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Bruno Pessa também aceita tirações de sarro de corintianos, para o bem do bom-humor pacífico no futebol
Porque certas coisas são inevitáveis, como o primeiro post.



O tempo passou, aquele canal de TV cresceu e hoje é um dos maiores do país, investe milhões em artistas, em filmes e em programas. Porém aquela série permanece no ar, diariamente. Bom, tem gente que detesta, tem gente que adora, mas é impossível negar. Todos nós já passamos algumas horas em nossas vidas assistindo o programa dos personagens criados por Roberto Bolaños. O que intriga a muitos é como o programa consegue se manter no ar por todos estes anos? Como uma série que possui tão poucos recursos técnicos consegue cativar crianças e adultos em plena era do computador, dos desenhos feitos em animação gráfica?
de tempo, sem nunca atingir êxito em qualquer delas, mas que mesmo assim nunca para de procurar outra atividade para manter a si próprio e a sua filha única. Passa a maior parte de sua vida desempregado ou sub-empregado, o que transmite a um observador menos atento uma imagem de preguiçoso, de vagabundo. É assim taxado por todos aqueles que ocupem uma classe social mais alta do que a dele, como por exemplo, seu senhorio. Quantos 'madrugas' não estão por aí, nas bancas de camelô dos centros das grandes cidades brasileiras? Vivendo de aluguel e sendo despejados de casas pequenas na periferia? Estariam eles também nas invasões de terrenos públicos? Nas favelas, talvez?
padrão de vida que já não condiz com sua realidade. É obrigada a viver em um bairro afastado, cercada de pessoas de nível cultural inferior, o que a incomoda, e ao mesmo tempo a eleva. Neste local ela pode ser superior. Pode olhar todos os seus vizinhos de cima. Não por acaso, ela se aproxima da única pessoa na história que possui um nível de cultura um pouco mais elevado, ou seja, o professor de seu filho, um garoto robusto e mimado, que por isso é sempre passado pra trás pelas outras crianças, mais pobres e, talvez por isso, mais espertas, uma vez que não tiveram tanto mimo, tanto zelo por parte de seus pais.
a contrariar as regras da sociedade em que cresceu a margem. Ou pior, no caso de suspeita, será o culpado. Não pretendia citar episódios da série nesta parte do texto, mas não posso deixar de citar o episódio do ladrão que aparece na vila. Todos, sem exceção, o acusam de ladrão. Sempre afirmaram que tinham pena e até chegavam a gostar do pobre coitado, porém na primeira oportunidade ele foi julgado e condenado. Era inocente e todos pediram desculpas. Mas tais desculpas aparecem na vida real? Acho que não.
Não me acuse de insensível; se os acusados fossem seus familiares ou amigos, vc acharia normal que eles pudessem ser linchados ao colocar o rosto na rua, não bastando o fato de já estarem eternamente condenados? É plausível pessoas viajarem horas e ficarem em frente a um prédio por outras horas, só pra ter seu cartaz exposto à mídia e gritar impropérios quando seus alvos aparecerem? Ah, elas precisam demonstrar sua indignação?? Teriam elas alguma vez ido à uma sessão da Câmara Municipal - onde não deve faltar motivos para revolta - para cobrar seus vereadores, por exemplo???
PROTESTOS OLÍMPICOS 2008A trama girou em torno de Leo, um dos 'amigos', que, sentindo a iminência da morte por causa de uma doença, resolve reestabelecer as amizades que o tempo separou, e faz de tudo para demonstrar seu afeto por eles gratuitamente, com a única preocupação de aproveitar ao máximo a vida que lhe resta. Louvável!
As aparições de Leo antes da morte são mágicas (não somente porque ele faz mágicas...) e é difícil não se emocionar com a voz de Milton Nascimento em “Canção da América”, que acaba me lembrando um tal de Ayrton Senna da Silva... O fim da história sugere que os amigos, presentes de branco no seu enterro (quero isso no meu, nada de preto, é momento de alegria porque o morto estará mais perto de Deus!), são agora definitivamente amigos. Ou seja, missão cumprida.
Agora pensa comigo: faz sentido demonstrar tanto carinho pelas pessoas amadas, com total desprendimento (nada de aniversário, Natal, Ano-Novo, Dia de São Valentim etc), somente pela certeza de que a separação está próxima? E quem garante que ela virá somente na velhice, para nós seres saudáveis?
Eu tô certo que não devemos esperar, e simplesmente os fatos de estarmos vivos e sermos amigos justificam que tenhamos gestos de afeto e momentos de celebração. Você não acha?

Intróito ou Preâmbulo: esta postagem é mais um capítulo das memórias que publico a cada Copa do Mundo vivida. As anteriores constam no meu p...