defende com ardor uma suposta “descolonização” do nosso imaginário e uma mudança de comportamento mais ativa para salvar o planeta do esgotamento de recursos naturais.

O ritmo anda acelerado e estamos consumindo demais, acredita o pensador, que construiu nas últimas décadas toda uma crítica contra a ocidentalização do mundo. Latouche é um dos principais porta-vozes do movimento pelo decrescimento. Tem vários livros e artigos publicados sobre o tema, inclusive no Brasil. Mas, apesar da visão aparentemente trágica, assume-se como um otimista e acredita na vontade da juventude de viver num mundo melhor.

Como o senhor define o decrescimento sustentável?
Criamos esse slogan em 2002 para ir de encontro ao que todos falavam na época sobre o crescimento sustentável. Era preciso marcar uma ruptura radical, porque o crescimento não é durável. Por isso, nós buscamos esta palavra provocadora: decrescimento. O crescimento pelo crescimento ninguém acha absurdo. Então o decrescimento força as pessoas a pensar: “O que isso quer dizer?” Quando falamos em decrescimento, falamos em sair de uma religião do crescimento ligada à economia e ao progresso.

É possível alterar essa lógica?

O relatório do Clube de Roma de 1972 já dizia que uma sociedade de crescimento não era sustentável. Muitos sociólogos e filósofos mostraram que ela não era nem mesmo desejada. Como as ameaças se aproximam, torna-se mais visível. O projeto de uma sociedade de decrescimento não é uma alternativa, e sim a libertação de uma ditadura econômica para reinventar um futuro sustentável. Uma sociedade não pode sobreviver se não respeitar os limites dos recursos naturais. Eu proponho um ciclo virtuoso do decrescimento: reavaliar, reconceitualizar, reestruturar, redistribuir, relocalizar, reutilizar e reciclar. Os dois primeiros termos são importantes para colocar em questão os valores comuns em nosso imaginário. Reconceitualizar é mudar nossa maneira de pensar. É uma verdadeira revolução cultural.

Mas como iniciar a mudança?
Precisamos renunciar a essa atitude predadora, ter uma mudança de atitude mental. Não somente um comportamento individual e sim o produto de um sistema. Muita gente já está convencida de que não é preciso destruir todas as espécies para ganhar mais. Entretanto, são forçados pela lógica do mercado, pela concorrência e pelo marketing. Vamos então mudar de programa para depois trocar de computador. Alterar a base de produção e torná-la mais adequada às necessidades do meio ambiente. Buscar a reutilização, a reciclagem.

Nosso ritmo está muito acelerado?
Com certeza. É necessário dar um basta ao consumo excessivo. Não é somente uma ação individual – porque, se apenas reduzo meu consumo, isso não mudará muito. Temos que mudar o modo de produzir as coisas. Você pode comer um bife em que o gado é criado em pastos naturais ou um bife de uma fazenda que obedece à lógica de mercado. No último caso, você come petróleo. Ele incorpora 6 litros de petróleo. Como isso é possível? O gado é alimentado com a soja que é plantada na Amazônia. Os tratores destroem as florestas, fazem a plantação e despejam os pesticidas. Tudo isso é petróleo. Devemos colocar esse sistema em causa, e não o fato de comermos um bife.

Seremos realmente mais felizes se consumirmos menos?
O consumo traz cada vez menos a felicidade. Vários indícios provam isso. Muitos estudos apontam para o aumento de suicídios e a utilização de antidepressivos. O estresse tornou-se um problema grave em nossa sociedade. Mas ao mesmo tempo somos viciados nesse estilo de vida. Necessitamos de uma terapia.

O mercado de produtos orgânicos indica uma mudança de comportamento?
Aqui na França, as grandes cadeias de supermercados já têm uma linha própria de produtos orgânicos e provenientes do comércio responsável. Essa tomada de consciência é importante porque um dos aspectos destrutivos do meio ambiente é a agricultura produtivista. Tudo o que seja uma alternativa a isso é benéfico. A produção familiar e sem pesticidas é uma das condições para um futuro sustentável.

Mudar a matriz energética pode ser uma das vias de solução?
Como dizia a ministra do Meio Ambiente da República Checa: “Quando há uma inundação no banheiro, você pode secar com um pano de chão. O que eu faço de imediato é fechar a torneira.” Enquanto não decidirmos limitar o consumo de energia, todas as soluções de energia renovável não servirão para muita coisa. A primeira coisa a fazer é fechar a torneira.

A geração de agora é capaz de fazer essa transformação?
Em teoria, ela deveria ser menos capaz. Ela já está mais pervertida. O grande problema está na educação. Quais crianças deixaremos no mundo? Como nós deixamos às nossas crianças um mundo estragado, nós deixamos também para o mundo uma geração pervertida. Apesar de tudo, ainda há uma luz de esperança. Vejo uma participação crescente de jovens no movimento pelo decrescimento sustentável em vários países da Europa. Eles se organizam, tomam iniciativas. Eles querem viver num mundo melhor, salvar a humanidade e o planeta.

E qual seria então a mensagem do decrescimento?
A mensagem não é somente reduzir o excesso de consumo e os danos ecológicos, mas também reduzir a quantidade de trabalho. Não é trabalhar menos para ganhar mais. É trabalhar menos para que todos possam trabalhar e viver melhor. Assim, teremos mais tempo livre para gastar com coisas que realmente valem a pena. Escutar música, dançar, jogar, pensar ou mesmo não fazer nada. Mas, ao contrário, nós nos tornamos viciados no trabalho. Os americanos inventaram a palavra workaholic. Nós quase precisamos de um curso de desintoxicação para reaprender a viver. E, nesse ponto de vista, o decrescimento é uma arte de viver.

Bruno Pessa concorda com a mensagem do decrescimento. Vc naum?

5.11.08

TADINHOS

A rua onde eu trabalho é frequentada (sem trema, conforme novo acordo ortográfico) por fubangos do estirpe de Ronaldo Nazário (pelo menos o sobrenome é de pobre) e Felipe Massa, que devem gastar num almoço desses o que eu gasto em pelo menos dez refeições hoje em dia.

Olha eles AQUI!



Coitadinhos, nem no momento sacrossanto da refeição eles têm sossego! Ô, dó...


Quando Bruno Pessa ganhar na Mega-Sena, vai provar um por um dos restaurantes da Amauri, dando tchauzinho pro iG a cada visita

24.10.08

FRASE D'ANTIS D'ONTI

Essa tem tudo para virar seção também, até porque aqui não valorizamos apenas o hoje, como faz o imediatismo dessa sociedade tecno-midiática-pós-modernista!

A pérola foi dita by me num momento de filosofia pré-lanche noturno, por ocasião de um colega ter reclamado da profusão de potes plásticos que acompanha as refeições de determinado estabelecimento comercial paulistano (não me pagou, não ponho o nome aqui):

"De saquinhos plásticos e tãipuéres
o mundo está cheio"

É ou não é?

Bruno Pessa sempre sonhou publicar a palavra tãipuer (ou um derivativo) em algum lugar. Mesmo que fosse aqui, um mero grão de areia no oceano blogosférico.

22.10.08

SEÇÃO "INDIQUE UM BLOG"

Rá, a seção não nasceu natimorta (eu pleonasmo sim!), quase um mês depois do 1º blog indicado (clique AQUI para acessá-lo), eis o segundo!

Esse é especial, do xará Bruno Soraggi, ex-colega d'iG: Polititica (o cara é baum!)