24.6.08
13.5.08
* (NÃO-)PAULISTANO
Não levanto cedo
Não tomo café correndo ou na rua
Não pego condução abarrotada
Não ando de crachá no pescoço
Não almoço em restaurante sempre, nem acompanhado
Não sou mensalista de estacionamento
Não enfrento o trânsito das 18h
Não faço happy hour no fim do dia
Não tomo uma no começo da noite
Mas trabalho, estudo, me movimento
E São Paulo tem espaço pra mim
* I-POD À BRASILEIRA:

*COMO ESTOU LEVE! Outro dia doei roupas de vestuário e de cama, que estavam sobrando e ocupando espaço no guarda-roupa, para aqueles que pouco têm. E tem leveza melhor?
5.5.08
Um madruga em cada esquina - Por Rafael Pereira de Menezes (14/02/2002)
Há cerca de 20 anos atrás, em um país distante chamado México, existia uma pequena vila suburbana, habitada por tipos igualmente suburbanos. Eram pessoas comuns: Viúvas, desempregados, crianças, professores... Também há cerca de 20 anos, um pouco menos do que isso talvez, uma recém fundada emissora de TV brasileira adquire um despretensioso seriado produzido no México, retratando justamente a vida das pessoas descritas no parágrafo acima. Para quem não percebeu, estou falando do Chaves, ele mesmo, o garoto que vive dentro de um barril.
Nasci em 1982, portanto minha infância foi muito marcada por esta série. Me lembro que ela era transmitida em horário nobre, às 20h. Minha mãe sempre me obrigava a ir dormir após o Chaves. Era um momento bastante esperado pra mim, que ficava torcendo pro episódio não terminar, assim eu poderia ficar acordado até mais tarde.
O tempo passou, aquele canal de TV cresceu e hoje é um dos maiores do país, investe milhões em artistas, em filmes e em programas. Porém aquela série permanece no ar, diariamente. Bom, tem gente que detesta, tem gente que adora, mas é impossível negar. Todos nós já passamos algumas horas em nossas vidas assistindo o programa dos personagens criados por Roberto Bolaños. O que intriga a muitos é como o programa consegue se manter no ar por todos estes anos? Como uma série que possui tão poucos recursos técnicos consegue cativar crianças e adultos em plena era do computador, dos desenhos feitos em animação gráfica?NÃO POR ACASO
Sempre me questionei a respeito disso sem nunca ter conseguido chegar a uma resposta. Até que um dia, por acaso, zapeando os canais de TV à tarde, acabei vendo uma entrevista de Bolanõs. Uma frase dele que me chamou muito a atenção foi a seguinte: "o Chaves faz sucesso em qualquer lugar do mundo onde existe fome". Realmente, sua série é bem sucedida em toda a América Latina, do México à Argentina. Pude comprovar pessoalmente isto quando estive no Chile, em 1999. Todos os latinos conheciam os personagens e os capítulos, assim como no Brasil. Já os europeus e norte-americanos nunca tinham sequer ouvido falar. Comecei a ver algum sentido na afirmação de Bolaños.
Aquela vila despretensiosa é um microcosmo que contém a sociedade latino americana. É uma grande caricatura de nós mesmos. Pode parecer estranho este comentário. Mas uma observação mais atenta sobre os personagens demonstra isso claramente.
Um homem que vive endividado, que tenta várias profissões diferentes durante um curto espaço
de tempo, sem nunca atingir êxito em qualquer delas, mas que mesmo assim nunca para de procurar outra atividade para manter a si próprio e a sua filha única. Passa a maior parte de sua vida desempregado ou sub-empregado, o que transmite a um observador menos atento uma imagem de preguiçoso, de vagabundo. É assim taxado por todos aqueles que ocupem uma classe social mais alta do que a dele, como por exemplo, seu senhorio. Quantos 'madrugas' não estão por aí, nas bancas de camelô dos centros das grandes cidades brasileiras? Vivendo de aluguel e sendo despejados de casas pequenas na periferia? Estariam eles também nas invasões de terrenos públicos? Nas favelas, talvez?Sua vizinha é uma viúva que vive de pensão, símbolo de uma classe média cada vez mais oprimida e decadente, mas que mesmo assim luta com todas as forças para manter o que resta de sua posição social (apesar de viver em um cortiço). Tenta de todas as formas manter um
padrão de vida que já não condiz com sua realidade. É obrigada a viver em um bairro afastado, cercada de pessoas de nível cultural inferior, o que a incomoda, e ao mesmo tempo a eleva. Neste local ela pode ser superior. Pode olhar todos os seus vizinhos de cima. Não por acaso, ela se aproxima da única pessoa na história que possui um nível de cultura um pouco mais elevado, ou seja, o professor de seu filho, um garoto robusto e mimado, que por isso é sempre passado pra trás pelas outras crianças, mais pobres e, talvez por isso, mais espertas, uma vez que não tiveram tanto mimo, tanto zelo por parte de seus pais.Na casa ao lado vive uma senhora de idade não tão avançada, mas que é claramente discriminada por todos os habitantes do local por isso. Vive sozinha, dependendo de sua aposentadoria pra viver. O dinheiro, embora escasso, é suficiente, uma vez que ela vive sozinha. Uma pessoa em
SI, EL CHAVO
Chego finalmente ao personagem central da história. Um garoto que diz ter família, mas que ninguém a conhece. Que diz ter um nome, mas que ninguém sabe qual é. Ele vive no mesmo ambiente destas pessoas, brinca no pátio e vai a escola, porém sempre sozinho. Não tem o que vestir, enquanto as crianças próximas a ele estão sempre bem vestidas. Todos demonstram pena pela criatura, e engolem seco cada vez em que ele manifesta sua fome, suas necessidades, sua carência afetiva. Porém nada de concreto é feito para mudar sua condição, talvez um sanduíche de presunto hoje, um sapado usado e velho amanhã. Isso basta para manter as consciências suburbanas tranqüilas e satisfeitas, com uma caridade vazia que mantém uma criança vivendo dentro de um barril.
Este barril poderia ser uma marquise? Um viaduto? Quantas crianças vivem nas ruas de nosso próprio bairro e nada fazemos para ajudar? Damos um trocado aqui, um sanduíche aqui. As vezes até juntamos tudo o que não queremos, colocamos em um saco de supermercado e descemos de nossos apartamentos para fazer a caridade. Restos, apenas restos. De comida, de roupa, de afeição. O garoto continua lá, faminto e sozinho. Irá crescer e ser repreendido caso vier
a contrariar as regras da sociedade em que cresceu a margem. Ou pior, no caso de suspeita, será o culpado. Não pretendia citar episódios da série nesta parte do texto, mas não posso deixar de citar o episódio do ladrão que aparece na vila. Todos, sem exceção, o acusam de ladrão. Sempre afirmaram que tinham pena e até chegavam a gostar do pobre coitado, porém na primeira oportunidade ele foi julgado e condenado. Era inocente e todos pediram desculpas. Mas tais desculpas aparecem na vida real? Acho que não.Realmente, meus colegas europeus jamais entenderiam este contexto, logo jamais ririam disto. Que sorte a deles. A auto-ironia sempre tem um efeito devastador sobre todos. Não existe nada mais fácil do que rir de si mesmo refletido no outro. Não existe nada mais fácil do que julgar e condenar alguém que se encontra um pouco abaixo de você.
Então desempregado e vagabundo se confundem, a velha é velha, o rico é rico (mais um detalhe, os ricos da série são gordos, teria isso algo a ver com abundância? Será por isso que todos os outros são magros?), ele não se mistura, apenas aparece para cobrar aluguéis (contas, mensalidades, prestações) e a criança abandonada permanece abandonada. Aliás, todos permanecem abandonados à própria sorte em seus pequenos problemas, aparentemente sem solução, tentando se adaptar inutilmente à esta dura realidade.
Claro, isso são coisas que só se percebem com o tempo. Uma criança não entende tais coisas ao assistir "Chaves". Os adultos riem um riso solto, "esses problemas não são apenas meus" pensam, mesmo que inconscientemente. E acham tudo aquilo engraçado. Aquilo tudo lhes diz respeito e faz muito sentido. Aquele é o seu próprio mundo e a sua própria comédia. Infelizmente.
Bruno Pessa sempre concede a palavra quando alguém fala bonito e nos faz pensar sobre temas de relevância cômico-social
28.4.08
Não vejo a hora do "caso Isabela Nardoni" deixar a minha TV, pois todos os dias me enoja tanto a postura da mídia sanguessuga quanto a dos populares-curiosos-desocupados que não desgrudam dessa novela. Em vez de deixarem a polícia e a justiça cuidarem de um crime de interesse meramente privado, envolvendo pessoas que não têm nada a ver comigo nem com vc, e se preocuparem com assuntos que realmente nos dizem respeito, a mídia fica sensacionalizando o fato, aumentando o clima de comoção e a irracionalidade de quem acha válido apedrejar os acusados.
Não me acuse de insensível; se os acusados fossem seus familiares ou amigos, vc acharia normal que eles pudessem ser linchados ao colocar o rosto na rua, não bastando o fato de já estarem eternamente condenados? É plausível pessoas viajarem horas e ficarem em frente a um prédio por outras horas, só pra ter seu cartaz exposto à mídia e gritar impropérios quando seus alvos aparecerem? Ah, elas precisam demonstrar sua indignação?? Teriam elas alguma vez ido à uma sessão da Câmara Municipal - onde não deve faltar motivos para revolta - para cobrar seus vereadores, por exemplo???Isso não é coisa só da minha cabeça. Olha só o que li quando estudava na biblioteca da PUC-SP hoje de tarde:
"Na sociedade do espetáculo, em que o espaço da política é substituído pela visibilidade instantânea do show e da publicidade, a fama torna-se mais importante do que a cidadania; além disso, a exibição produz mais efeitos sobre o laço social do que a participação ativa dos sujeitos nos assuntos da cidade/sociedade, ou do que a produção de novos discursos capazes de simbolizar o real. À aparente desimportância dos assuntos de interesse público, corresponde um excesso de 'publicidade' e de interesse a respeito dos detalhes mais insignificantes, ou mais constrangedores, da vida privada"
(VISIBILIDADE E ESPETÁCULO, artigo de Maria Rita Kehl, página 143 do livro "VIDEOLOGIAS", organizado por Kehl e Eugênio Bucci, Editora Boitempo, 2004)
Sociedade do espetáculo: falou e disse!
21.4.08
Ainda resta machismo em muitos campos das relações sociais, infelizmente, mas no esporte elas estão cada vez mais ganhando o espaço que já foi exclusivo deles, graças à determinação de quem não desiste diante das dificuldades. (digitei d's demais, de acordo?)
Neste fim de semana, dois exemplos cabais. No sábado a seleção feminina de futebol voltou a encher os olhos dos marmanjos acostumados a ver os homens nos gramados do mundo, despertando um suspiro que já não é novidade: "Como eu queria a Marta no meu time..." (clique aqui para ver como foi)
Dumingu foi a vez de uma piloto (isso mesmo...) vencer pela primeira vez na Fórmula Indy. Danica Patrick fez história num meio tão ou mais masculino quanto Marta, merecendo todos os louros (ou morenos, o que preferir...) pelo feito. (clique aqui para ver como foi)
Da próxima vez que vc ouvir a baboseira "isso não é coisa pra mulher", lembre-se de Marta e Danica...
16.4.08
PROTESTOS OLÍMPICOS 200831.3.08
A trama girou em torno de Leo, um dos 'amigos', que, sentindo a iminência da morte por causa de uma doença, resolve reestabelecer as amizades que o tempo separou, e faz de tudo para demonstrar seu afeto por eles gratuitamente, com a única preocupação de aproveitar ao máximo a vida que lhe resta. Louvável!
As aparições de Leo antes da morte são mágicas (não somente porque ele faz mágicas...) e é difícil não se emocionar com a voz de Milton Nascimento em “Canção da América”, que acaba me lembrando um tal de Ayrton Senna da Silva... O fim da história sugere que os amigos, presentes de branco no seu enterro (quero isso no meu, nada de preto, é momento de alegria porque o morto estará mais perto de Deus!), são agora definitivamente amigos. Ou seja, missão cumprida.
Agora pensa comigo: faz sentido demonstrar tanto carinho pelas pessoas amadas, com total desprendimento (nada de aniversário, Natal, Ano-Novo, Dia de São Valentim etc), somente pela certeza de que a separação está próxima? E quem garante que ela virá somente na velhice, para nós seres saudáveis?
Eu tô certo que não devemos esperar, e simplesmente os fatos de estarmos vivos e sermos amigos justificam que tenhamos gestos de afeto e momentos de celebração. Você não acha?
24.3.08
"Os quatro fantasmas" - Martha Medeiros
Me deparei com as quatro principais questões que assombram as nossas vidas e que determinam nossa sanidade mental. São elas:
1) Sabemos que vamos morrer.
2) Somos livres para viver como desejamos.
3) Nossa solidão é intrínseca.
4) A vida não tem sentido.
Basicamente, isso. Nossas maiores angústias e dificuldades advêm da maneira como lidamos com a nossa finitude, com a nossa liberdade, com a nossa solidão e com a gratuidade da vida. Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera.
Realmente, não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. As outras perturbações são mais corriqueiras.
Somos livres para escolher o que fazer das nossas vidas e isso é amedrontador, pois coloca a responsabilidade em nossas mãos. A solidão assusta, mas sabemos que há como viver com ela: basta que a gente dê conteúdo à nossa existência, que tenhamos uma vontade incessante de aprender, de saber, de se autoconhecer.
Quanto à gratuidade da vida, alguns resolvem com religião, outros com bom humor e humildade. O que estamos fazendo aqui? Estamos todos de passagem. Portanto, não aborreça os outros nem a si próprio, trate de fazer o bem e de se divertir, que já é um grande projeto pessoal.
Volto a destacar: bom humor e humildade são essenciais para ficarmos em paz. Os arrogantes são os que menos conseguem conviver com a finitude, com a liberdade, com a solidão e com a falta de sentido da vida. Eles se julgam imortais, eles querem ditar as regras para os outros, eles recusam o silêncio e não vivem sem aplausos e holofotes, dos quais são patéticos dependentes. A arrogância e a falta de humor conduzem muita gente a um sofrimento que poderia ser bastante minimizado: bastaria que eles tivessem mais tolerância diante das incertezas.
Tudo é incerto, a começar pelo dia e a hora da nossa morte. Incerto é o nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são os nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De se relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte.
Muitos têm uma dificuldade tremenda em aceitar essa transitoriedade. Por isso a psicoterapia é tão benéfica. Ela estende a mão e ajuda a domar o nosso medo. Só convivendo amigavelmente com esses quatro fantasmas - finitude, liberdade, solidão e falta de sentido da vida - é que conseguiremos atravessar os dias de forma mais alegre e desassombrada.
17.3.08
Pois foi isso que fez o camisa 9 do SANTOS FC, Kléber Pereira, contra o São Caetano, pelo Paulistão, ontem. Do jeito que a redonda veio, ele cutucou. Como as imagens mostram, ele usou adequadamente seu "instrumento", tanto que depois disse algo tipo "não posso falar com o quê fiz o gol, é um nome forte... o que importa é que ela entrou". (clique aqui pra conferir!)
Agora imagine se quem faz um gol como esse é o Sebastián Pinto*!!
Bruno Pessa não tinha time para torcer no Estado de São Paulo até seu pai levar o garoto pra arquibancada da Vila Belmiro
*camisa 8 do alvinegro praiano supracitado
10.3.08
1. Vc vê três PISCINAS diariamente toda vez que vai à janela do quarto. Mas são do prédio vizinho.
2. Na academia que vc freqüenta cinco vezes por semana, tem uma baita PISCINA. Mas como seu plano não inclui aulas na PISCINA, não pode sequer encostar o pé.
3. Vc tem uma puta duma PISCINA disponível na família. Mas ela está mais de 300 km distante.
4. Vc não é sócio de nenhum clube que tenha PISCINA (e que não tenha também).
5. Se morasse em casa ou apê com quintal, poderia comprar uma PISCINA de 1000 litros. Mas vc mora em apê. Sem quintal.
6. Vc não consegue lembrar de um amigo ou conhecido que possa te oferecer um banho de PISCINA assim do nada. Mesmo que fosse pra se convidar na cara dura.
7. Sempre que olha pros vigiados do BBB, vc se dá conta de que eles podem entrar numa bela PISCINA dia sim, outro também. E fazem isso. Mesmo que seja apenas pra comemorar o líder da semana.
8. Por fim, vc tá vivendo mó calorzão há meses (Brasil, né?), um bocado de dias ensolarados (até mesmo em SP), transpira bastante com exercícios físicos e tudo isso, junto ou separado, te traz sempre uma palavra: PISCINA.
Agora vc me entende?
- PISCINAAAA!
Bruno Pessa ouviu dizer que existe uma tal de Lei da Atração e, curioso que só, quer saber se funciona mesmo
8.3.08
Balança busão, balança café
Escapa da mão, e cai no meu pé
27.2.08
"O inimigo sou eu" (10 dias num retiro de meditação = puta lição de vida) - clique aqui
"Suicidio.com" (jovem gaúcho comete suicídio com ajuda de internautas) - clique aqui
Em breve neste bológue, discussão sobre (falta de) suicídio na mídia!
Bruno Pessa não confunde discussão de suicídio (isso é permitido) com incitação ao suicídio (isso é crime)
17.2.08
Nessa época de início de aulas, o tema é recorrente na mídia, que quase sempre explora e alerta sobre os exageros ligados à violência e consumo de álcool e drogas do ritual.
Pra mim não importa se a mídia exagera. Só acho que humilhar e obrigar qualquer pessoa a beber e fumar é criminoso, tanto pelo risco à saúde quanto à dignidade da vítima. Ou seja, injustificável.

Já fui bixo, fui veterano e sempre achei bacana a brincadeira do trote pra vc conhecer a galera do seu curso, se integrar, colecionar momentos divertidos e fazer amigos. Desde que seja de leve, só pra zoar mesmo, tirar uma onda, dar risada e, principalmente, brincar com os que estão dispostos a brincar.
O bixo não quer entrar? Não participa, sem represália. Não quer beber? Fica na sua. Se os veteranos forem legais, azar do bixo que se isolar. Mas se eles querem extrapolar os limites do aceitável, que respeitem os que se respeitam como seres humanos.
E se não estiverem nem aí e agirem como criminosos? Manda pra delegacia, não é lá o lugar dos que cometem crimes?
Bruno Pessa nunca ficou bêbado, não suporta cigarro e prefere que as coisas continuem assim
P.S.: Veja no que pode acabar um trote alcoólico clicando aqui.
1.2.08
Seguindo a linha do discurso ecologicamente consciente-correto, uma pá de gente anda metendo o pau nos saquinhos plásticos que o comércio nos fornece quando vamos às compras, pela degradação ambiental que eles causam após seu desuso. De fato, há uma penca de sacos acumulados no nosso dia-a-dia!
Mas sem eles, temos um problema. Não falo de termos que adotar uma sacola padrão para levarmos às compras, reutilizando-a ad infinitum. Sem os saquinhos, como vamos "vestir" as lixeirinhas da cozinha e dos banheiros de casa? Como vamos levar lanche/marmita pra escola/trabalho? Como vamos evitar que o guarda-chuva molhe a bolsa? Como vamos separar a roupa suja do resto da bagagem em situações de dormir fora?
Ah, existem sacos especializados pra lixo à venda, eu sei. Mas não chegam em casa de graça né... Conclusão: azar dos que levam lanche e guarda-chuva na bolsa, que vão ter de incluir um novo item nas despesas. Pobre só se ferra mesmo... E os anos de amizade com os sacos plásticos, quebra-galhos tão úteis? Vão pro lixo? Não, vai acabar poluindo o ambiente...
Bruno Pessa gosta de sinônimos coloquiais, tipo "uma pá, uma penca = um monte, no sentido de muuito", além de latinidades como "ad infinitum = para sempre"
13.1.08
28.12.07
Parece piegas ou infantil, mas ainda me encantam as luzes natalinas que ornamentam prédios, casas e árvores entre novembro e janeiro. Desde criança. É como se a emoção do Natal como tempo mágico da infância continuasse a se manifestar, mesmo depois de a "criança" já saber que existe não aquele Papai Noel, mas essa onda consumista desesperada de todo fim de ano.
Então porque a fantasia persiste? Pelo mesmo motivo que acreditamos, uns mais outros menos, que a partir de 1 de janeiro vamos realizar tudo que quisermos e a vida vai melhorar. Porque precisamos, de tempos em tempos, renovar esperanças e crer que tudo vai dar pé. Se não tivermos essa perspectiva, porque seguir em frente?
Bruno Pessa ainda envia cartões de natal pelo correio e deve ter escrito esse texto em novembro, numa folha de rascunho, quando notou luzes natalinas nos prédios de SP
18.12.07

(a notícia q vc lê aki não é fresca, mas quando a editei lembrei que a cena segue se repetindo, ainda mais em SP)
6.12.07
- O q t revolta + : ser assaltado em menos de 10 segundos ou esperar 3 horas pra fazer um B.O.? Bom, pelo menos o assaltante foi objetivo, direto ao ponto, e não me deixou dores no corpo...
NOTA DEZ!
- Sabia q os CORREIOS (ah, os correios!) te dão a chance de ser PAPAI NOEL das pessoas humildes que pedem brinquedos e outros presentes, por meio das cartas que elas escrevem nessa época? Basta ir a uma das agências, que oferecem uma seção com as inúmeras cartas recebidas, e selecionar a(s) que quiser "adotar". Se vc comprar o presente e levar aos correios até o fim da semana que vem, eles entregam gratuitamente à pessoa. Se deixar para mais perto do dia 25, vc mesmo entrega, pessoalmente ou via correio, pagando.
Uma atitude como essa não resolve a pobreza de ninguém, mas nos torna mais humanos e leva um pouco de alegria ao coração de quem quase não tem motivos pra rir. Experimente, propague e partilhe comigo essa sensação formidável!
22.11.07
Dia 28, quarta agora, tem o lançamento do livro "Jornalistas Literários: Narrativas da Vida Real por Novos Autores Brasileiros" (Ed. Summus), organizado por Sérgio Vilas Boas, com a humilde presença deste que escreve como co-autor!
Será na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509), das 19 às 22h, com muita probabilidade de rolar uma esticada pra comer/beber mais... (pra mim, comer vem sempre na frente!)
Quem puder/quiser ir, dá um toque aê, blz?





